SESSÃO 6
129 – Amor Parental
Shuichi, com o rosto levemente avermelhado pelo álcool, saboreava os petiscos que Haruto havia preparado. Sentindo-se satisfeito com a reação de Shuichi, Haruto fatiou uma cebola e a mergulhou em uma tigela com água.
"Aliás, Haruto, você gostou do encontro de hoje?" Shuichi perguntou.
"Sim, eu me diverti muito. Faz um bom tempo desde que visitei um aquário, mas foi ainda mais divertido do que eu imaginava", Haruto respondeu.
"Que bom ouvir isso. A Ayaka deve ter gostado também, né? Ela sempre amou aquários desde pequena." Shuichi tomou um gole lento de cerveja, seu olhar distante como se estivesse lembrando do passado.
"Quando ela era mais nova, eu costumava levá-la lá. A Ayaka especialmente adorava os golfinhos. Ainda me lembro vividamente dela apontando para os golfinhos nadando nos tanques e exclamando: ‘Quero nadar com eles!’"
"Que lembrança fofa", Haruto disse, ouvindo atentamente enquanto pegava ovos na geladeira.
"Ela e o Ryota são como anjos e tesouros para mim", Shuichi murmurou, saboreando uma porção de moelas de frango.
"Mas o trabalho tem sido puxado ultimamente. A Ayaka já é velha o suficiente para entender, então às vezes pedimos para ela ter paciência. Mas o Ryota ainda é muito novo, e eu não quero que ele se sinta sozinho se eu puder evitar."
Tanto Shuichi quanto Ikue administravam seus próprios negócios, o que lhes dava mais flexibilidade do que trabalhadores de escritório comuns. No entanto, a responsabilidade de suas posições frequentemente exigia que passassem longas horas fora de casa.
Depois de dar outro gole na cerveja, Shuichi voltou seu olhar para Haruto.
"Eu realmente agradeço você, Haruto. Você sempre tira um tempo para brincar com o Ryota, e isso significa muito."
"Imagina. O Ryota é uma criança tão doce. Ele me anima e me dá energia", Haruto respondeu enquanto quebrava um ovo em uma tigela. O rosto de Shuichi se iluminou.
"Exatamente! Quando o Ryota me despede dizendo: ‘Boa sorte no trabalho, pai’, isso enche meu dia de energia", Shuichi disse com um sorriso radiante após mais um gole de cerveja.
"E quando eu chego em casa e a Ayaka diz: ‘Bom trabalho hoje, pai’, todo o meu cansaço desaparece", ele acrescentou enquanto comia berinjela com queijo por cima. "Família é realmente algo incrível."
Vendo o amor de Shuichi por sua família, Haruto não pôde deixar de sorrir enquanto preparava um omelete enrolado.
"Aliás, Haruto, posso te perguntar uma coisa?" Shuichi perguntou de repente.
"Claro. O que foi?" Haruto levantou os olhos da frigideira para encarar Shuichi, que hesitou por um momento antes de falar, suas bochechas vermelhas pelo álcool.
"Talvez seja meio intrometido da minha parte perguntar, mas… o que fez você se apaixonar pela Ayaka?"
Haruto fez uma pausa, pego de surpresa pela pergunta.
"Bom…" ele começou, sentindo-se um pouco nervoso por responder algo tão pessoal para o pai da Ayaka.
"Para mim, tudo na Ayaka é maravilhoso. Se eu tivesse que escolher, diria que sou apaixonado por tudo nela. Mas se fosse para destacar algo, seria o sorriso dela", Haruto disse, transferindo o omelete fofinho para um prato antes de olhar para Shuichi.
"O sorriso dela é tão radiante, como a luz do sol. Ele enche meu coração de calor e felicidade, e eu não consigo deixar de querer vê-lo o tempo todo", ele continuou.
A beleza de Ayaka era frequentemente elogiada — ela era até considerada a garota mais bonita da escola. Mas Haruto acreditava que o encanto do sorriso dela não tinha a ver só com seus traços. Era sua personalidade — gentil, atenciosa, pura e um pouco excêntrica — que fazia seu sorriso brilhar ainda mais.
Quando Haruto explicou isso, Shuichi assentiu entusiasmado.
"Haruto, eu estou tão feliz que você esteja namorando minha filha!" Shuichi disse, virando o restante da cerveja com entusiasmo.
"Quer outra bebida?" Haruto perguntou.
"Acho que sim, obrigado!" Shuichi respondeu, entregando seu copo. Haruto, pensando em preparar uma sopa de miso com mariscos para o dia seguinte, serviu mais cerveja no copo de Shuichi.
Nesse momento, a porta da sala se abriu, e Ikue apareceu em suas roupas de dormir.
"Ah, você está aqui. Desculpe, eu não percebi", ela disse, inclinando a cabeça levemente enquanto se aproximava. Shuichi ergueu o copo em cumprimento.
"O Haruto está me servindo um pouco da sua culinária", Shuichi explicou alegremente.
"Por que não se junta a nós, Ikue? Aproveite a Izakaya do Haruto", Shuichi sugeriu com um sorriso.
"Nossa, você está bem animado. O trabalho foi bom hoje?" Ikue perguntou.
"Foi sim! Acho que conseguimos fechar aquele contrato", Shuichi respondeu orgulhoso.
"Que maravilha! Temos que comemorar", Ikue disse, batendo palmas.
"Haruto, você se importa se eu me juntar a vocês?" ela perguntou.
"Claro que não. Você também quer uma bebida?" Haruto ofereceu.
"Obrigada, Haruto. Eu adoraria", Ikue disse, sentando-se ao lado de Shuichi no balcão. Haruto rapidamente serviu um copo de cerveja para ela.
Os três brindaram juntos, rindo e conversando enquanto aproveitavam a noite. Haruto sentiu uma sensação calorosa se espalhar por seu peito ao testemunhar o amor e a alegria daquela família.
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