SESSÃO 8
198 – Vamos Nos Chamar Pelo Nome!
Depois de terminar o treino de revezamento, Tomoya gritou:
“Uwaaah—!”
E se jogou no gramado.
“A passagem do bastão é difícil demais!”
“Que tal a gente simplesmente trocar para a passagem por cima?”
Saki se agachou ao lado de Tomoya, que estava estirado no chão, e sugeriu isso com um sorriso irônico.
Mas Tomoya balançou a cabeça imediatamente.
“Não! O Taro da Passagem por Baixo só aceita passagem por baixo!”
“Akagi-kun, você é bem teimoso, hein?”
“Mas o Haru e a Tojo-san estão indo bem, então não tem como eu não conseguir!”
“Isso é algum tipo de rivalidade com o Otsuki-kun?”
Apoiando o queixo na mão, Saki olhou para Tomoya com diversão.
Sem responder, Tomoya se levantou de repente, como se tivesse sido atingido por uma ideia.
“Eu já te disse antes, né? Que o motivo de a minha passagem de bastão com a Aizawa-san não estar funcionando é a distância entre os nossos corações?”
“E eu também já disse que isso provavelmente não tem nada a ver.”
Ao ouvir isso, a postura de Saki mudou na hora.
Percebendo isso, Tomoya tentou acalmá-la com um leve “calma, calma” e continuou:
“Mas escuta — eu e a Aizawa-san já somos amigos, não somos?”
“Bom… sim.”
Ainda desconfiada do rumo da conversa, Saki se inclinou discretamente para trás, mantendo certa distância.
“Então você não acha que chamar você de ‘Aizawa-san’ é formal demais?”
“…Então como você quer me chamar, Akagi-kun?”
Quando Saki perguntou isso, Tomoya jogou a franja para trás de forma dramática e declarou, exibindo um sorriso branco sob o pôr do sol —
“Saki!”
No instante em que seu nome foi chamado, Saki estreitou os olhos e lançou um olhar frio.
“Eu até não me importaria, mas esse gesto agora foi nojento, então não.”
“Hã!? Afinal, pode ou não pode!?”
“Não tenta bancar o legal sem motivo. Só me chama normalmente.”
“Mas dá vergonha, sabe?”
“Dá? Tomoya. Pra mim soa normal.”
Com uma expressão tranquila, Saki chamou-o pelo nome.
“Ei, você é casual demais com isso. Não é injusto só eu ficar com vergonha?”
“Isso não é problema meu.”
“Tá bom. Então eu vou te chamar normalmente também. Saki.”
“O que foi, Tomoya?”
“…Heh.”
Tomoya tentou manter uma expressão séria, como se estivesse se segurando, mas logo abriu um sorriso.
Nesse momento, Haruto e Ayaka — que estavam conversando sobre a passagem do bastão um pouco mais afastados — se aproximaram.
“Tomoya, você tá com uma cara bem assustadora”, comentou Haruto.
“Ei, isso foi rude do nada, Haru! Essa é minha expressão normal!”
“Ah, é verdade. Você sempre tem esse sorriso esquisito.”
“Eu sou um cara bonito em potência máxima o tempo todo!”
Tomoya protestou com veemência.
Vendo a troca de farpas, Ayaka cobriu a boca e riu baixinho.
“Bonito em potência máxima… hihihi.”
“Então, Saki, sobre o que você estava conversando com o Akagi-kun?”, perguntou Ayaka.
“Hm? Nada de importante.”
“Oh? Saki, seu rosto não está um pouco vermelho?”
“Acabamos de correr. E o pôr do sol está batendo direto em mim.”
Saki estreitou os olhos e olhou para o céu, que começava a se tingir de vermelho.
“Então o treino acabou por hoje.”
“É.”
Enquanto Saki e Ayaka conversavam, Tomoya — que estava discutindo com Haruto — começou a encarar Ayaka fixamente.
“…? O que foi, Akagi-kun?”, perguntou Ayaka, inclinando a cabeça.
Tomoya abriu a boca lentamente.
“Ayaka.”
“?? Hã… sim?”
Surpresa por Tomoya chamá-la pelo nome com uma expressão séria, Ayaka ficou ainda mais confusa.
Tomoya continuou:
“Ayaka, a partir de agora, não me chame mais de Akagi-kun. Me chama de Tomoya.”
Dizendo isso com um joinha, Tomoya fez Ayaka concordar por reflexo.
“Hã? O-okay… então… Tomoya-kun?”
“Hah! Agora a passagem do bastão vai funcionar perfeitamente!”
“O que isso tem a ver com qualquer coisa?”
Sem conseguir entender a lógica dele, Ayaka olhou para Haruto em busca de ajuda, mas ele apenas inclinou a cabeça, igualmente confuso.
“Eu não entendo nada. Do que você está falando, Tomoya?”
“A chave da passagem do bastão é a distância emocional! Pra encurtar isso, vamos começar a nos chamar pelo nome! Certo? …Saki!”
Depois de uma breve pausa constrangedora, Tomoya piscou exageradamente para Saki, esperando concordância.
“Por que você só fica fazendo palhaçada comigo?”
Suspirando, Saki virou-se para explicar a Ayaka e Haruto.
“Bom, pode até ajudar a criar entrosamento. E ficar se chamando formalmente pra sempre seria estranho mesmo. Então vou começar a te chamar de Haruto-kun também.”
“Entendi. Então posso te chamar de Saki, né?”
“Pode.”
Haruto e Saki trocaram os nomes de forma natural.
Depois de olhar de um para o outro, Tomoya perguntou a Haruto:
“Ei, Haru. Você não fica nervoso chamando ela de Saki?”
“Hm? Não muito.”
“Hã? Então por que só eu fico assim? Será que é… Síndrome da Saki?”
“Não inventa nome de doença estranha!”
Saki retrucou imediatamente.
Então Haruto acrescentou, com um ar cansado:
“‘Síndrome’ já significa um conjunto de sintomas, então isso seria ‘Síndrome da Síndrome da Saki’, sabia?”
“Então é uma síndrome dupla? Parece forte.”
“Para de deixar isso mais forte!”
Suspirando, Saki lançou um olhar leve de reprovação a Tomoya.
“Chega de besteira. Vamos logo pra casa.”
[Almeranto: Pura comédia tá?]
Olhando para o relógio montado na beira do campo, ela acrescentou:
“Tenho um trem pra pegar.”
Com o horário se aproximando, eles começaram a sair do campo.
Nesse momento —
De outra área, onde uma turma diferente treinava para o festival esportivo, um aluno correu em direção a eles.
“C-com licença! Posso falar com vocês um instante?!”
Ofegante, com o rosto vermelho, o garoto olhou diretamente para Ayaka.
“Eu tenho algo que quero dizer para a Tojo-san!”
“Hã? Pra mim?”, Ayaka perguntou, surpresa.
Ela olhou para Haruto, e percebendo isso, ele perguntou ao garoto:
“O que você quer falar com a Ayaka?”
“Ah… bem… na verdade…”
O garoto abriu e fechou a boca várias vezes, hesitando, alternando o olhar entre Ayaka e Haruto.
Sentindo algo desagradável no ar, Haruto observou enquanto o garoto finalmente se decidia e encarava Ayaka.
“Tojo-san! E-eu gosto de você há muito tempo!!”
“!?”
Uma confissão repentina.
Os olhos de Ayaka se arregalaram ao ouvir seus sentimentos.
“Desde a cerimônia de entrada! Foi amor à primeira vista!”
“Ah, hum… o-obrigada. Mas eu já—”
Ela tentou dizer “tenho namorado”, mas o garoto a interrompeu.
“Eu sei! Eu sei disso!”
Ele mordeu o lábio com força, lançou um breve olhar para Haruto e voltou a encarar Ayaka.
“Mas… eu precisava dizer. Pra finalmente encerrar esses sentimentos…”
Respirando fundo, ele falou uma última vez:
“Eu realmente te amei. Hum… por favor, seja feliz com seu namorado! Adeus!”
Dito isso, ele se virou e saiu correndo a toda velocidade.
Ayaka ficou olhando, atônita, para as costas dele se afastando.
“Uau… receber uma confissão mesmo tendo namorado. Como esperado da idol da escola”, comentou Tomoya, impressionado.
Ao lado dele, Saki olhou para Ayaka com preocupação.
“Ayaka, você está bem?”
“Hã? Ah— estou sim. Só fiquei um pouco surpresa.”
Trazida de volta à realidade pela voz de Saki, Ayaka sorriu para mostrar que estava bem.
Depois de confirmar isso, Haruto olhou ao redor e falou:
“Vamos pra casa. A Saki tem um trem pra pegar.”
Com isso, eles deixaram o campo.
Os outros alunos que ainda estavam no local observaram enquanto eles se afastavam. Sentindo aqueles olhares de forma sutil, Haruto se manteve próximo de Ayaka, quase como se a estivesse protegendo, enquanto caminhavam juntos para casa.
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