SESSÃO 8

191 - A Determinação dos Dois

 

   Quando Haruto foi em direção ao quarto de hospital onde Kiyoko estava internada, encontrou Ayaka e Kiyoko conversando animadamente.

“O quê!? Vovó, você teve um casamento por amor!?”

“Sim, é isso mesmo. Naquela época, todos ao nosso redor eram contra — foi realmente difícil.”

“E você enfrentou toda essa oposição para se casar?”

“Hehe, eu disse para eles: ‘Se eu não puder ficar com essa pessoa, vou tirar minha própria vida.’ Foi assim que os convenci.”

“Uau! Vovó, isso é tão legal!”

“Obrigada.”

   As duas estavam tendo uma conversa de garotas super animada, rindo e sorrindo.

   Vendo aquela atmosfera tão brilhante e alegre, Haruto hesitou em interromper.

“Elas ficaram realmente próximas…”

   Ayaka e Kiyoko sempre se deram bem, mas agora parecia que qualquer barreira que tivesse restado entre elas havia desaparecido completamente.

   Mesmo assim, Haruto não podia ficar parado ali para sempre, então chamou cautelosamente:

“Hum… Vovó, Ayaka?”

“Oh, Haruto, você chegou?”

   Kiyoko foi a primeira a notar. Ela se virou para Haruto, interrompendo a conversa com Ayaka.

   Ayaka então percebeu a presença dele, e seu rosto imediatamente se iluminou.

“Haruto! Obrigada por vir me buscar!”

   Seu sorriso era radiante como uma flor desabrochando, e Haruto não pôde deixar de encará-la, encantado.

“Ayaka, aconteceu algo bom?”

“Conversar com a Kiyoko-san foi tão divertido.”

“Entendo.”

   Era uma felicidade para Haruto ver sua avó e sua namorada se dando tão bem. Um sorriso surgiu naturalmente em seu rosto.

   Então, ele se virou para Kiyoko.

“Vovó, estamos indo para casa por hoje, mas… da próxima vez, eu gostaria de vir conversar com você sobre… a Ayaka.”

“Sim, eu entendo.”

   Kiyoko sorriu calorosamente e assentiu.

   A reação fácil e acolhedora dela pegou Haruto um pouco de surpresa, mas ele então voltou seu olhar para Ayaka.

   Ainda sorrindo, ela se despediu alegremente de Kiyoko.

“Então, vovó, eu volto em breve.”

“Vou estar esperando.”

“Tchau-tchau.”

   Olhando Ayaka e Kiyoko se despedirem como uma verdadeira avó e neta, Haruto deixou o quarto junto com ela.

   Eles caminharam até o ponto de ônibus próximo e verificaram o horário.

“Parece que o ônibus acabou de passar.”

“Vai demorar um pouco até o próximo.”

   Ayaka apontou para o banco ao lado do ponto. “O que fazemos? Sentamos e esperamos?”

   Haruto olhou para ela e para o banco algumas vezes antes de sugerir:

“Na verdade, encontrei um lugar legal com uma vista boa ali. Quer dar uma olhada?”

“Sério? Sim, vamos!”

   Ayaka concordou animadamente.

   O hospital ficava em uma pequena colina com vista para a cidade.

   De mãos dadas, eles caminharam até a borda do terreno do hospital, onde havia um gramado bem cuidado e alguns bancos.

“Se formos perto daquela cerca, dá para ver a cidade inteira daqui.”

“Sério?”

   Ayaka correu até a cerca e olhou para fora. Seus olhos brilharam. “Uau, é lindo.”

“Eu não sabia que havia um lugar assim no hospital.”

“Pois é. Bom, nunca tivemos tempo para explorar a área antes.”

   Haruto só havia encontrado aquele lugar recentemente — depois que Kiyoko havia acordado.

   Um dia, após visitá-la, o horário do ônibus não coincidiu, e em vez de ficar sentado esperando, ele resolveu caminhar e acabou descobrindo.

   Lado a lado, eles olharam para a cidade.

   A luz do sol brilhava nas janelas de vidro dos prédios distantes. Em pouco tempo, o céu seria pintado com as cores do pôr do sol.

   Haruto virou-se para Ayaka, que observava feliz a paisagem.

“Ayaka, a vovó te disse algo bom?”

   Ela assentiu lentamente.

“Sim. Ouvi algo muito importante — algo realmente maravilhoso.”

“Entendo.”

“E você, Haruto? Você teve uma boa conversa com seu pai enquanto pescavam?”

“Sim. Shuichi-san me disse algo muito importante também.”

   Ayaka sorriu suavemente e repetiu: “Entendo.”

   Haruto a observou quietamente por um momento, então começou a falar do fundo do coração — sobre o que havia percebido ao conversar com Shuichi.

“Ayaka… acho que estive me esforçando desesperadamente esse tempo todo.”

   Ela o encarou atentamente.

“Um dia, a vovó vai partir. Um dia, eu vou ficar sozinho. Sem família. Então pensei: ‘Preciso ser capaz de viver sozinho.’”

   Haruto virou-se totalmente para ela.

“Eu dizia para mim mesmo: ‘Está tudo bem — eu posso cozinhar sozinho, limpar sozinho, cuidar de tudo sozinho.’ Tentei me convencer de que ficaria bem, de que podia viver mesmo se estivesse sozinho. Eu até estudei tanto — ficando sempre em primeiro lugar — porque queria me tranquilizar. Eu dizia que era para deixar a vovó orgulhosa, mas no fundo, eu estava apenas com medo. Medo de ficar sozinho. E lutei contra esse medo com tudo que eu tinha.”

   As habilidades domésticas e os resultados acadêmicos de Haruto estavam muito acima da média, todos nascidos desse medo de uma solidão inevitável que ele não podia controlar.

“Mas graças a você, Ayaka, eu superei esse medo. De verdade… obrigado.”

   Ele sorriu gentilmente para ela.

“Haruto…” ela murmurou, olhando para ele com profunda emoção.

“Você não precisa mais se esforçar tanto assim,” ela disse suavemente. “Porque você nunca mais vai ficar sozinho. Eu sempre vou estar ao seu lado.”

“Sim… obrigado. Mas mesmo assim, ainda vou continuar me esforçando.”

“Por quê?”

   Ela deu um passo mais perto, querendo entender.

   Haruto sorriu com doçura, mas com firmeza.

“Porque agora, eu tenho alguém que amo. Antes, eu me esforçava para lutar contra o medo. Mas de agora em diante, quero me esforçar pela nossa felicidade.”

   Ele a envolveu nos braços e a segurou perto.

“Quero dar o meu melhor — por você.”

“Ah—!”

   Sentindo o calor e a força dele, Ayaka corou profundamente, a felicidade transbordando dentro dela.

   Haruto continuou a abraçá-la e sussurrou:

“Você se tornou minha estrela.”

“Sua… estrela?”

“Sim. Como uma luz que guia em um mar sem fim — algo que evita que eu me perca.”

“Entendo…”

   As bochechas dela ficaram ainda mais vermelhas. Ela o abraçou forte, pressionando o rosto contra o peito dele antes de lentamente se afastar.

   Ela deu um pequeno passo para trás, colocou as mãos suavemente sobre o próprio coração, as deslizou para fora como se estivesse reunindo algo invisível e então pressionou sobre o peito de Haruto.

   Depois de mantê-las ali por alguns segundos, ela fez o movimento inverso — como se pegasse algo precioso do peito dele, segurando-o com carinho entre as mãos em concha, trazendo-o de volta ao próprio peito e acolhendo-o bem perto do coração.

   Haruto inclinou a cabeça, curioso.

“Ayaka, o que foi isso?”

“Hehe, é algo que a Kiyoko-san me ensinou — um charme para que eu nunca fique sozinha.”

   Sorrindo docemente, ela se aconchegou nos braços dele novamente.

“Eu te amo, Haruto.”

   As palavras dela pareciam de algum modo diferentes dessa vez.

   Ele não sabia o que havia mudado — mas elas atingiram seu coração profundamente e o preencheram completamente.

“Eu também te amo.”

   Eles se olharam nos olhos, bem de perto.

“Então… vamos contar para o Shuichi-san e a Ikue-san,” disse Haruto.

“Sim. Vamos contar a eles sobre nossos sentimentos — nossa escolha.”

Com a determinação compartilhada, seguiram para a casa da família Tōjō.

 

****

 

   Todos estavam reunidos novamente na sala de tatame da família Tōjō.

   Haruto e Ayaka estavam sentados diante de Shuichi e Ikue com expressões sérias.

   Eles contaram tudo — desde seus sentimentos até seus desejos para o futuro juntos.

   Depois de ouvir em silêncio, Ikue olhou para os dois.

“Então essa é a decisão que vocês tomaram?”

“Sim,” Haruto respondeu firmemente. “Quero me casar com a Ayaka. Vou dedicar tudo o que sou para fazê-la feliz — e para sermos felizes juntos.”

“Eu quero passar minha vida ao lado do Haruto,” disse Ayaka. “E construir uma família feliz — como você e o papai.”

   Ikue sorriu calorosamente e assentiu.

“Fico muito feliz que vocês tenham tirado um tempo para realmente pensar a respeito.”

   Então sua expressão ficou séria, e ela olhou diretamente para Haruto.

“Haruto-kun.”

“Sim.”

“Eu tenho uma condição para aprovar seu casamento com a Ayaka.”

“Qual é?”

   Haruto manteve o olhar firme.

“Se casar com a Ayaka significa que você vai fazer parte da nossa família. Então…”

   O olhar severo dela suavizou subitamente, e ela sorriu de forma travessa.

“De agora em diante, me chame de ‘mãe’!”

   No mesmo instante, o rosto de Shuichi se iluminou. “Perfeito!”

“E me chame de ‘pai’ também, Haruto-kun!”

   A tensão se quebrou na hora. Ayaka suspirou, meio exasperada.

“Mãe, não me assusta assim! Achei que você fosse dizer algo sério!”

“Oh, mas isso é muito importante,” Ikue disse piscando, sorrindo para Haruto. “Então, Haruto-kun — você aceita minha condição?”

“Claro. Então… hum, posso dizer… pai, mãe?”

   Os rostos dos dois se iluminaram completamente.

“Claro!”

“Sim, por favor.”

   Toda a tensão da sala derreteu completamente. Ryota, que estava observando quietamente, inclinou a cabeça.

“Mãe, por que você fez um pedido tão estranho?”

“Oh? Foi estranho?”

“Foi sim! Ele já é família, né? Então chamá-la de mãe é normal. Não precisa fazer disso uma condição.”

   Ikue sorriu suavemente. “É verdade, Ryota. Mas perceber o que é normal — isso não é algo que devemos tomar como garantido.”

“Hã? Normal é… não-normal? Ou… normal-normal? Hein??”

   A confusão fofa de Ryota fez todos rirem.

   Então Shuichi se levantou de repente.

“Certo! É hora de celebrar — um banquete de verdade!”

   Haruto sorriu. “Nesse caso, vou começar a preparar os peixes que pegamos hoje.”

“Ah, é mesmo, como foi a pescaria? Vocês pegaram bastante?” Ayaka perguntou.

“Sim, bastante. Cavalinha, sardinha e até peixe-pedra.”

“Uau, que incrível!”

“Posso fazer aquele filé de cavalinha frito que você disse que queria antes — e algumas sardinhas cozidas no doce também.”

“Perfeito! Eu vou ajudar!”

   Os olhos dela brilharam — e os de Shuichi brilharam ainda mais.

“Haruto-kun, você pode fazer namerō também?”

“Claro. Vou fazer dois tipos — um com cavalinha e um com sardinha.”

“Sério!? Estou contando com você!”

“Também posso fazer alguns pratos que combinam bem com saquê.”

“Espera… estamos abrindo o Izakaya Haruto!?” Shuichi disse, em êxtase.

   Nesse momento, a campainha tocou.

“Entrega?” Shuichi franziu a testa.

   Ikue bateu palmas e sorriu. “Deve ser o que eu pedi.”

“O que você pediu?”

“Sushi chique e um saquê delicioso.”

“Então preciso ir pegar isso agora!” Shuichi disparou em direção à porta.

   Aparentemente, Ikue havia pedido comida.

“Sushi!?” Ryota gritou. “Eu quero salmão! Tem bastante salmão, mãe!?”

“Sim, bastante salmão gostoso,” Ikue riu.

“Êêê! Festa!”

   Ryota correu atrás do pai, os dois igualmente animados.

   Ayaka lançou um olhar curioso para a mãe.

“Por que você pediu comida, mãe?”

“Porque hoje sempre seria um dia especial.”

“Você… já sabia o que nós decidiríamos?”

“Claro.”

   O sorriso confiante de Ikue dizia tudo. Haruto não pôde deixar de pensar novamente — Ikue realmente era a pessoa mais forte da família Tōjō.

   Logo, ouviram a voz empolgada de Shuichi na entrada.

“Este saquê — Ikue-sama, isso é o melhor!”

   E a voz alegre de Ryota veio logo atrás:

“O sushi é enorme! Tem muito! Um monte de salmão e atum!”

   Risos e calor encheram a casa inteira.

   Haruto virou-se para a cozinha.

“Vou começar a preparar a comida.”

“Eu também vou ajudar,” Ayaka disse, juntando-se a ele.

   E naquela noite, a celebração continuou alegre e interminável, cheia de sorrisos até tarde da noite.

 

****

 

   Na manhã seguinte, a luz do sol atravessou as cortinas, brilhando no rosto de Haruto. Ele franziu levemente ao acordar de seus sonhos tranquilos.

“Mmm… hã? Será que dormi demais…?”

   Seu celular mostrava que já era bem mais tarde do que o normal.

   Ele se espreguiçou debaixo das cobertas, mas o conforto da cama tornava difícil levantar.

“Eu meio que só quero ficar assim…”

   Normalmente ele acordaria cedo para estudar, mas hoje, simplesmente, não conseguia.

   Ele se lembrou das risadas da noite anterior — do calor, dos sorrisos. Da própria felicidade.

   E então percebeu por que não conseguia levantar.

   Ele se sentia completamente em paz.

   A tensão ansiosa que sempre o impulsionara havia desaparecido — totalmente desaparecido.

   Era como afundar em um banho quente.

“…Mas ainda assim, devo levantar logo,” murmurou.

   Ele havia prometido a si mesmo continuar se esforçando — pela felicidade deles, pelo sorriso de Ayaka.

   No exato momento em que pensou nisso, houve uma batida na porta.

   Ele respondeu, e Ayaka entrou.

“Oh, você ainda está na cama? Isso é raro.”

“Sim, é que… a cama está boa demais para sair.”

“Eu entendo. Às vezes acontece.” Ela disse, assentindo com um pequeno sorriso. “Você ainda está meio sonolento?”

“Não, eu quero levantar… só é difícil resistir.”

“Hmm… então talvez eu te ajude a acordar?”

   Ela pensou por um segundo, então sorriu travessa.

“Você vai me acordar?”

“Sim. Deixa comigo.”

   E dito isso, ela entrou debaixo das cobertas com ele.

“O q—Ayaka!?”

   O calor e a maciez dela o envolveram, fazendo seu coração disparar.

   Ela avançou até ele, colocou a cabeça para fora das cobertas e olhou para baixo, para ele, com um ar brincalhão.

“Se você não levantar, eu vou ficar com saudade,” ela sussurrou docemente, envolvendo-o com os braços.

   Então, com uma voz capaz de derreter o próprio ar, ela murmurou—

“Ei… acorda, meu querido.”

 

– Almeranto: Aaagrh, assim eu vou infartar com esse final! Que fofos cara.

———————————

Notas do autor: Muito obrigado por ler.

E assim, com Haruto e Ayaka oficialmente noivos, isso marca o fim do que pode ser considerado a segunda parte desta história.

Acredito que mencionei em algum lugar de um pós-escrito anterior que esta história é estruturada em três partes — então agora chegamos a cerca de dois terços do caminho.

Uau… finalmente consegui chegar até aqui!

Para dizer a verdade, a primeira ideia que tive para esta história foi exatamente toda esta sequência de cenas. Tudo começou com o pensamento: “Quero que a heroína diga algo como ‘Eu me tornarei sua família.’”

A partir dessa única ideia, comecei a moldar o personagem do Haruto e o cenário do “serviço doméstico”. Eu imaginei que, se a heroína fosse dizer “Eu me tornarei sua família,” então o protagonista teria que ser alguém realmente especial — alguém para quem ela pudesse dizer isso de verdade. Então pensei em como torná-lo atraente… e aí me veio: “Um cara bom em tarefas domésticas seria atraente, né?” (risos)

Agora, daqui para frente, pretendo entrar no que se pode chamar de terceira parte da história. Mas, honestamente, o enredo ficou mais complicado do que eu esperava inicialmente (com Shizuku, e Saku e Tomoya, e… bem, Shizuku de novo, e também Shizuku), então nem eu, o autor, faço ideia de quanto tempo essa história vai acabar tendo.

Ainda assim, vou me esforçar para levá-la até uma conclusão adequada.

Deixem-me fazer dois anúncios rápidos antes de encerrar.

Primeiro, o Volume 5 da versão em livro desta série está programado para lançamento por volta de 15 de novembro.

Sou profundamente grato porque, mais uma vez, teremos itens bônus especiais disponíveis: um suporte acrílico da Melonbooks, e um tecido decorativo (tapestry) da Gamers, ambos oferecidos como extras pagos.

Também escrevi uma nova história curta bônus (SS) para este volume, e compartilharei mais detalhes em outra ocasião.

Além disso, a adaptação em quadrinhos está sendo serializada na Monthly Comic Dengeki Daioh, e o Volume 1 do mangá já está à venda com ótima recepção.

Por favor, continuem apoiando a versão mangá de Kajigaku ilustrada por Urua-sensei! (As roupas casuais do Ryota são sempre fofíssimas.)

Agora, sobre um novo projeto.

Pela primeira vez em cerca de dois anos, comecei a escrever uma nova comédia romântica intitulada: “Mais Uma Vez, Eu Te Enfrento, Garota Demoníaca, Com Meus Ideais.”

É uma comédia caótica sobre um garoto colegial comum e uma garota demoníaca travessa.

Se você tiver interesse, confira pelo link a seguir: https://ncode.syosetu.com/n9167kd/

Aliás, a história também está sendo postada no Kakuyomu, onde tenho enviado capítulos antes — então atualmente há mais episódios disponíveis lá.

Por fim, quero expressar minha sincera gratidão a todos vocês que leram esta obra e a apoiaram até agora.

Muito obrigado, de verdade, do fundo do meu coração.

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