Volume 2 – Arco 11

Capítulo 112: Marcha

Como os Cavaleiros de Camelot trabalhavam sempre em duplas, o grupo de Erina foi obrigado a se dividir entre eles — uma separação sem qualquer propósito, apenas escolheram os membros que se sentiam mais confortáveis de estar perto. 

Kenshiro e Erina ficaram sob a tutela da dupla principal: Arturo Dragon e Lance.  

O casal vestia novamente seus equipamentos de combate — as armaduras reluzindo sob o brilho pálido do sol e as armas perfeitamente limpas, embora o desgaste recente ainda estivesse marcado em seus semblantes. Pareciam prontos, mas cansados.  

Aline fora a responsável por retirar Erina e a carruagem do fundo do rio — um feito que o casal ainda não compreendia. Teriam de perguntar a ela mais tarde como havia conseguido algo assim. 

— Então vocês enfrentaram as Sombras e os Ratos? — perguntou Erina, rompendo o silêncio que os acompanhava desde o início da marcha. — Chegaram a conhecer a Valerith? 

Arturo soltou uma risada breve, com o mesmo orgulho que exibia ao falar de suas antigas façanhas. 

— Enfrentamos alguns deles, sim. Mas nenhum se apresentou, nem mencionou a qual grupo pertencia. 

Lance, que caminhava logo ao lado, manteve o olhar fixo no horizonte. 

— Ainda assim — disse ele, com a voz firme —, a força deles não era normal. Parecia algo... corrompido. Maligno. — Virou o rosto, encarando Erina. — Essa tal de Valerith, ela é realmente tão poderosa assim? 

— Não temos muito com o que comparar — respondeu Kenshiro. — Mas ela foi responsável pela morte do meu tio... pela morte de praticamente todos os Heróis... e pela destruição de Shenxi. 

Lance e Arturo trocaram um olhar rápido. Nenhuma palavra foi dita, mas ambos pareciam calcular a magnitude do inimigo. 

— Ela usa marionetes — acrescentou Erina. — Se aproveita dos corpos daqueles que morreram. Matou todos os Heróis em uma única noite... talvez ao mesmo tempo. 

O silêncio que se seguiu foi denso, pesado. Por alguns instantes, até o som das armaduras se chocando parecia distante. 

— Hm — Arturo foi o primeiro a romper a quietude. — Essa pode dar um pouco de trabalho pra gente. 

— Se nos atacar com todas as marionetes — completou Lance, pensativo —, acredito que será a primeira vez que sofreremos alguma baixa. 

A confiança dos Cavaleiros era quase uma afronta. Kenshiro trocou um olhar com Erina, tentando entender se aquilo era bravura ou pura arrogância. 

— É uma pena que não poderemos fazer nada — disse Arturo, cruzando os braços e estalando o pescoço, com uma expressão quase frustrada. 

— O quê?! — perguntaram Erina e Kenshiro ao mesmo tempo. 

— Essa Valerith deve estar se escondendo da gente — explicou Lance, como se falasse de algo banal. — Ou não nos considera interessantes, ou nos vê como uma ameaça real. Seja qual for o motivo, ela não tem desejo de nos enfrentar. Se tivesse, imagino que já teria o feito. 

O raciocínio era sólido, mas deixava um gosto amargo. Erina sentiu que, por mais poderosos que fossem, ainda estavam todos jogando o jogo da inimiga. 

— Mas vocês parecem estar indo bem — disse Arturo, voltando a sorrir. — Ainda não morreram, nem nada! 

Kenshiro riu sem graça, tentando acompanhar o tom leve, mas sem conseguir disfarçar o nervosismo. 

— Até chegarmos ao seu primo, Kenshiro, vamos aproveitar para treiná-lo mais um pouco — disse Lance, sem olhar para trás. 

O espadachim piscou, surpreso.  

— Mas vocês já me ensinaram tudo, não? 

— Apenas o suficiente para não morrer tão rápido — respondeu Arturo, divertido. — Falando sério agora... Nunca imaginávamos que você acabaria esbarrando no caminho deles. 

— A Essência é fundamental para enfrentar tantos os Ratos quanto as Sombras — explicou Lance. — E sinceramente, ainda não acredito que serão capazes de dominá-la 

O casal trocou um olhar silencioso. Não sabiam se deviam agradecer ou temer o treinamento que viria. E, pela expressão satisfeita de Arturo, parecia que recusar não era uma opção. 

O Comandante pigarreou, e com um sorriso travesso, fez a pergunta que ninguém esperava: 

— Agora, a questão mais importante de todas... — os olhos dele brilharam com malícia. — Você, Erina... é mesmo irmã da Morgan? 

Erina piscou, surpresa pela mudança abrupta de assunto. Kenshiro suspirou fundo, percebendo que o tom na voz de Arturo era puro deboche. 

O medo e a preocupação que sentiam se mostraram desnecessários — Arturo só queria fofocar. 

***

— É mesmo irmã da Erina? — perguntou Vaelis, com o tom curioso de quem sabe que está cutucando um segredo. 

— Meia-irmã, para ser mais exata. 

Morgan respondeu com naturalidade, mexendo distraidamente em uma mecha do cabelo, enquanto caminhava ao lado de Gwen. Além da dupla de magos, nenhum dos seus companheiros parecia interessado em acompanhá-las — afinal, lidar com a Barulhenta exigia coragem e paciência em igual medida. 

— Ainda não acredito que você escondeu isso de mim! — protestou Gwen, gesticulando exageradamente. — Nós somos melhores amigas! Melhores! Amigas! Não devia existir segredo entre nós! 

— Guardo muitos segredos de você — disse Morgan com um sorriso enviesado. — Fora todas as mentiras que já te contei. 

— O quêêê?! SUA FALSA! — gritou Gwen, com um escândalo que fez alguns soldados rirem. 

Soren, que caminhava ao lado de Gwen, parecia querer evaporar dali. Cada novo berro da jovem parecia ser um soco em sua alma. Chegou a olhar para Vaelis, implorando em silêncio por uma troca de lugar, mas ela — curiosa e destemida — era a única que ainda tinha coragem de perguntar. 

— Do mesmo pai ou da mesma mãe? — retomou Vaelis. 

— Do mesmo pai — respondeu Morgan. — O senhor Henri Waltz. 

— VOCÊ É UMA WALTZ?! — gritou Gwen, espantada. — ERINA É UMA WALTZ?! 

Morgan suspirou, ignorando os exageros da amiga. 

— Minha mãe era uma híbrida. Melethra era seu nome. Depois que ela morreu, não vi mais razão para permanecer com meu pai, então fugi. Acabei encontrando essa insuportável enquanto vagava sem rumo, e decidi segui-la. No fim, terminei aqui. 

A história, breve e vaga, parecia cuidadosamente editada. Vaelis percebeu isso na hora, deduzindo que Morgan é capaz de mentir com elegância, não sabia se podia acreditar em nenhuma palavra. 

Entre as informações duvidosas de uma e os gritos histéricos da outra, não havia muito o que levar a sério naquela conversa. Os soldados próximos já haviam aprendido isso há tempos: bastava rir, e deixar que as duas preenchessem o silêncio da caminhada. 

Mas Morgan, mesmo em meio à teatralidade, notou o desconforto sutil nos dois magos que as acompanhavam. 

— Está tudo bem com vocês? — perguntou, com uma suavidade estranhamente genuína. 

— Está sim! — responderam os dois, em uníssono, rápido demais. 

Os olhos de Morgan brilharam por um instante em um tom violeta profundo — um brilho encantador e perigoso. Vaelis sentiu o rosto aquecer, o coração acelerando sem saber por quê. 

— Sentem que, por serem os membros mais novos, Kenshiro e Erina não os respeitam tanto quanto os outros? — perguntou Morgan, num tom calmo, quase maternal. 

— Como você... sabe disso? — murmurou Soren, desviando o olhar. 

— Cortesia da minha mãe — respondeu ela. — Então estou certa, não estou? 

Vaelis suspirou e assentiu em silêncio, incapaz de admitir em voz alta. 

— E vocês realmente se importam tanto com o casal assim? — perguntou Gwen, agora genuinamente curiosa. — Mal os conhecem. 

— Sim, mas... é difícil explicar — disse Vaelis, depois de hesitar. 

— É a Erina — completou Soren. — Ela tem algo... algo que impede a gente de não se importar com ela. 

— Já sei o que é! — exclamou Gwen. — A aparência dela! É impossível não se importar com uma mulher linda! Agora, se fosse uma baranga, duvido que vocês... 

— Existe algo mágico de fato — interrompeu Morgan, ignorando completamente a amiga. — Quando nossos olhos se cruzaram pela primeira vez, senti algo estranho. Lembrou-me um pouco de Arturo. 

— Está falando da Essência? — perguntou Gwen, pela primeira vez com um tom sério. 

— Algumas pessoas nascem abençoadas — respondeu Morgan. — Possuem uma “luz” capaz de tocar todos. Kenshiro deve ser o mais enfeitiçado de fato. 

Vaelis franziu o cenho.  

— Do que estão falando, afinal? 

Gwen deu de ombros.  

— Seria melhor deixar o próprio Arturo explicar. 

Morgan sorriu, seu olhar voltando a brilhar com malícia. 

— De qualquer forma, não há com o que se preocupar. Quando conhecemos o restante do grupo, também éramos estranhos. E ainda assim, em poucos dias, nos tornamos inseparáveis. 

Ela parou por um momento, olhando de relance para os dois jovens magos. 

— Não precisamos compartilhar nossos passados trágicos para criar laços. A confiança vem do presente, não das feridas antigas. Tenho certeza de que Erina e Kenshiro não se importam com quando vocês entraram, apenas que caminhem juntos. Sejam vocês mesmos, e sigam as ordens. O resto... vem naturalmente. 

Gwen sorriu satisfeita, incapaz de estregar aquele momento com outro de seus surtos. 

***

O restante do grupo seguia ao lado de Aline e Drake. 

Alguns estavam acomodados em seus lugares na carruagem guiada por Kaji, outros preferiam caminhar a pé, mantendo-se próximos o bastante para ouvirem uns aos outros. 

Drake, sempre em silêncio, permanecia alerta — os olhos atentos aos arredores, cada passo medido, cada respiração contida.  

Takashi e Sebastian, impressionados com aquela postura, tentavam imitá-lo, estudando cada movimento como se pudessem decifrar a essência de um caçador apenas com a observação. Mal sabiam que, se simplesmente perguntassem, ele não teria o menor problema em ensiná-los. 

Aline, por sua vez, caminhava de igualdade aos seus companheiros, antigos e novos, a conversa brotando dela com naturalidade e leveza. Apesar de tímida, era curiosa e gentil; falava com cuidado, escolhendo palavras que não pudessem ofender nem despertar desconforto. 

— Então você se tornou Herói do Povo há muito tempo? — perguntou ela, virando-se para Fox com um sorriso discreto. 

— Logo depois que vocês abdicaram do título — respondeu. — Não podem imaginar a confusão e a dor de cabeça que isso causou no Império... 

Aline soltou uma risadinha contida.  

— Na verdade, foi exatamente por isso que nos escondemos e anunciamos nossa saída por uma carta. — Seus olhos ganharam um brilho travesso. — Gostaria de ter visto a cara deles lendo aquilo. 

— Imagino — disse Fox, sorrindo. — É claro que vocês devem ter tido seus motivos, e não cabe a mim julgá-los, mas... por que ainda estão nas Grandes Planícies? E por que continuam carregando símbolos imperiais? 

— Você jogaria fora seus presentes? — retrucou Aline, arqueando uma sobrancelha. 

— Não foi o que eu quis dizer... 

— Eu sei, Fox — Suavizou o tom. — Mas foi o próprio Imperador quem nos condecorou. Ele mesmo nos entregou as armas e armaduras. 

— O Imperador, em pessoa? — perguntou Xin, empolgada. — Que honra! Sou de uma cidade-livre, mas cresci ouvindo histórias sobre ele. Sonho em um dia poder encontrá-lo pessoalmen... 

— O Imperador morreu. 

A voz grave de Drake atravessou o ar como uma lâmina fria.  

O ranger das rodas na estrada e o som dos cascos dos cavalos pareceram aumentar, ecoando em meio à quietude forçada. 

Xin empalideceu. Fox parou de andar. Takashi e Sebastian trocaram um olhar incerto, incapazes de reagir. 

— Drake! — repreendeu Aline, sua voz soando mais aguda do que pretendia. — Isso é confidencial! Apenas Arturo deveria... 

— Ele contaria de qualquer forma — interrompeu o guerreiro. — Não há sentido em alimentar esperanças falsas. Às vezes, a verdade, por mais cruel que seja, é o único presente que se pode dar. 

Talvez Drake estivesse certo — mas isso não tornava mais fácil aceitar. A morte do Imperador não era apenas uma perda para o Império, mas o colapso de uma era, o desmoronar de um símbolo. 

Aline manteve-se em silêncio, o olhar fixo na estrada à frente. Nenhum dos outros teve coragem de dizer qualquer coisa. 

Sebastian e Takashi, que há pouco tentavam copiar os gestos de Drake, desistiram de imediato. O caçador parecia mais distante do que nunca — e ninguém queria descobrir o que mais ele sabia. 

(...) 

O único que parecia alheio à notícia e a todo o peso que ela trazia era Gurok, sentado em uma das carroças, observando o horizonte sem expressão. 

Os olhos semicerrados, o corpo imóvel, mas a mente distante — talvez em qualquer outro lugar, exceto ali. 

Tlim-tlim-tlim... 

O som do martelo ecoou pelo ar, metálico e ritmado, quebrando o silêncio que envolvia o comboio. Para Gurok, aquele som era mais reconfortante do que qualquer palavra. Reconheceria aquele timbre em qualquer canto do mundo. 

Curioso, desceu da carroça e seguiu o som, seus passos pesados acompanhando o compasso das batidas. Parou diante da terceira carroça à direita da sua. Um velho de cabelos grisalhos, costas curvadas e olhar afiado trabalhava incansavelmente sobre uma bigorna improvisada, moldando o metal com uma precisão quase hipnótica. 

Era o ferreiro dos Cavaleiros — o único — e, diferente dos soldados, não carregava arma. 

— Com licença... — disse Gurok, batendo levemente na lateral da carroça para chamar sua atenção. 

O velho nem levantou os olhos.  

— Já estava me perguntando quanto tempo levaria pra vir me procurar, amador. 

— A–amador?! Bom dia  pra você também... 

— Calado, gafanhoto! — Rosnou o ferreiro, martelando o ferro incandescente com mais força. — Acha que eu não dei uma olhada nos equipamentos do seu grupo? Estou envergonhado. Envergonhado, não... decepcionado. Não... enojado! 

Gurok deu um meio sorriso.  

— Olha pra isso aqui, seu ranzinza! — disse, batendo com orgulho no peito, onde sua armadura platinada refletia a luz do sol. — Consegue fazer algo assim, por acaso? 

— Isso? — O velho ergueu o olhar, os olhos faiscando. — Isso é uma obra-prima, garoto! Nem mesmo eu, com todos os meus anos de calos e queimaduras, conseguiria forjar algo igual. — Deu uma última martelada firme, fazendo o som vibrar no ar. — Acha que sou idiota, idiota? 

— Você não tá falando coisa com coisa, gagá! 

O ferreiro riu — um riso rouco, arranhado, mas sincero. Depois suspirou, limpando o suor da testa com o antebraço e pousando o martelo. 

— O equipamento do seu grupo... — começou, num tom mais sereno, quase paternal. — Não foi você quem fez. Nem mesmo essa armadura que veste. Você pode até ter ajudado a terminá-la, ou dado uns toques de acabamento... mas não é o seu criador. 

Dessa vez, Gurok ficou em silêncio. Não havia como negar — cada palavra do velho era verdade. 

O ferreiro voltou ao trabalho, o som do martelo ressoando outra vez. 

Tlim... tlim... tlim... 

Gurok permaneceu ali, ouvindo o som do metal sendo moldado. Cada golpe parecia bater também em seu peito. 

— Você apenas conserta os equipamentos e garante que não se quebrem. Pude ver que faz isso com maestria. Tem talento, eu admito. 

— Não há nada mais que eu possa fazer além disso. 

— De fato — murmurou o velho. — Não imagino que seja capaz de criar algo melhor do que o que já está vestindo. E quanto aos seus companheiros? 

— O que tem eles? 

— Vi trabalhos medíocres, bons e até excelentes, mas nenhuma obra-prima entre eles. 

— O arco de Takashi é mágico. 

— Não é desculpa. 

— Kenshiro tem apego emocional às espadas. 

— Não é desculpa. 

— Xin usa um chicote! 

— Não é desculpa. 

— Sebastian, Zhen, Soren e Vaelis nem usam nada que precise de forja! 

— Não é desculpa. 

— Fox nem faz parte do grupo de verdade! 

— Essa eu aceito. 

— E eu nem sei o que Erina gostaria de ter! 

— Não é desculpa! 

Gurok bufou, cruzando os braços. Conversar com aquele velho era o mesmo que discutir com uma parede — imutável, dura e, por algum motivo, sempre certa. 

— Alguém com tanto potencial se limitando a apenas consertar... que desperdício. Um pouco de lubrificante mágico faria o mesmo trabalho! 

O orc aguardou pelo fim do sermão, torcendo que fosse recompensado com os resquícios de sabedoria do idoso, 

— Fui eu quem forjou as espadas de Kenshiro Torison, Erina Waltz e Reiji Torison. 

— O senhor?! — Gurok arregalou os olhos. 

— Sempre achei que fossem minhas melhores criações. Segui as fórmulas com precisão: pureza dos metais, peso das marteladas, temperatura exata — Fez uma pausa, o olhar distante. — Mas eu estava enganado. Vendo-as hoje... me envergonho de tê-las criado. 

— O senhor poderia fazer novas, talvez? 

— Eu? — O velho deu uma risada rouca. — Eu não sou o ferreiro deles, idiota! Esse trabalho é seu! 

— Então o que quer que eu faça?! 

— Que comece! — retrucou, erguendo o martelo como quem empunha um cetro. — Pratique, antes que enferruje e tenha de aprender tudo do zero! 

Gurok piscou, confuso, tentando entender se aquilo era um insulto, um desafio ou um elogio. 

— Mesmo que erre, mesmo que crie algo vergonhoso ou inútil — continuou o velho —, apenas faça. Não pare nunca. Agora sente-se. O treino dos guerreiros pode seguir horários, mas o dos ferreiros começa quando acordam e termina quando vão dormir! 

Sem jeito, Gurok obedeceu, acomodando-se ao lado dele. Surpreendeu-se ao perceber que a carroça nem sequer balançara com seu peso. 

Talvez o velho não fosse o mentor que esperava — mas, por algum motivo, Gurok sentia que estava exatamente onde precisava estar. 

— Agora... deixe-me ver os seus vícios... 

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