SESSÃO 5
117 – O Jogo do Rei
Shizuku sugeriu que jogassem o Jogo do Rei.
Em resposta, Ayaka franziu levemente a testa.
"Não viemos estudar hoje, Shizuku-chan? Ficar brincando demais não é bom."
"Aya-senpai, um trabalho eficiente nasce de intervalos eficientes. Fazer pausas adequadas para recuperar a concentração ajuda os estudos a fluírem melhor."
"Mas... o Jogo do Rei é um pouco demais..."
Ayaka hesitou.
"Aquele jogo em que você tem que obedecer às ordens do rei, certo?"
"Exatamente! ...Oh, será que, Aya-senpai, você está imaginando alguma coisa indecente? Que pervertida enrustida!"
"Eu não estou!"
O rosto de Ayaka ficou vermelho enquanto ela protestava, enquanto Shizuku a provocava e olhava para Saki para ouvir sua opinião.
"E você, Saki-senpai? É contra o Jogo do Rei?"
"Hum... não diria que sou contra, mas esse jogo me passa a impressão daqueles caras da faculdade que sugerem isso em encontros com segundas intenções."
Saki cruzou os braços enquanto falava, mas continuou com um leve sorriso.
"Mas parece divertido. Eu jogaria se houvesse algumas condições."
"Que condições?"
"Nada que obrigue alguém a fazer algo desconfortável ou que envolva contato físico excessivo, para começar."
Shizuku concordou com as condições de Saki.
"Entendido. Então, que tal um Jogo do Rei saudável e sensato? O que acha, Aya-senpai?"
"Se for assim..."
Ayaka deu um pequeno aceno, lançando um olhar a Haruto para medir a reação dele. Shizuku também olhou para ele.
"Não me importo, desde que todos estejam bem com isso. E você, Tomoya?"
"Mesma coisa. Se as garotas estiverem de boa, tô dentro."
Satisfeita com as respostas, Shizuku pegou alguns palitos de uma embalagem de snacks e falou com entusiasmo:
"Então vamos jogar o Jogo do Rei!"
Seu tom normalmente neutro carregava uma excitação rara, fazendo Tomoya rir de leve.
"Espera, você já tinha esses palitos preparados pra isso?"
"Claro!"
Shizuku fez um sinal de positivo, levando Saki a levantar uma sobrancelha.
"Eu imaginava que você fosse do tipo que usa palito pra comer salgadinho, mas você planejou tudo isso desde o início."
"Eu como salgadinho com a mão, e lamber o tempero dos dedos é pura felicidade."
[Almeranto: Quem não faz isso é anormal. É o básico.]
Shizuku pegou um marcador do estojo e numerou as pontas dos palitos de 1 a 4, deixando um com uma coroa para o Rei. Em seguida, segurou-os com as pontas ocultas, estendendo-os para o grupo.
"Tudo pronto! Peguem um palito."
Após um pequeno silêncio, Haruto estendeu a mão primeiro, seguido pelos outros.
"Todo mundo pronto? No três, revelamos quem é o Rei!"
Ao sinal de Shizuku, todos puxaram um palito e verificaram seus números.
"Não sou o Rei."
"Eu também não", confirmou Tomoya depois que Saki anunciou o dela.
Shizuku, fazendo um leve biquinho, acrescentou: "Também não sou o Rei. E você, Haru-senpai?"
"Nada."
Haruto negou com a cabeça e olhou para Ayaka.
"Uh... eu sou o Rei", disse Ayaka, levantando a mão timidamente.
"Aya-senpai, a pervertida enrustida, é o Rei!"
"Eu já disse que não sou assim!"
Ayaka retrucou, enquanto Shizuku se divertia. Saki sorriu e fez a pergunta:
"E então, Rei Ayaka, qual é sua ordem?"
"Hum... deixa eu ver... Número 3 tem que elogiar o Número 1."
Ayaka hesitou antes de decidir. Saki riu.
"Que escolha pacífica, bem a cara da Ayaka."
Shizuku entrou na conversa:
"Eu tinha certeza de que você ia escolher algo escandaloso."
"Para com isso! Eu não sou assim!"
"Sério?"
O olhar desconfiado de Shizuku fez Ayaka inflar as bochechas de irritação.
"Chega disso! Quem é o Número 3?"
Haruto levantou a mão.
"Sou eu."
"Ah, o Haru vai me elogiar! Eu sou o Número 1!" Tomoya sorriu, mostrando o palito para Haruto.
"Elogiar você, hein? Essa é difícil."
"Ei, eu sou tão incrível que levaria meio dia pra listar tudo!"
Haruto olhou para Tomoya com desdém fingido antes de falar com sinceridade:
"Tomoya, eu realmente acho que você é uma pessoa incrível, e tenho sorte de ter você como amigo. Apesar de parecer despreocupado e irresponsável, você é observador e atencioso, sempre ajudando quando alguém está com problemas. Eu admiro isso e quero aprender com você."
As palavras sinceras deixaram Tomoya coçando a bochecha de vergonha.
"Valeu..."
"Tomoya, seu rosto está vermelho!", Saki riu, apontando para ele.
Shizuku recolheu os palitos e anunciou:
"Certo, vamos continuar. Peguem outro palito!"
Dessa vez, Saki virou o Rei.
"Hum, o que eu vou mandar... Ah! Número 2 tem que fazer a careta mais engraçada que conseguir!"
Todos checaram seus números.
"Graças a Deus eu sou o Número 1...", suspirou Ayaka aliviada.
"Eu sou o Número 2", declarou Shizuku.
"A careta da Shizuku? Isso vai ser bom", murmurou Haruto, divertido.
Com a mesma expressão neutra de sempre, Shizuku colocou as mãos nas bochechas e espremeu o rosto.
"Contemplem... minha suprema cara de ameixa azeda!"
A expressão exagerada arrancou risadas instantâneas.
"Pfft, isso tá hilário!"
"Shizuku-chan, para, eu não aguento—ahaha!"
Até mesmo a estóica Shizuku caiu na gargalhada, provando mais uma vez ser perfeita para levantar o clima do grupo.
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