SESSÃO 5
115 - A Visita de Uma Amiga
Tarde de sábado.
Haruto e Ayaka estavam em seu quarto, cercados por livros de referência, totalmente concentrados nos estudos para a prova que se aproximava.
O som das canetas riscando o papel ecoava suavemente pelo quarto de Ayaka, enquanto ambos se dedicavam intensamente ao trabalho.
Levantando o olhar de seu caderno, Ayaka verificou o relógio pendurado na parede.
"Eles devem chegar logo, né?"
"Provavelmente. O Tomoya me mandou mensagem mais cedo dizendo que eles já se encontraram, então não deve demorar," Haruto respondeu, dando uma rápida olhada no celular antes de voltar aos estudos.
"Tomoya e Shizuku vão se encontrar na estação, certo?"
"Sim. Eles disseram que deixariam a Aizawa-san guiá-los, já que não conhecem o caminho até aqui."
Hoje, Tomoya, Shizuku e Saki estavam indo à casa dos Tōjō para uma sessão de estudos.
A ideia surgiu na quinta-feira, durante o intervalo do almoço. Shizuku entrou marchando na sala de Haruto e, sem qualquer hesitação, declarou para Ayaka: "Vamos fazer uma sessão de estudos na sua casa no sábado!"
A voz de Shizuku ecoou pela sala inteira e, antes que alguém reagisse, ela se virou para Haruto. "Você vem também, Haru-senpai. Vamos precisar de você para ajudar nos estudos."
Naturalmente, a declaração ousada de Shizuku causou uma grande comoção. Alguns colegas até demonstraram interesse em participar, mas Shizuku rejeitou todos rapidamente, alegando o tamanho do quarto de Ayaka. No fim, o grupo ficou apenas nos cinco.
No entanto, o verdadeiro motivo de Shizuku era óbvio para Haruto: ela queria criar o precedente de Haruto visitar o quarto de Ayaka, sabendo que a notícia se espalharia pela classe.
Lembrando o caos daquela quinta-feira, Haruto sentiu uma leve dor de cabeça surgindo.
De repente, o interfone tocou.
"Eles chegaram," Ayaka disse, largando a caneta e saindo do quarto.
Haruto a acompanhou até a entrada, onde Ryōta, que estava brincando na sala com Ikue, correu até ele.
"Irmão, alguém chegou?"
"Sim. Nossos amigos vieram estudar comigo e com a Ayaka," Haruto respondeu, agachando-se para ficar na altura do irmão.
Quando Haruto terminou de falar, Ayaka já havia destrancado a porta e convidado os amigos para entrar.
"Ah, que fresquinho aqui! Ei, Ryōta!" Saki cumprimentou animadamente.
"Saki-neechan!"
O rosto de Ryōta se iluminou enquanto corria até Saki, mas parou de repente ao notar Tomoya e Shizuku entrando atrás dela. Ele olhou nervoso para Haruto.
Percebendo o receio do irmão, Haruto sorriu suavemente. "Esses dois são Tomoya e Shizuku. Eles são meus grandes amigos."
Tomoya sorriu e estendeu a mão para Ryōta. "Prazer em te conhecer, Ryōta-kun. Eu sou Tomoya Akagi."
"…Prazer em te conhecer," Ryōta respondeu, apertando hesitante a mão de Tomoya enquanto segurava firme a barra da calça de Haruto.
Shizuku se agachou para ficar na altura dele. "Olá, Ryōta-kun. Eu sou Dōjima Shizuku."
"…Prazer em te conhecer," Ryōta disse, fazendo uma reverência tímida.
Shizuku sorriu, os olhos se estreitando num gesto gentil. "Como esperado do irmão de Ayaka-senpai — tanta capacidade desde tão cedo. Ryōta-kun, que tal conquistar o mundo com sua irmã?"
"…O mundo?"
"Ei, Shizuku! Não coloca essas ideias estranhas na cabeça dele!" Haruto interferiu, posicionando-se entre os dois.
Enquanto Ayaka ria da situação, ela percebeu a grande sacola que Shizuku carregava.
"O que tem na sacola, Shizuku-chan?"
"Isto," Shizuku disse, levantando a sacola dramaticamente, "é um item essencial para qualquer sessão de estudos."
"Lanches?"
"Exatamente! Nenhuma sessão de estudos está completa sem lanches," Shizuku declarou com orgulho.
"Você comprou bastante coisa," Ayaka observou, espiando a sacola.
"Tomoya-senpai e Saki-senpai me ajudaram a escolher os melhores," Shizuku disse, parecendo muito satisfeita consigo mesma.
"É… nós meio que nos empolgamos na hora de escolher," Saki admitiu com uma risadinha constrangida.
Os olhos de Ryōta brilharam de curiosidade enquanto ele espiava a sacola. Notando isso, Tomoya perguntou a Ayaka: "Tōjō-san, será que o Ryōta-kun pode pegar alguns?"
Ryōta virou imediatamente um olhar esperançoso para a irmã.
"Só se você ainda comer o jantar," Ayaka o advertiu.
"Tá bom!" Ryōta respondeu rápido, sem tirar os olhos da sacola.
Shizuku entregou dois lanches pequenos para ele. "Aqui está, Ryōta-kun. Sabor potage de milho e sabor natto."
"Uau! Obrigado!" Ryōta exclamou, pulando de alegria.
"Ryōta, agradeça direitinho," Ayaka lembrou.
"Obrigado, Shizuku-neechan!"
"Guh…" Shizuku levou a mão ao peito como se tivesse sido atingida. "Ryōta-kun, você pode dizer 'Shizuku-neechan' mais uma vez?"
"Uh… Shizuku-neechan?"
"Mais uma vez, por favor."
"Shizuku-neechan?"
"Ayaka-senpai, posso ficar com ele—"
"Não, não pode!" Ayaka cortou imediatamente.
"Tch."
"Não me vem com 'tch'!"
Enquanto Ayaka e Shizuku discutiam, Haruto inclinou-se para Saki e murmurou: "Ryōta é tímido com pessoas novas, né?"
"É, mas ele é fácil de conquistar com comida," Saki respondeu com um sorriso. "Meio parecido com alguém que a gente conhece."
Haruto corou um pouco, sem graça.
Nesse momento, Ikue entrou sorrindo calorosamente. "Bem-vindos, pessoal."
"Boa tarde, com licença."
"Obrigada por nos receber."
Tomoya e Shizuku cumprimentaram com reverências educadas, enquanto Ryōta mostrava orgulhoso os lanches para Ikue.
"Olha, mãe! Eles me deram esses lanches!"
"Mas que maravilha!"
O breve diálogo entre mãe e filho fez Tomoya e Shizuku murmurarem baixinho: "M-mãe? Espera, mas ela não é a irmã? O quê?"
Haruto quase riu, lembrando-se da primeira vez que também havia cometido o mesmo erro ao conhecer Ikue.
Ikue deu um tapinha carinhoso na cabeça de Ryōta e então sorriu para Tomoya e Shizuku.
"Muito obrigada."
"Ah, n-não foi nada. E, ah, aqui está uma coisinha… esperamos que esteja tudo bem," Tomoya disse, entregando uma sacolinha da mochila, sem jeito.
Ao receber o pacote, Ikue olhou o logo e abriu um sorriso radiante.
"Minha nossa! Carolina da loja perto da estação! Eu adoro essas. Obrigada por terem se dado ao trabalho."
"Que nada. Achamos que talvez estivéssemos incomodando, vindo com tanta gente."
Tomoya sorriu com culpa, fazendo uma leve reverência.
Saki, com seu sorriso animado, acrescentou: "Eu lembrei da Ikue-mama dizendo que adorava essas carolinas, então decidimos comprar."
"Minha nossa! Muito obrigada, Saki-chan. E…"
Depois de agradecer Saki, Ikue se virou para Tomoya e Shizuku.
"Ah, eu sou Akagi Tomoya! Sou o melhor amigo do Haru—quer dizer, do Otsuki-kun!"
"E eu sou Dōjima Shizuku, também melhor amiga de Otsuki-senpai. Prazer em conhecê-la."
"Minha nossa! Então vocês são os melhores amigos do Haruto-kun—Tomoya-kun e Shizuku-chan. Prazer em conhecê-los. Eu sou Ikue, a mãe da Ayaka. E, bem… quem sabe um dia eu me torne a sogra do Haruto-kun."
Com uma risadinha divertida, Ikue soltou a frase com um brilho malicioso nos olhos.
"Mãe! Não fala essas coisas!"
"Ah, desculpe."
"Poxa!"
Ayaka inflou as bochechas, olhando para a mãe com um biquinho indignado.
"Ei, Haru… deixa o discurso do padrinho comigo."
"E eu vou contar todas as histórias engraçadas sobre você, Haru-senpai."
"Espera! A Ikue-san estava só brincando!"
Tomoya, completamente animado, fez um joinha enquanto Shizuku assentia com convicção. Haruto tentava desesperadamente acalmá-los.
Mas Saki, conhecendo bem Ikue, sorriu de canto e acrescentou: "Ela pode ter dito como brincadeira, mas os olhos da Ikue-mama pareciam bem sérios pra mim."
"…"
Haruto fechou a boca, sentindo o peso da frase.
Apoie a Novel Mania
Chega de anúncios irritantes, agora a Novel Mania será mantida exclusivamente pelos leitores, ou seja, sem anúncios ou assinaturas pagas. Para continuarmos online e sem interrupções, precisamos do seu apoio! Sua contribuição nos ajuda a manter a qualidade e incentivar a equipe a continuar trazendos mais conteúdos.
Novas traduções
Novels originais
Experiência sem anúncios