Volume 2 – Arco 1: O Teatro das Mil Faces
Capítulo 12: Ao Encontro das Asas
【キ】【ス】【シ】【ョ】【ッ】【ト】
— C-como? — questiona Yume vendo o sangue escorrer do pulso de Koi caindo ao chão criando uma pequena poça.
Amon caminha até sua mestre ferida, retirando um lenço de seu bolso, passando em volta do pulso dela como um torniquete provisório, — Armas, ou qualquer objeto criado por um ser humano não podem ferir Numens, quem dirá uma personificação de um deus, como a senhorita Koi é.
— Senti algo diferente desde o momento em que tu entraste aqui com tal arma embrulhado em papel sujo — mesmo sangrando, Koi observa a lâmina de tal espada segurando com a outra mão.
— Então… essa espada é feita da mesma forma que as armas da segurança pública? — pergunta Yume, levando a mão ao seu queixo de forma pensativa.
— Talvez…
— Vós estão deveras equivocados pequenos servos, tal lámina me é familiar por alguma razão… só não consigo me recordar — diz Koi, fazendo uma expressão emburrada, abaixando suas sobrancelhas e cerrando seus olhos, tentando se forçar a lembrar.
— Parando para pensar agora, as armas que eu vi dos Abutres e da segurança pública emanava a mesma energia de um Filho Perdido, mas… eu não consegui sentir nada dessa vez — sussurra Yume, cruzando os braços.
— Existem Filhos Perdidos do qual a propriedade pode ser exatamente isso, identificável para outros Numens — comenta Amon, terminando o torniquete no pulso de Koi, mas rapidamente sente uma leve dor na parte de cima de sua cabeça — Autch!
— Tu não me escutou servo!? Eu lhe falei que não se trata de uma arma comum feita com pedaços de outros seres divinos, mas sim algo além disto — exclama Koi, após dar um tapa de representação em Amon.
— Oh, eu… eu sinto muito, fiquei tão focado em parar o sangramento que não consegui ouvir quase nada.
Koi suspira, levando novamente sua mão até a cabeça de Amon, mas dessa vez o retribuindo com um leve cafuné, — Dessa vez eu irei lhe perdoar nobre servo, no entanto acredito que agora me recordei o que isto me lembrava.
— E o que seria?
— Vocês falsos humanos possuem habilidades chamadas Bakemonos, certo? — questiona Koi, mas sem dar tempo suficiente para alguém responder, conclui — Esses Bakemonos são dons herdados a imagem e semelhança da partícula do ser divino que há em cada um de vocês.
— Onde quer chegar pequena Koi?
— Tal espada não se trata de uma partícula de um ser divino, ou de um Bakemono, mas sim a mais pura energia de um Don de um deus.
Koi larga a espada no chão, crescendo um assustador sorriso de orelha a orelha com seus olhos brilhando como as de um predador que acabará de farejar sua presa, caminhando com passos pesados até a porta de saída da sala.
— Então há um deus envolvido nessa história.
— Não vamos perder tempo, não quero deixar escapadas tal oportunidade, serva novata me leve até essa garota, finalmente posso ter a chance de encontrar algo concreto depois de centenas de anos… não, milhares de anos!!!
— Senhorita Koi! Por favor, espere! — Yume se impulsiona para frente dela, ficando de costas para a porta impedindo a passagem, seu corpo agiu sozinho, talvez ela soubesse o que poderia acontecer a seguir.
— Ahñ? O que foi serva novata? Saia da minha frente e nos guie até essa garota.
— Eu não acho certo ir dessa forma sem ter cem por cento de certeza sobre isso, olha não acha melhor investigar antes de agir senhorita? — exclama Yume, com uma gota de suor escorrendo por sua testa.
— Já tenho completa certeza que dessa vez é um deus, não precisamos de mais nada.
— Por favor senhorita Koi, me dê um tempinho para investigar antes, não devemos agir por impulso dessa forma — insiste Yume, no fundo sabendo que algo poderia dar errado, Koi sempre foi centrada e justa em suas ações, mas quando se empolga, pode acabar exagerando em seus atos.
— Ora, sua serva…
— Ela tem razão, pequena Koi — Amon se aproxima das duas, após pegar a espada do chão e colocá-la na bainha novamente — da última vez que você tinha certeza era apenas um ser divino de grau baixo.
— Como!!! Err, naquele caso foi apenas um equívoco — assegura Koi, cruzando os braços fazendo um bico com a boca de forma emburrada.
— De todo modo, Yume já se mostrou muito mais que confiável e determinada, podemos deixá-la investigar um pouco antes de pular de cabeça nisso, afinal também estamos ocupados tentando descobrir mais sobre o “Asas do Diabo”, ou esqueceu que estávamos falando disso antes daquela humana aparecer pedindo ajuda?
— Nygrrr! Ah está bem, tu me convenceu — exclama Koi, virando seu olhar para Yume novamente — deixo a ti tal trabalho enquanto eu e meu grande servo estivermos ocupados, nos informe a qualquer novidade sobre tal ser divino.
Yume suspira aliviado, acenando com a cabeça, se curvando em seguida em agradecimento, — Não irei desapontar.
— Leve seu presente, talvez seja útil a você — diz Amon que devolve a espada a Yume.
— Tudo bem, hoje mesmo eu inicio a investigação.
— Nada disso — exclama Amon que coloca as mãos nos ombros de Yume — Você não dorme a dois dias, não adianta nada investigar se você não estiver pronta para se defender, vai dormir, agora!
— Ahñ? Mas eu…
— Nada de mas, ou mais, apenas vai pro seu quarto agora — diz Amon a empurrando para fora da sala, com calma.
Após ela estar do lado de fora, Amon fecha a porta na frente dela, que permanece confusa com a espada em seus braços e uma expressão confusa e cansada.
— O que deu nele? — Yume massageia seu ombro levemente — No entanto, talvez ele esteja certo…
Yume caminha até as escadas voltando ao andar dos Numens abrigados para enfim descansar após todo o trabalho que teve nos últimos três dias.
Enquanto isso, ainda na parte de dentro da sala Amon suspira se virando para Koi novamente com uma expressão leve.
— Você conseguiu distinguir que era um don de um ser divino apenas por sentir a energia da espada?
— Ah, isso ajudou, mas não foi exatamente isso — Koi olha para seu pulso ferido — não querendo menosprezar vocês, até porque Bakemonos consegue me ferir, mas duvido que tu e a serva novata conseguiriam tão facilmente, mas tal lâmina cortou minha pele como se fosse papel, era impossível comparar com algo comum.
— Tem razão, você só passou o fio pelo pulso e sua pele cortou, de fato é uma arma poderosa.
— É seguro deixar com a serva novata?
— Ainda desconfia dela depois de tudo que ela fez? — comentou Amon de forma irônica, se aproximando de Koi.
— Tu sabes que não se trata de confiança querido servo — exclama Koi, se encostando na parede enquanto cruza os braços.
— Eu sei, mas acredito que vai ter mais utilidade com ela do que com a gente, afinal foi um presente entregue a ela, deve haver algum motivo.
— Ou talvez seja um localizador para descobrirem nossa localização e nos atacarem.
— Eu tenho mais do que certeza que se fosse esse o caso, você ficaria contente — Amon solta um leve sorriso, alongando seus braços.
— Certeiro como sempre — exclama Koi, apontando o dedo indicador para Amon — Mas o que pretende fazer agora?
— Não é óbvio? Acho que o melhor caminho que devemos seguir é visitar antigos conhecidos.
— Antigos conhecidos? Espera, você não está falando daquela dupla insolente né? — A expressão de Koi muda para um olhar incomodado e irritado.
— Quem mais seria? Sei que você não gosta deles, mas não são pessoas ruins.
— A garota de olhos de raposa tem uma aura estranha e parece que quer ter o controle de tudo a todo o momento, não a vejo como um problema, mas… aquele maldito ser insignificado.
— Está falando do Erisu? Nunca entendi muito bem a raiva que você sente por ele.
— Aquela criatura ousou em me tocar! E zoar com minha cara, além de ter dito na minha frente que odiava aranhas! — Emburrada, ela se afasta da parede caminhando até a porta — motivos tenho de sobra para odiá-lo.
— De todo modo, é dele que precisamos agora, talvez ele nos mostre o horizonte para o mistério que está bem a nossa frente — diz Amon que ajusta sua gravata, respirando fundo — afinal, sabemos que esses seres divinos a solta foi obra da Asas do Diabo, só precisamos encontrá-la.
— Tu fala como se já conheceste tal ser.
— Ela é quase uma lenda, uma das Numens mais procuradas em todos os distritos, se não for de fato a mais procurada, ninguém sabe seu rosto, ninguém sabe o que seu Bakemono faz, somente existem registros dela porque ela quis deixar — Amon caminha logo atrás de Koi — mas de uma coisa temos certeza, ela consegue abrir portais que liberam esses deuses, precisamos descobrir como ela faz isso, e para-lá no processo.
— Confesso-te meu servo que até mesmo eu estou curiosa de como ela possui tais habilidades… mas espere, como sabe que tal ser é uma fêmea?
— Relatos e gravações, “uma mulher bela com olhos profundos que penetram na alma”, somente esse detalhe existe em todos relatos falados.
— Tu acabaste de descrever a garota de olhos de raposa.
— Talvez, mas seria impossível ser ela, isso eu garanto — diz Amon, após dar uma gargalhada.
— Bem, eu odeio perder tempo, então vamos parar de enrolar e ir, caro servo — diz Koi, abrindo a porta à sua frente.
— Para um deus, você é bem ansiosa, pequena Koi.
— De onde eu vim era comum ouvir que não precisava ter pressa para nada, já que somos imortais, mas agora que sou livre para fazer qualquer coisa, quero aproveitar cada segundo, apenas isso querido servo.
— Pois bem então… vamos ao encontro do garoto Erisu.
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