SESSÃO 5
116 - Sessão de Estudos
Depois de cumprimentar Ikue, Tomoya e os outros foram direto para o quarto da Ayaka.
"Uau, eu tinha ouvido da Aizawa-san antes de vir aqui, mas a casa da Ayaka é realmente uma mansão", comentou Tomoya.
"Eu tenho certeza de que conseguiria viver só no corredor dessa casa", acrescentou Shizuku.
"Ah, eu pensei o mesmo", Tomoya concordou com um aceno, lembrando-se do corredor enorme que se estendia desde a entrada.
Enquanto subiam as escadas, Tomoya e Shizuku continuaram com suas brincadeiras, fazendo Saki falar orgulhosamente, com o rosto iluminado.
"Viu? Eu disse que a casa da Ayaka era incrível, não disse?"
Tomoya, rindo, retrucou: "Espera, por que é você quem está se gabando? Não deveria ser a Ayaka?"
"Bem, sabe como é, aquilo de ‘o que é da minha melhor amiga é meu’, certo, Ayaka?"
Ayaka, dando-lhe um sorriso exasperado, abriu a porta do quarto e fez um gesto para que todos entrassem.
Shizuku rapidamente examinou o quarto ao entrar, até que seu olhar caiu sobre a luz do teto.
"Oh? Nada de lustre aqui, Ayaka-senpai?" ela perguntou.
"Ter um no quarto seria desconfortável," Ayaka respondeu, um tanto exasperada.
"Mas um lustre combinaria com você, Ayaka-senpai," disse Shizuku, inclinando levemente a cabeça com sua expressão neutra de sempre.
"…Shizuku-chan, isso é um elogio ou um insulto?" Ayaka perguntou, estreitando os olhos.
"Hmm, metade-metade."
"Você não podia simplesmente dizer que é um elogio…?"
"É brincadeira."
Enquanto Ayaka e Shizuku trocavam farpas, os outros se sentaram nas almofadas ao redor da mesa.
"Hmm, saber que este é o quarto da Ayaka me deixa um pouco nervoso. Né, Haru?" provocou Tomoya.
"Sim, eu também fiquei nervoso no começo," respondeu Haruto.
"Oh, então o Haru já é frequentador regular deste quarto?" Tomoya abriu um sorriso malicioso.
"Não exatamente um frequentador…" Haruto murmurou com um sorriso sem graça.
"Onde Haru-senpai ‘reside’ nesta casa?" Shizuku interrompeu, encerrando sua conversa com Ayaka para questionar Haruto.
"Resido? O que eu sou, um animal selvagem?" Haruto rebateu em tom leve antes de apontar para o quarto ao lado.
"Eu tenho usado o quarto ao lado do da Ayaka. Ele costumava ser do Ryota-kun."
"Um garoto e uma garota, em quartos vizinhos, sob o mesmo teto, na adolescência… que escandaloso," Shizuku comentou lentamente, olhando de um para o outro.
"Por quê?!"
"Por quê?!"
As vozes de Haruto e Ayaka se sobrepuseram perfeitamente em protesto.
"Não é óbvio? Sua pessoa amada está apenas a uma parede de distância," Shizuku continuou, impassível.
"E por que isso seria escandaloso?!" Haruto exigiu.
"Porque é impossível que nada aconteça nessa situação. Certo, Saki-senpai?" Shizuku virou-se para Saki em busca de apoio.
"Verdade… escandaloso," Saki concordou com um sorriso.
"Para de falar coisas estranhas, Saki!" Ayaka protestou, estufando as bochechas antes de se jogar sobre uma almofada.
"Vamos começar a estudar logo. É para isso que estamos aqui, certo?"
Impulsionados pela declaração de Ayaka, todos se acomodaram ao redor da mesa e começaram a tirar seus materiais de estudo.
Apesar de suas palhaçadas habituais, Shizuku também se concentrou seriamente em suas anotações e livros, sem provocar Ayaka ou fazer piadas.
O tempo passou em silêncio enquanto todos estudavam, até que Saki, que estava resolvendo problemas de matemática, inclinou-se em direção a Haruto com seu livro.
"Ei, Otsuki-kun, pode me ajudar com este exercício?"
"Hm? Ah, claro. Este aqui…" Haruto começou a explicar a solução.
"Entendi! Agora faz sentido. Uau, Otsuki-kun, você é incrível. Não é à toa que está no topo da classe!" Saki exclamou, claramente aliviada.
"Sim, o Haru é ótimo. Ele consegue explicar qualquer coisa claramente," Tomoya completou, sorrindo.
"Tomoya, por que você está se gabando? Não deveria ser a Ayaka se gabando do namorado?" Saki provocou, virando-se para Ayaka.
Pega de surpresa, Ayaka piscou confusa. "Hã? Você me chamou?"
"Olha o caderno da Ayaka; ela está super focada desta vez," Saki comentou, apontando para as páginas cheias de anotações.
Ayaka corou levemente. "Eu quero tirar acima de 80 em todas as matérias desta vez."
"Hã? Mas você normalmente já tira por aí, não tira?"
"S-sim, mas desta vez eu realmente quero…" Ayaka desviou o olhar timidamente para Haruto.
"Será que… você vai ganhar uma recompensa do Haruto-kun se conseguir?" Saki provocou com um sorriso malicioso.
Surpresa, o ombro da Ayaka deu um claro salto.
"Bingo!" Saki declarou triunfante.
Ayaka rapidamente explicou, aflita: "N-nós estudamos juntos durante o verão, e achamos que seria motivador ter um sistema de recompensas, então…"
"Entendi! E qual é a recompensa do Haruto-kun se ele ficar em primeiro lugar de novo?" Saki perguntou em tom brincalhão.
"Ah, nada, na verdade…" Haruto respondeu, sem jeito.
"Isso não pode! Se a Ayaka ganha recompensa, o Haruto-kun também deveria ganhar!"
Corando, Ayaka concordou hesitante. "Se o Haruto-kun ficar em primeiro lugar de novo… eu vou dar uma recompensa para ele."
"Obrigado…" Haruto murmurou, sentindo o rosto esquentar.
Shizuku, que estava quieta, de repente jogou a caneta na mesa dramaticamente.
"O que é isso?! Flertando enquanto tentamos estudar?!"
"N-não estamos flertando!" Ayaka protestou, vermelha.
"Sim, estão," Shizuku respondeu sem emoção.
"Vamos perguntar ao Tomoya-senpai, o juiz do flerte!"
Tomoya acariciou o queixo teatralmente antes de declarar: "Culpados!"
"Vocês são muito barulhentos," Haruto reclamou.
Shizuku, agora completamente distraída, vasculhou uma sacola de lanches e despejou tudo na mesa.
"Intervalo! Festa de lanches!"
Saki imediatamente entrou no clima, pegando um pacote de gummies.
"Quer um pouco, Ayaka?"
"Quero, obrigada."
Enquanto a festa de lanches acontecia, Shizuku de repente sugeriu: "Vamos jogar um jogo!"
"Que jogo?" Saki perguntou, curiosa.
"Não é óbvio? Quando jovens homens e mulheres se reúnem, só existe uma escolha… o Jogo do Rei!" Shizuku declarou, com um sorriso travesso.
–Almeranto: Última vez que eu vi uma obra que teve o ‘Jogo do Rei’ foi meio problemático, por assim dizer kkkkk… Traumas.
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