Trauma Longínquo
Capítulo 82: Calamidades
Oito anos atrás, domínio parlamentar
— Os métodos não importam, se algum de vocês reunidos nesta mesa tem alguma objeção contra isso... — Lumakina sorriu perversamente. — preciso me desculpar, mas realmente não faz diferença para mim, afinal esse projeto já praticamente se iniciou e tudo está ocorrendo como eu bem planejei.
Os 3 representantes reais de cada país estavam em seus acentos com faces tensas, o chamado domínio parlamentar era uma câmara onde tudo o que era dito ali ficava ali e era absoluto, uma pressão Aether e Vitalis envolvia esse espaço separado da realidade conhecida como Mythland.
Foi então que uma mulher com um lindo vestido prateado e orelhas pontiagudas levantou-se de sua cadeira para dizer: — Compreendo a sua conduta senhorita Lumakina, porém precisamos de uma confirmação. Talvez uma prova de que o seu poder é real, de que a sua proposta venha a trazer prosperidade para todo o mundo, afinal Zykron foi o reino que deu origem a tecnologia Vyer.
Os olhos carmesins de Lumakina viajara pelos fios de cabelos loiros da jovem Elka de vestido prateado.
— Isso mesmo, queremos fazer uma aliança com Zykron isso é um fato imutável, porém para isso precisamos ter plena confiança em você e sua nação, senhorita Lumakina.
A voz da vez foi a de um homem com um cabelo divido ao meio por duas cores, negro e carmesim.
Os olhos dele eram vazios, mas não um vazio escuro como um abismo sem fim, aparentava que dentro dos seus olhos milhares de galáxias estivessem reunidas, cores como roxo ou azul se misturavam lá dentro enquanto ele encarava Lumakina que com seus olhos carmesins e seu belo cabelo curto, deu um leve suspiro antes de levantar sua voz em resposta.
— É compreensível. Lagoon Olktrakion o rei de Vesperia e Bellkya Monthphrad a rainha de Seraph, ambos exigem de mim uma tal prova de que minha proposta seja de confiança, que honra. — Ergueu-se ela de seu acento com os lábios curvados em um sorriso sarcástico. — Já ouviram falar em... calamidades?
Os olhos de todos se arregalaram diante dessas palavras.
O espaço escuro do domínio parlamentar era repleto de partículas reluzentes, uma junção da energia Aether e Vitalis produzia os pequenos flocos luminosos pelo ar.
O terceiro representante parlamentar se levantou do acento revelando seu físico esguio e sua tonalidade de pele em azul marinho, seus olhos ambos de cores dourado e escarlate.
— Onde quer chegar Lumakina? tudo o que vi até agora foram palavras rebuscada e propostas que intervém na maioria dos direitos básicos da harmonia entre as raças. As calamidades são eventos catastróficos que só estiveram presentes nas escrituras sagradas. Sabe que sou o que mais tem sabedoria de tal escopo já que sou o rei de Obalka.
As pupilas vermelhas de Lumakina se estreitaram para o rei Azirius Obalka.
Foi então que ela mexeu seus lábios quebrando o silêncio ao redor da mesa opaca com sua entonação de seriedade perversa.
— Fatalli Calamità, esse é o nome da a minha habilidade. Só que eu fiz um apelido carinhoso, lâmina das calamidades longínquas.
Tum! Tum! Tum!
O coração de Lagoon.
O coração de Bellkya.
O coração de Azirius.
Os corações dos 3 pulsaram firmemente no instante em que as palavras de Lumakina penetraram seus tímpanos.
O som deles caindo sob a mesa foi suave, porém ao mesmo tempo perturbadoramente melancólico quando Lumakina lentamente se sentou em seu trono cruzando as pernas graciosamente.
Silêncio foi o que sobrou no breu repleto de estrelas reluzentes da câmara parlamentar.
— Só existe um ser capaz de parar essa lâmina de calamidades, aqueles que não tem nenhuma ligação com o que eu fui e sou hoje estarão fadados e caírem no mar de desespero absoluto perante a calamidade.
A voz de Lumakina se destorceu com o domínio parlamentar se desmanchando como uma pintura a óleo quando ela foi mandada de volta a seu castelo num simples piscar de olhosç
— Hmph. — Ela olhou os arredores imersa em pensamentos.
“Agora o acesso ao domínio parlamentar está restrito, apenas um espaço espiritual condensado por energias Aether e Vitalis, nada mais, ninguém poderá de fato entender qual foi a causa da morte daqueles 3 vermes. Não é como se fossem entender desde o início.”
Ela tinha muito mais com o que se preocupar no momento, afinal o projeto Vermiculus Lunae havia se iniciado um dia antes e ela por ventura havia dado uma pequena palinha desse projeto, porém de tal forma que a compreensão por parte dos 3 líderes fosse levemente manipulada é claro.
Passos. Passos. Passos.
Um homem com um terno escuro e algumas placas metálicas nos braços traçou o centro da grande sala do trono que era repleta de pilares banhados a cores aleatórias como amarelo ou azul.
Os lábios de Lumakina se comprimiram em incômodo a figura entrando na sala. — Algum problema Abatharon?
— V-Vossa majestade, a candidata Incis Katulis parece estar causando sérios problemas diante da primeira provação do projeto. — Abatharon tremia levemente ao se ajoelhar perante Lumakina e seu corpo apesar de robusto mal escondia isso.
A mulher sentada ao trono deu um suspiro, não de raiva ou alívio, mas sim de tédio. As duas pupilas dela vermelhas como sangue eram frias e vazias.
— Ela é a candidata mais frágil, porém tem um potencial imenso vossa majestade. Também há notícias de que a guilda R.O.U.N.D.S está iniciando uma missão de resgate para ela e também...
— Calado, Abatharon. — Irrompeu a voz de Lumakina.
O suor escorreu pelo terno escuro de Abatharon enquanto suas braçadeiras de metal pareciam pesar ainda mais. Diante de sua rainha ele sentiu cada átomo do seu ser vibrar em um medo absoluto.
Abatharon não ousou erguer a face em direção de Lumakina, porém sabia que havia algo sinistro que permeava ela e seu trono, uma aura ou energia que poderia esmaga-lo com um simples estalar de dedos.
“Isso vai muito além de Vitalis ou Aether, é bizarro. Está tomando conta de todo perímetro. Por que a rainha Lumakina está liberando essa pressão toda?!”
Foi então que Lumakina levantou sua entonação novamente.
— Sua preocupação carece de sentido. Incis Katulis é especial, Grim traiu os R.O.U.N.D.S como voto de confiança e nos entregou ela afinal seu sangue é o mesmo que de Kaylleon, um dos usuários de Vitalis mais poderosos atualmente. Abatharon, sabe bem que o sangue de Incis Katulis por esse motivo é melhor que o de muitas crianças que coletamos.
— M-Mil perdões vossa majestade, entretanto... — Abatharon sentiu o suor gélido escorrendo por dentro de seu terno e seus ombros pesando. — estou me referindo ao DNA vampírico.
As sobrancelhas da mulher ao trono levantaram. — O que quer dizer com isso?
— O DNA de Incis Katulis conseguiu entrar em uma escala de mais ou menos 50% de sincronia com o DNA vampírico e por causa disso...
— Diga logo!
— Ela está devorando partes de alguns cadáveres das crianças que não sobreviveram a última provação.
O silêncio pairou sob a sala do trono.
Lumakina levantou, suas vestes de couro vermelhas com preto estalando levemente com o movimento, eram tão coladas que dava perfeitamente pra ver o quão bem formadas eram suas curvas e os músculos sutis na parte do abdômen enquanto suas coxas pareciam querer estourar pra fora ambas apertadas por cintos vermelhos.
Mas Abatharon nunca pensara em admirar a mulher de salto-alto que se aproximara dele vestida com essas roupas tão lascivas ele na verdade ficou ainda mais tenso com o som dos passos dela traiçoeiramente calmos... chegando cada vez mais perto até estar próxima o suficiente para ordenar em um tom firme: — Abatharon, chame Grim até aqui.
“O novo membro da Noct, Grim, foi ele o responsável por trazer Incis até aqui. trair os R.O.U.N.D.S só pela confiança da rainha Lumakina, aquele homem carrega problemas pra onde quer que vá.”, ponderou Abatharon com sua cabeça baixa encarando os calçados cor de obsidiana da rainha.
— E também diga a Kaizer, que Melize Hozarik está totalmente apta pra ser a próxima membra. Ela ainda sabe quem sou, nos conhecemos a muito tempo atrás, mas sua mente e seu corpo agora são como aço. É assim que tem que ser.
[Melize Hozarik]
— Skill On Sosa!
A fumaça azulada me envolveu eclodindo em puro vigor pelas fibras do meu corpo.
Renard Shadoky se mostrara como um inimigo interessante, entretanto não lhe restara mais nada além da morte quando cruzou meu caminho, era apenas o meu dever acabar com isso de uma vez.
O chão, as paredes, meus ossos e até meus órgãos internos estremeceram com o que minha Skill acabara de fazer.
Os pilares gigantes de pedra obstruídos pelo chão, a nuvem de poeira atrás de minhas costas se dissipando ao revelar a fonte do tremor consumindo os arredores.
[Uma Skill especial foi usada!]
[Você ressuscitou Antrophz como marionete dominante, todos os seus fios estão conectados a ele e seu HP também!]
Pude ouvir a voz rouca e dolorida de Renard expressar seu espanto diante da sua própria ruína. — I-Impossível.
[Seu HP descerá em 500 a cada 2 minutos!]
— Vou enterrar você e todos os seus amigos nos escombros desta Dungeon. — Exclamei no que ventos violentos sopraram pela minha retaguarda quando uma sombra cobriu meu corpo.
Sim esse era o meu poder, essa era a mina sina.
Erguendo minha mão como se estivesse comandando um exército dei uma ordem em tom alto e claro: — Eliminar.
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