SESSÃO 5
118 - O Clássico
A sessão de estudos na casa da Ayaka tinha se transformado em um encontro bem animado. Para quebrar a monotonia, eles começaram um jogo de ordens do Rei, o que trouxe uma energia inesperada ao ambiente.
Em certo momento, Saki desenvolveu uma condição estranha — cair na gargalhada toda vez que olhava para o rosto do Tomoya — mas, no geral, todos pareciam estar se divertindo muito mais do que imaginavam.
"Beleza! Eu sou o Rei desta vez! Número 3, cante o refrão de uma música que você manda bem!" declarou Tomoya com orgulho.
Segurando o palito marcado com o número 3, Ayaka soltou um hesitante "Hã?" e fez uma careta. Ela hesitou um pouco antes de cantar suavemente uma balada da moda. Embora estivesse longe da performance apaixonada que Tomoya tinha imaginado, sua interpretação calma e sincera, com as bochechas vermelhas de vergonha, tocou profundamente Haruto.
[Almeranto: “Balada” é uma canção de um poema específico pra quem não sabe.]
Na rodada seguinte, Haruto virou o Rei, e sua ordem fez Tomoya ser vítima do famoso peteleco especial da Shizuku, deixando-o totalmente artodoado.
O jogo continuou com várias ordens, cada uma mais criativa que a outra. Quando Shizuku se tornou Rei pela terceira vez, o grupo já estava completamente envolvido no jogo.
"Já que todo mundo entrou no clima, que tal irmos para o comando clássico?" disse Shizuku com um brilho travesso nos olhos, girando o palito marcado com a coroa.
"Comando clássico?" Ayaka perguntou, inclinando a cabeça.
Shizuku abriu um sorriso incomum para ela.
"O Jogo do Rei não estaria completo sem isso: o Pock— opa, quer dizer, o jogo do Hokky!"
Ela ergueu triunfante uma caixa de palitinhos de chocolate, mostrando para todos.
"Número 2 e Número 1 vão jogar o Jogo do Hokky!" declarou.
Assim que as palavras saíram da boca dela, o quarto mergulhou no caos. Todos se apressaram para verificar seus números.
"Ah, eu sou o número 3", disse Saki.
"E eu sou o número 4... o que significa..."
O grupo virou lentamente para Haruto e Ayaka, que seguravam os palitos marcados com 1 e 2.
[Almeranto: Muito conveniente ser logo os dois.]
"Bem apropriado para Haru-senpai e Aya-senpai, o casalzinho querido!" provocou Shizuku, com um sorriso ainda maior.
"Certo, vocês dois, peguem esse palito Hokky e mordam cada um uma ponta", ela instruiu.
"E-Espera, Shizuku! A gente vai mesmo fazer isso?" Ayaka gaguejou, totalmente aflita.
"A ordem do Rei é absoluta. Vamos, rápido!" disse Shizuku, aproximando-se com o palitinho em mãos.
"M-Mas fazer isso na frente de todo mundo..." protestou Ayaka.
"Vamos fechar os olhos durante o jogo. Problema resolvido. Certo, Haru-senpai?"
"Ei, calma! A gente não tinha combinado antes de começar que as ordens tinham que ser razoáveis?" tentou argumentar Haruto.
"Isso é razoável. Casais jogam o jogo do Hokky o tempo todo. Não é verdade, Aya-senpai?" Shizuku disse, virando-se para Ayaka.
Pega de surpresa, Ayaka hesitou antes de fazer um aceno quase imperceptível.
"Bem... se é algo que casais normalmente fazem, então acho que está tudo bem..."
"Espera, Ayaka! Você tá falando sério?" exclamou Haruto.
O "treinamento como casal" que eles fizeram nas férias de verão claramente tinha distorcido o senso de normalidade da Ayaka. Haruto não esperava que isso fosse se voltar contra ele tão cedo — e muito menos agora.
Quando Ayaka estendeu a mão para pegar o palito Hokky, Haruto tentou desesperadamente impedi-la.
"Espera, Ayaka! Não é exagero demais fazer isso na frente de todo mundo?"
"Mas... a Shizuku disse que é normal casais fazerem isso, né?" respondeu Ayaka.
"Totalmente normal", confirmou Shizuku, balançando a cabeça.
Buscando ajuda, Haruto olhou para Saki.
"Saki, me ajuda aqui!"
"Foi mal, Haruto, mas a Ayaka pode ser bem teimosa às vezes", disse Saki, sorrindo.
"Você é a melhor amiga dela! Me ajuda a parar isso!"
"É inútil. Quando a Ayaka coloca uma coisa na cabeça, nem eu consigo fazê-la desistir."
Haruto então olhou para Tomoya, que, sem surpresa nenhuma, o encarava com ódio.
"Haru, eu te odeio. Explode", resmungou Tomoya.
Percebendo que ninguém viria ao seu resgate, Haruto aceitou seu destino. Ayaka, com o rosto completamente vermelho, mordeu timidamente uma das pontas do palito e olhou para ele.
"Haruto-kun..." sussurrou ela, a voz tremendo de vergonha.
Haruto olhou para ela, para o palito Hokky e para o inevitável. Finalmente, suspirou e se inclinou, abrindo a boca para morder a outra ponta.
Mas, no instante em que estava prestes a encostar, Ayaka de repente recuou e arrancou o palito da boca.
"E-Eu não consigo!"
"Você não pode desistir agora, Aya-senpai!" protestou Shizuku.
"E-É muita vergonha fazer isso na frente de todo mundo..." Ayaka gaguejou, balançando a cabeça freneticamente.
"Mas a gente tá de olhos fechados", Shizuku apontou.
"Isso não importa!" exclamou Ayaka, ainda com as bochechas coradas.
Ela bateu as mãos juntas.
"Isso é tudo! As ordens do Rei acabaram! Era só pra ser um intervalo dos estudos, certo? Vamos voltar a estudar!"
"Aya-senpai, você tá fugindo totalmente", provocou Shizuku.
"Não tô! Agora para de sorrir e volta a estudar!"
Enquanto Ayaka tentava desesperadamente recuperar o controle da situação, os outros riam e concordavam em retomar a sessão de estudos.
****
Enquanto o grupo estudava e conversava, o sol do fim da tarde começou a tingir o céu de um laranja suave.
"Caramba, já tá essa hora?" disse Tomoya, olhando para o relógio.
"O tempo passa voando quando a gente estuda junto", comentou Saki, esticando os braços.
Percebendo o horário, eles começaram a guardar suas coisas.
"Valeu, Haru. Graças a você, eu vou passar nessa prova sem nenhuma nota vermelha", disse Tomoya, dando um tapa amigável nas costas de Haruto.
Quando a sessão de estudos terminou, Shizuku pegou um palito Hokky, deu uma mordida e sorriu.
"Uma pena não termos visto o jogo do Hokky, mas provocar a Aya-senpai já valeu a noite."
"Eu não sou seu brinquedo!" protestou Ayaka, mas sua voz acabou sendo engolida pelas risadas do grupo.
A sessão de estudos terminou em clima animado, com todos de ótimo humor.
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