Volume 3 – Arco 14

Capítulo 167: Essência em Chamas

Fox levantou-se sem esforço algum, como se o peso do seu corpo tivesse desaparecido completamente.  A dor que antes o consumia, latejante e crescente, simplesmente deixara de existir.  

Sua Essência, agora desperta e queimando como um sol particular dentro de si, parecia ter percorrido cada centímetro de seu corpo, restaurando músculos, costelas, tecidos e até mesmo sua vontade de continuar lutando.  

Era um renascimento, um reacender intenso, e Fox sentiu isso com clareza: estava vivo de novo, e mais forte do que nunca. 

A aura dourada dançava ao seu redor como um fogo vivo, não um fogo comum, um que não precisava de ar, combustível ou lógica. Era o fogo de sua alma, de sua determinação, de tudo que havia carregado até aquele momento: glórias, fracassos, esperança, medo e, principalmente, a obstinação teimosa que o tornara o Herói do Povo.  

Pela primeira vez, não tentaria moderar essa chama. Não tentaria economizar energia para depois, ou temer os efeitos colaterais de ultrapassar seus limites. Ele queimaria tudo. Até a última gota. 

Sua armadura acompanhou essa transformação. Antes já brilhante, agora parecia reagir diretamente à pulsação de sua Essência, como se fosse parte do seu corpo, como se tivesse vida própria. O dourado aceso e o vermelho vibrante da Raposa Flamejante intensificaram-se, serpenteando pelas placas metálicas como brasas vivas deslizando sobre um metal divino.  

Era a prova definitiva de que o criador original daquela armadura também fora um dominador da Essência. Não havia outra explicação para tamanha sincronia dinâmica entre espírito, metal e corpo. 

E a katana... aquela arma parecia ter esperado anos por esse momento. Uma chama dourada percorreu toda a lâmina, começando pela guarda e subindo lentamente, como se um espírito ancestral caminhasse pela extensão da espada. O brilho era tão intenso que iluminava o rosto de Fox com tons amarelos e alaranjados, dando-lhe a aparência de um guerreiro feito de luz. 

Respirando fundo, Fox posicionou o corpo. Levou a espada para trás, preparando-se para usar seu Impulso mais uma vez, dessa vez com o poder máximo que seu corpo poderia suportar. 

E antes que executasse o movimento...

— Agora é minha vez de liberar! — exclamou Viktor, numa empolgação quase infantil. — Aaahhh! 

Fox arregalou ligeiramente os olhos.  

Uma onda de energia começou a se manifestar ao redor de Viktor, primeiro tímida, uma brisa dourada vibrando ao redor de seu torso, até que explodiu. 

A Essência daquela Sombra. 

A coloração inicial era a típica de todos os usuários: dourada. Pura. Neutra. Primordial.

Conforme a energia ganhava força, ela começou a mudar. O dourado se tingiu de azul, um azul não comum, um azul profundo, abissal, que lembrava o fundo de um mar sem luz. Um azul que parecia conter histórias antigas, memórias congeladas e um silêncio tão pesado que poderia quebrar a alma de um homem comum. 

Logo, pequenas partículas brancas e douradas começaram a surgir dentro daquela energia azulada, como estrelas pontilhando o espaço. Não eram estáticas; moviam-se de maneira sutil, lenta, quase respirando. Era como observar um céu noturno se expandindo ao redor de Viktor, um firmamento vivo girando em torno de um único ponto. 

A aura desempenhava um espetáculo tão intenso e magnífico que Fox não pôde evitar olhar, mesmo em plena batalha. Aquele poder não parecia maligno, muito pelo contrário. Era frio, profundo, misterioso, mas não carregava ódio. Não carregava destruição. Era como olhar para a noite sem lua e perceber que ela também tem beleza, quietude e força própria. 

Viktor abriu um sorriso de alegria genuína, um brilho eletrizante atravessando seus olhos azuis. 

— Agora sim! — disse ele, inclinando o corpo para frente, espada em mãos, pronto para atacar com tudo. — Então vamos juntos, que tal? 

Fox não respondeu; não precisava. O corpo dele respondeu por ele. 

— IMPULSO! — gritaram ambos, em perfeita sincronia. 

Mesmo que o uso da Essência dispensasse a necessidade de verbalizar técnicas, ambos o fizeram por hábito, por tradição, por memória muscular, por tudo o que os tornara quem eram naquele momento. 

CLANG! 

As espadas se encontraram no ar. 

O impacto foi tão poderoso que o chão reagiu imediatamente. A grama ao redor deles voou para trás como se uma explosão tivesse acontecido. O solo tremeu, o ar vibrou, e as folhas que ainda voavam livremente pelo local foram arremessadas para longe, em redemoinhos caóticos.  

Nada ao redor queria permanecer próximo daquela colisão. 

Fox mantinha um olhar firme, concentrado, um foco tão intenso que parecia transformar o próprio ar ao redor dele. Seus olhos dourados brilhavam de modo selvagem, e a chama de sua Essência ondulava como um animal à espreita. Ainda assim, seu rosto estava sereno, determinado, completamente devotado a cada movimento, a cada respiração, a cada centímetro que o separava de Viktor. 

Viktor, por outro lado, parecia estar vivendo o melhor momento de sua vida. Um sorriso largo, infantil, estampava seu rosto mesmo em meio à pressão esmagadora daquele combate. O brilho azul-constelação de sua Essência dançava atrás dele, pulsando com sua euforia, enquanto ele recuava, girava e avançava com uma energia que parecia inesgotável. 

— É a primeira vez que enfrento alguém capaz de utilizar a Essência! — declarou Viktor, quase celebrando em plena luta. — Me diga, Fox: você consegue enxergar a minha aura? Porque a sua... a sua é realmente linda! 

Mesmo enquanto falava, Viktor demonstrava superioridade no duelo de forças. A força bruta da Sombra, somada à estabilidade absurda de Athena, fazia o impacto entre as espadas vibrar pelos ossos de Fox. Era como se cada choque enviasse uma onda de energia pelo solo. 

Fox não pretendia permitir que isso continuasse. 

Com um movimento rápido e calculado, abaixou sua espada, fazendo parecer que tinha cedido à força de Viktor. A Sombra avançou com a lâmina, pronto para acertá-lo no peito, e teria conseguido, se Fox não tivesse abaixado ainda mais, dobrando os joelhos até quase tocar o chão. A lâmina de Viktor passou por cima de seu ombro, e Fox, em contragolpe, cortou a barriga da Sombra num arco preciso. 

— Aagh! 

O som da dor de Viktor ecoou como um estalo. Ele tentou recuar imediatamente, instintivamente, e Fox o seguiu sem hesitar, mantendo a pressão. A cada passo para trás de Viktor, Fox avançava com dois, desferindo cortes curtos e agressivos que ricocheteavam contra Athena. 

As espadas lutavam quase por conta própria. 

A katana de Fox, leve e veloz, serpenteava como uma língua de fogo. Athena, robusta e imponente, respondia como um trovão, cada impacto ecoando pelo campo aberto como se fosse parte de uma tempestade. 

Fox retomara o estilo que Viktor achava já decifrado, agora completamente diferente, cheio de nuances novas, ritmos irregulares e decisões imprevisíveis. Era como se o Herói do Povo houvesse renascido junto à sua Essência. 

Aquilo era frustrante. E fascinante. 

O sorriso de Viktor, agora quase delirante de alegria, incomodava Fox. Incomodava tanto quanto o intrigava. A Essência de Fox pulsou uma única vez, forte, iluminando-o por dentro, e as palavras escaparam de seus lábios: 

— Por que está sorrindo? — perguntou Fox, desviando de outro golpe pesado de Athena. — Gosta tanto assim de lutar? 

— Se eu gosto? — Viktor riu, desviando por pouco de um corte que quase lhe atravessou a garganta. — Eu amo! Amo com cada fibra da minha alma! Mas — Bloqueou outra investida —, essa não é a razão inteira. 

Mesmo conversando como velhos conhecidos, nenhum dos dois desacelerava. As lâminas seguiam chocando-se sem descanso: Fox recuava um passo, avançava dois, torcia o pulso no último instante e tentava cortar por baixo; Viktor vibrava Athena como se fosse um martelo de guerra, bloqueando, desviando e revidando em golpes que pareciam carregar o peso de uma montanha. 

Fox precisava esquivar da maioria deles. Um único choque direto contra Athena poderia quebrar sua katana com facilidade. A diferença de peso entre as armas era brutal, quase injusta. 

— A sua Essência — prosseguiu Viktor, girando o corpo para evitar um golpe lateral — me parece genuinamente boa. De uma pessoa boa e gentil. É uma pena — Um sorriso torto surgiu —, que você tenha sido coagido pela propaganda imperial. 

Fox cerrou os dentes. 

— Não foi pelo Império que eu me inspirei — disse ele, frio, avançando com um golpe rápido —, mas pelo Imperador. 

Viktor arqueou as sobrancelhas, claramente intrigado. 

— Você o conheceu? 

— Não. 

— Então por quê? — insistiu a Sombra, sua voz curiosa, quase provocativa. — Por que dedicar sua vida a um único homem? A um conceito que você nem sabe se é real? 

Fox sentiu o calor de sua Essência vibrar dentro de seu peito. Algo como uma irritação profunda, acumulada, uma ferida invisível tocada sem permissão. 

Num movimento brusco, Fox empurrou Viktor para longe com força suficiente para afastá-lo por dois passos. Em seguida, ergueu a katana num arco rápido e preciso, passando a lâmina tão perto do rosto de Viktor que um fio de cabelo foi cortado e levado pelo vento. 

Não queria matá-lo naquele golpe. Não queria nem mesmo incapacitá-lo. Só queria feri-lo. Só queria fazê-lo calar. 

Um pouco assustado pela violência súbita do Herói do Povo, Viktor vacilou por um instante, como se a lâmina tivesse aberto também uma ferida antiga e invisível em sua alma. Seu rosto perdeu por um segundo a rigidez habitual; havia algo ali, um sinal de que as palavras de Fox haviam tocado algo real, algo íntimo. O ar ao redor ficou pesado, carregado de lembranças que não precisavam de som para existir. 

— Você conheceu Reiji Torison? — perguntou Fox, aproximando-se com passos curtos, pontuados por cortes rápidos e incisivos; cada palavra uma lâmina.  

A proximidade intensificava cada voz, cada gesto, cada respiração. 

— Não — respondeu Viktor, a voz arranhando, tentando manter o foco no combate enquanto processava o golpe emocional.  

Seu corpo se movia para defender, para responder. Suas mãos, que por tanto tempo seguraram Athena como uma extensão de si, tremiam por frações de instantes. 

— E mesmo assim tenta honrá-lo, não? — prosseguiu Fox, como se puxasse um fio do passado e o fizesse aparecer diante deles. 

— É claro, ele é meu pai! — Viktor admitiu, a declaração saindo mais forte do que esperava.  

A confissão parecia tanto um alívio quanto uma condenação; várias emoções se chocaram em seu olhar. 

Fox inclinou o corpo, a determinação queimando ainda mais nos olhos dourados. A voz dele se elevou, carregada de convicção e uma dor tão profunda que ninguém a veria senão os que a tinham conhecido: 

— E o Imperador é o pai da humanidade! — disse Fox, como se declamasse um credo que não cabia em pensamentos pequenos. — Um homem que tinha como objetivo unir todos os seus filhos sob um único regime justo e honesto. Mas que foi traído por aqueles que julgou serem seus aliados... 

As palavras caíram sobre Viktor como brasas.  

Ele sentiu a ponta da katana de Fox penetrar seu corpo na altura do peito, cravando-se a poucos centímetros do coração. Era uma perfuração precisa, carregada de propósito e de toda a intensidade das palavras que a antecederam. 

— Me inspiro nele — continuou Fox, com as mãos firmes, a voz que agora não vacilava. — Não pelos seus resultados, mas por aquilo que ele queria alcançar; seus ideais e sonhos. Se não for para lutar por um futuro melhor, onde a raça humana jamais será boa... 

Fox girou a espada num movimento limpo e vertical, rasgando a carne de Viktor desde o ponto do ferimento até sair pelo ombro.  

O som do metal cortando carne foi seco, absolutamente real; o corpo da Sombra arqueou, um grito preso na garganta transformou-se num gemido longo. 

— Aaaghhhh! — gemeu Viktor, enquanto algo quente lhe subia pela boca: sangue amargo, carregado de surpresa. 

Fox não reduziu a intensidade de suas afirmações; ao contrário, acelerou, como se cada sílaba alimentasse a força do ataque: 

— ...Eu jamais teria sobrevivido ao inferno! — bradou. — EU LUTO, POIS TENHO ESPERANÇA! 

As palavras tiveram o efeito de um estopim. A ferida aberta sobre o corpo de Viktor não foi apenas física: inflamou-se em uma chama dourada que percorreu freneticamente sua pele. A cor era a mesma da aura de Fox. Um fogo que parecia ter vontade própria, consumia carne e espírito.  

Em poucos segundos o incêndio se espalhou, envolvendo a roupa e a pele, subindo por braços e peito com uma ferocidade que nada parecia capaz de controlar. 

Viktor, em pânico, largou Athena como se a lâmina fosse agora um obstáculo ao seu único objetivo: apagar o incêndio que lhe consumia por dentro. Suas mãos, macias de sofisticação e fortes de hábito, arrastaram-se rapidamente para as chamas em um gesto quase histérico de quem tenta arrancar o fogo do próprio corpo. 

Mesmo tentando com toda a força, esfregando e batendo com os punhos, tentando sufocar o brilho com palmas e terra arrancada, Viktor não encontrou alívio. A Essência de Fox havia se fixado na ferida como se uma semente tivesse germinado e crescido em chamas, e nada parecia capaz de extingui-la. 

A carne queimava; a dor era aguda, elétrica. Seus olhos, antes constelados de calma calculada, rasgaram-se de pânico. 

Fox recuou apenas um passo para observar, seus braços ainda firmes ao cabo da katana. Seu peito subia e descia com a intensidade da batalha; seu rosto refletia tanto a fúria quanto a compaixão, uma contradição que tornava tudo mais humano. 

Então, com voz curta e controlada, como quem fecha um livro antigo, Fox pronunciou o nome da técnica que selaria o movimento final: 

— IMPULSO DA RAPOSA! 

Shing! 

O ataque foi limpo, preciso, e não houve resistência que valesse. A ponta da katana atravessou o espaço e cortou justamente onde prometera: o pescoço. Limpando o caminho com a letalidade de um último decreto. 

Em instantes, Fox já não estava à frente da Sombra agonizante; ele reaparecera atrás num deslocamento tão natural que parecia parte do próprio ar.  

Guardou a katana de maneira ritual. 

Tchk! 

A lâmina deslizava para dentro da bainha, calma e precisamente. Algo natural para quem respeita seu instrumento de guerra.  

E, no mesmo compasso do som, o desfecho ocorreu. 

A cabeça pendeu para o lado, desvinculando-se daquilo que a prendia. Os joelhos dobraram. O corpo, pesado, finalmente caiu. O crepitar ardente que cobria sua pele cessou, como se alguém tivesse soprado as brasas de uma vela e deixado apenas uma sombra fria no lugar. 

O fogo que queimava sem parar, cessou. 

Fox ainda respirava com dificuldade, arfando em intervalos curtos e irregulares, como alguém que acabara de atravessar um deserto em chamas. Cada inspiração parecia arranhar sua garganta por dentro, enquanto o ar quente voltava a preencher seus pulmões.  

Não sabia dizer, naquele instante, se aquilo era resultado da raiva súbita que o dominara ao lembrar-se do Imperador e de sua morte, reacendendo feridas antigas e dolorosamente profundas, ou se era simplesmente o desgaste brutal que a Essência lhe cobrava. 

E, de fato, era a primeira vez que a utilizava por tanto tempo, de maneira tão intensa, tão concentrada, tão emocionalmente crua. Seu corpo inteiro vibrava, como se estivesse prestes a entrar em colapso ou explodir. 

Entretanto, mesmo em meio ao cansaço, algo latejava em sua mente com inquietação crescente. Algo não fazia sentido. 

— Por que minha Essência ainda está ativa? — murmurou, quase sem voz. 

Não deveria. 

Ela deveria ter cessado assim que o perigo imediato passasse, ou pelo menos assim que sua determinação vacilasse, como sempre acontecera nas raras vezes em que ousara liberá-la. Porém ela continuava lá, queimando em torno de seu corpo, viva, pulsante, repleta de vida própria. 

Antes que pudesse refletir mais, uma voz ecoou atrás dele, empolgada como de uma criança. 

— Impressionante! 

Fox virou-se imediatamente. 

E o que viu congelou cada músculo de seu corpo. 

Viktor levantava-se. 

A Sombra ainda estava viva. 

Com naturalidade grotesca, como se aquilo não passasse de um incômodo trivial, Viktor segurou a própria cabeça pelos lados, alongando o pescoço com dois estalos secos. 

Crak! 

E depois, inclinando para o outro lado: 

Crak! 

— Você realmente conseguiu me decapitar! — disse ele, passando a mão pelo queixo e pela própria mandíbula, certificando-se de que tudo estava devidamente encaixado. — Só não entendi por que guardou sua katana... espera aí! 

A expressão de surpresa divertida iluminou seu rosto. 

— Pensou que tinha perfurado meu coração? Aaaahhh, agora faz sentido... 

Fox não respondeu. 

Em vez disso, ergueu sua katana, o brilho dourado refletindo em seu olhar tenso. 

Viktor, por sua vez, pegou Athena do chão com leveza, sem perder o sorriso que parecia crescer a cada segundo. 

— De fato eu lhe julguei mal, Raposa Flamejante — continuou ele, girando a espada na mão antes de guardá-la na bainha. — É por isso que eu amo tanto lutar! Nada revela tanto sobre alguém quanto o modo como essa pessoa empunha uma arma, como enfrenta o medo, como encara a morte! 

Sua voz enchia o ar, vibrante, quase celebratória. 

— E você... você é mesmo o Guerreiro do Sol, a esperança da humanidade! 

Fox manteve sua katana à frente por alguns instantes, até perceber que Viktor não assumira nenhuma postura de ataque. 

Pelo contrário. 

Ele apenas o observava. Com expectativa. Com admiração. Com um brilho incômodo nos olhos. 

Foi quando Viktor respirou fundo e disse, em tom firme e sedutoramente perigoso: 

— E é por isso que eu quero te fazer uma proposta. 

Ergueu a mão vazia, a palma aberta, como alguém oferecendo um pacto ancestral. 

— Venha se tornar uma Sombra ao meu lado. 

— ... 

A katana de Fox abaixou, imperceptivelmente no início, depois com mais peso, como se estivesse carregando o fardo de mil guerras. 

A brisa cessou. A aura dourada tremulou. 

O próprio mundo pareceu inclinar-se para ouvir a resposta que estava por vir. 

Porque aquelas palavras, aquela oferta, não mexiam apenas com dois guerreiros num campo devastado, mas com o destino de toda a humanidade. 

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