SESSÃO 3
59 - É Doce de Derreter
Depois de terminarem suas deliciosas e doces panquecas, Haruto e Ayaka aproveitaram tranquilamente suas bebidas pós-refeição.
"As panquecas estavam tão boas!" Ayaka disse, segurando sua xícara de chá com as duas mãos e exibindo um sorriso radiante.
"Agora eu entendo por que esse lugar é tão popular," Haruto respondeu, tomando um gole de seu café preto, sem açúcar ou leite.
Mesmo após a brincadeira de darem comida um ao outro, Haruto não conseguia afastar o leve calor em seu rosto — uma timidez persistente. Ainda assim, o aroma encorpado e o amargor do café o ajudaram a se acalmar.
"Tem algo que eu queria perguntar, ou melhor… pedir um favor," Haruto disse cautelosamente.
"Hmm? O que é?" Ayaka respondeu, olhando para ele por cima da xícara.
"Bom, no meu próximo dia de folga do trabalho doméstico… você acha que poderia conhecer minha avó?"
"Seu próximo dia de folga é depois de amanhã, né?" ela perguntou.
"Sim. Hoje de manhã, minha avó comentou que queria te conhecer," Haruto explicou. Embora sua avó não tivesse dito isso diretamente, ele percebia o desejo dela.
Diante do pedido, Ayaka cerrou os punhos com determinação.
"Claro! Eu tô livre, então adoraria!"
Sua voz transbordava entusiasmo.
"Hora de mostrar todo o treino que fizemos como casal!"
Vendo-a tão empolgada, Haruto sentiu uma pontada de apreensão.
Essas “práticas” tinham sido ideia da própria Ayaka, para garantir que eles conseguissem interpretar um casal convincente. Por não ter experiência amorosa, ela temia parecer artificial. Seus treinos incluíram confessar amor sem hesitar, se mimarem com carinhos como colo de namorado e cafuné, e até tentarem ioga de casal.
Ao lembrar dessas “aulas”, Haruto acabou tomando outro gole de café.
Se eles mostrassem tanta intimidade assim diante de sua avó, ela poderia se apegar demais a Ayaka e acabar pedindo que ela entrasse para a família. Só pensar nisso já o deixava inquieto.
"Só pra avisar — minha avó acha que nós começamos a namorar agora, então agir muito grudentos pode soar estranho," Haruto explicou.
"É mesmo…?" Ayaka inclinou a cabeça, confusa.
Haruto não conseguiu deixar de notar que a ideia dela de “relacionamento normal” parecia influenciada por ficção, considerando a coleção de romances da estante dela.
Então, subitamente, Ayaka o encarou com intensidade.
"Ei, Haruto."
"Sim?"
"Como seria sua namorada ideal? Eu já te perguntei isso antes?"
Seus olhos mostravam um leve traço de insegurança.
"Será que eu exagerei? Fui irritante pra você?"
Conforme sua voz ficava mais baixa, Haruto sentiu culpa por fazê-la se preocupar.
"De jeito nenhum. Não me incomodou nem um pouco."
"Sério?"
"Sério mesmo."
Ainda assim, o olhar de Ayaka vacilava um pouco, seu receio não totalmente dissipado.
Tentando tranquilizá-la, Haruto sorriu gentilmente.
"Quanto à minha namorada ideal, eu gosto de alguém com um sorriso fofo. Alguém que goste de comida gostosa e fique feliz enquanto come. Alguém que se empolgue ao segurar minha mão e ande pulando ao meu lado — esse é o tipo de pessoa com quem eu sonharia em ficar."
"E-eu entendi…" Ayaka corou, suas bochechas assumindo um tom vermelho vivo enquanto abaixava o rosto timidamente.
"É por isso que eu posso dizer com confiança que você é a namorada perfeita pra apresentar pra minha avó," Haruto acrescentou.
"…E-eu entendi…"
Ainda olhando para baixo, Ayaka assentiu de forma contida. Sua reação fez Haruto perceber o possível mal-entendido, e ele rapidamente tentou esclarecer.
"Claro, eu sei que você só tá fingindo ser minha namorada, e eu realmente agradeço por isso!"
"C-certo, claro," Ayaka respondeu com uma expressão complicada — uma mistura de alegria e decepção.
Reunindo determinação, ela então se endireitou.
"Eu vou me esforçar ainda mais!"
"Espera, Ayaka, você não precisa exagerar. Você já é perfeita assim," Haruto tentou tranquilizá-la.
"Não! Eu preciso fazer isso — por mim também!"
Haruto sentiu o peso da determinação dela.
"Obrigado. E desculpa por te envolver nessa mentira," ele disse, inclinando a cabeça em desculpas.
Enquanto fazia isso, Ayaka murmurou algo tão baixo que ele não conseguiu ouvir.
"Vou fazer você… nunca mais precisar dizer ‘desculpa’."
"Hã? O que você disse?"
"Nada! Não se preocupe," ela respondeu, exibindo um sorriso radiante.
Sorrindo de forma travessa, Ayaka então apontou para a rua.
"Agora, vamos procurar aquele sorvete!"
Haruto terminou seu café de um gole, levantou-se e pegou a mão estendida dela. Juntos, voltaram para o calor escaldante do verão em busca do sorvete de edição limitada.
****
Quando o sol começou a se pôr, pintando o céu em tons flamejantes, a busca deles havia sido infrutífera.
"Parece que esgotou mesmo," Haruto suspirou enquanto caminhavam pela margem do rio, banhados pela luz quente do crepúsculo.
"É… mas o dia foi tão divertido!" Ayaka cantarolou, seu sorriso brilhante intacto enquanto segurava a mão de Haruto, agora naturalmente entrelaçada com a dele.
Haruto olhou para uma lojinha antiga ali perto.
"E aquela loja ali? Vamos tentar só mais uma vez?" ele sugeriu.
"Vamos!" Ayaka respondeu animada, sua voz renovando a esperança.
Dentro da lojinha aconchegante, Haruto examinou o pequeno freezer no canto. Não esperava muito, mas de repente ficou paralisado de surpresa.
"Ayaka, tá aqui!"
"Não acredito!" Ayaka exclamou, correndo até ele.
Espiando dentro do freezer, encontraram um único copinho do sorvete tão procurado.
"Mentira! Tá aqui, Haruto!" A empolgação de Ayaka transbordava conforme ela quase pulava no lugar.
Haruto riu, compartilhando da alegria dela enquanto pegava rapidamente o sorvete e o levava ao balcão.
Depois de pagar, sentaram-se em um banco desgastado do lado de fora, ao som de um pequeno sino de vento balançando na brisa.
"Finalmente vamos provar!" Ayaka disse, os olhos brilhando enquanto abria o potinho.
Ao dar a primeira colherada, ela iluminou-se de felicidade pura.
"É maravilhoso!"
Vendo-a tão feliz, Haruto não pôde deixar de sorrir.
"Quer provar?" ela ofereceu, estendendo uma colherada para ele.
"Eu já experimentei antes, então pode ficar com tudo."
"Comida assim fica mais gostosa quando é compartilhada," Ayaka insistiu com um sorriso sapeca.
Relutante, Haruto provou um pouco.
"É mais doce do que eu lembrava," ele admitiu.
E enquanto Ayaka lhe dava outra colherada, Haruto percebeu que certas coisas nunca ficam mais fáceis — especialmente a doçura que ela trazia para sua vida.
— Almeranto: Realmente, esse capítulo é tão doce que chega a derreter kkkkkkkk.
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