Ultima Iter Brasileira

Autor(a): Boomer BR


Trauma Longínquo

Capítulo 113: Verdade Nua, Crua e Sangrenta

 

 

Aquela maldita porta que estive tentando alcançar depois de tantas e tantas tentativas se abriu de forma abrupta como se não fosse nada demais e com isso alguns soldados adentraram a sala onde eu estive confinado.

Aqueles trajes semelhantes a ternos, porém não tão refinados quanto somados aos capacetes metálicos com visores negros que apenas emanavam algumas luzes de circuito.

“O que eles querem de mim dessa vez?”, foi a primeira coisa que me perguntei internamente antes de um dos soldados levantar sua voz em minha direção.

— Nós recebemos uma ordem direta de segurança referente aos testes com a quebra de suas células Vitalis, detento 444. — Ele deu alguns passos em minha direção enquanto continuei estático, meu rosto estava um pouco escondido pelo meu cabelo desgrenhado. — Já geramos um relatório com relação a isso e estamos aqui pra assegurar de que saia daqui sem causar nenhuma confusão do lado de fora.

Um relatório de como a minha estadia nessa sala foi, que interessante.

As paredes brancas da sala pareciam um pouco opacas nesse momento e o meu corpo antes pesado estava estranhamente mais leve, eu respirei fundo antes de soltar um sussurro cansado pra ele: — Compreendo, você provavelmente só está aqui por ter recebido essas ordens, creio que não saiba o motivo de estarem me torturando.

O guarda assentiu para mim um pouco hesitante com o meu comportamento incomum do habitual.

— Sem papo furado, apenas siga em frente até a saída, vamos escolta-lo até o elevador do laboratório e com isso você será levado a sua sela.

— Será mesmo?

— Eu disse sem papo furado.

Minha voz se sobrepôs a entonação já impaciente do guarda: — Será mesmo que eu vou voltar pra minha sela? Vocês todos estão seguindo essas tais ordens a risca, mas a própria vice-diretora dessa prisão me alertou sobre o Armaggedon.

O punho do guarda agarrou a gola do tecido sujo que eu vestia.

— Escuta aqui seu merdinha, eu vou dizer mais uma vez bem perto em alto e bom tom pra ver se isso entra nessa sua cabecinha oca. — Gotas de saliva saíam da boca do guarda. — Sem. Conversinha fiada.

Ele me soltou com um empurrão hostil e eu não tive escolha a não ser seguir as ordens.

Meus olhos cansados encararam os outros dois guardas em prontidão de cada lado da saída quando comecei a caminhar.

A verdade é que eu havia dito algo que esse guarda deveria ter tratado com muito mais atenção já que o significado por trás dessas palavras era muito mais do que aparentava.

Em um lugar onde a lei deveria ser absoluta acontecem esses “jogos” como o Armaggedon que inicialmente eram organizados apenas pelos prisioneiros então não há certeza absoluta de nada aqui dentro.

“Portanto essa pode ser a minha saída principal.”, minha língua deixando meus lábios húmidos por um segundo enquanto me perdi em pensamentos.

Passando pelos corredores do laboratório aquele pânico de antes não parecia mais me abalar tanto se comparado a dor que tive de sentir dentro daquela sala branca, sem contar que Abyssus já havia me revelado algo que no calor do momento não havia me deixado muito surpreso, porém enquanto a ficha caía eu tentava resistir pelo menos um pouco mais.

“Então eu... matei a minha irmã antes de vir pra esse mundo, mas não entendo por que isso teria alguma relação com tudo o que está havendo. O que diabos eu sou e por que onde eu passo as coisas, pessoas todo o resto é destruído?”

Analisando melhor a ordem dos eventos essa já era a terceira ocasião em que algum desastre acontecia e eu estava no centro do furacão, talvez eu tivesse sido amaldiçoado por ter tirado a vida de minha irmã e essa era a minha punição?

— Então Mythland seria o Inferno. — Murmurei enquanto as paredes do elevador ao meu redor vibravam levemente.

Era realmente chocante saber que tirei a vida de um familiar só que a fonte da maior perturbação era o motivo de tal ato, algo que eu de ainda não tinha uma resposta clara.

Os guardas ao meu redor estavam calados em uma postura de prontidão para quaisquer movimentos suspeitos, eles eram bem semelhantes as câmeras que ficavam nos cantos do laboratório também e pra ser sincero era quase como se não fossem pessoas de verdade, mas sim ferramentas ou máquinas.

Sem contar que eles portavam diversos equipamentos estranhos ao redor de suas cinturas, alguns tinham armas negras de fogo parecidas com pistolas tradicionais só que com um toque meio Cyber como os circuitos brilhantes expostos de sempre enquanto outros tinham apetrechos estranhos acoplados à cintos.

Um calafrio sinistro subiu minha espinha quando reparei bem neste detalhe, mas isso não durou muito até que a porta do elevador transparente se abrisse novamente e a pior das possibilidades que eu havia apostado se revelasse diante de nós.

As celas estavam abertas e os corredores sujos com manchas de sangue, gritos tanto de ira quanto de dor permeavam cada canto de Lacrima não importasse o quão grande fosse a prisão.

O ar ficou extremamente pesado de uma hora pra outra no instante em que os guardas seguiram adiante de forma brusca adotando posturas defensivas.

Confesso que não pude evitar ume sorriso sutil curvar um pouco os meus lábios: — Então eu realmente tirei a sorte grande como havia previsto.

Os guardas olharam pra mim confusos antes de um deles tomar a frente agarrando meu braço firmemente. — A mente dele parece realmente ter sofrido alguns danos depois da quebra das células Vitalis, vocês podem ir na frente, eu fico com ele.

Eu encarei o guarda apertando firmemente o meu braço antes de ser puxado por ele pelo corredor, os companheiros do mesmo se espalharam entrando em bifurcações nos corredores, subindo escadas e adentrando outros elevadores. Não demorou muito pra que um alarme agudo adentrasse nossos tímpanos perturbando nossos cérebros quase como agulhas fazendo uma lobotomia.

Um chiado crepitante começou a vibrar dentro dos meus ouvidos enquanto o som da sirene reverberou pelas paredes de metal.

— Aonde pretende me levar agora que o Armaggedon começou? — Perguntei ao guarda que como resposta me olhou por cima do ombro enquanto me guiava forçadamente pelo andar principal da prisão.

Passos! Passos! Passos!

Outros dois soldados desceram uma escadaria metálica próxima de onde estávamos.

— Onde está a diretora Detainee?!

— Precisamos passar o relatório sobre a situação pra ela imediatamente.

O homem com trajes militares cujo segurava firmemente pelo braço gritou alarmado para os soldados em tribulação: — Um de cada vez, por favor! Esclareçam suas palavras, isso tudo não se trata do Armaggedon?

Meu olho se arregalou levemente quando um dos guardas o respondeu.

— Alguém quebrou a criptografia de segurança de Lacrima.

“Então não era o Armaggedon de verdade, mas ainda é bem interessante.”, murmurei internamente enquanto o caos se desenrolou ao meu redor.

O som de passos pesados vindo dos andares superiores e inferiores somado aos gritos dos detentos, talvez não demoraria muito para o andar atual ser infestado pelo caos também.

— Como a criptografia foi quebrada nossos meios de contato estão dando conflito com o S.I.S, não conseguimos contatar nenhum reforço e nem mesmo falar com a diretora Detainee.

Eu poderia ter errado na minha dedução, porém as coisas ainda haviam se desenrolado de uma forma que indiretamente colaborou ainda mais com os meus futuros planos e como um vídeo se repetindo diversas vezes, no fundo da minha mente aquele mesmo pensamento pulsou novamente.

“Eu sou a única verdade que sobrou, eu sou minha única saída agora.”, meus punhos se fecharam firmemente antes de eu puxar o ar denso pra dentro dos meus pulmões e finalmente... dar um passo firme para frente em direção das costas do guarda diante de mim.

Passo!

“É AGORA OU NUNCA!”

— Mas o que?!

Minha mão perfurou o vazio em direção cintura dele onde um dispositivo de metal reluzia com circuitos azuis.

O cotovelo do soldado rasgou a pequena distância até meu rosto almejando meu olho.

Justo no meu único ponto cego, o meu tapa-olho.

Não pude evitar de deixar um grunhido de agonia escapar quando a ponta firmemente dura daquele cotovelo acertou meu tapa-olho e se afundou no meu olho ferido. — Argghn!

Cambaleando para trás eu quase caí no chão antes de me apoiar na parede fria ao lado com uma das mãos apenas para erguer o olhar na direção dos guardas que já estavam em prontidão para me eliminar com suas armas.

— Esse aí é o tal do tapa-olho que chegou a algumas horas né?

O soldado rangeu os dentes tateando seu cinto onde... — Esse merdinha tentou me rouba... e-espera! — não havia mais nada.

Eu ergui minha mão direita que empunhava o dispositivo que roubei do coldre desse guarda, ele reluzia emitindo um vapor azulado: — Infelizmente eu tô bem apressado, então não dá pra esperar, senhor guarda.

— C-Calma aí isso é demais, podemos fazer vista grossa pra você por enquanto.

— S-Sim, solta isso cara!

— Seus idiotas, o que vocês estão falando pro detento?!

Apertando meus dedos ao redor do dispositivo meio esférico uma descarga de energia azulada eclodiu dele com partículas irradiantes que se reuniram sob minha pele transfigurando-se em uma armadura metálica de cor carmesim, num piscar de olhos sob meu rosto havia um visor negro de vidro e a minha cabeça era isolada por um acolchoamento macio de um elmo metálico com um Design meio espinhento.

“Que diabos, eu nunca tinha ouvido falar de um equipamento militar como esses em Mythland.”, não pude deixar de me impressionar, mas não demorou nem mesmo um segundo para os guardas se desesperarem.

Bang! Bang! Bang! Bang!

O som explosivo dos tiros em minha direção, a luz da energia Vyer das armas de fogo atirando impiedosamente.

Um amontoado de cálculos e sistemas se reuniu no visor cobrindo meu rosto o que me fez no mesmo instante, de forma quase que instintiva apenas avançar na direção dos guardas patéticos.

Eu deslizei na direção deles com dois passos enquanto cruzei os braços em uma postura defensiva contra as balas que bateram na lataria não causando dano algum.

“Eu não sei se esse traje tem alguma arma, mas por enquanto... vai ter que ser na força bruta!”, gritei internamente ao lançar minha mão no ar como um meteoro na direção do rosto de um dos soldados.

Meu braço se igualou a uma serpente carmesim atacando sua presa em um movimento ágil de pura violência.

— Merda! Parem-no!

Os tiros reluziram nos cantos do visor quando agarrei o rosto do guarda que gritou em puro desespero.

Os projéteis de energia Vyer ferveram em minha direção deixando fumaça e cápsulas de metal vazias caindo no chão.

Me protegendo dos tiros eu puxei o corpo do guarda pela cabeça usando-o como um escudo, assim fazendo o sangue respingar nas paredes e em meu traje metálico.

Foi um verdadeiro Show grotesco.

— Porra! Não! Eu não quero morrer aqui.

Um dos guardas correu para o fim do corredor soltando seu rifle enquanto o outro tremeu sem parar antes de se agachar segurando seu rifle contra o corpo como se fosse sua última salvação.

Isso foi tão... assustador assim?

Quando parei pra reparar a minha mão ainda estava firmemente agarrada a cabeça do pobre soldado que usei como escudo para os projéteis, e seu corpo... bom, estava repleto de cavidades gigantes que escorriam tanto pequenas cachoeiras de sangue quanto alguns pedaços de seus órgãos internos como as tripas.

“Pensando bem, é parecido como quando lutei contra aqueles Goblins... ou como quando tive de lutar contra uma das marionetes daquela assassina chamada Melize lá na mansão.”, meu olhar por trás do visor negro era um pouco perplexo, apesar de por fora parecer apenas uma máquina fria de matar.

Talvez essa fosse a demonstração mais clara do poder intimidador das armas que o império possuía.

Soltando o homem morto em minha mão eu dei as costas para os covardes apenas para me deparar com mais um esquadrão de soldados subindo as escadas.

— Espere o que é isso?!

— Vejam ele matou um dos nossos, é um traidor!

— Então foi você quem quebrou a criptografia de segurança.

“Droga, foram vocês que provocaram tudo isso, não me tratem como se eu tivesse escolha!”, o ódio sendo bombeado pelo meu sange.

E como se eu fosse apenas uma marionete da armadura meu corpo avançou por um impulso primitivo na direção dos soldados.

Minhas articulações se dobrando em sincronia com os movimentos bruscos, porém bem calculados eram uma fusão perfeita entre controle e selvageria, agilidade e pura brutalidade, esse era um resumo perfeito do que esse traje estava fazendo comigo.

Minhas mãos partiram o ar com a ponta dos dedos mirando nos pontos mais vulneráveis dos guardas, algo semelhante ao que eu fazia com minhas adagas.

As extremidades finas e afiadas de aço das luvas cobrindo minhas mãos realmente me deram a sensação familiar de estar empunhando lâminas.

Zush! Impacto! Vush! Ventania!

Deslizando entre os meus inimigos jatos de sangue foram deixados para trás enquanto minhas mãos dançaram no ar e os poucos que ainda estavam vivos pularam em minha direção com espadas reluzentes em suas mãos.

— Destruam-no!

Um borrão brilhante se distorceu em arco pelo ar antes de cair sob meu capacete.

Em um reflexo rápido puxei meus dois braços para cima cruzando-os sob o visor do meu elmo para defender o ataque. — Nhgh!

Um som quebradiço em conjunto a um tilintar seco de metal se afundando em metal ressoou vibrando os ossos dos meus antebraços quando a espada de energia levemente se afundou sob a lataria.

— Identifique-se, traidor! — Gritou o soldado empunhando a arma ao ter sua lâmina afastada pelo atrito que fiz descruzando meus braços com um empurrão.

— ... — Eu o encarei em silêncio respirando pesadamente.

“Droga, já gastei muita energia apenas nesses poucos segundos, preciso achar a saída desse lugar logo. Não posso perder mais tempo aqui, sabe-se lá quanto mais esse traje vai aguentar. Só que antes eu preciso separar as coisas melhor agora que tive tal oportunidade.”, um pouco de suor desceu minha testa.

— Vamos covarde! Revele sua identidade.

O soldado apontava a ponta de sua espada de energia Vyer para mim como um nobre cavaleiro do império, pensando bem ele realmente era do império.

Se eu simplesmente o exigisse a localização da sala onde ficam os equipamentos e armas apreendidas dos prisioneiros já daria uma boa ideia de quem eu seria, então talvez eu deveria...

“É só eu me certificar de matar ele depois de conseguir a localização das minhas adagas.”, completei minha sentença internamente.

No fim não haviam escolhas, eu já havia me decido. Essa era a única verdade nesse lugar e se isso significasse sujar as mãos mais ainda, não fazia mais diferença.

Relaxando meus ombros eu apenas levantei minhas mãos em um ato de rendição para o soldado com a espada.

— Então desistiu? Ficou sem saída é claro. — Foi o que ele disse em um tom orgulhoso antes de abaixar sua arma e se aproximar de mim, provavelmente para retirar meu capacete.

Meu olho se fixou na lâmina reluzindo no punho dele, mesmo em uma situação como essa sua mão parecia firme ao redor dessa espada, talvez ele fosse alguém do alto-escalão ou cosia semelhante e isso só poderia confirmar a minha teoria de que ele saberia a localização das minhas adagas.

Passos. Passos. Passos.

A distância entre nós diminuiu de forma gradual em poucos segundos que pareciam uma eternidade.

— Vou retirar o seu elmo e o levarei sob custódia até que essa confusão tenha chegado ao fim, portanto faça algum movimento brusco demais e eu corto sua garganta.

A voz dele era confiante, mesmo que eu já soubesse o desfecho disso tudo.

Com um último passo firme de sua bota militar ele estava frente a frente comigo antes de ordenar-me: — Abra o visor do seu elmo.

— É claro, mas antes... — Os ventos uivaram junto com minha frase, minha mão se distorceu em conjunto ao meu braço que partiu o vazio contra o soldado orgulhoso. — preciso que me dê uma informação!

Um olhar de choque foi o que sobrou na face dele no que seu braço direito empunhando a arma que o mesmo tanto se orgulhava simplesmente... caiu no chão, não havia sobrado nada além de um jato de sangue saindo da ferida no ombro onde seu membro estava.

COMO VOCÊ?!

O que saiu dos lábios dele não foi um grito de agonia e dor, mas sim uma pergunta, ele simplesmente não sabia como eu havia feito isso mesmo provavelmente tendo conhecimento das tecnologias militares do império. Talvez esse traje fosse algo realmente muito especial.

De qualquer modo eu o assisti cair de joelhos com o rosto convulsionando em dor e sua única mão restante foi até a ferida aberta do seu braço decapitado como se estivesse procurando por algo valioso ali.

— Q-Quem diabos é você afinal? Quebrou a criptografia de segurança de Lacrima e ainda por cima conseguiu um traje Vyer-Amortallia.

Os grunhidos de dor vindos dele fizeram-me sentir um pouco de pena e eu não poderia mentir sobre isso.

Entretanto...

— Me diga agora onde está a sala de equipamentos e armas apreendidas? Se me disser sua vida será poupada. — Minha voz saiu abafada pelo elmo enquanto o vapor quente do meu hálito marcava o vidro negro que ocultara minha face.

— A sala de equipamentos, e-espere talvez você sej-

Minha mão foi direto na garganta dele erguendo-o do chão com a força provida pelo tal traje Amortallia.

— Apenas diga de uma vez, você perdeu sua única honra que era a sua arma. Eu não tenho mais motivos pra lhe deixar vivo além dessa simples informação.

— S-Seu filho da puta. — O guarda sorriu antes de cuspir no visor do meu elmo. — Vai se foder.

— Então é assim que as coisas são.

— Sim. Se quiser me matar faça isso. O seu maior erro foi concluir que toda a minha honra estava atrelada a essa espada. O império não é sobre poder de fogo, mas sim sobre devoção, seu lixo.

Devoção? Eu incontáveis pessoas morrerem por causa do império. Quando cheguei a este mundo presenciei inclusive uma cidade equivalente a uma grande potência criando armas e mais armas apenas para resistir contra a opressão do império Zykron, além disso eles escravizam pessoas de baixa classe nos reatores de energia Aether já que é extremamente tóxico pra qualquer um.

Minha respiração ficando mais pesada quando minha mão apertou ainda mais firme a garganta do soldado.

— Você acha que o império Zykron liga pra sua devoção?

— E-eu não ligo pra sua opinião! Você provavelmente está fazendo isso pois faz parte daqueles terroristas do oeste, mas eu tenho uma notícia ruim pra te dar amigão. Terroristas são apenas terroristas, nada mais.

“Terroristas.”, fique em silêncio.

O soldado continuou: — Aquela guilda de terroristas antiga chamada R.O.U.N.D.S, a 8 anos atrás eles mataram o meu pai soterrado em um daqueles ataques explodindo às propriedades do império Zykron. Vocês são todos assassinos malditos!

— Então você me considera um deles pelo jeito. — A entonação abafada da minha voz ficou ainda mais perceptível enquanto minha respiração se descontrolava entre a raiva. — Que pena, sinto lhe informar que eu não sou dos R.O.U.N.D.S apesar que de fato eu já estive entre eles, porém não me considero mais parte daquele movimento... eu decidi trilhar meu próprio caminho, a minha verdade.

— S-Sua verdade? Nhgh! — A voz dele se enrolou na garganta no que eu a apertei ainda mais firmemente.

— Eu sou a verdade aqui, eu sou a minha verdade e eu não ligo pra nada que você ou qualquer um possa pensar sobre isso. Não me confunda com qualquer merda parecida que você já avistou por aí durante seus aninhos de merda sofrendo pelo passado que não pode ser mudado, agora faça o favor em me diga a maldita localização da sala.

Ghn! V-Você disse que n-não faz mais parte dos R.O.U.N.D.S. Você é algum tipo de r-revolucionário ou talvez... — O rosto do soldado foi ficando avermelhado, o oxigênio dele sendo privado pelo aperto na sua garganta. — Ugh! E-Espere, eu lhe peço misericórdia e-eu vou falar!

As pernas dele balançaram desesperadamente enquanto sua única mão tentava se agarrar no meu pulso de metal.

Quando tais palavras saíram dele eu o soltei fazendo-o cair no chão como um trapo velho enquanto o sangue escorria ainda mais da ferida de seu braço cortado, o rosto dele tremia em dor e agonia, mas sua voz não demonstrou isso em nenhum momento.

Esse cara era realmente durão.

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