Ultima Iter Brasileira

Autor(a): Boomer BR


Trauma Longínquo

Capítulo 112: Fantasia De Mentiras

 

 

[Zakio Sperr]

 

Antes que eu pudesse levantar minha mão em direção de Incis uma enxurrada de lâminas negras caiu sob nós afundando-se em qualquer coisa que estivesse em seu caminho, poeira subiu e o som de destruição engoliu o ambiente de tal forma que meus olhos fecharam e os ventos uivaram.

— I-Incis!!! — Meu grito por um segundo foi abafado e logo em seguida se espalhou nas alturas. — Mas o que?

Num piscar de olhos Incis estava me puxando pelo braço que levantei e ela perfurara o vazio dos céus provavelmente devido um pulo amplificado por seu Vitalis.

— Não temos tempo Zakio, você é o único que me sobrou agora! — Agarrando firmemente ela me girou como um tornado assim lançando-me para longe com todas as forças.

— MERDA, INCIS! — Os ventos rasgando ao meu redor e cortando a minha voz.

A silhueta da mulher de longos cabelos negros dançando aos ventos ficou distante com a força que me jogava para longe.

“Isso é loucura, ela havia desmaiado a poucos minutos atrás e está se isolando em um combate arriscado como esses?! No que caralhos você tá pensando Incis?”, rangi os dentes enquanto meus punhos se fecharam em confusão e raiva.

Os prédios ao meu redor se distorcendo enquanto a velocidade ao meu redor me fez aterrissar no teto de um deles derrapando até a beirada por pouco.

Uma vez em cima de um desses arranha-céus a preocupação em minha voz se assimilava com minha face que suava encarando à distância o combate de Incis e Eykrill que se iniciava na rua central. — Porra Incis não ferra com tudo numa hora como essas.

Os ventos ficaram agitados enquanto uma porção de impactos reluzentes começaram a eclodir da nuvem de poeira no meio daquele distante distrito residencial com prédios abandonados.

Apesar da situação atual ela nunca mudava, no fim já era de se esperar de alguém como Incis.

“As vezes ela parece até meio burra.”, murmurei internamente enquanto meus olhos carmesins tentavam acompanhar aquela maldita luta que... puta merda, mal dava pra entender o que estava acontecendo.

Passos! Passos! Passos! Passos!

E então outra coisa atraiu minha atenção, meus olhos se desviando para uma rua ao extremo sul onde se encontrava a praça de Seraph.

— Droga, eles já estão vindo aos montes. — Foi a única coisa que consegui dizer vendo o enorme tumulto de soldados Zypher marchando em alta velocidade parar dar de encontro com Incis e Eykrill. — Espera, ela já... — Meus olhos se arregalando no instante em que algo afiou meus reflexos.

Com um rápido passo para trás antes de girar meu corpo para a direita eu reagi contra algo que rugiu entre o vazio em minha direção.

Perfurando dois prédios e deixando destroços de concreto caindo das alturas aquela mulher retornou com um escudo reluzente e afiado que quase me lançou de cima do teto desse arranha-céu como se não fosse nada.

Minhas mãos firmemente agarradas na ponta do escudo enquanto gritei com as veias saltando minha garganta: — G-Gardenia! Sua desgraçada.

— Acham mesmo que vão sair impunes? Terroristas bastardos!

Nos entreolhamos por trás do escudo translúcido que irradiava poderosas ondas de energia Vitalis carmesim.

O olhar de pura ira dessa mulher não era nada de se brincar e nunca me passou pela cabeça que eu diria algo assim sobre alguém. Sempre me perguntei o que diabos o império fazia pra ter pessoas tão devotas a ele tendo em conta que a maior parte dos desgraçados que participavam dele eram como o meu pai.

— Foi mal senhorita, mas eu já passei por merdas demais pra acabar aqui. Eu tenho que proteger a minha capitã pirada até que encontrarmos o pai dela de novo! — Minha voz se distorceu no que entoei minha habilidade. — Skill On Radium Grothiés.

Estalos.

Estalos e faíscas tanto verdes quanto vermelhas ao nosso redor.

A energia Vitalis fluiu pelas minhas veias de uma só vez como uma explosão completa.

[Uma Skill foi usada!]

[Perdeu 545 de HP!]

[Radium Grothiés]

[Amplificação do atributo Força feita com sucesso!]

 No mero instante em que os painéis flutuantes sobrepuseram a face de Gardenia meus músculos tensionaram e minhas mãos apertaram ainda mais firme a ponta do escudo de Vitalis que logo começou a se rachar.

Senti meus olhos queimando quando puxei toda a energia de Gardenia com as duas mãos.

“Com apenas velocidade e defesa você ainda não pode destruir um tanque de guerra, capitãzinha de meia tigela!”, uma face orgulhosa estampou meus pensamentos.

Eu esmagadoramente lancei Gardenia para... o que?!

Quebra!

O escudo reluzente da minha oponente foi reduzido a cacos translúcidos rápido demais e minhas mãos puxaram o completo nada.

Ela riu de forma debochada lançando suas duas mãos para frente como se fosse conjurar algo em minha direção: — Tão tolo, tão tolo, tanta tolice me enoja. Onero.

Minha face ficando pasma quando um brilho púrpuro reluziu do centro das mãos dela.

GAAAAARGH!

Meus ossos vibrando, a luz me cegando e o estrondo crepitante penetrando até a parte mais funda dos meus tímpanos.

Meu corpo parou por um segundo e nesse mesmo instante fui atirado aos ares com sangue saindo dos meus ouvidos e boca.

Minha visão ficou borrada por um segundo.

[Você sofreu um dano crítico!]

Ficou borrada outra vez.

[Você sofreu um dano crítico!]

Outra vez!

 [Você sofreu um dano crítico!]

Três impactos consecutivos estremeceram cada fibra do meu ser, eu não consegui nem mesmo compreender o que foi isso, não, espere!

Minha espinha ardeu estridentemente durante os impactos em que colidi todas essas vezes contra paredes rígidas de puro concreto, meu corpo perfurou um prédio inteiro.

Minha pele ardendo ao ralar em contato com o chão áspero de um colossal estacionamento à medida que minha visão girou quando rolei pelo chão.

“Aquela Skill... aquele nome...”, minha mente tão instável quanto meu corpo apenas prestou atenção neste único detalhe.

— Zakio Sperr, é realmente curioso você ter células Anti-Vitalis em seu corpo e tal característica com certeza contribui para uma certa maestria em combates e impasses de diversos tipos, porém essa são as regras. O Onero é o seu predador absoluto.

A entonação confiante da tal capitã Zypher, Gardenia, reverberou entre os pilares de concreto do estacionamento fazendo-me erguer a cara suja de sangue do chão em direção a sua presença que adentrou o local pelo enorme buraco na parede que foi feito por mim.

Passo. Passo. Passo.

As botas de metal puro dela com adornos prateados em formatos de assas de dragão guiaram-na em minha direção calmamente.

— S-Sua vadia, e-então você domina essa maldita arte marcial também. Isso é impossível só Kaylleon e outros dois homens conseguiram ter alta aptidão física pra isso.

Minha voz rouca e molhada pelo sangue quase se enroscou na garganta e como resposta Gardenia sorriu com um olhar de desdenho.

— É realmente uma lástima Zakio Sperr, parece que se tratava de seu miserável destino acabar aqui afinal... — seus braços se ergueram e a postura ficou agressiva.

Tentei me erguer encarando-a firmemente.

Um bramido explosivo rasgou da minha voz ao pular em direção dela: — SUA DESGRAÇADA! VOCÊ SABE O PARADEIRO DO MEU PAI, NÃO É?! — Ignorando a dor pulsando entre meus músculos o meu punho desceu sob ela como um meteoro ardente. — ME DIGA DE UMA VEZ ANTES QUE EU QUEBRE TODOS OS SEUS OSSOS.

Ventania!

Os olhos de cores distintas da minha oponente deixaram um rastro brilhante no ar.

— Se deseja tanto assim tal informação, então deves se provar merecedor.

O corpo dela girou levantando sua perna direita com uma precisão cirúrgica que rebateu meu golpe com a parte de trás de sua bota metálica resultando num impacto que se dissipou pelo estacionamento acionando o alarme de diversos e diversos veículos estacionados nas proximidades.

De forma instintiva contra-ataquei cruzando meus braços ao empurrar todo o meu peso contra Gardenia.

Nhgh! — A capitã Zypher grunhiu sendo empurrada para trás por todo o peso do meu corpo de uma só vez.

— Seus escudos não foram tão rápidos dessa vez pelo jeito. — Exclamei chutando o chão com uma arrancada violenta em direção de um dos veículos nas proximidades.

O chão vibrou com a força exercida por tal movimento em soma as solas de metal de Gardenia em fricção com o piso o que fez faíscas saírem debaixo de suas botas.

Era irónico que o meu empurrão fosse até semelhante aos gigantes escudos de energia que ela criava, entretanto o meu escudo humano não conseguiria perfura-la como a mesma fazia só que poderia muito bem lança-la como um pedaço de lixo contra alguma superfície ou até melhor poderia esmaga-la.

— Sim! A minha habilidade Radium Grothiés que amplificou a minha força a alguns segundos atrás vai me permitir derrotar a promissora capitã Zypher Gardenia Vallvatya sem nem mesmo estar com a Etyranus em mãos.

— S-Seu verme, isto nunca seria o suficiente.

BAM! QUEBRA! QUEBRA!

O gemido de Gardenia foi devorado pela violência do estrondo quebradiço.

O som da pancada destrutiva que amaçou a lataria de um ônibus aleatório como se não fosse nada, as janelas de vidrou estourando.

Foi como música pros meus ouvidos saber que este som era resultado de um nobre de merda sendo esmagado por completo.

Tch! Tão tolo.

Ou talvez não.

Meus olhos se arregalando no momento efêmero em que eles se fixaram no escudo de energia Vitalis logo atrás das costas de Gardenia. Não foi o corpo dela que destruiu o ônibus, mas sim seu maldito escudo.

— Filha da!

ONERO!

Não tive tempo algum de reação e a voz dela já havia se sobreposto sob a minha no que suas duas mãos instintivamente agarraram cada lado de minha cabeça firmemente.

Meu coração parou por um segundo.

Com um simples movimento rápido e uma frase essa mulher quebrou quaisquer sentimentos que estivessem me dominando no momento e os reduziu para um mero arrepio sinistro percorrendo minha espinha, aquele raro sentimento aflorar em um frio na barriga novamente, o medo da morte.

A força gravitacional que se manifestou em distorções sob as duas mãos agarrando minhas têmporas iriam provavelmente retorcer meu cérebro, crânio e tudo o que houvesse ali dentro.

Essa arte marcial com um único nome e habilidade poderia ser muito mais mortal até mesmo que o próprio Lunge-Hei que eu e Incis dominamos quando mais novos e eu sabia disso melhor do que ninguém, afinal eu...

 

[Jack Hartseer]

 

Eu matei pessoas, tantas que nem mesmo daria pra contar.

Talvez essa fosse a frase que Abyssus tanto desejasse que eu dissesse em voz alta esse tempo todo até por que eu só estava confinado nessa sala branca por causa disso.

“Mais de 300 pessoas, matei mais de 300 não foi?! Esse é o motivo. Sim, faz sentido eu estar sendo punido afinal eu sou um assassino.”, meu olho arregalado com veias saltando nos cantos encarava minhas próprias mãos tremulas.

Antes de ficar estático no centro dessa sala silenciosa eu já havia tentado correr em direção a porta numa tentativa miserável de fugir mais de 20 vezes só que isso sempre resultava na mesma coisa e eu voltava para o mesmo ponto onde estava.

Algo estava errado, tinha que estar ou pra ser mais exato tinha algo de errado comigo.

Uma prisão de alta segurança pra manter um garoto como eu, isso fazia sequer sentido?

Não, não podia ser mentira se chegou em um ponto tão extremo como esses.

— Eles tinham até algumas provas, certo? — Pensei em voz alta cobrindo o único olho que me restara com a mão apenas para me encontrar na completa escuridão. — Talvez eu seja realmente o culpado e Incis, Zakio, Akira, todos já tenham aceitado isso também.

De qualquer modo não havia por que me lamentar, não é?

Pinga. Pinga.

— M-Mas o que? — Retirei a mão de meu olho para perceber que ela estava um pouco molhada. — Lágrimas.

Que bobo da minha parte, eu não era mais uma criancinha pra ficar choramingando assim. Chega disso Jack, apenas pare.

— E-eu já passei por tantas coisas, não tem por que chorar... por causa disso. — Minha voz solene se enroscava entre o choro enquanto meu nariz começou a ficar entupido.

“Não há nada que possa ser feito mais, é apenas isso, não tem por que chorar, não tem por que se lamentar tanto... é apenas assim que as coisas funcionam e se eu causei tanto mal aquelas pessoas que assim seja caramba!”, rangi os dentes ao cair de joelhos.

Era óbvio que depois daquelas descargas de energia para quebrar minhas células Vitalis o meu corpo todo fraquejava com dores, porém o meu peito parecia doer muito mais do que todo o resto depois que comecei a pensar melhor nisso tudo.

Não havia companheiros aqui, não haviam os poderes incríveis que poderiam me permitir superar os limites e apenas a mais crua e ardente dor era o que pulsava em meu ser.

[A síndrome de Tenebris se expandiu em 5%]

Os painéis brilhantes que se assemelhavam aos sistemas de RPG’s que eu costumava jogar nesse momento haviam finalmente feito sentido pra mim, eles não eram algo pra ser apreciado como “nossa que legal” ou “isso se parece com tal jogo!”, mas sim eram feitos pra mostrar que apesar de sua aparência esse mundo não passava de uma mentira.

— S-Seus mentirosos! Incis, Zakio, Akira, S-Senhorita Hordrik! — Eu soquei o chão enquanto as lágrimas caiam do meu olho. — Vocês estavam comigo esse tempo todo, mas e agora? Estão me ouvindo?! De que serve esse sistema inútil também! Eu quero voltar pra casa, eu não quero mais viver em um mundo assim. Que se dane o império Zykron, que se dane tudo.

Esses poderes surreais, sistemas governamentais, paisagens lindas... não importa como esse mundo fosse a tristeza sempre chegaria em algum momento e junto dela talvez a dor também.

Estive fantasiando sobre um mundo paralelo quando estava na terra, mas nesse momento o meu maior desejo era que essa fantasia chegasse ao fim.

— Me tirem daqui! Eu quero sair daqui, eu não sou o protagonista de uma Novel! Eu não sou ninguém, me devolvam a minha vida normal, devolvam as minhas memórias porra.

Que feio, parece que algumas das suas manias nunca mudam, Jack.

A voz modulada e crepitante de antes que me puxou do completo surto fazendo-me levantar a face em sua direção de forma quase que automática.

Ele estava novamente diante de mim com sua postura relaxada e as mãos escondidas nos bolsos da calça Jeans sofisticada, apesar de ter o mesmo rosto que o meu nesse momento a sua expressão era muito divergente da minha e pra falar a verdade isso já era comum.

Um sorriso que curvava seus lábios de bochecha a bochecha e os olhos reluzindo duas luzes douradas tão fortes que se pareciam com dois faróis no lugar dos globos oculares.

— Abyssus... — Me ergui lentamente antes de fixar o olhar novamente na face dele. — agora eu acho que entendo, eu entendo tudo.

Ele levantou uma das sobrancelhas como resposta.

Não compreendo, do que fala?

— Não há mais ninguém, não tem saída.

Então no fim toda essa blindagem que criou ao seu redor de acordo com as experiências que teve eram tão fáceis de se quebrarem que apenas um pouco de dor lhe fez cair de joelhos e desistir. Que patético.

O sorriso dele era sincero demais, emanava a mais pura verdade.

— Não é disso que eu falo. — Cortei ele no momento em que seus lábios iriam proferir mais asneiras. — Você mesmo me disse isso várias e várias vezes, não foi? Eu sou você e tu és eu.

Abyssus prendeu a respiração por um segundo o que fez seus ombros subirem um pouco e relaxarem quando ele expirou o ar denso para fora.

A face dele pela primeira vez esboçou algo além do sorriso perverso que me apresentava 100% das vezes e dessa vez se retorceu era uma expressão digamos que um pouco... pasma.

Não seja idiota, você não faria isso, não agora no estado em que está.

— Foi você que me disse essas coisas. No fim o único que não mentiu pra mim foi você Abyssus. — Meu olho ainda molhado de lágrimas se fixou profundamente no meu Alter Ego que pela primeira vez demonstrou uma postura hesitante somada a um tom de voz cauteloso perante minha presença.

I-isso não adiantaria em nada de qualquer modo, parece que a síndrome está te deixando mais louco do que o esperado seu moleque idiota. — Quando a voz dele cessou um grunhido instintivo saiu de sua garganta. — Ughn! M-Mas o que?

Em um piscar de olhos minhas mãos almejaram o pescoço magro de Abyssus firmemente, minhas unhas se afundavam em sua pele fria.

— Foi você, o culpado e você é eu.

Hoh... — Os olhos dourados de Abyssus se fixaram em mim enquanto o seu sorriso maléfico surgiu novamente. — Pfff! Hahahaha! — A risada dele se distorceu e modulou de forma bizarra pelo ambiente como se tivesse saído de algum monstro grotesco. — Quem diria que as coisas ficariam assim, pense bem nisso garoto. Não diga coisas da boca pra fora.

Minhas mãos começaram a apertar mais e mais o pescoço indefeso de Abyssus que apenas continuou sorrindo como se nada estivesse acontecendo.

— Abyssus, vamos acabar com isso aqui e agora.

Jack, você sempre foi alguém muito frágil só que agora eu realmente sinto que você seria capaz de fazer o que deve ser feito. — O sorrisinho dele ficou mais nojento no que suas mãos agarraram meus pulsos. — Agora sim. Esse era o Jack que eu estive esperando, o verdadeiro. Aquele que foi capaz de tirar a vida até mesmo de sua própria irmã.

Tum! Tum! Tum!

Meu coração palpitando e bombeando cada vez mais o sangue frio pelas minhas veias.

“Então é por isso, por isso essas memórias estavam me deixando tão louco. A minha vida até agora não passava de uma mentira oculta por uma neblina espeça que escondia os meus maiores pecados... antes de vir pra cá eu fiz aquilo, eu a matei e tentei tirar minha própria vida também... com certeza haviam motivos para um ato tão vil só que isso talvez seja outra resposta que ainda não encontrei. No fim acho que estou apenas sendo punido de forma justa.”

— Sim, não me importo mais. Neste mundo cheio de mentiras, a única verdade sou eu.

Sim, não me importo mais. Neste mundo cheio de mentiras, a única verdade sou eu.

Nossas entonações se misturando e se entrelaçando em uma única sonoridade, uma única identidade.

Era chegada a hora de engolir o choro, se não havia mais saída então eu seria a minha saída, se não havia mais um plano eu seria o meu próprio plano assim como fiz antes de vir pra esse mundo!

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