SESSÃO 3
51 - Iluminados por Fogos de Artifício
"Ufa, eu comi demais" disse Saki, largando seu peso de forma mole contra o encosto da cadeira dobrável.
"Talvez aquela última banana tenha sido um pouco pesada."
Ao lado de Saki, Ayaka também falou com uma voz levemente desconfortável, esfregando a barriga com uma das mãos.
"Sobremesa é outra história, mas acho que dessa vez eu realmente exagerei um pouco."
Vendo as duas garotas sofrendo com o estômago cheio, Haruto voltou o olhar para a churrasqueira com um sorriso irônico. Sobre a grelha estavam espalhadas cascas de banana que tinham queimado um pouco, ficando pretas em alguns pontos.
Depois de se fartar de carne, frutos do mar e vegetais, até para Haruto, um garoto do ensino médio com grande apetite, uma banana como sobremesa era quase demais.
A calda de chocolate deixava tudo ainda mais doce, o que talvez fosse uma das razões pelas quais ele se sentia tão cheio.
Então Haruto comeu apenas uma banana grelhada. No entanto, as duas garotas ao lado dele comeram três cada. A obsessão das garotas por doces é assustadora.
Enquanto Haruto pensava nisso, ele de repente sentiu um puxão na manga.
"Hmm? O que foi, Ryota?"
Haruto virou-se para Ryota, que estava puxando seu braço, e falou de forma impaciente.
"Ei, ei. Já está pronto para os fogos?"
Ryota parecia morrer de vontade de acender os fogos que Haruto havia comprado o mais rápido possível.
Ao ouvir as palavras de Ryota, Haruto levantou o olhar para o céu.
Ainda era entardecer quando começaram o churrasco, mas agora a noite havia caído completamente, e estava totalmente escuro ao redor.
"Sim, vamos fazer os fogos. Mas antes precisamos limpar as coisas do churrasco."
Dizendo isso, Haruto voltou sua atenção para a mesa dobrável.
Bandejas com carne, frutos do mar e outras coisas estavam espalhadas ali.
Quando Haruto se levantou para limpar, Ikue chamou por ele.
"Otsuki-kun, você só precisa levar os pratos e bandejas. Eu cuido da limpeza e do resto."
"Sério? Mas..."
Haruto e Saki também estavam participando do churrasco, então eles haviam preparado muita comida. Isso significava que inevitavelmente tinha muita louça para lavar, como as bandejas.
Além disso, havia a grade do fogareiro e o carvão para limpar.
Haruto ficou hesitante ao pensar em tudo isso.
Shuichi, de bom humor após beber álcool, disse com um grande sorriso e o rosto levemente avermelhado:
"Não se preocupe com isso. Deixem a limpeza para nós, os adultos, e vocês, crianças, podem brincar à vontade!"
Shuichi riu feliz, "Hahaha", com uma cerveja na mão.
Haruto lançou um olhar ligeiramente preocupado para Ikue, já que Shuichi estava começando a parecer um pouco bêbado.
Ikue sorriu ao perceber o olhar de Haruto.
"Você realmente não precisa se preocupar. Além disso, quero que você brinque com o Ryota."
"Okay. Agora, Ryota, vamos começar os fogos depois de guardar os pratos."
"Tá!!"
Ryota assentiu com um grande sorriso, e Haruto pegou as bandejas e pratos com as duas mãos.
"Precisamos nos mexer também."
Vendo os dois começarem a arrumar, Ayaka e Saki se juntaram, movendo-se lentamente como bichos-preguiça.
Depois de guardar os pratos e deixar o restante da limpeza para Ikue e Shuichi, Haruto e os outros começaram imediatamente a preparar os fogos de artifício.
"Coloquem os fogos usados nesse balde."
"Devemos usar um isqueiro para acender? Ou talvez uma vela?"
"Acho que o que usamos para acender o fogo antes serve."
Ayaka carregava um balde de água com as duas mãos, e Saki perguntava como acender os fogos. Haruto então falou, segurando o isqueiro que usou para acender a churrasqueira.
"Ele tem cabo longo, então é fácil acender."
Haruto entregou o isqueiro a Saki e pegou o balde de água de Ayaka, que estava carregando com esforço.
"Obrigada, Haruto. Você pode colocar o balde ali no meio?"
"Okay."
"Mano, posso fazer esse primeiro?"
Ryota correu até Haruto, que havia colocado o balde no centro do quintal. Em sua mão ele segurava um foguetinho colorido de mão com listras rosas e douradas.
"Okay. Só não aponte para as pessoas, senão alguém pode se queimar."
"Tá!!"
"Ryota, vem aqui. Eu acendo para você."
Saki chamou Ryota com o isqueiro na mão.
Empolgado, Ryota observou enquanto Saki acendia o fogo.
"Ryota, não balance a ponta. Assim mesmo… acendeu."
Depois de confirmar que a pontinha tremulante estava acesa, Saki recuou um pouco para se afastar de Ryota.
Quando o fogo alcançou a parte com pólvora do foguetinho que Ryota segurava, ele começou emitindo pequenas faíscas. Então, logo depois, lançou faíscas brilhantes para frente como uma fonte.
"Wow!! Olha, olha!!"
"É lindo~ Vou tentar um também."
Saki pegou um foguetinho igual ao de Ryota e o acendeu.
Assim como o dele, fez um som de whoosh e uma cascata de faíscas desceu do foguetinho.
"É tão divertido fazer isso depois de tanto tempo! Vocês dois também deviam fazer logo!"
Ela estava tão empolgada quanto Ryota e incentivou Haruto e Ayaka.
"Sim, Haruto, você quer fazer junto?"
"Okay."
Ayaka segurava dois fogos e entregou um a Haruto.
Após receber o isqueiro de Saki, Ayaka acendeu seu próprio foguetinho imediatamente.
"Uau! É lindo!"
Os fogos de Ayaka eram um pouco diferentes dos de Ryota, que soltavam faíscas como uma fonte. Eles floresciam com faíscas como flocos de neve que estouravam suavemente.
Vendo isso, Ayaka olhou para Haruto com uma empolgação inocente.
"Olha, olha, Haruto! É tão bonito!"
Sua aparência animada era um pouco parecida com a de Ryota, e Haruto se aproximou dela com seu próprio foguetinho na mão, percebendo que eles eram realmente irmãos.
"Pode abaixar um pouquinho?"
"Assim está bom?"
"Sim, obrigado."
Haruto aproximou seu foguetinho da ponta do que Ayaka segurava.
O foguetinho de mão de Haruto, que recebeu fogo do dela, pulava e espalhava lindas faíscas por toda parte.
Uma noite de verão.
Faíscas coloridas dançam no quintal da família Tojo.
Todos sorriem ao observar os fogos que seguram nas mãos.
A brisa noturna suave é misturada com o leve cheiro de pólvora e, junto ao riso alegre, tudo fica gravado na memória como uma lembrança colorida.
"Olha, Ayaka. Estilo duas espadas!"
[Almeranto: Referências…]
"Hehehe, Saki está ficando empolgada demais."
"Mano! Esses fogos mudam de cor o tempo todo!"
"Ryota, depois desse, vamos tentar esse aqui."
Haruto e seus amigos se divertiam com os fogos, cada um do seu jeito.
Após terminarem de limpar o churrasco, Shuichi e Ikue sentaram lado a lado no deque de madeira, sorrindo enquanto observavam as crianças se divertindo com os fogos.
"É, isso é tão jovem e adorável."
"Tenho inveja de não ser mais jovem."
"É, mas ser adulto é divertido também, sabia?"
Dizendo isso, Shuichi colocou um pouco de vinho tinto na taça que havia trazido e entregou para Ikue.
"É verdade. Obrigada, querido."
Ikue sorriu e aceitou o vinho, levantando-o suavemente.
"Saúde."
"Saúde."
O casal Tojo beliscava queijo e salmão defumado, bebendo vinho e assistindo felizes ao show de fogos.
Segurando um foguetinho que espalhava faíscas finas como juncos, Haruto falou com Ayaka ao seu lado.
"O Shuichi-san e a Ikue-san parecem um casal ideal, não parecem?"
"Sério? Parecem?"
Ayaka desviou o olhar do foguetinho para seus pais sentados no deque.
"Acho que eles se dão bem, mas quando começam a ficar melosos, é meio demais pra mim."
"Haha, bem, é ótimo que eles sejam tão felizes juntos."
Haruto riu alto, e Ayaka sorriu de lado. "É meio constrangedor do ponto de vista de um filho."
Nesse momento, Saki apareceu segurando um foguete em forma de pistola.
"Ryota! Ryota! Vamos fazer esse juntos!"
"Sim!! Vamos!!"
"Beleza! Vamos ali acender!"
Saki se afastou um pouco de Haruto e Ayaka, mas enquanto se movia, ela lançou um olhar rápido para Ayaka, fazendo contato visual por um instante. Em seguida começou a brincar animadamente com Ryota e o fogo.
"Ei, Haruto. Que tal fazermos esse juntos?"
Dizendo isso, Ayaka mostrou a Haruto uma vela faísca.
"Uma vela faísca? Parece divertido, vamos fazer."
Haruto pegou uma das velas de Ayaka.
"Que tal ver de quem dura mais?"
Ayaka agachou enquanto fazia a sugestão.
Haruto sentou ao lado dela com um sorriso confiante.
"Beleza, eu aceito o desafio."
"Então, que tal o perdedor ter que fazer o que o vencedor mandar, na próxima prática de casal?"
Ayaka sussurrou suavemente no ouvido de Haruto para que ninguém mais ouvisse, a proximidade fazendo o coração dele pular.
"Qualquer coisa? Isso é um pouco..."
Dado que Ayaka já havia "confessado" seus sentimentos e até oferecido um travesseiro de colo, Haruto sentiu que deixar ela fazer "qualquer coisa" podia ser perigoso.
Ayaka deu um sorriso levemente provocador.
"Haruto, você acha que não consegue ganhar?"
"...Não, eu vou ganhar com certeza."
Provocado por seu lado competitivo, Haruto declarou sua intenção de vencer sem pensar.
"Então não tem problema, né?"
Ayaka sorriu docemente, e Haruto, sentindo que tinha caído na armadilha dela, assentiu.
"Okay, vamos acender ao mesmo tempo."
"Sim."
Haruto segurou o isqueiro na mão, e Ayaka, ainda agachada, aproximou-se dele.
Como precisavam acender os sparklers na mesma chama, a distância entre eles naturalmente diminuiu.
A proximidade, com seus ombros quase se tocando, fez o coração de Haruto disparar.
Suprimindo a empolgação dentro de si, Haruto acendeu a ponta do isqueiro.
Juntos, encostaram suas velas na chama ao mesmo tempo.
"Oh, acendeu!"
Ayaka disse suavemente, seus olhos brilhando de alegria.
Na ponta de cada vela, uma pequena bolinha vermelha começou a crescer como um broto.
Logo, os brotos tremeram enquanto se expandiam, ocasionalmente espalhando pequenas faíscas. Ayaka observou a bolinha de fogo, hipnotizada, pois ela parecia uma flor de peônia.
A bolinha crepitou e se intensificou, espalhando faíscas como agulhas de pinheiro.
A expressão de Ayaka se iluminou à medida que as faíscas voavam.
"É lindo, não é, Haruto?"
"É—uh!? É, é sim."
Haruto, levantando a cabeça para concordar, ficou momentaneamente sem palavras.
Bem diante de seus olhos estava o perfil de Ayaka, concentrada na vela.
Seu rosto, iluminado pelos estalos de luz do fogo, criava sombras delicadas e parecia ao mesmo tempo brilhante e etéreo.
Mas o que mais prendeu Haruto foram os olhos dela.
Nos olhos de Ayaka refletiam-se os belos fogos cintilantes.
"Ela é realmente... linda."
A chama da vela, refletida nos olhos da pessoa por quem ele se importava, era muito mais encantadora do que ele poderia imaginar.
Haruto silenciosamente desejou que a vela continuasse acendendo seu rosto para sempre.
Mas, claro, tal desejo não poderia se realizar. A vela antes vibrante começou a enfraquecer, sua luz ficando fina como fios frágeis de salgueiro.
Ao mesmo tempo, o rosto de Ayaka ficava suavemente iluminado, agora tênue e efêmero.
"Ah... está acabando."
A voz triste de Ayaka combinava com os últimos lampejos de sua vela.
Com um leve, suave tremular, as pequenas faíscas caíram da vela dela, perdendo sua força.
"...Oh."
A vela de Haruto estalou mais uma vez, como um crisântemo espalhando suas pétalas, antes de a bolinha de fogo cair no chão e desaparecer.
"Acabou, né?"
A vela de Ayaka também se apagou apenas instantes depois do dele.
Banho de luz suave da lua, Ayaka sorriu calorosamente e olhou para Haruto.
"Eu ganhei."
"... É. Por favor, seja gentil comigo."
"Fufufu, fico pensando no que vou fazer você fazer."
Ayaka sorriu de forma travessa, como uma criança prestes a aprontar uma brincadeira, e Haruto retribuiu com um sorriso sem graça.
Lá no fundo, ele não pôde evitar sentir um pouco de animação sobre o que ela poderia pedir.
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