SESSÃO 4
90 - Uma Proposta da Família Tōjō
Depois de receber uma ligação de Shuichi, Haruto esperava nervosamente na sala de estar da família Tōjō, olhando para o relógio de tempos em tempos.
Ao seu lado, Ayaka o observava com uma mistura de preocupação e empolgação, seu olhar fixo no comportamento inquieto dele.
Os dois falaram pouco enquanto estavam sentados no sofá da sala de estar, esperando a chegada de Shuichi.
Cerca de 40 minutos após a ligação, o som distante de um motor de carro chegou aos seus ouvidos.
“Ah, parece que o papai chegou.”
Logo após as palavras de Ayaka, a porta da frente se abriu com um clique, e Shuichi apareceu na sala.
Haruto rapidamente se levantou do sofá e fez uma reverência.
“Olá, Shuichi-san. Obrigado por me receber.”
“Olá, Otsuki-kun. Desculpe por fazer você esperar.”
Shuichi falou calorosamente. Vestido elegantemente com um terno, ele exalava a aura de um empresário experiente.
Haruto não pôde deixar de admirar o ar composto e profissional de Shuichi. Ao mesmo tempo, pensou que Ayaka, que herdara a aparência dos pais, naturalmente era considerada a garota mais bonita da escola.
Shuichi sentou-se no sofá em frente a Haruto e fez um gesto para que ele também se sentasse.
“Peço desculpas por ir direto ao ponto, mas podemos conversar sobre algo? Tenho uma reunião importante na empresa mais tarde, então não posso ficar muito.”
Olhando para Shuichi, que parecia realmente apologético, Haruto sentiu o peso da conversa que estava prestes a acontecer.
“Ah… desculpe incomodá-lo quando o senhor está tão ocupado—”
“Não, não, está tudo bem. A reunião da empresa é importante, mas o que estou prestes a discutir é igualmente importante para a família Tōjō.”
“O que… o que o senhor gostaria de discutir?”
Ao ouvir a pergunta de Haruto, a expressão de Shuichi mudou, tornando-se mais séria. Sua postura amigável desapareceu; agora ele irradiava a autoridade de um executivo.
“Antes de explicar, quero deixar algo claro, Otsuki-kun.”
Shuichi inclinou-se levemente para a frente, entrelaçando as mãos com a postura de alguém entrando em uma negociação.
“O que estou prestes a propor não é por pena de você ou de sua avó. Nem é porque você é o namorado da Ayaka e queremos facilitar sua vida. Isto é algo que acredito ser benéfico para a nossa família — para a família Tōjō. Quero que você entenda isso antes de continuarmos.”
“Sim, eu entendo.”
“Ótimo. Então vou direto ao ponto. Não é nada complicado. Simplesmente, eu gostaria de contratar sua avó como nossa empregada.”
“O quê!?”
A voz de Haruto involuntariamente se elevou em surpresa.
“Minha avó?”
“Isso mesmo. Você mencionou antes que foi sua avó quem lhe ensinou a cozinhar.”
“Ah, sim.”
“Suas habilidades culinárias já foram comprovadas durante o trabalho que fez para nós. E como foi sua avó quem lhe ensinou, estamos confiantes de que ela será mais do que capaz de atender às nossas expectativas.”
“Bem, é verdade que a comida da minha avó é excepcional, mas…”
Haruto estava sobrecarregado por essa reviravolta inesperada, lutando para encontrar as palavras certas. Nesse momento, Ayaka, sentada ao lado dele, comentou com um sorriso animado:
“E sua avó também te ensinou a limpar, certo? Então, basicamente, todas as suas habilidades como doméstico são graças a ela, não é?”
“Sim, e ficamos muito satisfeitos com o seu trabalho durante o verão. Idealmente, gostaríamos que você continuasse, mas como estudante, não poderíamos pedir que priorizasse um trabalho de meio período em vez dos estudos. Quando ouvimos sobre sua avó, pareceu a oportunidade perfeita.”
Ao ouvir Shuichi e Ayaka, uma centelha de esperança surgiu dentro de Haruto.
De fato, suas habilidades domésticas eram todas graças aos ensinamentos da avó. Suas habilidades culinárias eram muito superiores às dele, e sem dúvida ela impressionaria a família Tōjō.
O grande peso em seu coração começou a aliviar. Mas, em meio ao alívio, uma preocupação persistiu.
“Muito obrigado! Isso realmente seria uma salvação. Mas… tem só um problema.”
“Oh? Qual seria?”
“A coluna da minha avó não anda muito bem ultimamente, e ela tem dificuldade para caminhar longas distâncias.”
A residência Tōjō ficava a cerca de 30 minutos de caminhada da casa de Haruto. Embora fosse tranquilo para ele, seria um grande desafio para sua avó idosa.
Shuichi assentiu pensativo ao ouvir isso, depois sorriu calorosamente.
“Fui informado sobre a condição dela pela Ayaka. É por isso que gostaria de lhe perguntar algo, Otsuki-kun.”
“S-sim?”
“Seria possível sua avó morar conosco como empregada residente?”
“O quê!?”
Haruto ficou atordoado pela segunda vez no dia. Shuichi, imperturbável, continuou com um tom agradável:
“Claro, não precisa ser em tempo integral. Por exemplo, ela poderia ficar aqui durante a semana e voltar para casa nos fins de semana. O que acha?”
“Ah… eu… eu não sei…”
Sobrecarregado por essa proposta inesperada, Haruto lutava para organizar seus pensamentos. Shuichi prosseguiu:
“E se sua avó morar aqui, você ficaria sozinho em casa, não é?”
“S-sim, é verdade.”
“Eu não gostaria de vê-lo se sentindo solitário.”
“Ah, não, de verdade, já é mais que generoso o senhor oferecer contratar ela…”
“Família é estar junto quando possível,” disse Shuichi com um sorriso gentil. “Por isso, gostaria de propor outra ideia: que tal você vir junto com sua avó e morar aqui também?”
“O quê!?”
Essa terceira surpresa deixou Haruto completamente sem palavras.
[Almeranto: Shuichi fez hat-trick kkkkkk]
Ayaka, observando a reação dele, inclinou-se mais perto com uma expressão animada.
“O que você acha, Haruto-kun? Eu acho que seria tão divertido se pudéssemos jantar juntos todas as noites!”
“Bem… isso parece legal, mas…”
Aflito, Haruto olhou para Ayaka, que exibia um sorriso radiante. Era claro que essa ideia já havia sido discutida entre ela e Shuichi.
Shuichi, agora com um sorriso travesso, acrescentou:
“Você já viu os quartos de hóspedes, não viu? Sua avó poderia usar um deles.”
“M-muito obrigado, mas não faltariam quartos se eu também ficasse aqui?”
“De jeito nenhum. Você pode usar o quarto ao lado do da Ayaka,” respondeu Shuichi casualmente.
“Mas esse não é o quarto do Ryota-kun?”
“O Ryota ainda dorme no nosso quarto e passa a maior parte do tempo na sala, então aquele quarto está praticamente sem uso. Vai ficar tudo bem.”
Ao ouvir isso, Haruto acabou assentindo.
“Muito obrigado. Eu gostaria de aceitar, mas precisaria conversar com a minha avó primeiro. Poderia me dar um tempo para decidir?”
“Claro! Tire todo o tempo que precisar.”
Com isso, Shuichi olhou para o relógio e se levantou do sofá.
“Bem então, preciso voltar para o escritório.”
“Obrigado por reservar um tempo para falar comigo.”
Haruto e Ayaka acompanharam Shuichi até a porta, onde ele se virou para Haruto.
“Otsuki-kun, por favor, considere isso com carinho.”
“Sim, eu vou.”
Depois que Shuichi saiu, Haruto virou-se para Ayaka.
“...Ayaka, sobre o que Shuichi-san disse antes — de eu ficar aqui também — isso foi ideia sua?”
“Bem… já que nós não temos muito tempo juntos na escola, eu pensei que seria legal se pudéssemos passar mais tempo juntos em casa. Isso foi… ruim?”
Corando, Ayaka desviou o olhar. Haruto riu suavemente.
“De jeito nenhum. Eu adoraria passar mais tempo com você. Só parece um sonho, sabe?”
“Sério? Hehe, eu também acho. Parece um sonho poder viver com você…”
Ayaka explodiu de alegria e abraçou Haruto com um sorriso radiante.
Traduzido por Moonlight Valley
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