SESSÃO 4

93 - Uma Visita à Casa da Família Tōjō

 

“Vovó, esta é a casa da Ayaka.”

“Oh meu Deus, que lugar impressionante…”

   Diante da mansão imponente, a avó de Haruto, Kiyoko, ficou parada olhando para cima, boquiaberta e completamente imóvel.

   Era o primeiro fim de semana após o término das férias de verão. Haruto e Kiyoko estavam lado a lado diante da residência dos Tōjō.

   O objetivo da visita era discutir o cargo de empregada residente proposto pela família Tōjō. Haruto e Kiyoko tinham vindo acertar os detalhes, como responsabilidades e cronograma de trabalho.

   Haruto lançou um olhar para a avó, ainda atônita, e apertou o interfone com familiaridade.

“Sim, é você, Otsuki-kun?”

“Sim, olá, Shūichi-san.”

   A voz calma de Shūichi Tōjō soou pelo interfone.

“Estávamos esperando por vocês. Vou abrir o portão agora.”

   Pouco depois, a porta da frente se abriu, e Shūichi apareceu. Ao avistar Haruto e Kiyoko, ele os recebeu com um sorriso acolhedor.

“Prazer em conhecê-la. Sou Shūichi Tōjō. Obrigado por virem hoje.”

“Obrigada por nos receber. Sou Kiyoko Otsuki, avó do Haruto.”

   Kiyoko fez uma profunda reverência para Shūichi.

“Obrigada por cuidar do Haruto durante o verão.”

“Não, imagine! Nós é que agradecemos! As habilidades do Haruto-kun, especialmente na cozinha, são realmente extraordinárias.”

   Enquanto Kiyoko se curvava novamente, Shūichi sorria, elogiando o neto dela.

“Bom, não vamos ficar conversando aqui fora. Por favor, entrem.”

   Shūichi abriu mais a porta, convidando-os para dentro. Assim que entrou, os olhos de Kiyoko se arregalaram ao ver o interior luxuoso.

“Que casa magnífica…”

“Muito obrigado. Aqui, por favor, use estas pantufas.”

   Shūichi preparou pantufas para Kiyoko, inclinando-se levemente em agradecimento pelo elogio. As pantufas de Haruto eram as mesmas que ele havia usado durante o trabalho de verão, mantidas ali para conveniência.

   Quando Haruto calçou naturalmente suas próprias pantufas, o olhar de Kiyoko se fixou nele.

“Hm? O que foi, vovó?”

“Oh, não é nada.”

“...?”

   Haruto inclinou a cabeça, confuso, enquanto Kiyoko sorria de forma suave.

“Parece que você foi muito bem tratado pela família Tōjō no verão.”

“Fui, sim. Eu realmente fiquei feliz por ter trabalhado aqui.”

“Isso é ótimo de ouvir, Otsuki-kun. Nós também ficamos felizes por você ter vindo nos ajudar.”

   Ao ouvir as palavras de Shūichi, Haruto sorriu timidamente e respondeu: “Obrigado.”

“Bem, permita-me levá-los à sala de estar.”

   Shūichi guiou o grupo pelo corredor, com Kiyoko seguindo atrás. Ela olhava ao redor, claramente impressionada com a decoração opulenta. Haruto não pôde deixar de lembrar da primeira vez que visitou a residência Tōjō. Parecia ter sido há muito tempo, embora apenas alguns meses tivessem se passado. Aquele verão, vivido ao lado da família Tōjō, havia sido repleto de momentos marcantes.

   Shūichi parou no fim do corredor e abriu a porta da sala de estar.

“Esta é a sala.”

   Lá dentro, a família Tōjō já estava reunida. Shūichi apresentou cada membro a Kiyoko.

“Esta é minha esposa, Ikue.”

“Muito prazer. Sou Ikue Tōjō. Obrigada por vir hoje.”

“Sou Kiyoko Otsuki, avó do Haruto. Obrigada por me receberem.”

   As duas trocaram reverências educadas. Depois, Shūichi apresentou Ayaka.

“Você já conheceu minha filha, Ayaka, não é?”

“Faz um tempinho.”

   Ayaka sorriu calorosamente para Kiyoko.

“É bom vê-la novamente, Ayaka-san. Obrigada por sempre cuidar do Haruto.”

   Kiyoko devolveu o sorriso com um gentil, inclinando-se levemente. Por fim, Shūichi apresentou seu filho.

“Este é meu filho, Ryōta. Ryōta, cumprimente a Kiyoko-san.”

“...Eu sou Ryōta Tōjō. Prazer em conhecer.”

   Ryōta, visivelmente envergonhado, apresentou-se nervoso. Kiyoko retribuiu com um sorriso afetuoso.

“Olá, Ryōta-kun. Sou Kiyoko, avó do Haruto. É um prazer conhecê-lo.”

“Mm… Então você é a vovó do Mano?”

“Sou, sim.”

“Então, se o Mano virar meu irmão de verdade, você vai ser minha vovó também?”

“Ah… Suponho que sim.”

“Eba! Isso quer dizer que vou ter três vovós!”

   O brilho nos olhos de Ryōta e sua declaração animada fizeram todos sorrirem. Haruto já havia desistido de tentar contrariar os planos de Ryōta de transformá-lo em “irmão de verdade” e agora apenas sorria junto.

   Com as apresentações concluídas, todos se dirigiram à mesa de jantar para discutir o trabalho de Kiyoko.

“Agora, sobre seu horário e responsabilidades, Kiyoko-san,” começou Shūichi, “podemos conversar em detalhes?”

“Sim, por favor.”

   A conversa avançou tranquilamente, e em cerca de trinta minutos, chegaram a um acordo. Kiyoko trabalharia como governanta residente de terça a sábado toda semana, retornando à Casa Otsuki aos domingos e segundas. Em caso de mau tempo ou problemas de saúde, a família Tōjō forneceria transporte.

   Após finalizar os acertos, Shūichi confirmou:

“Então, Kiyoko-san, nos vemos na próxima terça?”

“Sim, muito obrigada.”

   Kiyoko fez mais uma reverência profunda, e a família Tōjō respondeu com igual respeito. Ikue então sorriu calorosamente.

“Estamos ansiosos pela sua comida caseira, Kiyoko-san. Não é, Ayaka?”

“Uhum. A comida do Haruto-kun era incrível, então mal posso esperar para experimentar a sua.”

“Eu quero hambúrguer!” exclamou Ryōta.

“Ryōta, você acabou de comer hambúrguer feito pelo Haruto-kun, lembra?” Ikue o lembrou, rindo suavemente.

   Entretida com a interação animada da família, Kiyoko respondeu com um olhar caloroso: “Farei o possível para atender às expectativas de todos.”

   Depois de um momento descontraído, o assunto voltou-se para Haruto. Shūichi inclinou-se um pouco para frente, unindo as mãos.

“Agora, sobre a situação de moradia do Haruto-kun…”

   Ele explicou suas preocupações sobre Haruto ficar sozinho em casa e sugeriu que ele passasse a morar com Kiyoko.

   Apesar de agradecida, Kiyoko hesitou, preocupada com a adequação da situação e com a dinâmica entre Haruto e Ayaka.

   Percebendo sua apreensão, Shūichi sugeriu uma pausa e convidou Kiyoko para ver o jardim. Haruto, por sua vez, observou-os saírem, imaginando o que Shūichi diria.

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