Volume 1 – Arco 3

Capítulo 18: Conservação.

Em uma noite escura, onde nem a lua ou as estrelas pareciam ser capazes de iluminar, um menino aguardava pacientemente, escondido em uma floresta com abundância em vida selvagem. Os animais não se importavam com a presença do garoto, na verdade, pareciam querer fazer companhia a ele. 

O menino vestia trajes escuros, feitos de tecidos caros, dos quais nem os melhores nobres e monarcas conseguiam comprar. 

O que alguém tão luxuosamente incomum estava fazendo naquela floresta? 

Com o remexer dos arbustos, os animais rapidamente fugiram temendo ser um predador; abandonando seu companheiro humano à sorte. O garoto mantivera-se calmo, sabia exatamente quem estava se aproximando, escondeu-se para pegá-la de surpresa. 

Uma mulher, vestindo trajes escuros, cujos tecidos eram inferiores ao do jovem, mas igualmente elegantes, surgiu. Olhando os arredores, estava à procura do jovem. 

O menino, apoiado nos galhos de uma árvore, saltou acima da invasora. 

Pouco antes de conseguir agarrá-la, a mulher virou-se rapidamente e o agarrou primeiro. 

Corvos surgiram rapidamente, imaginando que poderiam retirar uma lasquinha de quem fosse a vítima. Para o desapontamento deles, os dois estavam apenas se abraçando.  

Um abraço forte, gentil e apertado, seus rostos tão próximos um do outro que poderiam até se beijar.  

Pareciam amantes. 

— Você demorou desta vez, Selene — disse o garoto, dando um beijo em cada lado do rosto da mulher. 

— Perdoe-me, meu senhor — Selene trouxe o jovem ao chão —, os Caçadores ainda não saíram da vila aguardei até o melhor momento para pegar comida. 

— Pare de me chamar de “senhor”! Quantas vezes preciso dizer, pode me chamar de Sebastian. Se-bas-ti-an. 

— Perdoe-me, meu senhor, somente seu pai possui tal autoridade. 

Hm. 

Apesar da cara emburrada, Sebastian gostava e admirava a fidelidade de sua serviçal, entendia que sua dedicação era apenas um reflexo de adoração e agradecimento para com sua família. 

Ajeitaram-se em seus lugares para compartilhar a refeição: diversos pedaços de carne dos mais variados. 

Não havia necessidade de uma fogueira, comeriam cru; não queriam expor a localização. 

— Depois de 6 meses, eles ainda não desistiram de procurar pela gente? 

— A culpa foi minha. Se eu não tivesse sido avistada em uma das minhas buscas, os aldeões não teriam chamado os Caçadores. Peço desculpas pelas minhas falhas... 

— Não começa, Selene. Você tem cuidado de mim há meio século! Ninguém consegue ser perfeito todas as vezes. Você nos garantiu comida e segurança, e eu não pude fazer nada para ajudar... quando estiver mais desenvolvido, não terá que fazer as coisas sozinha. 

Selene, mesmo não querendo demonstrar, corou-se ao ouvir as palavras de um homem sendo enunciadas por um jovem. 

Os animais lentamente voltaram a aparecer, pouco se importaram com a refeição que a dupla fazia. Afinal, não se tratava de nenhum de seus pares. 

Após terminarem de comer, enterraram os ossos e recitaram uma oração de homenagem; desculpavam-se pela interrupção do descanso eterno dos mortos, ao mesmo tempo que agradeciam a refeição que os mesmos se dispuseram para eles. 

Se ainda não ficou claro do que se trata, talvez os olhos vermelhos que se destacam na escuridão revelem a natureza mórbida da dupla: se trata de dois vampiros.  

Acabaram-se de se alimentar dos corpos de um idoso, uma mulher adulta, e um homem; suas partes retiradas de seus falecidos corpos, enterrados no cemitério da vila. 

*** 

Caso não saiba o que é um vampiro, irei explicar. 

São seres mortos-vivos que necessitam de uma alimentação severa de sangue e carne. Apesar da inimizade com os humanos — seres vivos —, sua nutrição não deveria ser discriminada de uma alimentação de bois e frangos por exemplo. Porém, esse é o exato motivo deles serem caçados e mortos. 

Por culpa de poucos vampiros maléficos, toda a sua espécie foi condenada ao extermínio. Os poucos sobreviventes, vivem em florestas e cavernas, buscando sobreviver da melhor maneira possível. Porém, aquilo que os condenou, os coloca em perigo constantemente. A necessidade de se alimentar, os obriga a sair de seus esconderijos. 

Os mais desesperados, matam e comem os primeiros que veem. Os esnobes, escolhem suas vítimas à dedo — jovens e puros —, apreciam lentamente sua refeição em um ato quase sexual. Os ardilosos, procuram se alimentar daqueles que já estão mortos; procuram ao máximo não serem percebidos. 

***

Iria fazer um mês desde a última refeição. 

Os Caçadores pareciam não ter nenhuma pressa de sair da vila. Suas patrulhas constantes aos arredores da floresta tornavam a fuga indesejada. O pior, seria a procura de outra comunidade para se alimentar. 

Neste período, existiam poucas vilas e vilarejos. Poderia demorar semanas até encontrarem outra. Entrar em uma cidade estava fora de questão. 

— Selene, quando poderemos comer de novo? — Sebastian estava com a voz fraca. 

A palidez do garoto, destacava a falta de nutrientes em seu corpo. O jejum de um vampiro era terrível, sua força esvaía junto de sua vida; ainda demoraria alguns meses para morrer, mas sua consciência não estaria mais presente. 

— Por favor, meu senhor, aguarde só mais um pouco — Sua voz mostrava seu cansaço. — Os Caçadores logo irão partir e poderá nos alimentar novamente. Tente dormir um pouco para passar o tempo. 

O tempo não parecia se mover tão rapidamente quando a fome estava lá para o incomodar. Mesmo com a aptidão de dormir sem nenhum sono, não teria nenhum sonho para o confortar, assim como nenhuma garantia que fosse acordar. 

— Eu lhe acordarei quando tiver comida, não se preocupe. 

Selene sabia bem quais eram os medos do jovem, precisava reconfortá-lo, mesmo que fossem com mentiras. 

Sebastian fechou os olhos, aguardaria o tempo que fosse necessário. 

(...) 

Ao acordar, estava de noite. 

Sua fome, tão incômoda e agonizante o impedia de fechar os olhos novamente. 

Olhando aos seus arredores, pôde perceber que Selene não estava mais presente. 

“Talvez ela tenha ido buscar comida”. 

Esperançoso, ele aguardou. 

(...) 

Um dia inteiro havia se passado. 

Selene não havia retornado. 

“Deve estar esperando o momento certo para pegar comida...”. 

(...) 

Uma semana havia se passado. 

Selene ainda não havia retornado. 

“Será que... ela pensou que seria mais fácil sobreviver sozinha?”. 

(...) 

Depois de tanto tempo, sem descanso, deixado apenas com seus pensamentos, as piores conclusões chegavam rapidamente. 

Ao ver a maneira como a natureza se comportava — mais especificamente, os pássaros —, pensou que Selene concluiu estar na hora de Sebastian “deixar o ninho”. 

Aguardou mais um dia para ter certeza. 

(...) 

“Sim, foi isso mesmo”. 

Estando tão pálido quanto um fantasma, e seus olhos vermelhos como sangue, era como um alvo destacado, mesmo no escuro. 

Sabia que se não se alimentasse naquela noite, iria se transformar em um monstro. Um destino pior que a morte para qualquer vampiro. 

Cruzou pelo tronco das árvores, apoiando-se nas mesmas para não cair. Lembrava-se vagamente da direção que Selene tomava quando partia. 

Duas luzes fortes surgiram a frente, pareciam querer cegá-lo. Assustado, escondeu-se de maneira desajeitada e lerda; não fora visto. 

Era uma dupla de caçadores fazendo mais uma de suas rondas. Cada um carregava uma tocha para iluminar na escuridão. 

Fechou os olhos, forçando sua audição a melhorar. 

— Não vejo a hora de sair deste buraco!  

— Nem me fale, foi um desperdício de tempo e recursos. 

— Soube que o capitão vai cobrar um extra por isso. 

— Única maneira desses imbecis aprenderem a nos respeitar! 

A voz da dupla começou a se distanciar. 

Sebastian aguardou até não conseguir mais ouvi-los, e suas tochas não alcançarem sua imagem. 

Entendeu que iriam partir logo, mas a desnutrição se tornará insuportável. Suas garras já estavam saltando para fora, seus caninos crescendo, ansiava por fazer uma vítima. 

Seguindo adiante, tentava não se render a sua natureza sedenta. Já não conseguia andar com suas pernas, engatinhava como um simples animal. 

Finalmente, encontrou a vila. 

Todos os moradores estavam dormindo em suas casas. Apenas os Caçadores patrulhavam os arredores. Eram numerosos demais para Sebastian querer atacar um deles. No entanto, uma janela aberta parecia o chamar. 

A janela do quarto de uma jovem mulher. Uma mulher adolescente cujo corpo celebrará o despertar de sua feminilidade. 

O cheiro do sangue puro e fresco invadia as narinas do vampiro, deixando-o quase bêbado. 

Salivava, queria provar da fonte. Arrancar pedaços com uma poderosa mordida. Escutar os gritos de prazer de sua vítima. Sabia bem do que era capaz de fazer. 

Percebendo rapidamente o que estava se tornando — a imagem que condenara sua raça —, arrancou fora o próprio nariz e língua. Não deixaria tais provocações o corromperem. 

Andou aos arredores da vila até encontrar o cemitério.  

Não havia ninguém. Nem um único guarda para patrulhar, um único morador para lamentar, ou tocha para iluminar. Ali sim, ele poderia agir com animosidade. 

Correu para o túmulo mais próximo, cavou desesperadamente até encontrar o frágil caixão de madeira. 

Seu coração batia, sincronizando os poucos segundos que restavam de sua consciência. 

Ao ver a refeição que o aguardava, esqueceu de demonstrar respeito, foi direto no coração, engolindo-o sem mastigar. 

Sentindo o alívio de seus sentidos, começou a desfrutar. 

Abriu o corpo ao meio, devorando os melhores órgãos primeiro. Rejeitou aqueles que podiam estar infectados e que carregavam excrementos. Por fim, comeu a carne e os músculos. O sangue serviu como uma bebida refrescante. 

Tocara e maculara tudo do pescoço para baixo. 

Quando finalmente terminou, olhou para sua vítima. Agora conseguia entender como havia tido a sorte de se alimentar de um cadáver tão fresco. 

Era uma garota. Sua lápide mostrava que havia morrido ainda naquele dia. 

A jovem o encarava horrorizada. Se perguntava o que havia feito para ter sido tão profanada em seu descanso. 

Encarando a forma como ela estava, podia perceber que a mesma havia se debatido enquanto era dilacerada. Parecia ter sentido a dor de ser devorada viva. 

Isso, é claro, era impossível. 

Ao perceber o simples — gigantesco —, erro que cometera. Sebastian relembrou das consequências de seus atos. 

Quando uma pessoa morre, a alma abandona o corpo e segue seu destino. O corpo, no entanto, não é uma simples casca vazia que precisa ser preenchida. Vampiros são seres que não possuem alma, por isso são caracterizados como “mortos-vivos”. Ainda assim, possuem memórias, sentimentos e autonomia. 

Quando o corpo de um ser vivo morre, ele precisa ser descartado corretamente, do contrário ele se tornará um Renascido. Um ser morto-vivo, cujos únicos extintos são matar, alimentar e defecar. 

Esse descarte nada mais é do que demonstrar o respeito apropriado ao corpo. Entender sua importância em vida e lamentar por sua partida; ou simplesmente queimá-lo até não sobrar nada que possa renascer. 

*** 

Percebendo a maneira como a jovem se encarava e tremia, entendia que estava no meio do processo de se tornar uma Renascida. 

Sebastian, assustado e envergonhado, segurou sua cabeça, forçando-a a encará-lo nos olhos. 

— Por favor, perdoe-me — disse ele. — Eu estava com tanta fome que não a tratei com a maneira que você merecia. Eu iria morrer, não... eu iria me transformar em um monstro e dilacerar todos os moradores da vila. Você acabou de salvar todos que conhecia, entendeu? 

A jovem começou a chorar. Havia lamentado tanto em ter morrido tão cedo, era reconfortante saber que, ainda em morte, fizera algo. 

Abriu a boca, nenhuma palavra podia ser dita. 

Sebastian ainda conseguiu entendê-la. 

— Sim. Irei queimar o seu corpo, assim você poderá viajar por todo esse mundo e ter seu descanso eterno. 

Aliviada, a jovem fechou os olhos. Não iria mais renascer. 

Com a promessa feita, Sebastian cortou o corpo em pedaços, devorou a carne que havia entre os ossos, mantendo apenas a cabeça intacta, e o guardou em sua bolsa. 

Agora que estava devidamente alimentado, sua pele voltara a uma coloração comum e seus olhos vermelhos se tornavam quase castanhos. Apenas um especialista conseguiria deduzir que se tratava de um vampiro.  

(...) 

Tampando o buraco que fora feito, escondendo sua presença, estava pronto para partir da vila e seguir com sua própria vida. 

No entanto, algo parecia o chamar. 

Selene não o havia ensinado tudo que podia fazer. Precisava confiar em seus instintos dali para frente. E seus instintos diziam para ele ir até o centro da vila. 

Tomando o devido cuidado para não ser visto por nenhum Caçador — deduzira que pelo tempo que passaram ali, já haviam decorado todos os moradores , não demorou até chegar ao local. 

Entendeu rapidamente quem estava o chamando. 

Selene estava pendurada em um crucifixo. 

Suas mãos, pulsos e braços pregados contra a parede. Sua barriga aberta, deixando seu intestino à mostra. Suas pernas queimadas pela enorme fogueira abaixo dela. 

Sabia exatamente o que estavam fazendo com ela: coletando. 

Vampiros, por serem seres mágicos, assim como dragões, elfos e orcs, suas partes carregavam a essência desta magia. 

Uma escama de dragão poderia criar uma armadura indestrutível e leve. O chifre de um unicórnio poderia servir deste uma ponta de flecha mágica até uma caneta tinteiro.  

No caso de um vampiro, seu sangue poderia ser diluído para criar poções. 

Ainda fariam o uso de suas habilidades regenerativas. Arrancavam seus caninos e garras para fazer flechas. 

Felizmente, os caçadores sabiam que as demais partes eram desnecessários. Infelizmente, Selene possuía uma regeneração formidável; do contrário, seu sofrimento teria sido breve. 

Dentre os caçadores presentes, estava Méndez o líder deles. 

Um homem calvo, com uma cicatriz que vinha do topo de sua cabeça até seu olho esquerdo, cego. Tinha um longo e curvado bigode. Diferente de seus subordinados, vestia uma grossa armadura de placas, mantendo o símbolo dos Caçadores em seu peito. 

Era um homem conhecido por seus trabalhos em livrar a população de problemas com os mortos-vivos, pragas e feras. 

Era o principal responsável pelo extermínio da maioria das espécies mágicas. A grande maioria, inocente. 

— S-senhor. 

— Diga, filho — disse Méndez. 

— Temo que tenhamos conseguido extrair o máximo — Mostrou um pequeno frasco. — O sangue já está ficando pastoso. 

Hm. Junte suas coisas, vamos partir então. É uma pena que viemos até aqui apenas para matar um vampiro superior, porém não transformado... 

— Que atitudes o senhor tomará desta vez? 

— As mulheres mais jovens ou dinheiro extra, deixarei que a população decida. Vamos, partiremos cedo. 

Agonizado, Sebastian aguardou até ter certeza de que nenhum Caçador retornaria. 

Com o silêncio absoluto, ele correu até Selene. 

Enfrentando o temível fogo, ele cortou a grande cruz e a repousou cuidadosamente ao chão. 

Selene ainda estava viva, murmurando palavras inaudíveis. 

Sebastian a beijou na boca, transferiria um pouco de sangue. Selene tomou um pouco, mas recusou a maioria. 

— Vamos, Selene! Tenho nutrientes o bastante para nós dois! 

— Não o bastante para encontrar a próxima cidade — Sua voz estava fraca. — Eu apenas queria me despedir de você... 

— Não fale bobagens! Eu sou seu senhor, eu lhe orde... 

— Sebastian... — Ao ouvir seu nome sendo pronunciado pela primeira vez, decidiu escutar. — Estou tão aliviada que você esteja vivo... 

Selene começou a chorar. Escorria sangue ao invés de lágrimas. 

Percebendo o desconforto, Sebastian cortou as cordas e retirou os pregos que a prendiam. 

Envoltos em um último abraço, Sebastian sentia com todos os sentidos de seu corpo a despedida de sua amiga. 

— Eu lamento não poder caçar com você. Lamento não poder lhe ensinar mais do que eu já sei. Lamento não poder ver você crescer... 

Sebastian a abraçou com mais força enquanto chorava. Selene queria fazer o mesmo, não tinha forças. 

— Sei que conseguirá sobreviver sem mim. Estou tão feliz que pôde atender ao meu pedido secreto: morrer em seus braços... Sei que não poderei renascer, mas eu queria tanto... poder... renascer... ao... la-do... de... voc... 

Com o peso sendo distribuído, Sebastian gritou em agonia. 

Seus gritos fizeram toda a vila acordar e os Caçadores se alarmarem. 

Mendéz chegou rapidamente. 

— Ora, ora... parece que eram dois vampiros... 

A cruz estava no chão, mas Sebastian e o corpo de Selene não estavam mais lá. 

***

Sebastian carregara Selene em seus braços até encontrar o que acreditava ser um bom local de descanso. 

Diante da bela paisagem, em um monte elevado onde conseguia ver toda a floresta em que viveram, Sebastian fez todos os preparativos. 

Criou uma grande fogueira para queimar o corpo da garota que se alimentará. E fez uma pira onde o corpo de Selene repousava. 

Quando o sol começou a nascer, a paisagem chegou ao ápice de sua beleza, Sebastian acendeu ambas.  

Ajoelhado e fazendo suas orações, agradecia e se desculpava novamente pela jovem. Quanto à Selene, mesmo que acreditasse que suas preces não fossem ouvidas, desejou do fundo de seu coração que a mesma renascesse, para que pudesse ter a vida que desejasse. 

Não era natural que vampiros tivessem funerais. Sebastian foi o primeiro a fazê-lo. Suas ações, mesmo que não soubesse, foram gigantescas naquela manhã. 

Sebastian aguardou até sobrar apenas as cinzas de ambas. 

Tomando cuidado para não misturá-las, ele deixou o vento levá-las. 

— Eu te amei, Selene. Muito mais do que um simples serviçal, ou como amiga. Eu te amei de verdade. 

Sebastian tinha mais de 70 anos de idade, embora carregasse uma aparência de 15. O vampirismo retardava seu envelhecimento, não seu amadurecimento. 

Agora, sozinho e sem guia, Sebastian precisava decidir seu próximo passo com cuidado. Vivia em mundo hostil, onde todos queriam matá-lo por preconceito e suposições, era como um rato... 

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