Vida em Folhas Brasileira

Autor(a): Lucas Porto


Volume 1 – Arco 2

Capítulo 22

 

No acampamento.

— Se explique velho!

O senhor Edo olhava para o jovem impaciente. Olú cerrava os dentes, ninguém poderia conhecer as técnicas secretas de Ryoto com exceção de seu lorde. Então como, porque aquele simples idoso que andava com o Noredan entendia tão bem de sua habilidade.

— Não há o que explicar.

— Mentira! — A ponta da lâmina cortou um pouco mais a pele do velho que não parou, nem por um momento, de olhar nos seus olhos.

Igual Hakuro fazia.

Alissa não parava de sangrar, pouco a pouco sujando toda a roupa de Edo que se mantinha imóvel. Ele precisou ser cuidado ao aplicar sua magia, de forma lenta e gradual para que o outro não percebesse. Ele precisava de tempo.

— A Alissa, ela está…

— Não ligo para a garota! Chega de me enrolar.

— … O que está pedindo para eu contar, é algo perigoso.

— Não me importo com suas ameaças.

— Ameaças? Não, não, você entendeu errado. Isso é um aviso, moleque.

— Pela última vez, quem é você?

Olú estava perplexo.

Ele deu passos para trás tremendo, quase não acreditava no que tinha acabado de ouvir. Uma história daquela magnitude mudava tudo. Por um momento, ele pensou que fugir seria o melhor a se fazer, seu lorde precisava saber daquilo.

Enquanto tantos pensamentos passavam por sua cabeça, Edo olhou para baixo. Vinte minutos haviam se passado como instante, ele conseguira o tempo que tanto precisava.

E o momento era agora.

Abrindo a palma de sua mão, ele lançou seu Reflection Pain na direção de seu inimigo. A luz verde que brilhava estava muito mais intensa, tal luz era apenas algo estético, de nada mudava na composição de sua magia, mas naquele momento aquilo bastava se pudesse render alguns minutos a mais de vantagem.

Ele apertou um ponto de pressão exato no pescoço de Alissa, a despertando.

— Vai agora!

Quando Alissa despertou ela não entendia nada, mas obedeceu o comando de Edo como se ele fosse seu comandante. Ela correu na direção de Olú, que nada conseguia ver por conta daquele grande clarão.

Ele pressentiu o movimento tarde demais, Alissa se aproveitou de toda a distração para, com sua faca, atingir pouco abaixo do pulmão, perfurando a carne e fazendo o corpo do ninja jorrar sangue.

Olú a atacou com as costas do braço, a garota largou a arma e usou os dois braços para se defender, mesmo assim o impacto foi o suficiente para lançá-la ao chão. Ele gritou de dor quando tentou retirar a faca encravada, foi por muita sorte que aquele não tinha sido um golpe fatal.

— Toma essa filha da puta.

Alissa não iria parar, ela se levantou e tentou atingi-lo com um chute que foi bloqueado pela lança do mesmo. Usando sua arma, ele tentará uma série de estocadas, mas todas sem sucesso.

Seu Ry havia sido prejudicado.

Ele sentiu a fadiga extensa tomar conta de seu corpo, o golpe fora mais mortal do que ele podia prever.

— Desgraçada!

Rodando sua arma um corte horizontal veio e se não fosse pelo movimento estar ligeiramente mais lento, ela teria recebido o ataque. Alissa se abaixou, e depois em um movimento giratório foi para as costas de seu inimigo.

Ingenuidade dela ao achar que havia escapado ilesa. Com a lâmina da lança arranhando o chão, um ataque de baixo para cima na vertical se seguiu, cortando parte do ombro esquerdo dela.

— Vamos para a floresta! — ordenou o senhor Edo, que sem pestanejar começou a correr.

Quando Alisa o seguiu, Olú tentou interceptá-la, ficando em sua frente. Não podia deixar que eles fugissem, mas não se importaria em deixar o velho escapar, precisava de apenas um deles para conseguir a informação de onde estava os outros orbes.

Mas a dor da faca o atrasou.

Ele vomitou sangue e quando viu, Alissa e Edo já haviam adentrado a floresta. Ele arrancou a faca de si a jogando no chão e correu na direção dos dois.

Mesmo estando em melhor estado que seu inimigo, de nada adiantava, Olú possuía uma velocidade sem igual como já havia demonstrado e os dois sabiam disso, ele logo estaria ali.

— Ele vai chegar em breve, o que vamos fazer? 

— Temos que continuar correndo, ele vai perder mais sangue por causa de seu ataque.

Eles ouviram passos rápidos se aproximando.

— Ele está aqui, acelere o passo Alissa!

— Não. — Ela parou de repente. — Eu tenho que derrotá-lo aqui e agora.

— Do que você está falando.

— Não me siga. — disse enquanto começava a correr no sentido oposto.

— Espere sua garota idiota! — gritava, ele tentou segui-la, mas por conta de sua idade avançada sentiu um grande pesar em seu corpo, o seu limite humano. — Maldição…

A mente de Alissa estava clara com a luz do sol. Ela possuía apenas um objetivo, uma meta que finalmente se mostrou possível de ser alcançada: vingar seu pai. Com aquelas configurações de batalha, finalmente possuía alguma chance, finalmente poderia vencer.

Um chute a atingiu de repente.

Ela caiu e rolou no chão, não teve tempo de pensar quando viu Olú que havia saltado, realizando um ataque de baixo para cima em sua direção. Ela se esquivou rodando para o lado e se levantou depressa.

O falastrão e sorridente general da Lótus Negra havia desaparecido. Com o corpo suado e seus cabelos caindo sobre seu rosto, ele apenas focava-se em cumprir sua tarefa. Segurou a lança com as duas mãos e quase como se estivesse dançando, desferiu um corte horizontal.

Outra vez ela se esquivou se abaixando, avançando para cima dele.

Ele tentou aproveitar a chance para cortá-la ali mesmo, mas o cabo de sua lança colidiu contra o tronco de uma árvore, o deixando aberto para um soco direto em sua boca.

As árvores eram próximas demais umas das outras e sua lança grande demais para se movimentar livremente. Ele largou sua lança e bloqueou o segundo soco de Alissa, devolvendo o soco no rosto que havia recebido.

Motivados por desejos pessoais, ambos começaram a trocar uma série de golpes desleixados. A menina pecava em técnica, mas sabia bem o que queria. Já o general da lótus, apesar de todos seus anos de experiência, tinha seu corpo exausto pelos efeitos colaterais de seu ry, uma ferida que piorava a cada movimento e uma mente destruída pelo que havia acabado de descobrir.

Mesmo assim, seria um pecado dizer que estavam em pé de igualdade.

Foi com um gancho de direita que Olú obteve a vantagem, segurando os longos cabelos de Alissa e os puxando para trás, a deixando exposta para uma série de socos em seu rosto.

Cada golpe martelava seu nariz prejudicava sua visão, ela não conseguia pensar. Foi por um movimento tão desleixado quanto os outros que usando seus quatro dedos, ela enfiou quase toda sua mão na ferida aberta que sua faca havia causado.

Ele gritou de dor.

Alissa não parou, seu próximo movimento foi acertar uma joelhada no único órgão exposto de seu alvo; o pênis com uma joelhada forte. Esse segundo ataque fez as pernas já exaustas do ninja fraquejarem, e quando inclinou seu corpo para frente ela devolveu os golpes no rosto com uma potente cabeçada em seu nariz, o levando ao chão.

O homem havia sido levado ao chão e já não se encontrava em condição de lutar, mas aquilo não seria o bastante. Se sentando em cima do mesmo, usando seus joelhos para impedir que movimente seus braços, ela começou uma série de socos em sua face.

Cada golpe fazia o osso de seus dedos doerem, cada murro sujava o local com sangue, e cada ataque a fazia gritar, expelindo toda a raiva que sentia.

Quando terminou, não era mais possível reconhecer o rosto daquele homem como Olú, o cão de caça. Alissa se levantou cansada, com as mãos feridas, o rosto nariz sangrando e a cabeça totalmente vazia.
Ela viu a longa lança no chão.

Não hesitou em pegá-la, segurava a arma firmemente com ambas as mãos e a ponta da lâmina apontada para o corpo inconsciente.

O senhor Edo chegou a tempo de ver a cena.

— Alissa…

— Cala a boca! Ele matou meu pai! Ele merece pagar!

Seu grito e choro podiam ser ouvidos por todos, mesmo que suas palavras saiam tremidas por toda a emoção do momento, ela permanecia com o olhar focado, pernas bem posicionadas para o que estava prestes a fazer.

Ela se lembrava de seu pai.

Ela se lembrava da morte de seu pai.

Ela fez sua escolha.

 

 

Floresta da Morte.

— Uma... Cimitarra? — Gazel não podia acreditar que sua irmã tinha sido atingida por um golpe daqueles. Mesmo pensando nisso ele estava impressionado. Nas mãos de Kishi, haviam outras duas cimitarras azuis, um pouco maiores que a que atingiu as costas de Sinsha.

— Não. — Ele deu um passo à frente. — São lâminas curvadas.

Kishi apertava a empunhadura de couro com força. Ele sentia a grossura do objeto em mãos, seu peso parecia concentrado na ponta da arma. O coração palpitava mais forte, ele não se sentia bem segurando aquilo, aquelas armas o faziam lembrar de um homem que ele gostaria de esquecer.

E mesmo com esses pensamentos, ele abaixou os olhos por um segundo, focou-se em nada e em tudo ao mesmo tempo. Gazel olhou irritado, ele estava subestimando os generais? Só sacou sua segunda arma agora? Insolência.

Apertando os punhos, ele levantou o braço esquerdo, o jogando para trás e se preparando para atingir o ar. Seus punhos não precisavam tocar o alvo para causar dano. Aquele equipamento que ele usava, o Pwff, era o equipamento de elite desenvolvido pela Lótus Branca, e ele era o único que podia o usar.

Sua irmã ainda estava caída. Então ele precisaria utilizar uma intensidade baixa, apertando com mais força seu dedo indicador do que os outros.

Seu golpe já estava completamente preparado.

Ele atacou e-

Algo veio rodando em sua direção. Em um reflexo rápido, Gazel interrompeu seu golpe e deu um passo para trás, vendo uma daquelas "lâminas curvadas" cortarem o ar da direita para a esquerda.

Seus olhos se distraíram por um instante, e quando recobraram o foco, seu inimigo já estava na sua frente.

Com a lâmina curvada da mão direita, Kishi realizou um golpe vertical de cima para baixo. Gazel usou sua manopla da mão esquerda como defesa, o choque dos metais podia ser ouvido até mesmo pelos ninjas mais distantes.

Outro ataque vertical similar ao anterior, dessa vez com a lâmina curvada da mão esquerda. Outra vez o golpe foi defendido igualmente. Ele então rodou o corpo e jogou a sua arma da mão esquerda na direção do rosto de seu inimigo.

Ele errou.

Aproveitando a chance, Gazel pulou para trás pegando espaço. 

"Ele jogou fora sua arma, o que esse idiota pensa que está fazendo?"— pensava enquanto via Kishi correndo em sua direção. 

Ele fechou as mãos e apertou com mais força o dedo do meio da mão esquerda. Socando o ar, uma forte rajada foi desferida para frente forçando Kishi a saltar para o lado. Ele rodou o corpo enquanto saltava e jogou duas pequenas lâminas.

Um golpe inútil. Gazel pulou para a esquerda desviando do ataque sem dificuldade. Entretanto, quando olhou para cima viu outro ataque, aquela mesma lâmina que Kishi havia jogado e errado agora estava prestes a cair em sua cabeça. 

Ele colocou as manoplas na frente do ataque. Quando a lâmina se chocou ela perdeu força e caiu para frente, exatamente onde Kishi estava agora. Segurando a arma com a mão que outrora estava vazia, ele mirava um ataque perfeito no pescoço do general.

Aquilo não fazia um pingo de sentido. Ataques tão mal feitos, sem ordem e confusos. E mesmo assim parecia que ele já tinha tudo planejado. Ele não tinha como se defender do ataque.

Mas a luta não acabou.

Uma corrente surgiu em alta velocidade. Kishi parou seu avanço e usando a lâmina de sua arma se defendeu do ataque ricocheteando a corrente. Vendo ali uma oportunidade, Gazel desferiu outro golpe, mas errou por pouco.

Sinsha estava irritada com aquilo tudo, suas costas doíam por conta do ferimento que recebera. Um estilo de luta completamente diferente, quase não parecia a mesma pessoa.

Já Kishi, se mostrava surpreso que Sinsha havia se levantado tão rápido. A adrenalina deve estar escondendo a dor dos ferimentos. Observando com cuidados o arredor e seus dois adversários, ele decidiu que deveria acabar primeiro com Sinsha. Sua corrente era perigosa e poderia acabar prejudicando seus próximos ataques.

Uma flecha foi soltada por um dos ninjas na direção de Kishi.

Ele mexeu o corpo para o lado desviando facilmente. 

— Mudança de planos. 

Erguendo ambos os braços ele jogou suas duas armas na direção de Sinsha. Logo em seguida, ele começou a jogar outras pequenas lâminas curvadas que estavam escondidas por todo o seu corpo, surpreendendo todos ali.

O número de lâminas era impressionante, mas aquilo não seria o suficiente para acabar com os dois generais. Sinsha pulou se esquivando do ataque. Entretanto, as duas lâminas curvadas que foram jogadas se colidiram. Essa colisão fez com que uma das lâminas mudasse seu curso, indo direto no rosto de Sinsha que por pouco conseguiu se defender usando sua corrente.

Enquanto isso, Gazel correu na direção de Kishi, usando seu equipamento para voar até o mesmo. Assim que se aproximou ele começou a desferir diversos socos que foram esquivados sem muita dificuldade, os movimentos estavam mais lentos.

"Ela está se cansando... Ótimo." — pensava enquanto corria para longe.

Gazel não entendeu o porquê ele estava correndo, mas agradeceu. Ele respirou de forma pesada tentando recobrar o fôlego. Utilizar aquele equipamento era desgastante para seu corpo, ele se sentia mais pesado que o normal.

Sinsha virou surpresa quando viu Kishi avançando em sua direção. Em suas mãos ele carregava duas lâminas curvadas extremamente pequenas, tão pequenas que poderiam facilmente ser confundidas com simples facas de cozinhas.

Os dois começaram a trocar golpes de perto. Enquanto tentava de maneira desenfreada cortar Sinsha, a mesma se esquivava e contra atacava com chutes. Kishi realizou uma investida falha, Sinsha utilizou seu Osoi e em segundos sumiu e reapareceu.

Os clones que apareceram sumiram no momento em que o ataque de corrente veio, atingindo as costas dele. Novamente ele jogava suas lâminas.

Ela se esquivou utilizando o Osoi outra vez. Kishi pegou de volta suas duas Lâminas Curvadas maiores que vieram rodando em sua direção. 

Gazel agora recuperado se levantou, estava prestes a ir ajudar sua irmã naquele embate quando notou algo estranho no chão, atrás de uma árvore. Correndo para ver do que se tratava, ele ficou chocado.

Logo, ele notou o que se aproximava.

— Sinsha em cima de você! — gritou desesperado.

Sinsha tinha acabado de realizar um ataque quando ouviu o aviso de seu irmão. Olhando para cima ela viu um corpo caindo. Pulou para o lado pelo susto e olhou para o rosto do defunto.

Era um dos arqueiros que estava em cima das árvores.

Perto de seu pescoço, uma pequena lâmina curvada havia o atingido. 

— O quê?! Quando você os acertou- 

Outra investida de Kishi.

Ela não teve tempo para se esquivar. Um corte diagonal, do ombro à cintura, fez com que Sinsha gritasse de dor. Usando toda força que ainda lhe restava ela se manteve de pé.

Outro golpe veio, dessa vez uma lâmina curvada veio de algum lugar rodando na direção de seu rosto, mexendo a cabeça para o lado para desviar, ela viu a lâmina passar direto indo na direção de seu irmão.

A lâmina atingiu o ombro de Gazel que estava desatento.

Sinsha estava forçando seu corpo ao máximo. Ela ainda não entendia como, mas ele conseguia atacar de diversos ângulos diferentes pegando-os de surpresa. Era muito parecido com Olú e seus golpes “invisíveis”. Prestando um pouco mais de atenção no campo de batalha, ela notou que os corpos de todos os arqueiros estavam caídos no chão.

No momento em que começou a jogar suas inúmeras lâminas curvadas, elas colidiram uma com as outras, ricocheteando e atingindo os arqueiros desavisados que não esperavam um ataque surpresa.

Kishi relaxou os ombros. Quanto mais tempo aquele confronto durasse mais tempo eles poderiam descobrir seu segredo. Um suor escorria pelo seu rosto, sua respiração foi ficando mais lenta a cada instante.

O ataque veio.

A corrente veio numa velocidade surpreendente. Ele defendeu com suas armas, a colisão da corrente com suas lâminas curvadas fez com que o mesmo desse um passo para trás.

Sem tempo para respirar, Sinsha surgiu atrás dele o acertando com um chute em sua cintura. Ele foi jogado ao chão e se levantou depressa quando outro ataque com a corrente veio, passando de raspão em seu rosto.

Pulou para frente se aproximando rapidamente de Sinsha. O corpo da mulher estava muito dolorido, seu Ry estava fazendo seu corpo ir além do limite, o próximo golpe iria decidir tudo.

Kishi apertou com mais força sua a única arma, ele irá desferir um corte horizontal na altura dos olhos de Sinsha…

"Única arma?! Mas espere, onde está a segunda-"

Tudo se manchou de vermelho.

Sinsha olhou para o lado…

E viu seu irmão.

A segunda grande lâmina curvada foi lançada em algum momento. Voando pelo campo de batalha a arma estava prestes a atingir a cabeça de Sinsha que com o corpo fraco não conseguiria se defender.

Gazel viu o golpe surpresa. Ele utilizou seu Pwff ao máximo, fazendo uma grande quantidade de ar ser jogada de suas costas. Voando em alta velocidade até Sinsha, recebendo o golpe de peito aberto.

Kishi e Sinsha ficaram chocados. O ataque deveria atingir a parte de baixo do pescoço de Sinsha. Caso fosse tratada logo ela não morreria, assim como os arqueiros. Mas aquela interrupção de Gazel fez com que a lâmina atravessasse completamente seu pescoço.

O levando a óbito.

— Gazel... Gazel! — Sinsha não conseguia parar de repetir o nome do irmão. Sua visão estava vermelha pelo sangue que respingou em seus olhos.

— Eu não queria... 

— Não, não, não! — Um ataque de pânico súbito, a mulher se lembra de seu passado outra vez.
Mais um irmão de Sinsha havia partido.

Ela saiu correndo. Abandonando aquele combate.

Já Kishi se ajoelhou no chão se lembrando...

Daquele dia.



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