SESSÃO 4
97 - Hora do Banho com Todo Mundo!
Haruto jamais imaginou que acabaria tomando banho não apenas com Ryota, mas também com Ayaka.
No vestiário, Haruto vestiu um traje de banho emprestado por Shuichi, junto com Ryota.
“Mano Haruto! Vamos brincar com isso aqui!”
Ryota sorriu radiante, segurando pistolas d’água nas duas mãos, pulando de excitação.
“Ah, claro,” Haruto respondeu com um sorriso, embora sua mente estivesse em outro lugar.
O que dominava seus pensamentos era a imagem de sua namorada Ayaka vestindo um maiô.
Conhecida como a garota mais fofa da escola e até chamada de “idol da escola”, sua beleza e proporções perfeitas faziam parecer que ela deveria estar na capa de uma revista de mangá. Apesar de seus esforços, a mente de Haruto involuntariamente reproduzia todas as fotos de revistas gravure que ele já tinha visto.
Preso entre antecipação e nervosismo, a mente de Haruto estava em tumulto quando a porta separando o vestiário foi suavemente batida.
“Posso entrar?”
A voz suave e hesitante de Ayaka veio do outro lado da porta, fazendo o coração de Haruto pular uma batida.
“Ah, sim. Eu e o Ryota já estamos vestidos, então tudo bem,” ele respondeu.
“Rápido, Mana!”
“O-ok… eu vou entrar agora,” Ayaka disse timidamente.
A porta de correr se abriu lentamente, revelando Ayaka. Ela tinha envolvido uma toalha ao redor do peito, cobrindo o maiô. No entanto, para os olhos de Haruto, essa toalha parecia fazer parecer que ela não estava usando nada por baixo, o que o fez corar imediatamente. Ayaka, igualmente constrangida, estava com o rosto tão vermelho quanto se já tivesse entrado na água quente.
A atmosfera tensa entre eles foi quebrada pela voz animada de Ryota.
“Mana, por que você ainda está de toalha? Não dá pra entrar no banho assim! Tira logo!”
“E-eu sei! Calma, eu já vou tirar!”
Ansioso para começar a brincar, Ryota insistia enquanto Ayaka lançava um breve olhar para Haruto. Seus olhares se encontraram por um instante, fazendo o coração dele disparar de novo.
Depois de uma pequena pausa, Ayaka pareceu reunir coragem e retirou a toalha.
No momento em que Ayaka levou a mão ao peito para desfazer a toalha, Haruto desviou o olhar, achando inadequado olhar diretamente. Ele ouviu o leve som da toalha caindo no chão e viu de relance o tecido amontoado aos pés dela.
“H-Haruto… isso é estranho?”
A voz tímida dela o alcançou, e Haruto não tinha mais como evitar olhar. Lentamente, voltou os olhos na direção dela.
E o que viu tirou seu fôlego.
A pele clara e delicada de Ayaka era realçada por um biquíni branco decorado com babados no busto, acentuando sua fofura natural. Suas proporções incríveis, ainda mais evidenciadas pelo traje de banho, pareciam irreais — pernas longas e finas, uma cintura perfeitamente desenhada e um corpo irresistivelmente encantador.
Haruto ficou encarando em silêncio, completamente fascinado.
“H-Haruto?”
“Ah! Desculpa, eu… você está tão linda que eu fiquei sem palavras,” ele admitiu.
“D-de verdade?”
“Sim,” ele disse, sua honestidade fazendo Ayaka corar enquanto sorria timidamente, sua beleza quase esmagando o coração do garoto. Haruto desviou o olhar outra vez, incapaz de lidar com a intensidade da cena.
Ayaka, notando o traje dele, comentou com um sorriso:
“Esse maiô… ficou bom em você, Haruto.”
“O-obrigado,” ele respondeu, olhando de relance para o traje emprestado. Era uma bermuda larga com tema tropical, coberta por coqueiros — algo que alguém usaria numa praia do Havaí com camisa Aloha e óculos escuros.
Enquanto trocavam elogios constrangidos, Ryota — cheio de energia — agarrou as mãos dos dois e os puxou em direção ao banho.
“Vamos, Mano! Mana! Vamos entrar logo!”
O banheiro da residência Tōjō era luxuoso, espaçoso o suficiente para três pessoas sem ficar apertado. As paredes tinham até uma TV para assistir enquanto relaxavam na grande banheira oval.
Assim que entraram, Ryota correu para encher suas pistolas d’água.
“Ryota, vamos nos lavar primeiro antes de brincar,” Haruto sugeriu.
“Nada de pistola ainda?”
“Isso mesmo, brincamos depois que estivermos limpos,” Haruto o tranquilizou.
“Okay!” Ryota respondeu animado, pegando uma esponja e sorrindo para Haruto.
“Vamos lavar um ao outro!”
“H-hã? Lavar um ao outro?”
“Sim! Eu lavo as costas do Mano, o Mano lava as costas da Mana, e a Mana lava as minhas!”
A sugestão inocente de Ryota fez Haruto olhar nervosamente para Ayaka, que já estava vermelha como um tomate.
“Ryota, largue as pistolas d’água e venha aqui,” Ayaka disse, bochechas coradas. Apesar da vergonha, ela concordou com a ideia, fazendo sinal para o irmão se aproximar.
“Ayaka, tem certeza?” Haruto perguntou com cuidado.
“S-sim,” ela respondeu, assentindo com determinação.
Os três formaram um pequeno círculo, cada um virado para as costas de alguém. Haruto hesitou antes de colocar suavemente as mãos ensaboadas nas costas de Ayaka.
Ela deu um leve sobressalto ao toque.
“Faz cócegas?”
“N-não, tá tudo bem,” ela murmurou.
Enquanto isso, Ryota esfregava alegremente as costas de Haruto.
“Mano, tá gostoso?”
“Sim, você está fazendo um ótimo trabalho, Ryota,” Haruto elogiou, fazendo o menino abrir um sorriso orgulhoso.
Enquanto lavava as costas lisas e macias de Ayaka, o coração de Haruto disparava sem controle. A sensação da pele dela e a intimidade da situação o deixavam lutando para manter a calma.
Tentando se distrair, ele conversou com Ryota.
“Haruto, seus abdominais são bem definidos,” Ayaka comentou de repente.
“A barriga do Mano é toda cheia de gominhos porque ele faz karatê!” Ryota disse orgulhoso antes que Haruto pudesse responder.
“Ah, karatê deixa a barriga assim?” Ayaka perguntou curiosa.
“Sim, dá bastante trabalho,” Haruto respondeu, tentando soar casual.
“A barriga do Mano é toda durinha, e a da Mana é molinha!” Ryota comentou brincando, fazendo movimentos rítmicos com as mãos.
Por um momento, a sala inteira pareceu congelar.
“Ryota,” Ayaka disse num tom perigosamente calmo, fazendo um arrepio percorrer a espinha de Haruto.
“A barriga da Mana não é molinha, entendeu?”
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