SESSÃO 7
169 - Rumo ao Reino dos Sonhos
Era de madrugada, no dia em que iriam ao parque de diversões.
Ainda escuro lá fora, Haruto acordou antes do nascer do sol.
Depois de discutir os planos com Ayaka e Tomoya, eles haviam decidido pegar o primeiro trem para a Terra dos Sonhos.
Levantando-se da cama, Haruto olhou para o lado. Lá estava Ryota, esparramado com braços e pernas abertos, dormindo como uma estrela-do-mar.
“Mesma postura de sono selvagem de sempre.”
Haruto sorriu ao ver Ryota dormindo.
Na noite anterior, Ryota estava tão animado com a ida ao parque de diversões que insistiu em dormir com Haruto. Ayaka tinha ficado um pouco com ciúmes, mas considerando o horário extremamente cedo e o fato de que seria mais fácil acordar Ryota se estivessem na mesma cama, Haruto concordou sem hesitar.
Observando Ryota dormir tão pacificamente, Haruto sentiu um leve aperto de culpa por ter de acordá-lo, mas sacudiu gentilmente o ombro do menino e o chamou.
“Ryota-kun, é hora de acordar.”
“…Mm… suu… suu…”
“Ryota-kun.”
“Unya? … Mano?”
“Tá acordado?”
“…Hã? Mas ainda é noite…”
Ryota esfregou os olhos sonolentos e olhou para a janela. Ao confirmar que ainda estava escuro, murmurou algo e fechou os olhos de novo.
Haruto riu baixinho e sussurrou no ouvido dele.
“Ryota-kun, a gente vai pro parque de diversões.”
“!?”
Funcionou na hora. Os olhos de Ryota se abriram instantaneamente.
“O parque de diversões!!”
“É, vamos nos arrumar.”
“Tá!!”
A sonolência de Ryota sumiu de imediato. Ele pulou da cama e começou a vestir a roupa que havia deixado preparada na noite anterior ao lado da cama.
Haruto também se levantou e começou a se vestir com ele.
“A gente vai pro Reino dos Sonhos com todo mundo hoje, né?”
“Isso mesmo. Tá animado?”
“Sim! Será que a Mana já acordou? Vou lá acordar ela!”
Assim que terminou de se trocar, Ryota disparou para fora do quarto e correu direto para o quarto da irmã ao lado.
Haruto o seguiu sorrindo.
“Mana!! Acorda! Vamos pro parque de diversões!”
“Nnrgh… ugh…”
“Mana! Acorda!”
“Mmm… ngh…”
Mesmo com os chamados, Ayaka só soltava gemidos fracos. Frustrado pela falta de resposta, Ryota estendeu a mão para o cobertor dela.
E, com um “Acorda!”, arrancou o cobertor de uma só vez.
“Kyah!?”
“Mana! Vamos pro parque de diversões! O Reino dos Sonhos!”
“Bom dia, Ayaka.”
“Ry-Ryota!? Haruto!?”
Privada do cobertor repentinamente, Ayaka olhou de Ryota para Haruto em choque e confusão.
Com o cabelo levemente bagunçado e aquela expressão indefesa e sonolenta, ela parecia incrivelmente fofa aos olhos de Haruto.
“Mana, você tem que se arrumar! Troca de roupa logo!”
“Mas não tá um pouco mais cedo do que o planejado…?”
Ainda grogue, Ayaka pegou o celular ao lado do travesseiro e conferiu o horário.
“Desculpa, Ayaka. Eu achei que talvez demorasse um pouco pra acordar o Ryota-kun, então coloquei a gente pra levantar um pouquinho mais cedo.”
Haruto olhou para Ryota, agora completamente acordado e cheio de energia, encarando a irmã que lentamente se sentava.
“Mana, onde tá sua roupa? Você não deixou separado ontem?”
“Tá no armário.”
“Aqui?”
Ryota apontou para o armário.
“Tá.”
“Você devia ter deixado do lado da cama pra trocar rápido, Mana.”
Ryota a repreendeu com as mãos na cintura, depois suspirou como quem diz “não tem jeito” e foi para o armário.
Vendo isso, Ayaka entrou em pânico.
“Espera, Ryota! Eu mesma pego minhas roupas!”
“Eu ajudo! Vai ser mais rápido.”
“Tá tudo bem! E-eu tenho que trocar meu sutiã e minha calcinha também!”
Ayaka pulou da cama e bloqueou o caminho de Ryota.
“Sutiã? Ah, você vai trocar sua calcinha e seu sutiã?”
“S-Sim!”
Corando um pouco — provavelmente porque Haruto estava ali — Ayaka confirmou com a cabeça.
“Onde tá sua roupa de baixo, Mana? Tá aqui dentro?”
“Tá tudo bem! Eu vou trocar sozinha!”
Ayaka juntou os braços ao corpo para impedir que Ryota passasse.
Ryota, empolgado para ir ao parque, estava com a energia no máximo. Ao mesmo tempo, Ayaka, vermelha de vergonha, tentava desesperadamente impedir o irmão de mostrar sua roupa íntima para Haruto.
Observando a animada confusão matinal dos dois irmãos, Haruto se agachou ao lado de Ryota e falou olhando nos olhos dele:
“Ryota-kun, acho que a Mana vai se trocar rápido, então que tal a gente ir lavar o rosto enquanto espera?”
Diante da sugestão de Haruto, Ryota congelou.
“Mana, você vai terminar rápido?”
“Vou! Então vai com o Haruto lavar o rosto!”
“Tá bom! Eu vou lavar o rosto com o Mano!”
Ryota deu meia-volta, agarrou a mão de Haruto e saiu do quarto de Ayaka.
Enquanto desciam as escadas, Haruto ouviu Ayaka soltando um suspiro de alívio atrás deles. Ele e Ryota foram ao banheiro, lavaram o rosto e escovaram os dentes.
Quando terminaram e foram para a sala de estar, encontraram Kiyoko já na cozinha, com as luzes acesas, preparando comida.
“Hã? Vovó, bom dia.”
“Bom dia, Haruto. Bom dia, Ryota-kun.”
“Bom dia, vovó!”
Ryota cumprimentou cheio de energia, fazendo as rugas de Kiyoko se aprofundarem num sorriso acolhedor.
“Vocês acordaram tão cedo — o que aconteceu?”
Haruto inclinou a cabeça ao se aproximar da cozinha.
“Como vocês vão sair cedo para o parque de diversões, pensei em preparar um almoço pra levarem.”
“De verdade? Obrigado, vovó.”
Originalmente, eles planejavam comprar o café da manhã na loja de conveniência no caminho.
Ao ouvir as palavras de Kiyoko, os olhos de Ryota brilharam enquanto olhava para ela.
“Vovó, você vai fazer um almoço pra gente?”
“Isso mesmo. Comam enquanto esperam o parque abrir.”
“Tá!! Obrigado, vovó!!”
Ryota agradeceu em voz alta, radiante, e Kiyoko sorriu carinhosamente.
“Eu vou ajudar também, vovó.”
“Você já arrumou suas coisas direitinho?”
“Já, eu e o Ryota-kun deixamos tudo pronto ontem.”
Haruto apontou com a cabeça para a mochila encostada na parede da sala.
“Então você pode desfiar aquele salmão grelhado pra mim?”
“Claro.”
Assim que Haruto começou a ajudar ao lado de Kiyoko, Ryota trouxe o banquinho que sempre usava quando ajudava a lavar a louça.
“Eu vou ajudar também!”
“Obrigada, Ryota-kun. Então, pode colocar esses onigiri na marmita?”
“Sim! Deixa comigo!”
Com Ryota participando, os três começaram animadamente a preparar o almoço. Pouco depois, Ayaka — agora pronta — entrou na sala.
“Hã? Bom dia, Kiyoko-san.”
“Bom dia, Ayaka-san. Estamos preparando o seu almoço agora.”
“O quê!? Muito obrigada! Sinto muito por incomodar num domingo.”
Os dias de trabalho de Kiyoko como empregada eram de terça a sábado, então domingo era seu dia de folga.
Vê-la acordada cedo em seu dia livre preparando o almoço deixou Ayaka um pouco culpada.
“Não se preocupe. Ver o Ryota-kun tão animado ontem me deu vontade de fazer algo por ele.”
Kiyoko sorriu gentilmente, lembrando-se da animação contagiante de Ryota.
“Muito obrigada. Eu vou ajudar também!”
Ayaka correu para a cozinha, e Ryota virou-se para mostrar o onigiri que segurava:
“Olha, Mana! É de ume com katsuobushi! Eu adoro esse!”
“Que bom, Ryota. Agradeça direitinho à Kiyoko-san, ok?”
“Sim! Eu sempre agradeço à vovó!”
Enquanto continuavam cozinhando — fazendo tamagoyaki, reagindo felizes aos mini hambúrgueres especiais de Kiyoko — a cozinha se encheu de vozes animadas.
Então, Shuichi e Ikue entraram na sala ainda de pijama.
“Bom dia, pessoal. Parece que estão se divertindo.”
Shuichi comentou ao ver a cozinha tão movimentada.
“Bom dia, papai, mamãe! Estamos fazendo o almoço! E também preparamos o café da manhã pra vocês!”
“Oh, meu Deus, Kiyoko-san, desculpe incomodá-la no seu dia de descanso. Muito obrigada.”
Ouvindo a explicação de Ryota, Ikue fez uma reverência sincera.
“Não foi nada. Só usei os mesmos ingredientes do almoço.”
“Poder comer a comida da Kiyoko-san num domingo… Este é um dia abençoado. Sou realmente grato.”
Shuichi sorriu radiante, já antecipando o sabor.
Depois que o almoço foi colocado na mochila e todos estavam prontos para sair, Ryota — usando uma mochilinha e um boné — praticamente saltitava de tanta animação.
Ikue o chamou.
“Ryota, vem aqui um pouco.”
“O que foi, mãe?”
“Toma. Use isso com sabedoria no parque.”
Ela colocou uma nota de 1000 ienes na mão de Ryota, fazendo seus olhos se arregalarem.
“Você vai me dar tudo isso!?”
“Vou. Você ajuda em casa e economiza seu dinheiro, então sabe o quanto é difícil ganhar 1000 ienes, certo?”
“Sim.”
“Então pense bem e use com cuidado.”
“Tá bom!”
Ryota assentiu seriamente e correu até Kiyoko.
“Vovó! Eu vou comprar um souvenir pra você! Espera por isso!”
“Oh, muito obrigada, Ryota-kun. Vou esperar com carinho.”
Ela se agachou para ficar na altura dele e o acariciou na cabeça.
Haruto observou a cena sorrindo e chamou Ryota.
“Certo, Ryota-kun, vamos para o parque de diversões.”
“Sim!! Até mais tarde, pessoal!!”
Acenando com entusiasmo, Ryota seguiu na frente enquanto Haruto e Ayaka o acompanhavam.
“Estamos indo.”
“Até mais.”
E assim, Haruto segurou a mão de Ryota, e eles partiram da casa dos Tōjō.
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