SESSÃO 6
126 - Uma Nova Maneira de Se Chamarem
A caminhada dos pinguins, um evento popular no parque temático que Haruto e Ayaka estavam visitando, estava em pleno andamento.
Uma grande multidão havia se reunido ao longo do trajeto para assistir aos adoráveis pinguins marchando.
“Tem muita gente,” observou Haruto.
“Talvez dê pra ver melhor por ali,” sugeriu Ayaka, apontando para uma área menos lotada.
Segurando firme a mão dela para não se separarem no meio da multidão, Haruto a conduziu até um ponto com menos pessoas.
“Daqui vamos ter uma boa visão,” disse ele.
“Acho que essa é a vez que cheguei mais perto de pinguins!” exclamou Ayaka, o rosto iluminado pela empolgação.
Ao chegarem na corda que marcava o caminho dos pinguins, os olhos de Ayaka brilharam de expectativa. Ao longe, cerca de dez pinguins começaram a se aproximar, guiados por seus cuidadores.
A visão dos pinguins andando de um lado para o outro arrancou risadas encantadas da multidão, incluindo gritos animados das crianças.
Ao lado de Haruto, o rosto de Ayaka se iluminou enquanto ela vibrava.
“Haruto, olha! Os pinguins são tão fofos!”
Quando os pinguins se aproximaram, Ayaka repetiu seu mantra de “Tão fofos!” com entusiasmo crescente.
Vendo-a tão animada, a imaginação de Haruto começou a divagar.
Ele pensou em chegar por trás dela, abraçá-la e sussurrar: “Você é muito mais fofa que os pinguins.” Mas assim que o pensamento surgiu, ele balançou a cabeça para espantar a ideia.
“Eu hein, desde quando virei um romântico brega?” murmurou para si mesmo, chamando a atenção de Ayaka.
“Hã? Você disse algo, Haruto?”
“Não, nada. Olha, os pinguins estão bem na nossa frente agora.”
“Uau! Olha, Haruto!”
Quando os pinguins passaram por eles, Ayaka se virou, o rosto radiante.
“Eles são tão adoráveis!”
O sorriso dela era tão brilhante que os pensamentos anteriores de Haruto voltaram sem que ele quisesse.
“Você… ver você se divertindo é bem mais fofo, na verdade”, soltou ele sem pensar, em voz baixa e rápida.
“Qu—?!” O rosto de Ayaka ficou vermelho na hora enquanto ela absorvia as palavras. Ela se remexeu, desviando o olhar.
“O-obrigada…”
“É…”
Os dois evitaram olhar um para o outro, roubando olhares furtivos para os pinguins enquanto eles se afastavam.
Quando o evento terminou, a multidão começou a se dispersar. Haruto e Ayaka esperaram um pouco antes de se moverem.
“Vamos dar uma olhada naquele aquário ali?” sugeriu Haruto, apontando para um prédio próximo.
“C-claro, vamos sim,” respondeu Ayaka, ainda envergonhada.
O parque temático contava com vários aquários, cada um com exposições únicas. O que eles entraram tinha um enorme tanque cheio de várias espécies de peixes nadando graciosamente.
Entre eles, um cardume de sardinhas se destacava, movendo-se em uníssono como se fosse um único organismo vivo.
“Uau! Olha, Haruto! Isso é incrível!” exclamou Ayaka, quase colando o rosto no vidro enquanto assistia ao espetáculo.
“Esse cardume de sardinhas é enorme!”
“De acordo com o panfleto, essa é a maior exposição de sardinhas do país,” informou Haruto.
“Sério? Quantas tem?”
“Cerca de cinquenta mil, aparentemente.”
“Cinquenta mil?!” Os olhos de Ayaka se arregalaram.
Haruto, por sua vez, ficou encarando as sardinhas com a mão no queixo.
“É sardinha demais. Se tivéssemos tantas assim, nunca ficaríamos sem ideias — sashimi, grelhada, kabayaki, bolinho de peixe no inverno, cozida no shoyu, caramelizada… tantas possibilidades…”
“Haruto! Para de planejar refeições com os peixes do aquário!” protestou Ayaka.
“Foi mal, foi mal. Sardinha é tão versátil. Não consegui evitar,” riu Haruto.
“Mas… eu não reclamaria de experimentar suas sardinhas cozidas,” admitiu Ayaka timidamente.
Haruto sorriu. “Vou garantir que os ossos fiquem bem macios pro Ryota comer também. Docinha e salgada — vai combinar bem com as bebidas do Shuichi.”
“…Parece tão gostoso…” murmurou Ayaka, derrotada pela fome e pela habilidade culinária dele.
“Da próxima vez que eu vir sardinhas boas, vou comprar,” prometeu Haruto.
“Por favor,” respondeu ela, agora olhando para as sardinhas com expressão confusa.
Depois de apreciarem o restante do aquário — incluindo peixes tropicais vibrantes e tubarões assustadores — os dois decidiram ir a um restaurante para um almoço cedo.
Folheando o panfleto, Ayaka perguntou: “O que você quer comer, Haruto?”
“Que tal esse? As tigelas de frutos do mar parecem incríveis,” sugeriu ele.
“Frutos do mar, hein?”
“Ficar olhando peixe a manhã inteira me deu vontade de comer,” admitiu Haruto com um sorriso sem graça.
“…Eu meio que entendo. O que é irritante,” fez bico Ayaka de forma brincalhona.
Eles escolheram um restaurante de frutos do mar com vista para o oceano e se acomodaram rapidamente.
“Haruto, o que você vai pedir?” Ayaka perguntou enquanto estudava o menu.
“A tigela de atum. E você?”
“Estou em dúvida entre a tigela de salmão e o katsu de cavalinha…”
“Por que não pede a cavalinha? Eu peço o salmão e divido com você,” ofereceu Haruto.
“Tem certeza?” Ayaka levantou os olhos para ele com um sorriso suave.
“Claro,” respondeu Haruto calorosamente.
“Obrigada, Haruto. Vou querer a cavalinha empanada, então,” decidiu Ayaka.
Os dois fizeram o pedido, continuando a conversar de forma leve enquanto esperavam, apreciando a vista idílica do mar.
Momentos como aquele, pensou Haruto, faziam cada dia com Ayaka parecer o mais feliz de sua vida.
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