SESSÃO 5
106 - O Namorado da Idol da Escola
Na segunda-feira, o dia depois de Haruto e Ayaka terem assistido aos fogos de artifício juntos.
Quando Haruto entrou na sala com Tomoya, como de costume, e se sentou, percebeu que o ambiente estava mais agitado do que o normal.
“Parece que tem um burburinho em torno da Tōjō-san,” comentou Tomoya, lançando um olhar na direção da confusão.
“Será que descobriram que eu e a Ayaka estamos namorando?” Haruto perguntou, baixando a voz para que ninguém mais ouvisse.
“Nah, se fosse isso, você teria sido bombardeado com perguntas assim que entrou,” respondeu Tomoya com confiança.
“É… faz sentido,” Haruto concordou com um leve aceno.
O assento de Ayaka ficava perto do centro da sala, onde um grupo de alunas havia se reunido, enchendo-a de perguntas. Preocupado, Haruto olhou naquela direção. Pelos espaços entre as meninas, ele conseguia ver Ayaka, que exibia um sorriso educado — porém tenso.
“Vou até lá ouvir escondido pra descobrir o que está acontecendo. Enquanto isso, você deve ficar longe, só por precaução,” sugeriu Tomoya.
“Entendi. Valeu mesmo,” respondeu Haruto.
Levantando a mão rapidamente em sinal de “deixa comigo”, Tomoya seguiu para o centro da sala. Alguns minutos depois, voltou com uma expressão complicada.
“Então, o que houve?” Haruto perguntou.
“Aparentemente, um colega viu vocês dois andando juntos ontem.”
“Como eu imaginei…” murmurou Haruto, ficando sério. De repente, uma dúvida lhe ocorreu, e ele olhou para o amigo.
“Espera, então por que ninguém veio perguntar nada pra mim?”
“Porque quem viu vocês só conseguiu ver de costas. A aparência da Tōjō-san é tão marcante que dá pra reconhecer mesmo de trás. Mas você? Um colegial comum. Ninguém vai te identificar só por isso,” explicou Tomoya com um sorriso torto.
“Ei, que história é essa de ‘colegial comum’? Tá me chamando de personagem figurante?!”
“Porque você é um figurante.”
“Seu…!” Haruto resmungou, empurrando Tomoya de leve, fingindo irritação.
O colega que os viu só tinha visto suas costas e, por causa da multidão, não conseguiu confirmar a identidade de Haruto. Porém, mesmo de longe, os dois pareciam claramente um casal. Somado à declaração de Ayaka, após as férias de verão, de que havia alguém que ela gostava, as garotas juntaram as peças — e isso levou ao interrogatório daquele dia.
“Vocês estavam tão melosos ontem que quase me deu náusea,” provocou Tomoya, com um sorriso malicioso.
“…”
Sem poder negar, Haruto permaneceu em silêncio.
“Vai ficar ainda mais difícil pra você se aproximar da Tōjō-san na escola agora,” Tomoya comentou, suspirando.
“É… nem me fala,” Haruto respondeu, soltando outro suspiro pesado enquanto olhava para o grupo que cercava Ayaka.
Hoje, Ayaka ficou rodeada por colegas — principalmente garotas — que a questionaram sem parar desde a manhã até o fim das aulas. Para piorar, vários garotos ficavam por perto tentando ouvir algo. Como resultado, Haruto não conseguiu falar com Ayaka nem uma vez e acabou indo para casa silenciosamente quando a aula terminou.
Ao sair, Haruto ainda lançou um olhar para Ayaka, que continuava cercada, e sentiu uma vontade enorme de fazer algo. Mas nenhuma solução boa lhe vinha à mente.
Declarar publicamente: “Eu sou o namorado da Ayaka!” certamente acabaria com as especulações — mas isso não era uma opção. Ayaka tinha passado por um problema no ensino fundamental quando a confissão de um garoto fez com que ela brigasse com as amigas, deixando-a com um leve trauma. O motivo de Ayaka manter uma imagem de desinteresse por romance vinha desse episódio.
Sabendo disso, Haruto não podia agir de forma irresponsável e ignorar seus sentimentos.
Embora Ayaka mantivesse o sorriso educado o dia todo, Haruto — agora seu namorado — conseguia perceber seu cansaço por trás da máscara.
“Será que não tem nada que eu possa fazer?” murmurou Haruto, frustrado.
No caminho para casa, Haruto caminhou sozinho; Tomoya tinha afazeres. Absorvido em seus pensamentos, considerou várias maneiras de interagir com Ayaka mais naturalmente na escola.
“Antes de começarmos a namorar, quase nem conversávamos na escola,” ele refletiu. Antes de se encontrarem por causa do trabalho de meio período dela, Ayaka era apenas uma colega cuja aparência ele conhecia.
“Agora que estamos namorando, não conseguir falar com ela mesmo estando tão perto… isso é tortura,” Haruto murmurou, soltando mais um suspiro pesado.
De repente, ele sentiu um empurrão forte nas costas.
“Do—n!”
“Ooah!” Haruto cambaleou para frente alguns passos, quase perdendo o equilíbrio. Ele se virou na hora, pronto para reclamar. “Ei! Olha por onde anda, Shizuku!”
“Esse foi um empurrão de encorajamento, Haru-senpai,” disse Shizuku, com sua expressão apática de sempre, os braços ainda estendidos.
“Empurrão de encorajamento? Sério?” Haruto retrucou, irritado. Mas Shizuku permaneceu impassível.
“Ouvi os rumores na escola hoje,” disse Shizuku. “Sobre como a Tōjō-senpai tem um namorado.”
Então a confusão havia chegado até Shizuku, mesmo ela estando em outro ano escolar…
“Falaram que o namorado da Tōjō-senpai é um cara que roubou o coração dela. Coitado do Haru-senpai, levando um fora e indo pra casa todo abatido,” Shizuku provocou com falsa pena.
“Eu não levei um fora!” Haruto respondeu na hora.
A expressão de Shizuku mudou um pouco enquanto ela levantava uma sobrancelha, surpresa. “Então o tal namorado misterioso… é você?”
“Claro que é! Eu não te disse que ia ao festival de fogos com a Ayaka? Você até me pediu um souvenir!”
“Eu apaguei essa conversa da memória imediatamente,” declarou Shizuku, sem hesitar.
“Você…” Haruto suspirou, cobrindo o rosto com a mão.
“Então por que você está indo pra casa sozinho e emburrado, Haru-senpai?” Shizuku perguntou, inclinando a cabeça.
“É que… estamos mantendo nosso relacionamento em segredo na escola,” explicou Haruto.
Shizuku manteve a expressão neutra, mas levantou a sobrancelha novamente. “Haru-senpai… você está com medo? Preocupado com a fúria dos garotos?”
“Não é isso! Eu adoraria tornar nosso relacionamento público. Mas…” Haruto hesitou antes de continuar, “…se isso vazar, pode criar problemas com as amigas dela. A Ayaka está preocupada.”
Shizuku assentiu devagar. “Entendi. Então a Tōjō-senpai tem medo do drama das outras garotas que gostam de você.”
“Não foi isso que eu quis dizer!” Haruto rebateu, corado.
Shizuku permaneceu calma. “Haru-senpai, você está bem em deixar as coisas assim? Vocês estão no segundo ano. Ano que vem, vão estar se preparando para os exames. Essa é sua última chance de aproveitar a vida escolar de verdade.”
“Eu sei! Só que… não consigo pensar em uma solução,” admitiu Haruto, frustrado.
Após alguns segundos de silêncio, Shizuku falou de repente:
“Tudo bem. Eu vou te ajudar.”
“O quê?”
“Esta kouhai bondosa e confiável, Shizuku-chan, vai te dar uma mão,” declarou ela, cheia de confiança.
A apreensão de Haruto só aumentou conforme a misteriosa “ajuda” de Shizuku
Apoie a Novel Mania
Chega de anúncios irritantes, agora a Novel Mania será mantida exclusivamente pelos leitores, ou seja, sem anúncios ou assinaturas pagas. Para continuarmos online e sem interrupções, precisamos do seu apoio! Sua contribuição nos ajuda a manter a qualidade e incentivar a equipe a continuar trazendos mais conteúdos.
Novas traduções
Novels originais
Experiência sem anúncios