Volume 2
Capítulo 1: Gyoza Feitos à Mão e Anúncio
Ōtsuki Haruto
Sob um céu azul penetrantemente claro, um interminável coro de cigarras zumbia.
Durante as férias de verão, que ficavam mais quentes a cada dia, Haruto estava diante de uma certa mansão sob o sol escaldante que parecia queimar sua pele. Com mãos que estavam se tornando um pouco mais acostumadas, ele pressionou o interfone.
“Ōtsuki-kun?”
Ouvindo a voz, Haruto sorriu levemente.
“Sim, estou aqui para o trabalho de limpeza hoje.”
“Eu estava te esperando! Vou abrir a porta agora.”
Logo após a voz levemente feliz vir do interfone, a porta da frente da residência Tōjō se abriu, e uma garota apareceu de dentro. Belos cabelos cor de linho brilhando ao sol de verão. Membros longos e esguios e uma figura encantadora da qual era impossível desviar o olhar. A garota, talvez protegendo os olhos do sol deslumbrante, estreitou um pouco seus grandes olhos belos e de pálpebras duplas ao receber Haruto. Essa era Ayaka Tōjō, considerada a garota mais bonita da escola de Haruto e conhecida como a “idol da escola”. Ela também era uma cliente do trabalho de meio período de serviços domésticos que ele havia começado naquele verão.
“Bem-vindo, Ōtsuki-kun. Está quente lá fora, por favor, entre.”
“Obrigado. Conto com você para o trabalho de hoje também.”
Enquanto Ayaka o convidava com um sorriso radiante, Haruto também não pôde deixar de sorrir de volta ao entrar na residência Tōjō.
Ao entrar no espaçoso hall de entrada digno de uma mansão, uma porta no fim do corredor se abriu de repente, e um garoto saiu correndo.
“Onii-chan!!”
Ryota, o irmão mais novo de Ayaka, um alegre garoto do jardim de infância, exibiu um sorriso radiante por todo o rosto e avançou em direção a Haruto com passos apressados.
“Olá, Ryota-kun. Você está cheio de energia hoje também!”
“Olá! O que você vai fazer hoje, Onii-chan?”
Haruto se ajoelhou para receber Ryota, que corria em sua direção. Ryota, com os olhos brilhantes, perguntou para ele.
“Hmm, vamos ver... hoje...”
Haruto virou o olhar para Ayaka. Recebendo seu olhar, ela lhe informou os pedidos do trabalho doméstico daquele dia.
“Hoje, tem a limpeza da sala de estar, e o pai também pediu para limpar a garagem.”
“Limpeza da sala e da garagem, entendido.”
“Sim, e como sempre, por favor, prepare o jantar.”
“Entendido.”
Haruto assentiu levemente e aceitou os pedidos de Ayaka para o serviço doméstico. Então, Ryota, com um olhar cheio de expectativa, puxou o braço de Haruto.
“Onii-chan, o que vai ter no jantar hoje? Hambúrguer!?”
Ryota parecia ter se apaixonado completamente pelos hambúrgueres que Haruto fazia. Haruto sorriu e respondeu a Ryota, que o olhava cheio de empolgação.
“Haha, hoje estou pensando em fazer gyoza em vez de hambúrguer. Você gosta de gyoza, Ryota-kun?”
“Gyoza?! Eu amo gyoza!!”
Respondendo desse jeito, o empolgado Ryota agarrou o braço de Haruto e o balançou vigorosamente para cima e para baixo.
“Ryota, pare com isso. Não puxe o Ōtsuki-kun desse jeito! Você vai arrancar o braço dele!”
Ayaka imediatamente advertiu seu irmão por suas ações. Ryota parou de balançar o braço de Haruto ao ouvir a advertência da irmã, mas não soltou seu braço, continuando a parecer animado e feliz.
“Ei, Onii-chan, eu posso ajudar você a limpar também?”
“Claro, ajudaria a terminar a limpeza mais rápido se o Ryota-kun ajudasse.”
Haruto sorriu gentilmente e deu um carinho na cabeça de Ryota. Ayaka fez um sorriso torto ao ver seu irmão, que ficou feliz, dizendo: “Ehehe~”.
“Obrigada, Ōtsuki-kun, por sempre fazer companhia para o Ryota também.”
“De nada. A propósito, o Shuichi-san e a Ikue-san estão trabalhando hoje?”
“Sim, os dois foram para a empresa hoje. Acho que provavelmente vão voltar na hora do jantar.”
Ambos os seus pais eram executivos de empresa. Por causa disso, embora tivessem flexibilidade em seu estilo de trabalho, como trabalho remoto, também eram bastante ocupados, às vezes indo trabalhar cedo de manhã, voltando tarde ou tendo viagens de negócios repentinas.
“Isso me lembra da primeira vez que vim aqui ajudar com os serviços domésticos.”
“É mesmo. Eles estavam em uma viagem de negócios naquela momento também, não estavam?”
No início das férias de verão, Ayaka estava cuidando da casa e do Ryota sozinha enquanto seus pais estavam fora em uma viagem de negócios. No entanto, devido a uma confissão pública que ela recebeu de um aluno mais velho no último dia de aula, ela ficou emocionalmente esgotada e decidiu recorrer a um serviço de ajuda doméstica. Foi assim que ela conheceu Haruto, com quem quase não tinha interagido na escola antes.
Lembrando-se de sua primeira vez vindo à casa dos Tōjō para ajudar com os serviços domésticos, Haruto disse de forma reflexiva:
“Parece um pouco nostálgico, mesmo que não tenha sido há tanto tempo.”
“É. Eu gostaria de voltar no tempo e parabenizar a mim mesma por ter decidido pedir ajuda doméstica naquele dia.”
Para Ayaka, que disse isso, Haruto sorriu alegremente.
“Você está se elogiando?”
“Sim, porque...”
Ayaka assentiu levemente, então suas bochechas ficaram levemente coradas, e ela disse com uma vozinha tímida:
“Se eu não tivesse pedido ajuda doméstica naquela hora, eu não teria realmente te conhecido, Ōtsuki-kun...”
“!”
Depois de lançar um rápido olhar para cima, Ayaka imediatamente desviou o olhar. Diante de seu gesto, o coração de Haruto não pôde deixar de bater mais rápido.
“Um... Eu também acho que foi bom que meu primeiro trabalho tenha sido na casa dos Tōjō...”
“Sério? Fufu... eu estou feliz.”
Ao vê-la genuinamente radiante de alegria do fundo do coração, Haruto não pôde deixar de desviar o olhar, tentando desesperadamente suprimir os cantos de sua boca que insistiam em se levantar sozinhos.
A cena do recente encontro no cinema passou pela mente dele. Ao recordar o filme que assistiram de mãos dadas, como verdadeiros namorados, o rosto de Haruto gradualmente ficou vermelho. Da mesma forma, o rosto de Ayaka também estava vermelho enquanto ela exibia uma expressão feliz.
“...”
“...”
A mente de Haruto corria, tentando pensar em algo esperto para dizer, mas quanto mais pensava, mais sua mente se esvaziava, e as palavras escapavam de seus pensamentos. Um silêncio constrangedor caiu entre Haruto e Ayaka. No entanto, esse silêncio não durou muito. Para os dois que estavam parados conversando na entrada, o pequeno Ryota, tendo perdido a paciência, puxou o braço de Haruto.
“Onii-chan! Vamos começar a limpar a sala de estar rápido!”
“Ah, desculpe, Ryota-kun. Bem então, começarei o serviço agora.”
“U-uuh, obrigada pelo seu trabalho.”
Haruto sentiu-se um pouco aliviado por ser libertado da situação constrangedora pela energia de Ryota. No entanto, em um canto de seu coração, ele também sentiu um leve senso de relutância ao mesmo tempo. Mas, deliberadamente não se apegando àquele sentimento, Haruto realizou as tarefas domésticas da família Tōjō naquele dia também.
✦ ✦ ✦
Conforme solicitado por Ayaka, após terminar a limpeza da sala de estar, Haruto passou para a limpeza da garagem. Como ambos os pais estavam na empresa, não havia carros na garagem, o que tornava fácil de limpar.
“Ryota-kun, você poderia jogar água aqui?”
“Okay! Entendi!”
Ryota segurou a mangueira e jogou água no local que Haruto indicou.
“Obrigado, Ryota-kun.”
Enquanto agradecia, Haruto esfregava o chão de concreto com uma escova de cabo longo.
“Onii-chan! Onde eu jogo a água agora?”
Ryota estava segurando a mangueira de jardim de forma animada, em parte sentindo como se estivesse brincando com água. Haruto sorriu gentilmente diante de sua aparência.
“Certo, por favor, jogue água ali agora.”
“Entendi!”
Com a resposta animada de Ryota, Haruto também acabou entrando em um humor alegre e continuou a limpeza da garagem.
E quando a limpeza estava quase terminando, Ayaka, que havia voltado para seu quarto, veio verificar como estavam Haruto e Ryota.
“Obrigada, Ōtsuki-kun. A garagem está realmente limpa. Acho que meu pai vai ficar feliz.”
“Fico feliz em ouvir isso.”
“Ah, sobre o gyoza do jantar, nós vamos às compras, certo?”
“Sim, a limpeza está quase terminada, então eu estava pensando em ir às compras agora.”
Ryota reagiu à palavra “compras” dita por Haruto e virou seus olhos brilhantes para ele.
“Compras?! Eu vou também!”
“Okay, então vamos às compras juntos, Ryota-kun.”
“Ah, nesse caso, eu vou também.”
Para Haruto, que sorriu para Ryota, Ayaka disse que também iria às compras. Ao ouvir as palavras da irmã, Ryota ficou ainda mais animado e alegre.
“Nós todos vamos às compras!”
“É isso mesmo. Bem, a limpeza da garagem está quase pronta, então vamos terminar logo.”
“Okay!!”
Depois disso, eles finalizaram a limpeza da garagem, e os três — Haruto, Ayaka e Ryota — seguiram para o supermercado. Haruto, imediatamente com uma cesta de compras na mão, começou a examinar a carne moída de porco na seção de carnes.
“Hmm, carne moída de porco nacional, pacote econômico, 100 gramas por 118 ienes, isso é barato... mas eu não preciso de tanto... ou melhor, o tamanho normal está 128 ienes por 100 gramas...”
Haruto, com a mão no queixo, encarava fixamente o grande pacote econômico e o tamanho normal da carne moída. Ayaka lançou um olhar para seu perfil, ponderando com uma expressão séria, antes de fazer uma pergunta.
“A carne moída de porco tem vários usos além do gyoza, certo?”
“Sim. Você pode refogá-la com cebolinha e ovos para fazer um soboro agridoce, ou pode fazer keema curry com ela.”
“Ambos parecem deliciosos.”
“Que tal fazermos algum dia?”
“Sim! Eu quero experimentar.”
“Entendido. Então vamos comprar o pacote econômico desta vez.”
Haruto disse isso e pegou o pacote maior, colocando-o na cesta de compras.
Depois disso, eles continuaram colocando os ingredientes necessários para o gyoza na cesta e, por fim, chegaram à seção de ingredientes para confeitaria. Vendo os sacos de açúcar, mistura para panquecas, cacau, entre outros alinhados nas prateleiras, Ryota olhou para cima para Haruto com uma expressão empolgada.
“Onii-chan, você vai fazer doces?”
“Não, ao invés de doces, eu estava pensando em fazer algo como uma sobremesa para acompanhar o gyoza depois do jantar.”
Haruto sorriu e respondeu a Ryota, cujos olhos brilhavam de antecipação, então pegou dois sacos de anko¹ expostos em uma prateleira mais baixa.
“A propósito, Tōjō-san, você é do time koshi-an ou do time tsubu-an?”
“Eh? Hmm, acho que sou do time koshi-an?”
“Entendi.”
Com a resposta de Ayaka, Haruto assentiu com um “hmm” e olhou para o saco de koshi-an que segurava na mão esquerda.
“O que você vai fazer com anko? Oshiruko?”
[Del: Oshiruko é uma bebida/sopa doce de feijão, sendo considerado algo para sobremesas também. Também é tradicional da comemoração do Ano Novo (e sim, essas informações eu já sabia por conta de uma outra obra aí~).]
“Não, eu estava pensando em misturar anko com cream cheese e embrulhar em massas de gyoza.”
“O quê?! Isso parece muito bom!”
“É tipo um pastelzinho de anko usando massa de gyoza.”
Vendo a reação de Ayaka, com os olhos brilhando ao ouvir falar de algo doce, a expressão de Haruto também suavizou.
“A propósito, Ōtsuki-kun, você é do time koshi-an?”
“Não, eu sou do time tsubu-an.”
“Eh? Sério? Mas koshi-an é mais gostoso.”
“Você não pode afirmar isso, né? Tsubu-an não é melhor porque dá para sentir a textura do feijão?”
Para Haruto, que defendia os méritos do tsubu-an, Ayaka também argumentou a favor dos méritos do koshi-an, sem querer ficar para trás.
“A textura macia do koshi-an também é boa, não é? Parece elegante.”
“Tsubu-an tem mais polifenóis, então tem mais benefícios de beleza!”
“Sério?”
Diante das palavras de Haruto, que miravam na fraqueza de muitas mulheres — benefícios de beleza — o amor de Ayaka por koshi-an vacilou um pouco.
“Sim, e dizem que os polifenóis ajudam a suprimir a absorção de açúcar, então há a vantagem de que mesmo que você coma anko doce, o tsubu-an tem menos chance de engordar do que o koshi-an.”
“M-mas, mas!! Eu acho que já vi algo online dizendo que koshi-an tem menos calorias!”
“Koshi-an tem a casca removida, afinal. Mas se adicionarem bastante açúcar para compensar isso, então koshi-an acaba tendo mais calorias.”
“I-isso é... é verdade, mas.”
“Tsubu-an é delicioso, sabia?”
“Ugh... de fato. Pode ser atraente.”
Para Ayaka, que reconheceu o apelo do tsubu-an apesar de parecer frustrada, Haruto sorriu amplamente.
“Bem-vinda ao mundo do tsubu-an.”
Haruto, tendo aumentado o número de apreciadores de tsubu-an em mais um, assentiu com grande satisfação, colocou o koshi-an de volta na prateleira e colocou o tsubu-an na cesta de compras.
“Está tudo bem o tsubu-an para você também, Ryota-kun?”
“Sim! Eu adoro anko!!”
Com o sorriso radiante de Ryota em resposta, Haruto se sentiu profundamente reconfortado enquanto seguia para o caixa.
[Almeranto: Anko — pasta doce de feijão azuki; Koshi-an — anko peneirado, textura lisa; Tsubu-an — anko com pedaços do feijão, textura rústica.]
✦ ✦ ✦
Ao retornar à residência dos Tōjō, Haruto imediatamente começou a fazer gyoza. Depois de picar grosseiramente a acelga chinesa e polvilhá-la com sal, ele mediu a farinha de trigo comum, a farinha de trigo especial e o sal com uma balança e transferiu tudo para uma tigela grande. Como de costume, os irmãos Tōjō sentaram-se nos bancos do balcão em frente à cozinha e observaram Haruto cozinhar. Ayaka disse, admirada, para Haruto, que despejava água quente na tigela e sovava a massa de gyoza:
“Como esperado do Ōtsuki-kun, você até faz as massas de gyoza você mesmo.”
“As massas compradas são convenientes, mas quando você faz em casa, consegue deixá-las mais mastigáveis.”
Haruto respondeu enquanto sovava a massa que começava a ganhar forma, colocando mais força nela. Depois de sovar a massa por cerca de cinco minutos, Haruto moldou-a em uma bola, envolveu-a em plástico filme e então começou a preparar o recheio dos gyoza.
Ele adicionou caldo de frango granulado dissolvido em água quente e óleo de gergelim à carne moída e misturou. Depois, espremeu bem a água da acelga salgada e murcha, adicionou ao misto e mexeu novamente.
“O gyoza da família Ōtsuki usa acelga chinesa, hein?”
Ayaka disse para Haruto, que estava adicionando alho e gengibre após a acelga chinesa.
“Sim. O gyoza da família Tōjō usa repolho?”
“Usa. Acho que o gyoza da nossa família usa repolho.”
“Repolho também é bom porque dá para sentir a textura e o sabor adocicado, né?”
Enquanto conversavam assim, Haruto terminou de fazer o recheio dos gyoza. Enquanto deixava a tigela com o recheio descansar na geladeira, envolta em plástico filme, ele retomou a preparação das massas.
Ele dividiu a massa descansada em várias porções e as enrolou em formato de cilindros. Depois, dividiu esses cilindros em pequenos pedaços iguais e usou as palmas das mãos e um rolo para abrir os pedaços em círculos.
“Ōtsuki-kun, você é habilidoso, não é?”
“Sou mesmo?”
Haruto sorriu modestamente diante do elogio de Ayaka. Nesse momento, Ryota, que vinha observando silenciosamente a preparação dos gyoza até então, de repente desceu do banco e correu até Haruto.
“Onii-chan, eu também quero ajudar a fazer gyoza! Eu quero embrulhar os gyoza!”
“Oh, vai ajudar? Obrigado. Bom, então talvez eu possa pedir isso a você.”
Haruto sorriu para o motivado Ryota enquanto pegava o recheio descansado da geladeira.
“Ah, nesse caso, eu também vou ajudar.”
Seguindo o irmão, Ayaka também se levantou da cadeira e foi até o lado de Haruto.
“Obrigado. Bom, então, eu vou abrir as massas, e vocês dois podem embrulhar o recheio?”
“Entendido.”
Depois disso, Haruto preparou as massas e os irmãos Tōjō as embrulharam.
“As massas que você fez esticam muito bem, então são fáceis de embrulhar”, disse Ayaka, um pouco impressionada, enquanto embrulhava um gyoza molhando as bordas e fazendo pregas.
“Eu as fiz um pouco mais grossas do que as compradas, então acho que vocês vão aproveitar a textura mastigável quando comerem.”
“Estou ansiosa para isso. Ei, Ryota, você está colocando recheio demais!”
Ayaka apressadamente parou seu irmão, que estava ocupadamente colocando recheio nas massas ao lado dela.
“Se você colocar tanto recheio assim, não vai conseguir embrulhar, certo?”
“Mas as massas do Onii-chan esticam muito, então está tudo bem!”
Dizendo isso, Ryota puxou a massa e embrulhou o recheio à força.
“Olha, Onee-chan! Eu embrulhei!”
Ayaka fez um sorriso torto ao ver Ryota dizendo isso com uma expressão completamente convencida.
“Você embrulhou, mas… isso já não parece mais um gyoza, é um pão de carne.”
O que estava na palma da mão de Ryota realmente não parecia um gyoza comum, exatamente como ela disse.
“Bom, desde que cozinhe bem, não tem problema. Ter vários formatos faz parecer mais caseiro, então não é bom assim?”
“Isso também é verdade, eu acho.”
Haruto disse enquanto abria uma massa com o rolo. Em resposta, Ayaka também assentiu com um sorriso torto diante de seu irmão, que estava produzindo em massa gyoza que pareciam pequenos pães de carne.
Depois disso, enquanto continuavam animadamente fazendo gyoza juntos, Shuichi e Ikue voltaram para casa ao mesmo tempo.
“Chegamos. Ōtsuki-kun, obrigado por ajudar com a arrumação da casa hoje também.”
Shuichi entrou na sala de estar e cumprimentou Haruto, que estava na cozinha. Ikue, que entrou logo depois dele, teve o rosto iluminado ao ver os três cozinhando juntos.
“Oh meu! O jantar de hoje é gyoza, não é? Eles parecem tão deliciosos.”
“Mãe, eu também ajudei muito!”
“É mesmo? Que incrível.”
Após sorrir calorosamente para Ryota, Ikue olhou para Haruto.
“Obrigada, Ōtsuki-kun.”
“De nada, o Ryota-kun e a Ayaka-san ajudaram muito, então foi de grande ajuda.”
“Oh, é mesmo. Fufu, isso é bom, Ayaka.”
Dizendo isso, Ikue sorriu para a filha, que estava ao lado de Haruto.
“U-uh… Pai, Mãe, vão logo se trocar. Os gyoza já estão prontos para cozinhar.”
As bochechas de Ayaka se coraram levemente diante do olhar da mãe, e, como se tentando esconder isso, ela apressou os pais.
“Vamos fazer isso. Estou ansioso pelos gyoza feitos à mão pelo Ōtsuki-kun!”
Shuichi, que assentiu animado, de repente perguntou a Haruto:
“Que tal, Ōtsuki-kun? Por que você não fica e janta conosco hoje também?”
“Eh? Tem certeza?”
“Claro! Você é sempre bem-vindo em nossa casa, Ōtsuki-kun.”
“Obrigado. Então, eu aceito.”
“Hmm. O jantar de hoje parece que vai ser divertido. Bem, querida, vamos nos trocar?”
“Sim.”
Shuichi e Ikue deixaram a sala de estar animados com a resposta de Haruto.
“Sinceramente, o meu pai gosta demais do você”, disse Ayaka, com um sorriso torto depois de observar o comportamento anterior de Shuichi. Em resposta, Haruto falou enquanto colocava a chapa quente no centro da mesa de jantar:
“Ser querido é algo pelo qual sou realmente grato.”
“Sério? Se você se sentir incomodado ou algo assim, me avise imediatamente, okay?”
“Incomodado? Eu não sinto isso nem um pouco.”
Enquanto acariciava a cabeça de Ryota, que havia levado os gyoza embrulhados em uma bandeja, Haruto respondeu sorrindo.
Enquanto Shuichi e Ikue se trocavam, Haruto organizou os gyoza na chapa quente e começou a cozinhá-los.
“Ah, certo. Estou pensando em contar para o pai e para a mãe hoje que vamos ao Parque Floresta dos Animais com você.”
Diante das palavras de Ayaka, Haruto, que estava misturando shoyu e óleo de pimenta para fazer o molho dos gyoza, levantou o rosto.
“Está bem.”
No encontro deles no cinema, dias antes, eles haviam prometido ir ao “Parque Floresta dos Animais” na semana seguinte, quando Haruto tivesse um dia de folga do trabalho de meio período, incluindo Ryota. O parque, com uma área vasta baseada no tema da natureza, tinha locais de interação com animais, áreas de brincar com água e áreas gramadas, e eles planejavam levar bentôs e brincar lá o dia inteiro.
“Está tudo bem se eu contar durante o jantar?”
“Sim, não tem problema?”
Para Ayaka, que perguntou um pouco hesitante, Haruto inclinou um pouco a cabeça.
“A minha mãe provavelmente vai me provocar, e o pai talvez pegue pesado…”
“Ah… bom, tudo bem. Eu não me incomodo com ambientes animados.”
Haruto, percebendo com o que ela estava receosa, assentiu com um sorriso torto.
Eventualmente, Shuichi e Ikue, já trocados, retornaram à sala de estar, e os cinco — incluindo Haruto — se reuniram ao redor da mesa de jantar da família Tōjō.
“Acho que eles já estão bons, então vou tirar a tampa.”
Dizendo isso, Haruto retirou a tampa da chapa quente, e uma grande nuvem de vapor subiu, espalhando o aroma dos gyoza. Ao som crepitante que sugeria crocância, Shuichi sorriu.
“Oh! Não parecem deliciosos?”
“Você fez pãezinhos de carne junto com os gyoza?”
Ikue disse sorrindo ao notar, entre os gyoza perfeitamente alinhados, alguns enormes e com aparência de pequenos pães de carne.
“Esses são os gyoza que eu fiz!!”
Diante de Ryota, que fez um rosto vitorioso para a mãe, Ikue soltou uma risada: “Fufu.”
“Oh, é mesmo? São gyoza magníficos, que parecem muito satisfatórios de comer.”
Ao ouvir essa conversa entre os pais e o filho da família Tōjō, as extremidades dos lábios de Haruto se ergueram, e, segurando uma espátula, ele virou os gyoza cozidos. Vendo que estavam dourados perfeitamente, Shuichi juntou as mãos como se não pudesse esperar mais.
“Então, vamos comer!”
Começando com as palavras dele, todos juntaram as mãos em uníssono, dizendo “Itadakimasu”, e alcançaram os gyoza com os hashi.
Ayaka, dando uma mordida no gyoza quente, arregalou ligeiramente os olhos e cobriu a boca com a mão esquerda.
“É verdade. É mais mastigável e mais delicioso do que as massas de gyoza compradas.”
“Oh? O Ōtsuki-kun fez as massas também?”
Ikue, seguindo Ayaka, também pareceu um pouco surpresa depois de dar uma mordida e perguntou a Haruto.
“Sim, eu adicionei um pouco mais de farinha de trigo especial para deixar as massas mais encorpadas.”
“Delicioso! Estes estão extraordinários, Ōtsuki-kun! Não, eles estão realmente deliciosos!”
Shuichi deu uma mordida em um gyoza recém-cozido e então elogiou os gyoza de Haruto enquanto soprava devido ao calor.
“Papai, os gyoza que eu fiz também estão deliciosos! Come um!”
“Certo, certo. Este aqui é o que o Ryota fez, certo? ...Mm! Este também está delicioso! Você fez muito bem.”
“Hehe~”
Elogiado por Shuichi, o rosto de Ryota se abriu em um sorriso radiante, e ele soprou diligentemente o gyoza para esfriá-lo antes de comer com prazer.
Depois disso, eles continuaram aproveitando o jantar enquanto saboreavam os gyoza alegremente.
“Hum, eu tenho algo para contar para vocês, Pai, Mãe.”
Ayaka, que vinha olhando para os pais de vez em quando, trouxe o assunto de repente.
“Hmm? O que foi?”
Shuichi, que estava muito satisfeito com a culinária de Haruto novamente naquele dia, virou-se animadamente para a filha.
“Bem, na próxima semana, hum… eu vou ao Parque Floresta dos Animais com o Ōtsuki-kun, levando o Ryota com a gente.”
No momento em que Ayaka disse isso, o rosto de Shuichi imediatamente se iluminou.
“Então vocês vão a um encontro!”
“E-e-e o R-Ryota vai com a gente também!”
“Oh minha nossa, minha nossa! Ayaka, que maravilha!”
“J-já que são as férias de verão, o Ryota também quer sair para brincar, certo?”
Como se estivesse tentando fugir de Shuichi, que já estava começando a exagerar, e de Ikue, que a observava com um olhar presunçoso que parecia dizer “eu sabia”, ela desviou a conversa para o irmão. Ryota, sendo chamado, explodiu de alegria e olhou para Haruto.
“De verdade?! O Onii-chan vai me levar para brincar!?”
“Sim, é verdade.”
“Ebaaaa!!”
Ryota levantou ambas as mãos no ar e gritou de alegria. Vendo o filho assim, Shuichi voltou o olhar para Haruto.
“Ōtsuki-kun, obrigado. Na verdade, desde que as férias de verão começaram, não conseguimos levá-lo a lugar nenhum ainda. Eu estava me sentindo culpado por isso. Então é realmente uma grande ajuda você sair para brincar com o Ryota.”
Shuichi inclinou a cabeça em agradecimento. Seguindo-o, Ikue também agradeceu a Haruto.
“Obrigada, Ōtsuki-kun. Você nos ajuda com as tarefas domésticas, e agora isso também.”
“De maneira nenhuma. Eu também pretendo me divertir no dia.”
“Ajuda ouvir você dizer isso.”
Shuichi e Ikue, que vinham sentindo um senso de obrigação por não terem conseguido levar Ryota a lugar algum devido ao trabalho ocupado, agradeceram a Haruto de coração.
Então, Ayaka falou com os pais novamente.
“E então, no dia em que formos ao Parque, estamos planejando levar bentôs. Então, está tudo bem se o Ōtsuki-kun e eu fizermos os bentôs na nossa cozinha durante a manhã?”
“Claro! Sintam-se à vontade para usar!”
Ikue respondeu imediatamente às palavras de Ayaka. Então, Shuichi, que estava de ainda melhor humor do que antes, disse enquanto dava uma mordida em um gyoza:
“O jantar de hoje está delicioso, e está tudo muito alegre!”
Depois disso, o jantar na casa dos Tōjō, incluindo Haruto, continuou feliz e animado.
Traduzido por Moonlight Valley
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