Volume 5
Capítulo 7: Como Verdadeiros Namorados
Ōtsuki Haruto
Depois de serem balançados pelo trem por cerca de uma hora e meia.
Após trocarem de linha algumas vezes, Haruto e Ayaka chegaram ao destino.
“Chegamos!”
Ao olhar para o portão de entrada em arco do parque temático, Ayaka falou animadamente. Haruto também sorriu diante do entusiasmo dela.
“Você parece feliz, Ayaka.”
“Eu sempre quis vir aqui, mas poder vir pela primeira vez com você, Haruto-kun... isso me deixa muito feliz!”
“Entendo. Então vamos aproveitar ao máximo hoje.”
“Sim!!”
Ayaka mostrou um sorriso radiante. Ao vê-la tão transbordando de felicidade, Haruto se convenceu de que o encontro de hoje seria muito divertido e alegre.
Eles entraram no parque temático. Segurando um panfleto que tinha pego na bilheteria, Ayaka murmurou pensativa.
“Onde vamos primeiro, Haruto-kun?”
“Hmm. Ah, que tal a área das profundezas do mar?”
Os dois se inclinaram um para o outro para observar o mapa do parque juntos. Haruto apontou para um local no mapa e fez a sugestão.
“Parece uma boa ideia. Você parece gostar do fundo do mar, Haruto-kun.”
“O espaço e o fundo do mar são o romance de um homem, afinal.”
“Fufu, isso parece algo que o papai diria.”
Com as palavras de Haruto, Ayaka cobriu a boca e deu uma risadinha.
“Bem, os homens são criaturas que perseguem o romance, afinal.”
“Heeh~ Então você também busca romance, Haruto-kun?”
“Claro, eu sou um homem.”
“Entendo. Então segurar a mão da sua namorada durante um encontro é o romance de um homem?”
Inclinando levemente a cabeça, Ayaka estendeu a mão direita para Haruto.
Com um sorriso gentil, Haruto segurou suavemente a mão dela.
“Claro. Esse é o nível mais alto do romance de um homem.”
“É mesmo. Fufu, fico feliz.”
[Almeranto: Esse nível de açúcar é demais pra aguentar, alguém tem um café?]
Ayaka se aconchegou no braço esquerdo de Haruto, abraçando-o com um sorriso de felicidade no rosto. As feições de Haruto suavizaram em resposta.
O parque temático que eles visitavam tinha como tema o oceano, permitindo que os visitantes observassem e interagissem com diversas formas de vida marinha. No momento, estava sendo realizada uma exposição por tempo limitado de raros peixes das profundezas do mar.
Ayaka observava atentamente, bem de perto, um espécime empalhado de um peixe das profundezas com olhos grandes e presas afiadas.
“...Peixes das profundezas meio que parecem alienígenas, não parecem?”
“Eu sei o que você quer dizer. Algo na forma ou na atmosfera deles simplesmente não parece algo da Terra.”
Os dois caminharam observando, com interesse, as exposições de criaturas estranhas que habitam o fundo do mar.
“Ah, Haruto-kun! Olha, olha! Esse pode ser fofo!”
Puxando a mão que segurava a de Haruto, Ayaka foi em direção a um tanque que exibia uma criatura das profundezas do tamanho da palma da mão.
“Este é um polvo flapjack.”
“Espera, isso é um polvo? Mas, sim, se você olhar bem, realmente parece um.”
Enquanto Ayaka aproximava o rosto do tanque para observar atentamente, o polvo flapjack começou a nadar suavemente.
“Ah, olha, Haruto-kun. Essas coisas que parecem orelhas de coelho estão balançando! É fofo.”
“Aparentemente, essas coisas parecidas com orelhas são nadadeiras.”
Haruto explicou para Ayaka enquanto lia a descrição sobre a ecologia do polvo flapjack exibida ao lado do tanque.
“Aliás, parece que os polvos flapjack não têm bolsa de tinta, então não conseguem soltar tinta.”
“Mesmo sendo um polvo?”
“Mesmo sendo um polvo.”
“Entendo. Mas ele é pequeno e fofo; olhar para ele é meio reconfortante.”
“Dizem que o polvo flapjack é o idol das profundezas do mar.”
“Eu preciso virar fã”, disse Ayaka, observando o polvo flapjack parar de nadar e se achatar novamente contra o fundo do tanque.
Diante dessas palavras, Haruto falou de forma exagerada, agindo de maneira um pouco brincalhona.
“Se você ficar tão obcecada assim, como seu namorado, eu posso acabar ficando com ciúmes de um polvo flapjack.”
“Fufu, não se preocupe.”
Com as palavras de Haruto, Ayaka desviou o olhar do tanque e sorriu.
“Para mim, você é muito mais precioso do que qualquer idol, Haruto-kun”, disse ela, apertando a mão dele com força.
Incapaz de resistir à declaração de alto impacto de Ayaka, os cantos da boca de Haruto se ergueram.
“Ayaka, eu fico muito feliz, mas... isso é um pouco constrangedor...”
“Eh? Ah...”
Ao ver Haruto levemente corado e agindo de forma tímida, Ayaka ficou em branco por um momento, mas logo percebeu a situação e ficou vermelha até as orelhas.
Ayaka congelou de vergonha.
Um garoto com aparência travessa por perto apontou para ela e disse:
“Ei, mãe. É isso que chamam de confissão?”
“Ei! Não aponte para as pessoas! Isso é falta de educação!”
A mãe do garoto se curvou para Haruto e Ayaka, dizendo “me desculpe”, e levou a criança embora pela mão.
“Ugh...”
O rosto de Ayaka ficou tão vermelho quanto um polvo flapjack.
Haruto sorriu de forma sem jeito e puxou a mão dela.
“Vamos olhar outro tanque.”
“...Tá bom.”
Ayaka assentiu levemente e obedeceu, deixando Haruto conduzi-la pela mão.
Afastando-se apressadamente da exposição do polvo flapjack, os dois aproveitaram para observar diversas criaturas das profundezas do mar.
Ayaka, que estava olhando para baixo cheia de vergonha, voltou ao seu estado animado ao observar os peixes estranhos e um pouco assustadores das profundezas e as águas-vivas que brilhavam de forma misteriosa.
Depois de aproveitarem completamente o mundo misterioso das profundezas do mar, Haruto e Ayaka deixaram o prédio que abrigava a exposição especial.
Haruto estreitou os olhos diante da luz forte do sol que descia do alto.
Ao lado dele, Ayaka, completamente de volta ao seu eu alegre, observava o mapa do parque com um sorriso.
“A área das profundezas foi interessante! Para onde vamos agora?”
“Neste horário, parece que dá para pegar a caminhada dos pinguins. Que tal?”
Haruto respondeu a Ayaka enquanto conferia o horário em seu smartphone.
“Eu quero ver a caminhada dos pinguins!!”
Os olhos de Ayaka brilharam diante da sugestão de Haruto.
“Então vamos ver os pinguins.”
Vendo Ayaka com aquela expressão de pura empolgação, Haruto puxou a mão dela com o mesmo sorriso. Eles caminharam de mãos dadas até o local onde seria possível ver a caminhada dos pinguins.
Haruto olhou para Ayaka caminhando ao seu lado com passos saltitantes.
“Hm? O que foi, Haruto-kun?”
“Eu estava apenas pensando se isso realmente está bom como recompensa pelo seu teste.”
O próprio Haruto estava aproveitando muito o encontro de hoje. E, pela postura dela, dava para perceber que Ayaka também estava aproveitando do fundo do coração.
Mas os dois já eram oficialmente namorados. Portanto, podiam sair juntos sempre que suas agendas coincidissem, sem precisar de um motivo como recompensa por um teste.
Além disso, Ayaka havia estudado bastante desta vez para cumprir a condição da recompensa, que era tirar mais de oitenta em todas as matérias.
Tendo visto isso de perto, Haruto queria fazer algo ainda mais especial por ela.
“Você se esforçou muito nesse teste, Ayaka, então eu estava me perguntando se essa recompensa corresponde a esse esforço.”
Ao ouvir as palavras de Haruto, Ayaka chamou seu nome, “Haruto-kun...”, com a alegria estampada no rosto.
“Escuta. Para mim, passar tempo com você... criar memórias juntos... isso é um momento incrivelmente feliz, sabia?”
“Sério?”
“Sim. Então o encontro de hoje é mais do que suficiente como recompensa.”
Dizendo isso, Ayaka deu a Haruto um sorriso radiante que superava o sol acima de suas cabeças.
O sorriso deslumbrante dela espalhou uma sensação de felicidade também no coração de Haruto.
“Entendo. Fico feliz. Feliz por você estar feliz, Ayaka.”
“Sim!!”
Os dois trocaram sorrisos.
Haruto estava prestes a segurar a mão de Ayaka novamente e começar a andar, mas ela falou, de maneira um pouco hesitante.
“Como recompensa, o encontro de hoje é o melhor, mas... hum, tem mais uma coisa que eu queria te pedir, Haruto-kun. Tudo bem?”
“Claro”, Haruto respondeu imediatamente à Ayaka, que o encarava com os olhos levemente erguidos, em súplica.
“Veja bem. Na verdade, eu queria mudar isso desde que me tornei sua namorada, Haruto-kun, mas nunca encontrei o momento certo...”
Falando timidamente, Ayaka fez uma breve pausa antes de continuar.
“Se você não se importar, Haruto-kun, hum... de agora em diante, posso te chamar... hum... de Haruto?”
Naquele momento, Haruto sentiu como se tivesse levado um tiro direto no coração.
Os olhos úmidos dela vacilavam ansiosos, imaginando que tipo de reação receberia, enquanto mantinha uma expressão tímida e cabisbaixa.
Tudo nela parecia fofo e precioso, pensou Haruto.
“Sim. Claro, não tem problema.”
Ele queria abraçá-la ali mesmo.
No entanto, não dava exatamente para lhe dar um abraço apaixonado em público.
Em vez disso, Haruto apertou com força a mão que segurava e assentiu vigorosamente.
Ao ouvir a resposta dele, o rosto de Ayaka floresceu em um sorriso de pura alegria.
“Sério?! Eba!”
Mostrando a maior felicidade que sentira o dia inteiro, Ayaka falou alegremente com Haruto.
“Afinal, casais normais se chamam pelo primeiro nome, sem honoríficos! Por isso eu queria te chamar de ‘Haruto’ há muito tempo!”
“É mesmo. Você poderia ter me contado antes, se era esse o caso.”
“Bom, sim, mas...”
Ayaka se remexeu diante das palavras de Haruto.
“Não é um pouco constrangedor largar os honoríficos? É preciso coragem, não é? É difícil fazer isso de repente, ou melhor, eu queria um gatilho.”
“Ah, bem, eu entendo esse sentimento.”
Haruto demonstrou empatia em relação a Ayaka.
Há momentos em que até chamar amigos sem honoríficos dá um pouco de vergonha.
“Eu também não gostaria que você pensasse ‘o que deu nele?’ se eu simplesmente largasse os honoríficos de repente.”
“Sim, exatamente!”
“Mas, nós já somos namorados, então você não precisa se preocupar tanto com isso.”
Dizendo isso, Haruto puxou Ayaka levemente para mais perto com um suave puxão.
“Eu vou aceitar qualquer pedido ou desejo seu, Ayaka.”
Quando Haruto sussurrou isso perto do rosto dela, Ayaka deu uma risadinha, fazendo cócegas.
“Tá bom...”
Ainda levemente corada, ela deu um passo à frente com um leve baque.
“Então vamos ver os pinguins juntos... Haruto!”
Sentindo uma felicidade meio aconchegante com a nova forma de ser chamado, ainda carregada de um leve constrangimento, Haruto deixou Ayaka guiá-lo pela mão até o próximo local.
A caminhada dos pinguins era um evento muito popular no parque temático que Haruto e Ayaka visitavam. Por isso, uma grande multidão havia se reunido ao redor do percurso para ver os adoráveis pinguins andando desajeitadamente.
“Tem muita gente.”
“Talvez ali tenha menos pessoas, e deve ser mais fácil ver os pinguins.”
Para evitar se separarem na multidão, Haruto apertou a mão que segurava mais forte do que o normal e a conduziu até um local relativamente menos cheio.
“Dá para vê-los de perto daqui.”
“Talvez seja a primeira vez que eu vejo pinguins tão de perto.”
Ayaka, que havia chegado bem perto da corda que delimitava o percurso da caminhada, falou com o rosto cheio de empolgação e expectativa. Então, guiados por um tratador à distância, cerca de dez pinguins apareceram.
Eles ouviram as vozes animadas das crianças e as risadas calorosas do público ao verem os pinguins caminhando diligentemente, com suas nadadeiras batendo no chão.
E, ao lado de Haruto, Ayaka também comemorava ao ver os pinguins fofos.
“Ah! Os pinguins estão aqui, Haruto! Eles são tão fofos!”
À medida que o grupo de pinguins se aproximava, Ayaka repetia várias vezes: “Fofo!”
Observando a empolgação dela, Haruto imaginou algo de repente.
Se ele a abraçasse suavemente por trás ali mesmo e sussurrasse em seu ouvido: “Você, feliz por ver os pinguins, é dezenas de vezes mais fofa do que qualquer pinguim”, que tipo de reação ela teria?
No meio dessa imaginação, Haruto balançou a cabeça para afastar o devaneio.
“Será que eu virei algum tipo de galanteador…?” Haruto retrucou para si mesmo.
Ao ouvir o murmúrio dele, Ayaka desviou o olhar dos pinguins e se virou para Haruto com um “Hm?”
“Você disse alguma coisa, Haruto?”
“Não, nada. Mais importante, os pinguins estão bem na nossa frente.”
“Uau! Olha, olha, Haruto!”
Com os pinguins passando bem à frente deles, Ayaka olhou para Haruto com um sorriso radiante.
“Eles são super fofos!”
Impulsionada pelo sorriso incrivelmente encantador de Ayaka e por seu tom animado, o devaneio que Haruto havia acabado de afastar de repente voltou a surgir em sua mente.
“...Você se divertindo é muito mais fofa, Ayaka.”
“Fueh?!”
Como era de se esperar, Haruto não conseguiu dizer isso com uma expressão tranquila.
Ele murmurou rapidamente, em voz baixa, enquanto olhava para uma direção completamente diferente, constrangido. Ainda assim, pareceu ter chegado claramente aos ouvidos de Ayaka, pois o rosto dela ficou vermelho em um instante.
“Ob… Ob-obrigada...”
“Hm...”
Enquanto os dois se remexiam, desviando o olhar um do outro, os pinguins passaram por eles.
Quando o evento da caminhada terminou e as pessoas ao redor começaram a se dispersar, Haruto e Ayaka começaram a se mover um pouco depois.
“Hum, bem... que tal irmos dar uma olhada naquele aquário ali?”
“S-Sim, vamos.”
Para afastar o constrangimento, Haruto apontou para um prédio que havia chamado sua atenção.
Ayaka assentiu e obedientemente deixou que ele a conduzisse pela mão.
O parque temático que Haruto e Ayaka visitavam possuía vários aquários espalhados por sua vasta área, cada um categorizado por suas características, como os especializados em golfinhos ou aqueles com zonas interativas.
O aquário para o qual Haruto e Ayaka se dirigiram tinha um enorme tanque instalado, dentro do qual diversos tipos de peixes nadavam tranquilamente.
Entre eles, o que mais chamava a atenção era um gigantesco cardume de sardinhas.
O enorme cardume, formado por incontáveis sardinhas, movia-se como se fosse um único organismo vivo.
[Almeranto: Já vi uma parada assim, quando olhei não acreditei, é realmente muito lindo e impressionante. Se vocês tiverem a oportunidade, vão a algum lugar que tenha esse tipo de atração, é uma visão única.]
“Uau! Olha, Haruto! É incrível!”
Ayaka se encostou no vidro do enorme tanque.
Observando o cenário subaquático como se estivesse hipnotizada, ela disse a Haruto:
“Esse cardume de sardinhas é enorme!”
“No panfleto dizia que o número de sardinhas mantidas aqui é um dos maiores do país.”
“Sério? Quantas será que tem?”
“De acordo com o panfleto, parecem ser cinquenta mil.”
“Cinquenta mil?!”
Os olhos de Ayaka se arregalaram em surpresa diante do número de sardinhas, muito além do que ela esperava.
Ela ficou ali, com a boca levemente aberta, atônita com a quantidade impressionante. Ao lado dela, Haruto levou a mão ao queixo e encarou o cardume de sardinhas.
“É um número incrível. Mas com cinquenta mil sardinhas, isso é praticamente um rodízio. Sashimi, grelhadas no sal, kabayaki, e no inverno, sopa de bolinhas de peixe também seria uma opção. Além disso, pratos cozidos como sardinha com gengibre ou sardinhas cozidas no doce também funcionariam, e também...”
“Poxa, Haruto! Não transforme os peixes do aquário em um cardápio!”
“Ahaha, desculpa, desculpa. Sardinhas são deliciosas e têm uma grande variedade de formas de preparo, então eu não consegui evitar.”
“Poxa... mas eu acho que gostaria de comer as suas sardinhas cozidas no doce, Haruto...”
Embora Ayaka tenha levantado a voz em protesto, tendo seu estômago firmemente conquistado, ela não conseguiu resistir totalmente aos pratos que saíam da boca de Haruto e acrescentou o comentário em voz baixa.
Haruto dirigiu a ela um sorriso gentil.
“Eu cozinharia na panela de pressão para que desse até para comer as espinhas, então acho que o Ryōta-kun também conseguiria comer facilmente. O tempero agridoce também ficaria ótimo como acompanhamento para as bebidas do Shūichi-san.”
“Ugh... parece delicioso...”
“Se eu vir sardinhas boas à venda da próxima vez, eu compro.”
“Por favor, faça isso.”
Rendendo-se ao charme da culinária de Haruto, Ayaka olhou para o enorme cardume de sardinhas no tanque com uma expressão complicada.
“De alguma forma... agora, quando eu olho para aquelas sardinhas, só consigo vê-las como ingredientes atraentes...”
“Cinquenta mil sardinhas... isso é um sonho.”
Trocando esse tipo de conversa, Haruto e Ayaka se afastaram do enorme tanque.
Depois disso, os dois aproveitaram plenamente o aquário, admirando os peixes tropicais coloridos nos recifes de coral e observando os impressionantes tubarões.
“Acho que já vimos praticamente tudo aqui, não é?” disse Ayaka, após dar uma volta completa pelo prédio e retornar à entrada.
“Para onde vamos agora?”
“Está um pouco cedo, mas você quer almoçar agora? Parece que vai ficar super lotado na hora do almoço.”
“Pode ser uma boa ideia.”
Como era sábado, havia tantas pessoas que era fácil imaginar que todos os restaurantes ficariam cheios na hora do almoço. Eles decidiram almoçar mais cedo, concordando que seria um desperdício gastar tempo em filas depois de terem vindo até o parque temático.
“Onde vamos almoçar?” Ayaka perguntou a Haruto enquanto olhava a lista de restaurantes apresentada no panfleto.
“Hmm, que tal aqui? Essa tigela de frutos do mar parece saborosa.”
“Você está com vontade de frutos do mar, Haruto?”
“Um pouco. Ver tantos peixes me deu vontade de comer frutos do mar.”
“Eu queria dizer que olhar peixes de aquário não deveria dar fome! Mas é frustrante o fato de que eu entendo o que você quer dizer.”
Haruto sorriu de forma agradável para Ayaka, que fazia um leve biquinho.
“Então, está decidido que vamos almoçar nesse restaurante de frutos do mar?”
“Sim, parece bom.”
Tendo decidido o destino, os dois se dirigiram imediatamente ao restaurante indicado no panfleto.
Como ainda era cedo para o almoço, Haruto e Ayaka foram rapidamente conduzidos até uma mesa.
“Dá para ver o oceano muito bem”, disse Ayaka feliz, ao se sentar no lugar perto da janela que lhes foi indicado.
Haruto sentou-se à frente dela e também direcionou o olhar para fora da janela.
“Comer uma tijela de frutos do mar olhando para o oceano. É o máximo do luxo.”
“Né? Morar em uma casa com vista para o mar no futuro também poderia ser legal.”
“Tomar chá na varanda de manhã enquanto olha para o mar?”
“Não seria super estiloso e incrível?”
“Parece tão incrível que eu talvez não conseguisse sair da varanda.”
Conversando sobre esses sonhos, Ayaka pegou o cardápio colocado sobre a mesa.
“O que você vai pedir, Haruto? Ainda vai escolher uma tijela de frutos do mar?”
“Sim. Acho que vou pedir esta tijela de Atum Deluxe que foi mencionada no panfleto. E você, Ayaka?”
“Hmm.”
Ao contrário de Haruto, que decidiu imediatamente, Ayaka gemia baixinho enquanto encarava o cardápio.
“Entre quais opções você está em dúvida?”
“Entre esta tijela Luxuosa de Atum e Salmão e o Conjunto de Aji Frito...”
Enquanto dizia isso, os olhos de Ayaka iam e voltavam entre os dois itens do cardápio.
Haruto se inclinou um pouco para a frente para observar as fotos dos pratos pelos quais Ayaka estava sofrendo para decidir.
“O salmão é difícil de recusar, mas esse aji frito parece delicioso.”
“Né?! Acho que vou acabar escolhendo o Conjunto de Aji Frito afinal... mas o salmão também, ugh...”
Vendo que ela não conseguia decidir, Haruto fez uma sugestão.
“Então, que tal eu pedir essa tijela Luxuoso de Atum e Salmão e dividir um pouco com você, e você me dá um pouco do seu aji frito?”
Haruto propôs mudar o próprio pedido para compartilhar com ela.
Diante da sugestão, Ayaka levantou o olhar para ele com olhos suplicantes, avaliando sua expressão.
“Tem certeza? Mesmo você querendo a tijela de Atum Deluxe?”
“Sim. Olhar o cardápio me fez querer comer salmão também”, disse Haruto com um sorriso agradável, e Ayaka devolveu um sorriso suave.
“Obrigada, Haruto. Então eu vou pedir o Conjunto de Aji Frito.”
“Entendido. Com licença, já estamos prontos para pedir.”
Haruto levantou a mão para chamar um garçom que passava por perto.
Ayaka o observou fazer o pedido com um sorriso radiante e, quando o garçom se afastou, falou com ele, ainda com o rosto iluminado.
“Você é realmente gentil, Haruto.”
“Sério? Eu acho isso normal.”
“Não, eu acho que você me mima demais, Haruto. Se eu baixar a guarda, vou acabar dependendo cada vez mais de você.”
“Sinto que já disse isso antes, mas você pode depender de mim o quanto quiser, sabia?”
“Viu só, lá vem você de novo, sussurrando palavras doces como algum tipo de demônio.”
Haruto riu das palavras dela e retrucou: “Não é um pouco pesado me chamar de demônio?” Em resposta, ela se inclinou levemente para a frente e encarou os olhos de Haruto.
“Eu quero que você dependa de mim também, Haruto, sabia?”
“Mas... não é meio... fraco para um homem depender de alguém?”
Tendo sido criado pelos avós desde pequeno, Haruto possuía valores um tanto antiquados.
“Isso não é verdade de jeito nenhum! Eu ficaria super feliz se você dependesse de mim, Haruto.”
“Sério, é mesmo?”
“Uhum! Ah, falando nisso, eu também tenho que te dar uma recompensa, não é?” disse Ayaka, fazendo então uma proposta a Haruto.
“Como sua recompensa, que tal você poder depender de mim o quanto quiser por um dia?”
“Eh? Isso... o que exatamente eu faria para ‘depender’ de você?”
Quando Haruto perguntou de forma um pouco hesitante, Ayaka inclinou levemente a cabeça e respondeu.
“Bem, hum... tipo um travesseiro no colo?”
“Travesseiro no colo, é...”
Haruto se lembrou da prática de casal que eles haviam feito durante as férias de verão.
De fato, o travesseiro no colo de Ayaka era atraente o suficiente para ser uma recompensa para Haruto.
“Então, acho que vou pedir isso como minha recompensa.”
“Okay, entendido.”
Ayaka sorriu amplamente, parecendo feliz.
Todos os dias desde que Ayaka se tornara oficialmente sua namorada haviam sido envoltos em felicidade.
Ao ver o sorriso de Ayaka, Haruto percebeu isso mais uma vez.
“Ah, tudo bem se eu fizer carinho no seu cabelo enquanto te dou um travesseiro no colo, Haruto?”
“Sim, pode.”
“Seu cabelo é macio e é gostoso de tocar, Haruto”, disse Ayaka com um sorriso.
Depois disso, os dois conversaram sobre coisas triviais, como quais exposições de peixes eram bonitas, até que a comida que haviam pedido chegou à mesa.
Diante de Haruto foi colocado a tijela Luxuosa de Atum e Salmão, atraente com seus vermelhos e rosas vibrantes, e diante de Ayaka estava o Conjunto de Aji Frito, frito até atingir um belo tom dourado.
“Parece delicioso.”
“Sim! Parece muito bom!”
Diante do banquete à frente deles, ambos relaxaram as bochechas e pegaram os hashis.
“Mmm, o sashimi está fresco e realmente delicioso.”
“Sério?”
Ayaka encarou Haruto atentamente enquanto ele estalava os lábios saboreando sua tijela.
Recebendo o olhar dela, Haruto deu uma risadinha de “fufu” e perguntou.
“Quer um pouco?”
“Quero!” Ayaka respondeu imediatamente. Embora ainda nem tivesse tocado no seu ají frito, Haruto ofereceu sua tigela a Ayaka por enquanto.
“Vamos trocar”, ela disse, deslizando o Conjunto de Ají Frito para a frente de Haruto antes de comer uma fatia de salmão da tigela dele.
“Mmm~, salmão é delicioso mesmo!”
Ayaka exibiu uma expressão derretida e feliz.
“Você pode pegar um pouco de atum também.”
“Sério? Então vou experimentar.”
Ayaka colocou o atum na boca com alegria e abriu um sorriso radiante, dizendo “Delicioso~”. Observando o sorriso dela, Haruto deu uma mordida no ají frito que havia trocado com Ayaka.
Dentro da cobertura crocante, a carne macia do ají transbordava de gordura suculenta cheia de umami, espalhando-se pela língua dele.
Talvez a satisfação com o delicioso ají frito tenha ficado evidente em seu rosto, pois Ayaka, sentada à sua frente e observando-o comer, soltou uma risadinha.
“Está bom?”
“Está. É muito gostoso.”
“Você pode comer mais, se quiser.”
“Mas só tem dois pedaços de ají, não?”
“Tudo bem, eu prefiro te ver comendo o ají com gosto do que comer eu mesma, Haruto.”
“É-é mesmo...”
Haruto caiu em um estado de espírito complicado, uma mistura de felicidade e vergonha diante das palavras de Ayaka, girando com um sorriso radiante.
Sentindo o olhar de Ayaka sobre si, Haruto conseguiu terminar um dos dois pedaços de ají frito.
“Mmm, obrigado. Estava delicioso. Você já terminou o atum e o salmão, Ayaka?”
“Sim, obrigada por compartilhar.”
Depois de agradecerem um ao outro, Haruto trocou de volta o Conjunto de Ají Frito e a Tigela Luxuosa de Atum & Salmão.
“Escolher este lugar para o almoço foi a decisão certa.”
Haruto assentiu com satisfação enquanto comia o atum e o salmão com o arroz.
Sentada à sua frente, Ayaka também deu uma mordida no ají frito e exibiu uma expressão feliz.
Haruto terminou a tigela Luxuosa de Atum e Salmão com uma sensação de satisfação e saciedade. Dando um gole de água após a refeição, ele olhou para Ayaka e percebeu que ela ainda levaria um pouco mais de tempo para terminar de comer.
Ayaka comia com a mesma expressão relaxada e feliz de antes.
Observando-a, Haruto de repente pensou em algo e colocou isso em prática.
Ele se inclinou um pouco para a frente e começou a encarar Ayaka atentamente enquanto ela comia.
Sem perceber a ação de Haruto, Ayaka comeu os picles no pequeno prato, depois pegou a tigela de sopa de missô e tomou um gole. Nesse momento, seus olhos se encontraram com os de Haruto por cima da borda da tigela.
Finalmente percebendo o que Haruto estava fazendo, ela ficou vermelha em um instante.
“O-o que foi, Haruto? Tem arroz no meu rosto?”
Ao perceber que estava sendo encarada, Ayaka demonstrou um leve nervosismo.
Mesmo assim, Haruto continuou encarando enquanto respondia.
“Não, é só que você fica tão fofa comendo tão feliz, Ayaka. Não liga para mim, só aproveita a refeição.”
“E-eu ligo, sim...”
Com as palavras dele, Ayaka murmurou baixinho, ficando vermelha até as orelhas.
Ainda assim, ele não parou de encarar, então Ayaka voltou a comer, embora de forma tímida.
No entanto, incomodada pelo olhar de Haruto, ela continuava lançando olhares rápidos para ele.
Ayaka continuou comendo por um tempo, mas, por fim, não aguentou mais e disse fracamente: “Eu me rendo.”
“Ser encarada desse jeito me deixa envergonhada demais para comer...”
“Você ficou me encarando o tempo todo antes, Ayaka.”
“Ugh, mas você estava tão fofo aproveitando a comida, Haruto.”
“Bom, você fica encantadora comendo tão feliz, Ayaka.”
“Kh...”
Ao ouvir a palavra “encantadora” sair da boca de Haruto, os ombros de Ayaka tremeram com uma mistura de alegria e vergonha. Então, talvez para desviar a atenção do constrangimento, ela pegou com os hashis os poucos picles restantes e levou até a boca de Haruto.
“...Aqui.”
“Mm, obrigado.”
Sorrindo diante do súbito e misterioso gesto de “aaah” de Ayaka, Haruto comeu os picles oferecidos à sua boca.
“Quer mais?”
“Não, está bom.”
Haruto mastigou lentamente os picles e balançou a cabeça, finalmente parando de encará-la intensamente.
“Talvez eu faça ají frito para você da próxima vez.”
“Eu quero comer o ají frito feito por você, Haruto.”
Dizendo isso, Ayaka comeu todo o ají frito restante, relaxando o rosto enquanto dizia: “Que delícia.”
Depois de terminarem o almoço antecipado, Haruto e Ayaka continuaram passeando e aproveitando plenamente o parque temático.
No clássico show de golfinhos, ficaram fascinados com os golfinhos executando truques habilmente, e na experiência de alimentação das lontras, foram encantados pelas lontras esticando-se desesperadamente para alcançar a comida colocada na palma da mão de Ayaka. No espaço interativo, Ayaka fez carinho nas costas de um tubarão-cornudo, sorrindo animada com a textura inédita, e observá-la assim acalmava Haruto.
[Almeranto: Na tradução tinha ficado tubarão-corno, comecei a rir que nem lunático kkkkk (cornudo também não ajuda muito né?)]
O primeiro encontro deles desde que se tornaram um casal de verdade foi incrivelmente divertido para os dois, e o tempo passou como água.
“Ei, Haruto. Vamos ali depois?”
“Claro.”
Ayaka puxou a mão de Haruto com um sorriso inocente.
O lugar para onde Ayaka o levou era um túnel transparente que atravessava um enorme tanque.
Havia um túnel em arco na parte inferior do tanque, de onde podiam observar os peixes e golfinhos nadando graciosamente.
[Almeranto: Esse também e legal de ir, mas minha mãe não gostou muito não kkkk, saiu de lá ofegante de medo.]
“Uau! É lindo!”
“É. Dá até a sensação de que estamos mergulhando.”
“Né!”
Haruto e Ayaka sentiram como se estivessem passeando pelo fundo do mar.

Eles olharam para cima, para um golfinho que havia se aproximado bem perto através do túnel.
“Talvez seja a primeira vez que eu vejo um golfinho por baixo.”
Talvez o golfinho também estivesse interessado em Haruto e Ayaka dentro do túnel, pois nadava de um lado para o outro, girando nas proximidades.
“Verdade. Tem uma atmosfera meio mágica.”
O céu azul se estendia acima do tanque, e a luz do sol que descia refletia na superfície ondulante da água, cintilando como joias.
“Ei, Haruto.”
“Hm?”
Chamado pelo nome, Haruto desviou o olhar do golfinho para ela.
“Isso é divertido!”
“É, é sim.”
Quando Haruto devolveu o sorriso, Ayaka sorriu feliz. Então, virou todo o corpo em direção a Haruto.
“Vamos a muitos lugares diferentes, fazer muitas coisas diferentes e criar muitas memórias juntos daqui para frente também, está bem?”
A luz que caía do céu criava inúmeros feixes de luz na água, e os golfinhos dançavam graciosamente entre eles. Vários peixes nadavam ao redor de corais coloridos, criando uma paisagem rica.
Envolto em uma atmosfera tão mágica, Haruto sentiu que Ayaka estava ainda mais fofa, mais bonita e mais encantadora do que nunca.
“Sim, vamos. Juntos, daqui para frente.”
Haruto segurou a mão de sua amada namorada, puxou-a suavemente para mais perto e começou a caminhar lentamente, como se quisesse gravar a cena mágica que se espalhava à sua frente em seus olhos.
✦ ✦ ✦
Dentro do trem, banhados pelo pôr do sol que entrava pelas janelas.
Haruto e Ayaka estavam sentados bem juntinhos.
“Ahhh, o encontro acabou num piscar de olhos”, Ayaka disse de forma nostálgica, acariciando gentilmente o bichinho de polvo-flapjack que descansava em seu colo.
“Aquele parque temático foi mais divertido do que eu pensei”, disse Haruto, ajustando a pegada na sacola de papel que continha as lembrancinhas para Shūichi e os outros.
“Da próxima vez que viermos, aposto que o Ryōta-kun ficaria super feliz se o trouxéssemos.”
“Tenho certeza de que ele ficaria pulando de alegria o tempo todo.”
“Ver o Ryōta-kun feliz é reconfortante, então eu não me importo.”
Lembrando-se do sorriso radiante de Ryōta, como o sol, Haruto sorriu levemente e olhou para dentro da sacola de papel. Lá dentro estava o bichinho de golfinho que ele havia comprado como lembrança para o menino.
“Mas aí o problema é que eu não poderia te monopolizar só para mim, Haruto.”
Dizendo isso, Ayaka abraçou com força o bichinho de polvo que parecia uma panqueca.
Por sinal, o bichinho que ela estava segurando era algo que ela havia visto enquanto escolhia as lembrancinhas; tinha se apaixonado por ele à primeira vista e o comprado imediatamente.


“Então, a gente pode simplesmente sair em outro encontro, só nós dois, certo?”
“Sim, muitos encontros.”
Vendo que ela ainda abraçava o bichinho de pelúcia, Haruto torceu os lábios de forma levemente exagerada para mostrar que estava brincando.
“Ayaka. Acho que posso acabar ficando com ciúmes desse polvo-flapjack.”
“Eh?”
Com a brincadeira de Haruto, ela abaixou o olhar para o bichinho em seus braços e então soltou uma risadinha de “fufu”.
“Então, assim está bom?”
Dizendo isso, Ayaka colocou o polvo-panquecas de volta em seu colo e, em vez disso, agarrou o braço de Haruto, abraçando-o firmemente contra o peito.
“...Está, mas... é um pouco constrangedor.”
Felizmente, o vagão em que Haruto e Ayaka estavam estava relativamente vazio, e todos os outros ou estavam olhando para seus smartphones ou dormindo de cabeça baixa, sem prestar atenção ao casal.
Ayaka apoiou a cabeça no ombro de Haruto enquanto abraçava o braço dele.
“Hoje foi o dia mais feliz de todos”, murmurou Ayaka em um sussurro.
Sentindo uma felicidade que fazia cócegas com as palavras dela ecoando em seu ouvido, Haruto deixou o trem balançá-lo.
✦ ✦ ✦
A viagem de trem, que havia parecido um pouco longa no caminho até o parque temático, pareceu passar num instante no caminho de volta para Haruto. A partir da estação mais próxima da casa dos Tōjō, ele caminhou de mãos dadas com Ayaka, conversando sobre o parque temático. Antes que percebessem, haviam chegado em frente em casa.
“Cheguei.”
“Cheguei.”
Assim que Haruto e Ayaka entraram juntos na casa, Ryōta saiu correndo da sala com grande ímpeto.
“Nee-chan! Onii-chan! Bem-vindos de volta!!”
Ryōta correu pelo corredor com um tud-tud-tud! e parou abruptamente bem na frente deles.
“O encontro foi divertido? Vocês nutriram direitinho o amor de vocês, Onii-chan e Nee-chan?”
“Eh?! S-Sim, nós nutrimos direitinho, tá bom?” Ayaka respondeu, um pouco atrapalhada pelo irmão mais novo perguntando com aqueles olhos redondos e inocentes.
Até mesmo Ayaka parecia constrangida com a forma pura e direta de falar de Ryōta.
“Ryōta-kun, nós compramos uma lembrancinha para você.”
“Sério?!”
Ao ouvir a palavra “lembrancinha” de Haruto, Ryōta começou a pular no mesmo lugar, de alegria.
“Aqui, esta é a sua lembrancinha.”
“Uau! É um golfinho!!”
Recebendo o bichinho de golfinho de Haruto, Ryōta o abraçou com as duas mãos e gritou: “Mamãe!! O Onii-chan me deu uma lembrancinha!!”, antes de sair correndo de volta para a sala e desaparecer de vista.
Vendo Ryōta agir como sempre, Haruto e Ayaka se entreolharam, trocaram sorrisos e seguiram para a sala.
Ao entrarem na sala, um cheiro delicioso vinha da cozinha, onde Kiyoko estava preparando o jantar.
Na sala, Ryōta mostrava o bichinho de golfinho para Ikue.
“Olha, olha, Mamãe! É um golfinho de pelúcia!”
“Que maravilhoso. Você agradeceu direitinho ao Haruto-kun?”
Quando Ikue disse isso, Ryōta pareceu assustado e correu apressadamente de volta até Haruto.
“Onii-chan! Obrigado pela lembrancinha!”
“De nada. Ah, e foi a Nee-chan que ajudou a escolher essa lembrancinha também, sabia?”
“Nee-chan, obrigado pela lembrancinha!”
“De nada. Cuide bem dela.”
“Sim!”
Ryōta assentiu com força e imediatamente começou a brincar com seus bonecos de Sentai e o golfinho de pelúcia.
Aparentemente, o golfinho estava fazendo o papel da organização maligna que enfrentava os heróis Sentai.
[TL/N: Os heróis Sentai são membros de equipes de super-heróis que aparecem na franquia japonesa Super Sentai, bem parecidos com os Power Rangers.]
“Haruto-kun, muito obrigada.”
Ikue, sorrindo com carinho ao ver Ryōta, agradeceu a Haruto.
“Não foi nada. Ah, eu também comprei lembrancinhas para a senhora e para o Shūichi-san, então, por favor, comam depois.”
Haruto colocou sobre a mesa uma caixa contendo biscoitos em formato de golfinho, tirados da sacola de papel.
“Ora, ora! Muito obrigada.”
Haruto fez uma leve reverência para Ikue, que sorria radiante, e então seguiu para a cozinha.
“Eu também comprei uma lembrancinha para você, Vó, então, por favor, coma depois.”
“Oh, é mesmo? Obrigada.”
“Sim. Além disso, eu vou ajudar com o jantar.”
Haruto ficou ao lado de Kiyoko e começou a ajudar no preparo da refeição.
Observando isso, Ayaka também foi para a cozinha.
“Kiyoko-san. Eu também vou ajudar.”
“Oh, Ayaka-san, obrigada. Então, posso pedir que cuide desses vegetais?”
“Entendido.”
Na cozinha, Haruto, Ayaka e Kiyoko preparavam o jantar, enquanto na sala, Ryōta brincava alegremente sob a supervisão de Ikue.
Esse era o cotidiano da animada família Tōjō.
Essa vida tinha acabado de começar, mas Haruto já começava, pouco a pouco, a sentir que aquela casa era verdadeiramente um lugar para chamar de lar.
Traduzido por Moonlight Valley
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