SESSÃO 1
11 - Contrato por Prazo Determinado
Haruto continua preparando o jantar, sorrindo de forma constrangida com a piada do pai de Tojo.
Ryota, que estava brincando com a mãe, corre até ele.
“Ei, você vai jantar com a gente hoje, né?”
“O quê?! Ah...”
Haruto fica sem palavras com as palavras de Ryota.
Agora que penso bem, prometi que jantaríamos juntos da próxima vez.
Naquele momento, Haruto achou que nunca mais seria chamado pela família Tojo.
No entanto, agora que foi chamado novamente, seria doloroso para ele quebrar sua promessa com Ryota.
Enquanto Haruto pensa em como responder, o pai de Tojo, que estava ouvindo a conversa, intervém.
“Isso é ótimo! O que acha, Otsuki? Se não for muito incômodo, por que não vem jantar conosco?”
“Não é incômodo, mas estou aqui a trabalho, então...”
Haruto hesita, e Ikue diz com um sorriso.
“Ah, está tudo bem, Otsuki. Eu já disse antes, você é colega de classe da Ayaka, então fique à vontade.”
“Mas, sabe... não é estranho para a Tojo-san?”
“Eu não me importo nem um pouco!”
“Tudo bem.”
O pai e a filha respondem às palavras de Haruto ao mesmo tempo.
É natural, afinal, ambos são “Tojo”.
Depois que suas vozes se sobrepõem, o pai olha para a filha e ri: “Hahaha.”
“Otsuki-kun, se você me chamar assim, eu não vou saber de quem está falando. Afinal, todo mundo aqui é chamado de ‘Tojo-san’.”
O pai de Tojo disse com um olhar brincalhão.
“Aliás, meu nome é Shuichi. Chamar de ‘Tojo-san’ é confuso, então me chame pelo nome de agora em diante.”
Embora confuso com as palavras dele, Haruto concordou com o pedido de Shuichi.
“Ah, entendi, Shuichi-san.”
Shuichi assentiu satisfeito com a resposta de Haruto.
“Então... não se importaria se eu jantasse com vocês, Shuichi-san?”
“Claro que não!”
Haruto deu um sorriso sem graça diante da resposta imediata de Shuichi.
“Tojo-san... ah... seria certo se a Ayaka-san também estiver de acordo?”
Haruto começou a chamá-la de “Tojo-san”, mas quando Shuichi arqueou as sobrancelhas em diversão, dizendo “Hmm?”, ele trocou para chamá-la pelo nome.
“S-sim. Tudo bem também.”
Ela cora um pouco ao responder, sem estar acostumada a ser chamada pelo nome por um garoto.
É verdade que, na escola, ela sempre está cercada por meninas, e Haruto quase nunca a viu conversando com um garoto. Mesmo que conversasse, seria apenas para dar avisos de classe, e não havia nenhum garoto na escola de Haruto que a chamasse pelo nome em tal situação.
Haruto teve permissão para chamá-la pelo nome, como se tivesse sido aprovado pelos pais dela.
Qualquer garoto normal teria gritado “Banzai” três vezes e dançado enlouquecidamente por três dias e três noites. Mas Haruto estava preocupado com algo bem sério: será que é certo jantar na casa de um cliente durante o expediente, mesmo que seja só um trabalho de meio período?
[Almeranto: Minha cabecinha aqui pensou em cenas muito engraçadas kkkkkk.]
No entanto, o sorriso puro e inocente de Ryota dissipou todas as suas preocupações.
“Você vai jantar com a gente hoje, né?”
Pelo rumo da conversa até agora, Ryota de alguma forma sentiu que Haruto realmente jantaria com ele.
Ele diz isso com um grande sorriso, enquanto puxa levemente a barra da camisa de Haruto na cozinha.
Haruto, rendido ao sorriso de Ryota, se agacha e acaricia sua cabeça, dizendo: “É isso mesmo. Vamos jantar juntos hoje, Ryota.”
“Yay!!”
“Certo, ainda falta um pouco para a comida ficar pronta, então espere mais um pouquinho.”
“Tá bom!”
Ryota balança a cabeça vigorosamente às palavras de Haruto e volta para a mãe na sala de estar.
Haruto, confortado pelo sorriso de Ryota, se anima para servir à família Tojo o melhor jantar possível.
O jantar de hoje é macarrão com creme de limão, potage frio e salada caprese. É um prato refrescante que pode ser apreciado até mesmo em uma noite quente de verão.
Haruto corta a abóbora para o potage em pedaços pequenos e a coloca no micro-ondas. Enquanto isso, prepara o aspargo para o macarrão, esfregando com sal, corta os tomates e os coloca no freezer.
Observando-o cozinhar, Shuichi diz admirado.
“Quem te ensinou a cozinhar, Otsuki?”
“Aprendi com minha avó. Não só a cozinhar, mas todos os trabalhos domésticos, como limpar e lavar roupa, aprendi com ela.”
“Entendo. A avó de Otsuki parece ser uma pessoa maravilhosa.”
“Obrigado.”
Haruto faz uma reverência a Shuichi.
Para Haruto, sua avó é sua mestra em todas as tarefas domésticas, e quando sua mestra é elogiada, o canto de sua boca se eleva naturalmente, como um discípulo orgulhoso.
Algum tempo depois, Haruto terminou de cozinhar tudo, e o jantar para cinco pessoas foi disposto sobre a mesa de jantar.
“Uau! Parece que estamos em um restaurante italiano!”
O rosto de Ikue se iluminou ao ver os pratos na mesa.
“Obrigada, Otsuki. Vamos comer todos juntos.”
Às palavras de Shuichi, todos da família Tojo se sentaram à mesa. Haruto se juntou a eles, um pouco hesitante.
“Então, vamos comer.”
Shuichi disse, juntando as mãos, e todos o acompanharam, dizendo “Itadakimasu.”
Ryota então pegou rapidamente o garfo, enrolou o macarrão com creme e começou a comer.
“Está delicioso!! Mano, isso está muito bom!!”
“Oh, Ryota. Coma devagar. Vai engasgar.”
Ryota enchia a boca com o macarrão cremoso tão rápido quanto engolia um gole de bebida, e Ikue o repreendeu.
No entanto, Ryota estava tão concentrado na comida que as palavras da mãe nem chegaram a seus ouvidos, e já havia muito pouco restante em seu prato.
Tinham se passado apenas três minutos desde que começou a comer, mas Ryota já estava prestes a terminar sua refeição, e Haruto, o chef, sorriu.
“Ryota, tem mais porções preparadas, então pode comer devagar.”
“Sério?! Quero mais!!”
Os olhos de Ryota brilharam ao ouvir as palavras de Haruto.
Ayaka, olhando para o prato do irmão, o repreendeu.
“Não, Ryota. Se quiser mais, tem que terminar tudo direitinho.”
“Ah, tá bom!”
Diante da advertência da irmã, Ryota se esforçou para terminar o restante do macarrão com o garfo.
Enquanto Haruto o observava sorrindo, ouviu uma voz tímida ao lado dele.
“Otsuki, será que eu poderia repetir?”
Quando Haruto olhou para Shuichi, o dono da voz, viu o prato completamente vazio.
Parece que o pai terminou de comer antes de Ryota.
[Almeranto: Caraca, pro Suichi terminar de comer antes do Ryota que tava desesperado, ele deve ter virado um aspirador 220V kkkkkkk.]
“Sim, claro.”
“Sério?! Então vou querer mais uma porção.”
“Ah! Pai, não vale! Eu também quero repetir!!”
Ryota, que havia terminado tudo conforme as ordens da irmã, estendeu o prato para Haruto, sem querer ficar atrás do pai.
Haruto pegou o prato com um sorriso sem graça e foi até a cozinha a pedido da família Tojo.
Pensando no apetite crescente de Ryota, Haruto achou bom ter preparado comida extra, e serviu segundas porções para os dois.
Quando trouxe as porções adicionais para Ryota e Shuichi, ambos sorriram amplamente.
Como era de se esperar de pai e filho, reagiram do mesmo jeito, e Haruto ficou impressionado com o quanto pareciam cachorros.
Shuichi seria um golden retriever, e Ryota um shiba inu em miniatura. Imaginando os dois abanando o rabo com entusiasmo diante da comida deliciosa, Haruto mordeu o lábio para não rir.
“Ufufu, até vocês comerem tanto assim, não tem jeito.”
Ikue disse com um sorriso divertido diante da reação dos homens.
“Você não consegue esse sabor nem em restaurantes caros. Concorda, não é?”
“Sim, esse potage está muito suave, perfeitamente temperado e delicioso.”
“Obrigado. Fico feliz que tenha gostado.”
Enquanto Haruto agradecia educadamente, Ikue perguntou com curiosidade.
“Ei, ei, Otsuki-kun. Qual é o seu prato especial?”
Shuichi e Ayaka o olham com interesse diante da pergunta de Ikue.
Ryota parece ser o único que não ouve nada ao redor, completamente imerso na comida diante dele.
“Sim... o hambúrguer do outro dia é um dos meus pratos especiais...”
Haruto sabe preparar uma grande variedade de pratos japoneses, ocidentais e chineses, mas como sua mestra — sua avó — era boa em comida japonesa, naturalmente muitas de suas especialidades também são japonesas.
“Acho que sou bom em pratos japoneses como nikujaga e chikuzenni.”
Ambos são pratos que sua avó costumava fazer quando ele era pequeno, então são familiares para Haruto.
“Eu gostaria de provar o nikujaga do Otsuki algum dia...”
“Oh, minha nossa, Ayaka, o Otsuki conquistou seu estômago?”
“O quê! Ei, mãe! Não diga coisas estranhas!”
“Hehe, desculpe.”
“Ah, poxa...”
A filha faz bico com as palavras provocativas da mãe.
“Mas eu também gostaria de provar mais da comida do Otsuki no futuro.”
“Sim, concordo com você.”
Ikue concorda com as palavras de Shuichi.
“Então, Otsuki.”
Shuichi se vira para Haruto e tira um pedaço de papel da prateleira atrás da mesa de jantar, colocando-o sobre a mesa para que Haruto possa ver.
“Este é o folheto para um contrato fixo...”
“Sim, estamos muito satisfeitos com o seu trabalho doméstico. Portanto, de agora em diante, gostaríamos de firmar um contrato regular com você como nosso responsável fixo pela casa.”
Haruto fica surpreso com as palavras de Shuichi.
“Ah... muito obrigado. Fico muito feliz.”
“Que isso! Nós é que temos que agradecer.”
“Isso mesmo. Contamos com você daqui pra frente.”
Shuichi e Ikue disseram sorrindo.
Haruto olhou para Ayaka como se quisesse confirmar a situação, e ela, com a cabeça levemente abaixada, disse:
“Prazer em trabalhar com você, Otsuki-kun.”
“P-prazer em trabalhar com você também.”
Haruto se curvou, meio hesitante.
Haruto nunca imaginou que um trabalho de curto prazo se tornaria um contrato regular.
Ele havia começado a trabalhar meio período em um serviço de limpeza doméstica para juntar dinheiro para a universidade, mas nunca imaginou que a família da idol da escola fosse gostar dele a ponto de chamá-lo para casa durante as férias de verão.
Isso era tão inesperado para Haruto que ele tentou fugir da realidade limpando a boca de Ryota, que havia feito um bigode de sopa.
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