SESSÃO 5
107 - A Aparição Repentina de Shizuku
O burburinho sobre o encontro da idol da escola durante os fogos de artifício não mostrava sinais de diminuir, mesmo no dia seguinte.
Nos intervalos, Ayaka rapidamente era cercada por um grupo de alunas.
Haruto, que mais uma vez não conseguiu interagir com ela na escola, chegou ao fim do dia se sentindo abatido por sua própria impotência.
No entanto, ao lembrar que era terça-feira, um leve sorriso escapou em seu rosto.
A partir de hoje, sua avó começaria a trabalhar como empregada residente na casa dos Tōjō. E Haruto também passaria a dormir lá a partir de hoje.
Embora não pudessem ficar juntos na escola, poderiam passar tempo juntos em casa.
Animado, Haruto começou a arrumar suas coisas para ir o mais rápido possível à residência dos Tōjō. Foi então que seu amigo Tomoya apareceu.
“Haru~ Vamos pra casa!”
“Beleza, vamos.”
Enquanto Tomoya colocava a mochila no ombro, Haruto assentiu e se levantou rapidamente.
“Que sorriso é esse, Haru?”
“Não tô sorrindo. Só preciso ir pra casa logo e me preparar pra dormir lá.”
Percebendo do que Haruto estava falando, Tomoya sorriu maliciosamente e começou a provocá-lo.
“Ohh, então é hoje, hein? Vida de casalzinho morando junto.”
“Morando junto? A família inteira dela mora lá. Nada disso vai acontecer,” respondeu Haruto, exasperado.
Ainda sorrindo, Tomoya rebateu: “Então, se a família não estivesse lá, vocês virariam casalzinho meloso? Entendi.”
“Isso… depende dela, né? Se ela não quiser, eu não forçaria nada.”
“Ela não querer? Sem chance. Pelo jeito que ela tem agido, é óbvio. Ela está completamente caidinha por você, cara.”
“Bom… é que…”
A confiança de Tomoya deixou Haruto sem jeito, o rosto ficando vermelho de vergonha.
Quando pensava em todos os momentos que viveu com Ayaka, Haruto não conseguia negar a profundidade dos sentimentos dela. Isso o deixava ao mesmo tempo feliz e desconcertado.
“Sabia, você devia se declarar publicamente como namorado dela. Assumir o status de casal. Assim talvez todo mundo enjoasse e parasse de encher.”
Enquanto conversavam, Ayaka continuava no centro das atenções na sala. Haruto olhou de longe para ela, cercada por sua plateia habitual, e deu um sorriso amargo.
“Se eu pudesse, eu adoraria.”
“Então você não está negando essa vibe de casal meloso, hein?”
“...Estou negando.”
“Essa pausa diz o contrário.”
“Cala a boca. Vamos embora.”
Quando Haruto se dirigia à porta dos fundos da sala, uma garota apareceu na entrada.
“Haru-senpaaiii! Vamos pra casa juntos!”
Era Shizuku.
Apesar de seu rosto sempre sem expressão, sua voz alta ecoou pela sala enquanto ela invadia o território dos veteranos sem hesitar, indo direto até Haruto.
“Shizuku!?”
“Haruto-senpai, vamos pra casa juntos,” repetiu Shizuku.
À medida que se aproximava dele, a sala explodiu em cochichos.
“Quem é essa garota?”
“Ela é namorada do Otsuki?”
“Essa não é a Dōjima do primeiro ano?”
“Ela é fofa. Otsuki, você é sortudo!”
Ao ouvir os comentários, Haruto sentiu uma dor de cabeça vindo.
Embora Ayaka fosse a rainha indiscutível da escola, o nome de Shizuku também era conhecido pelos garotos do primeiro ano como uma das mais bonitas. Sua aparição repentina fez com que o foco da classe mudasse de Ayaka para ela.
Imperturbável, Shizuku manteve sua postura de sempre e falou com Haruto.
“Você é tão sortudo, Haruto-senpai. Ter uma kouhai tão fofa pra ir pra casa junto.”
A falta de hesitação dela deixou Haruto completamente desnorteado. Tomoya soltou uma risadinha e entrou na conversa.
“Ei, Shizuku-chan. Quanto tempo.”
“Ah, Tomo-senpai. Faz um tempo, sim.”
“Shizuku-chan, sobre o Haru—”
“Ah, você ia pra casa com ele hoje, Tomo-senpai?”
“Uh, bem, é… mais ou menos.”
“Então me desculpa, mas hoje eu vou pegar ele emprestado.”
Com isso, Shizuku agarrou o braço de Haruto. Os cochichos aumentaram ainda mais.
Haruto sentiu o peso de dezenas de olhares — com inveja, curiosidade, irritação, tudo misturado.
Uma das garotas que cercava Ayaka decidiu falar, hesitante.
“Ahm… com licença, mas… quem é você?”
“Sou Shizuku Dōjima, da classe 1-B. Tenho 152 cm de altura, tipo sanguíneo AB, nascida em 7 de junho. Minha bebida favorita é ume kombucha. Você também quer saber minhas medidas?”
“Ah, não, isso não precisa…”
A veterana balançou a cabeça, confusa, enquanto alguns garotos soltaram suspiros audíveis de decepção.
[Almeranto: Ih alá, os caras queriam saber cada centímetro do corpo dela? Sinistro.]
“Ahm… Shizuku-san, você é namorada do Otsuki ou algo assim?”
Ao ouvir a pergunta, Shizuku deu um passo para mais perto da garota, diminuindo a distância.
“Eu e ele parecemos um casal? Parece que somos tão próximos assim? É isso que você está dizendo?”
“N-não, é que… vocês parecem próximos, pelo menos…”
A garota recuou sob o olhar intenso de Shizuku. Então Shizuku virou-se para Haruto, expressão neutra, mas claramente satisfeita.
“Viu, Haruto-senpai? Ela disse que somos praticamente inseparáveis. Totalmente iguais a um casal, não é?”
“Ela não disse isso!”
Haruto puxou o braço de volta, libertando-se.
“A Shizuku não é minha namorada,” declarou ele, alto o bastante para todos ouvirem.
Shizuku, entretanto, assentiu e disse:
“Isso mesmo. Somos muito mais do que apenas namorado e namorada. Nossa relação é mais profunda, mais forte e mais íntima.”
“Que tipo de mal-entendido você está tentando criar!?”
“Vamos, Haruto-senpai. Vamos pra casa.”
Ignorando as reclamações dele, Shizuku o arrastou para fora da sala.
Ao sair, Haruto olhou para trás. Ayaka estava imóvel, completamente chocada, os olhos arregalados e a boca levemente aberta.
Pedindo desculpas internamente inúmeras vezes, Haruto deixou-se ser puxado por Shizuku, que não tinha a menor noção do caos que acabara de causar.
Mais tarde, já fora da escola e longe da multidão, Shizuku finalmente o soltou.
“O que foi aquilo, Shizuku?”
“Tô te ajudando, claro.”
“Como isso é ajudar!?”
“Assim, posso identificar as garotas que podem ter uma queda por você. Não percebeu como algumas reagiram quando eu agarrei seu braço? São candidatas em potencial.”
“Então… isso foi de propósito?”
“Obviamente. Você sabe como foi estressante entrar na sala dos veteranos sozinha? Fiz isso por você.”
“...Obrigado, eu acho.”
“De nada!”
Shizuku sorriu orgulhosa, enquanto Haruto massageava as têmporas, derrotado.
“Mas não cria mais mal-entendidos, tá? Que história foi aquela de relação ‘profunda e íntima’?”
“Ué, não é verdade? Treinamos juntos no karatê desde pequenos, crescemos como rivais, irmãos e amigos. Eu não menti.”
“Isso é… tecnicamente verdade, mas não nesse sentido…”
Enquanto Haruto suspirava, Shizuku declarou animadamente:
“Eu vou ajudar de novo amanhã!”
Haruto se preparou mentalmente. A ideia de “ajuda” da Shizuku sempre prometia o caos.
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