SESSÃO 6
127 - A Partir de Agora, Juntos
“Mmm~ salmão é realmente delicioso!”
Ayaka deu uma mordida na tigela de frutos do mar que Haruto havia compartilhado com ela, o rosto iluminando-se de felicidade conforme os sabores derretiam em sua boca.
“Pode pegar um pouco de atum também.”
“Sério? Então vou pegar um pedaço!”
Ayaka pegou alegremente um pedaço de atum e sorriu com um satisfeito “Hmm”, claramente apreciando o sabor. Observando o sorriso dela, Haruto deu uma mordida no filé de cavalinha frita que ela tinha pedido.
A massa crocante cedeu à cavalinha macia, liberando um óleo saboroso que se espalhou pela língua.
Haruto parecia satisfeito com a cavalinha, e Ayaka, que vinha observando ele comer, sorriu suavemente.
“Tá bom?”
“Sim, tá muito bom.”
“Pode comer mais se quiser.”
“Mas só tem dois filés de cavalinha.”
“Prefiro ver você comendo feliz do que comer mais eu mesma.”
“É mesmo...?”
As palavras de Ayaka, acompanhadas de seu sorriso radiante, deixaram Haruto dividido entre a alegria e a timidez.
Sentindo o olhar dela, Haruto comeu o segundo filé de cavalinha, tentando terminar rapidamente.
“Obrigado. Estava delicioso. Já terminou o atum e o salmão?”
“Sim, obrigada por compartilhar.”
Depois de trocarem agradecimentos, Haruto trocou os pratos — o conjunto de cavalinha frita e a tigela luxuosa de atum e salmão.
“É, isso também está ótimo.”
Haruto assentiu satisfeito enquanto comia o atum e o salmão com arroz.
Do outro lado da mesa, Ayaka deu outra mordida na cavalinha frita, o rosto irradiando felicidade.
Depois de terminar sua tigela de frutos do mar, Haruto bebeu um copo d’água e olhou para Ayaka, notando que ela ainda estava comendo devagar.
Ela ainda tinha uma expressão calma e satisfeita no rosto enquanto comia.
Ao vê-la assim, Haruto pensou em algo e decidiu colocar em prática.
Ele se inclinou levemente para a frente, encarando Ayaka fixamente, embora ela ainda não tivesse percebido. Depois de terminar os legumes em conserva do potinho, Ayaka levou a xícara de missoshiro à boca.
Então, seus olhos se encontraram por cima da borda da xícara.
Ao finalmente perceber o olhar intenso de Haruto, o rosto de Ayaka ficou vermelho na hora.
“O-o que foi, Haruto? Tenho arroz no rosto?”
Haruto estava olhando para ela há tanto tempo que Ayaka ficou completamente confusa.
Ele continuou encarando-a, respondendo com um sorriso.
“Não, é que você fica tão fofa comendo tão feliz assim. Não se preocupa, só continua aproveitando sua comida.”
“E-eu fico nervosa…”
Ayaka murmurou timidamente, o rosto corado. Apesar disso, ela continuou comendo, mas de vez em quando olhava para ele, claramente consciente do olhar dele.
Mais adiante, Ayaka não conseguiu segurar e falou baixinho:
“Eu desisto. Se você ficar me olhando assim, eu não consigo comer…”
“Mas você não ficou me encarando o tempo todo antes?”
“Ugh, mas você tava tão fofo comendo daquela maneira…”
“Acho você tão atraente quanto quando está comendo feliz, Ayaka.”
“…”
Ayaka estremeceu levemente com as palavras de Haruto, sentindo-se feliz e envergonhada ao mesmo tempo.
Para se distrair, Ayaka pegou o último pedaço de legumes em conserva e o ofereceu a Haruto.
“...Aqui.”
“Obrigado.”
Haruto sorriu ao pegar o pedaço dela e comer.
“Quer mais?”
“Não, tô bem.”
Haruto balançou a cabeça devagar enquanto mastigava, finalmente desviando o olhar.
“Da próxima vez, vou fazer cavalinha frita.”
“Eu adoraria provar a sua cavalinha frita, Haruto.”
Ayaka sorriu ao terminar a última porção da cavalinha, mostrando sua satisfação.
Depois do almoço adiantado, Haruto e Ayaka passaram o resto do dia se divertindo no aquário.
No show dos golfinhos, ficaram hipnotizados pelas acrobacias. Na experiência de alimentar lontras, Ayaka ficou encantada com o jeito desesperado das lontras tentando alcançar a comida na mão dela. No tanque de toque, Ayaka sorriu de alegria ao acariciar um filhote de tubarão, e Haruto se sentiu relaxado ao vê-la assim.
Aquele era o primeiro encontro deles como casal.
Foi tão divertido que o tempo passou num piscar de olhos.
“Ei, Haruto, vamos ali depois?”
“Claro.”
Ayaka, com seu sorriso inocente, segurou a mão de Haruto.
Eles seguiram para um enorme tanque com um túnel transparente que passava dentro da água.
Havia um túnel arqueado no fundo do tanque, onde podiam observar peixes e golfinhos nadando graciosamente.
“Uau! É tão lindo!”
“É mesmo. Parece que estamos mergulhando.”
“Sim!”
[Almeranto: Pra rapaziada de RJ, se tiverem a oportunidade, vão para o AquaRio, é incrível as exposições de lá (em especial a do túnel igual essa da obra).]
Haruto e Ayaka estavam quase hipnotizados enquanto caminhavam pelo túnel, sentindo como se estivessem debaixo d’água.
Eles olharam para cima, vendo um golfinho nadando bem perto deles.
“Nunca tinha visto um golfinho por baixo antes.”
O golfinho parecia intrigado com a presença deles e nadou em círculos ao redor.
“É… parece irreal.”
Acima do tanque, o céu azul se estendia, e a luz do sol atravessava a água, fazendo a superfície brilhar como joias.
“Ei, Haruto.”
“Hm?”
Haruto desviou o olhar dos golfinhos para olhar para Ayaka.
“Isso está sendo tão divertido!”
“É, tá muito divertido.”
Haruto sorriu de volta, e Ayaka sorriu em resposta, virando-se completamente para ele.
“A partir de agora, vamos para muitos lugares, fazer muitas coisas e criar muitas memórias juntos!”
A luz do sol atravessava a água, criando feixes que dançavam entre os golfinhos. Corais coloridos cercados por vários peixes compunham uma cena rica e deslumbrante.
Cercada por aquela atmosfera etérea, Ayaka parecia ainda mais encantadora, bonita e cativante aos olhos de Haruto.
“Sim, isso parece maravilhoso. Vamos estar sempre juntos.”
Haruto segurou suavemente a mão de Ayaka e a puxou mais perto, seus olhos se mantendo na cena mágica diante deles enquanto caminhavam devagar.
****
O sol poente lançava uma luz quente pela janela do trem.
Haruto e Ayaka estavam sentados bem próximos.
“Ah, o encontro acabou tão rápido.”
Disse Ayaka com um toque de tristeza, acariciando a arraia de pelúcia que tinha comprado.
“Aquele aquário foi ainda mais divertido do que eu esperava.”
Disse Haruto, ajustando a sacola com lembrancinhas para Shuichi e os outros.
“Devíamos trazer o Ryota da próxima vez. Aposto que ele iria pirar.”
“Sim, ele provavelmente ia ficar correndo pra todo lado.”
“Ver o Ryota tão feliz sempre me deixa tranquilo, então não me importo.”
Haruto sorriu de leve, lembrando do sorriso radiante de Ryota, e olhou para a sacola, que tinha uma pelúcia de golfinho para ele.
“Mas se isso acontecer, não vou poder ficar com você só pra mim.”
Disse Ayaka, apertando a arraia de pelúcia.
Aliás, Ayaka tinha comprado a pelúcia durante as compras de lembrancinhas — tinha se apaixonado pelo brinquedo e comprado na hora.
“Então teremos que ir a mais encontros juntos.”
“Sim, muitos encontros.”
Ayaka segurou firmemente a pelúcia e olhou para Haruto com um sorriso brincalhão, entendendo a piada, mas respondendo de modo provocativo.
“Haruto, tô começando a ficar com ciúmes da arraia.”
“Hã?”
Haruto, sabendo que ela estava brincando, fez um biquinho exagerado.
Ayaka olhou para a pelúcia no colo, depois sorriu.
“Bom, que tal isso então?”
Ayaka colocou a pelúcia de volta no colo e então agarrou o braço de Haruto, puxando-o para perto do peito.
“...Tudo bem, mas… é um pouco constrangedor.”
Felizmente, o vagão onde estavam estava relativamente vazio, e os outros passageiros estavam distraídos com seus celulares ou dormindo, então ninguém parecia notá-los.
Ainda segurando o braço dele, Ayaka encostou a cabeça no ombro de Haruto.
“Hoje foi o melhor dia de todos.”
Ela sussurrou suavemente, suas palavras deixando Haruto com uma felicidade leve e quente enquanto o trem balançava.
A viagem até o aquário tinha parecido longa, mas no caminho de volta, parecia ter passado num instante.
Quando chegaram à estação mais próxima da casa da família Tōjō, Haruto e Ayaka caminharam de mãos dadas, conversando sobre o aquário até chegarem à porta de entrada.
“Chegamos!”
“Chegamos!”
Assim que entraram, Ryota correu animado da sala de estar.
“Mana! Mano! Bem-vindos de volta!!”
Ryota deslizou até parar na frente deles.
“Vocês se divertiram no encontro? Vocês cuidaram direitinho do amor de vocês?”
“E-ei!? Ah, uh, sim, a gente cuidou direitinho?”
Ayaka respondeu um pouco sem jeito à pergunta inocente de Ryota.
As palavras diretas e puras de Ryota sempre deixavam Ayaka corada.
“Eu trouxe uma lembrancinha pra você, Ryota.”
“Sério!?”
Os olhos de Ryota brilharam de empolgação, e ele começou a pular no lugar.
“Aqui, essa é sua lembrancinha.”
“Uau! Uma pelúcia de golfinho!!”
Ryota pegou a pelúcia da mão de Haruto na mesma hora e saiu correndo para a sala.
“Mãe!! O Mano me trouxe uma lembrancinha!!”
Quando Ryota saiu correndo, Haruto e Ayaka trocaram sorrisos e o seguiram até a sala.
Lá dentro, Kiyoko estava preparando o jantar na cozinha, e o delicioso aroma preenchia o ar. Enquanto isso, Ryota mostrava a pelúcia para Ikue.
“Olha, olha, mãe! É um golfinho!”
“Que sortudo! Agradeceu ao Haruto?”
Ikue perguntou, e Ryota sorriu para ela.
“Agradeci sim!”
“Bom menino. Tenho orgulho de você.”
“Obrigada, Mana! Obrigado, Mano!”
Ryota se virou para Haruto e Ayaka, seu sorriso inocente e feliz fazendo os dois se sentirem ainda mais aquecidos por dentro.
O dia havia terminado de forma perfeita.
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