Trauma Longínquo
Capítulo 109: Submissão Ilusória
[Jack Hartseer]
Não podia clamar por ajuda, não conseguiria correr e me esconder, não conseguiria fazer o que qualquer um poderia fazer em tal situação... fugir.
“Alguém pode me ajudar?”, esse pensamento efêmero ecoou em minha mente enquanto me virei para o monitor reluzindo a imagem do homem mascarado.
Os guardas ao meu redor deram alguns passos para trás quando fiz tal movimento como se de alguma forma eu estivesse realmente frente a frente com a figura que ironicamente estava na tela brilhante.
Os cabos soltos pendendo do teto passavam pela frente dos monitores como cordas e o homem apresentado neles tinha uma máscara negra com algumas pontas estranhas, quase como se fosse uma máscara feita de pedra ou cristal, um formato meio poligonal que de alguma forma se assemelhava bastante aos traços de uma raposa e como se isso não fosse o suficiente o sujeito também trajava um aparente sobretudo listrado em branco e preto, as linhas brancas tinham os mesmos padrões de circuitos que eram possíveis de se ver tanto nas máquinas quanto nos capacetes dos guardas me escoltando.
De forma insegura quebrei o silêncio dizendo em direção a tela: — E-Então vocês ainda estão em atividade. Eu realmente não esperava vê-los uma vez que só ouvi histórias sobre aqueles seus experimentos malucos.
Incis, ela tinha sido uma das vítimas desses caras só que isso era tudo o que eu sabia até o momento.
Não é como se ela tivesse me contado tudo o aconteceu naquele experimento de criação para super soldados, mas só isso já soou perturbador pra mim.
De qualquer forma o homem mascarado permaneceu estático antes de me responder com um tom de voz calmo.
— Nunca esteve em nossos planos dar um fim aos projetos, apenas mudamos o curso em que as coisas iriam seguir e não negligenciamos nossas falhas do passado se é que pode compreender, detento 444.
— Então é realmente isso, vocês ainda são os mesmos pirados que torturaram Incis. — Rangi os dentes no que meus punhos se fecharam firmemente. — O que pretendem fazer comigo agora? Acham que eu sou útil de alguma forma?
Esses desgraçados... machucaram tantas pessoas inocentes naquele experimento doentio. No fim a surpresa por eles já terem conhecimento de meu nome e estarem a minha espera se dissipou, talvez já estivessem de olho em mim a muito tempo. Sim, é uma boa alternativa afinal todos nesse lugar estavam de alguma forma relacionados ao império Zykron.
“Pensando assim a senhorita Hordrik talvez tenha sido um grande bode-expiatório que só serviu pra me expor ainda mais nessa bagunça toda.”, um suor desceu minha testa enquanto juntei as peças.
— Me impressiona que tenha recuperado a compostura em tão pouco tempo, sua personalidade realmente esteve em constante fluxo diante dos impasses que enfrentara, detento 444.
A entonação ressoou de dentro dos monitores pairando sob mim.
— Seria mais impressionante se eu não tivesse sofrido nenhuma alteração brusca no jeito de agir, as merdas que passei foram todas forjadas por vocês de Zykron, né?!
Minha respiração se agitando, uma raiva florescendo.
— Eu matei pessoas! Tive que ver coisas horríveis e mesmo assim... — Apesar de pesados meus ombros subiam e desciam de forma brusca em conjunto a minha respiração enquanto minha voz se retorceu pra fora da garganta. — Filhos da puta como você estiveram assistindo tudo de longe com uma máscara ridícula no rosto, m-mostre sua cara! — levantei o braço apontando para a tela o que por ventura fez uma descarga elétrica eclodir pelo meu corpo.
Dor. Doeu muito.
Os cantos da minha visão que já era bem debilitada por ser cego de um dos olhos pulsou em vermelho por um segundo.
Passos! Passos! Passos!
Os guardas se agitaram ao meu redor, provavelmente em prontidão pra qualquer coisa que pudesse acontecer. Talvez de algum modo eles compreenderam que a dor nesse momento não era algo que iria me parar tão fácil, entretanto ainda ardia e fazia meu olho lacrimejar... ainda me dizia que eu estava vivo.
— TIRA ESSA MÁSCARA!
Minha voz rasgada bramiu pelo laboratório em conjunto ao som de correntes elétricas tomando meus sentidos.
Doeu, estava doendo, era como se minha pele estivesse queimando. — Ughn! — Minha visão foi tomada por um clarão quando meu corpo estremeceu, todavia me mantive de pé.
— Quanta audácia da sua parte, Jack. — A voz do homem no monitor penetrou meus tímpanos enquanto tentei não desmaiar diante da sensação agonizante do choque queimando minha pele e tencionando meus músculos. — Acho que já chegou a hora, levem-no pra Sala Vazia.
“Sala vazia?”, rangi os dentes ponderando sobre a ordem que foi dada aos guardas que em um piscar de olhos agarraram meus braços firmemente.
Fui bruscamente arrastado pelos apertos firmes dos guardas, se eu ao menos estivesse em condições de me aguentar em pé. Essas correntezas de eletricidade que percorreram o meu corpo poderiam ter me torrado por dentro com certeza e apenas isso já foi o suficiente pra me deixar incapaz de resistir a dor.
E sendo puxado adentro do corredor eu vi o homem no monitor se afastando de mim cada vez mais até que gradualmente meu olho se fechasse tentando de alguma forma recuperar o restante de vigor que havia sido tomado de minha pessoa.
Seja lá pra onde eu iria de certo não era um bom lugar e nada igualmente benéfico iria sair disso tudo. Como sempre eu estava sendo puxado para uma situação onde não havia saída, assim como houve naquela Dungeon, assim como as escolhas que tive de tomar.
— Acho que eu deveria me acostumar logo com isso. — Sussurrei para mim mesmo antes que todo o peso do meu corpo fosse atirado em uma só direção.
Vupt!
No instante em que abri meu olho novamente uma luz opaca oscilou sob meu globo ocular fazendo um incômodo tomar minha visão, meu corpo ainda no ar despencou no chão gélido de uma só vez com um impacto nada agradável que fez minha espinha pulsar com uma dor aguda.
— Ughn! — Mordi a língua antes de levantar a cabeça do chão pra no fim, ver os guardas fechando a única saída do cômodo onde me atiraram.
Com um som sutil a porta da suposta Sala Vazia havia sido fechada e um silêncio perturbador engoliu os meus arredores tão depressa que me fez sentir um frio na barriga.
“Então é aqui.”, um arrepio gélido desceu minha espinha no que eu levantei as costas dolorosamente do chão observando as paredes e teto ambos brancos.
Não era só tinta, era como se todas as superfícies desse lugar fossem feitas de algum material isolante parecido com cobertas ou panos e eu poderia até dizer que se assemelhava as salas de contenção de um sanatório ou coisas assim... mas ei, eu não era louco!
— Meus pulmões estão um pouco tensos. — Inspirei de forma ríspida o ar denso da sala branca.
Como se não bastasse o perímetro parecia conter uma estranha poeira pairando pelos arredores, quase imperceptível a olho nu, mas a luz revelava um pouco dos pequenos flocos de sabe-se lá o que.
— Merda. Será que fizeram isso com Incis também? — Me deitei no chão novamente tentando conter o incômodo que a Sala Vazia me deu logo como primeira impressão. — Parece até que minha garganta tá se fechando. Porra, o que vão fazer comigo? — Minha entonação ficando fraca.
Apesar de quase não estar conseguindo emitir minha voz continuei falando com ninguém além de mim mesmo até por que nesse lugar silencioso e vazio não havia mais nada além da minha presença, entretanto isso já deveria ser costumeiro pra mim só que tinha algo incomum nesse lugar que me fez sentir uma solidão avassaladora capaz de até mesmo ignorar o ar sufocante das quatro paredes brancas.
No chão eu me encolhi, no chão eu tremi, no chão todo o desconforto eu contive.
“De qualquer modo talvez eu só tenha que aguentar mais um pouco, eu sei que Incis e os outros vão vir, eles tem que vir. Afinal eles são os meus companheiros... eles me ajudaram e eu os ajudei.”, por incrível que pareça palavras de esperança ainda percorriam os córregos negros em minha mente.
Depois de tudo o que passei confesso que era bom pelo menos conseguir manter alguns pensamentos positivos em situações assim.
As coisas estão mudando para melhor ou para pior?
Uma questão com uma reposta divergente e extremamente dependente da situação foi feita por Abyssus enquanto estive inconsciente dentro daquela sela e acho que de algum modo eu não seria capaz de dar a ele uma resposta de verdade, o que significava melhor ou pior afinal?
Não é como se coisas boas tivessem ocorrido os últimos tempos ou também como se algo bom poderia sair disso tudo... espera, na verdade eu acabei de responder essa questão.
— Eu me tornei um pouco mais positivo, acho que já é algo melhor. — Pensei em voz alta.
Ziiiiiiiin!
Foi então que de forma abrupta um som agudo percorreu as paredes e o chão frio, meu corpo se agitando com um leve susto no mesmo instante em que aquela voz tomou toda a sala.
— Bem-vindo a Sala Vazia, detento 444. Hoje damos início ao processo de compressão das suas células Vitalis.
Meus tímpanos zumbindo, a voz do desgraçado mascarado de novo! Só que dessa vez foi pior, era como se cada uma das paredes dessa maldita sala fossem enormes caixas de som amplificando a voz dele diretamente em mim.
Assim, uma dor de cabeça começou a pulsar dentro do meu crânio obrigando-me a cerrar os punhos e os dentes simultaneamente, a voz sibilou: — Como protocolo de início é recomendado que fique de pé no centro da sala, detento 444.
De forma instintiva eu tapei meus ouvidos. — Ca-Cala a boca, me deixa em paz.
— Se o protocolo de início não for cumprido temo que as células Vitalis em seu corpo sofrerão o dobro de pressão que o recomendando, detento 444.
— Compressão, células Vitalis, parem de falar essas coisas sem sentido como se eu compreendesse alguma coisa, merda! — Gritei tremendo no chão.
A sala ficou silenciosa novamente, um alívio, eu não aguentava mais a voz daquele cara ressoando ao meu redor e penetrando meus ouvidos como agulhas indo até o fundo do meu cérebro em algum tipo de lobotomia. A dor de cabeça pulsando sem parar como se meu corpo estivesse gritando por socorro.
Ele desistiu de mim?
E o que significava essa tal compressão de célula Vitalis afinal?
Esse era o tal quarto da culminação que Exagora disse?
— Receio que as possíveis instruções iniciais já tenham sido dadas, iniciando procedimento de compressão nível 1.
A voz que quebrou a calmaria solitária dessa sala irrompeu mais uma vez violando os limites do que eu queria que fosse apenas meu, porém não foi só a voz dele que assolou esse momento, mas sim...
— AAAAAAAAARGH! — Um rugido súbito de agonia subiu pela minha garganta somada a sensação aterrorizante que queimou por dentro do meu corpo.
ZUUUUUUSH!
A sala foi tomada por diversas partículas reluzentes de cor carmesim tingindo o vazio ao meu redor em conjunto a vibrações que percorriam as partículas de ar formando distorções transparentes no formato de correntes.
A dor de cabeça se tornou insuportável, talvez se meu cérebro estivesse prestes a ser esmagado assim como todo resto das minhas entranhas eu sentiria a mesma coisa.
Os músculos tensionando, o olho se revirando para todas as direções, o corpo estremecendo totalmente incapaz de demonstrar qualquer reação lógica.
— AAAAAAAAAAAAAAAAAAARGH! — Meu grito agonizante rebateu nas paredes voltando diretamente pra mim dando-me a sensação de ter os ossos arranhados por milhares de garras afiadas deixando-os quebradiços como vidro.
Doloroso, ardia, pulsava, eu sentia.
Em um piscar de olhos minha voz quebrou e minhas cordas vocais se tornaram incapazes de soltar quaisquer grunhidos que pudessem demonstrar agonia.
Meu corpo despencou no chão antes mesmo que pudesse se levantar novamente enquanto a sensação de estar sendo transformado e uma possa de órgãos derretidos escorria pelos meus ouvidos olho e boca.
O gosto de ferrugem provido pelo sangue sendo expelido pela minha boca não caiu bem junto a tudo o que havia dentro do meu estômago.
ZUUUUUUUUUUUUUUUUUSH!
A cacofonia quebradiça destruindo entre as vibrações ao meu redor penetrava meus tímpanos que estavam prestes a eclodir sendo expelidos pra fora de meus ouvidos como duas erupções de vulcão.
“Isso dói, isso dói, isso dói, isso dói, isso dói!”, eu perdi a razão no que essa única palavra foi o que inundou o que me restava de consciência.
O corpo se debatendo no chão como um verme.
Não, as coisas não tinham melhorado nem um pouco e como uma conclusão final acho que essa seria a resposta que Abyssus tanto queria. Pelo visto aquelas manchas negras que ele me mostrou eram um prelúdio da resposta de tal indagação.
[Incis Katulis]
— Isso é inadmissível! — Eu exclamei enquanto minha mão deslizou no ar como um sinal de pura negação. — E-Essa mulher faz parte de uma das principais associações do império Zykron!
Eykrill estava com sua postura relaxada de uma forma que me dava até nos nervos, como diabos alguém que fazia parte da guilda a tanto tempo poderia ter ideais tão errôneos sobre honra e liberdade? Isso não deveria ser assim.
Eykrill levantou a sobrancelha um pouco oculta pelo seu tapa-olho: — E quem disse que a sua palavra ainda tem algum poder, Incis Katulis? — ele virou o olhar para a mulher de cabelo curto com dois olhos de cores distintas. — Saiba que a partir de hoje temos um tratado de paz com eles, será a primeira grande mudança da guilda R.O.U.N.D.S. Interprete isso como o começo de um novo capítulo.
Minhas unhas se afundando firmemente em minhas palmas seladas com firmeza.
Eu desviei o olhar inquieto da tal capitã da associação Zypher apenas pra de longe ver vários dos seus soldados se reunindo ao redor da grande cratera que assolou todo o distrito comercial de Seraph.
A rua extensa onde estávamos ainda parecia inteira se não fosse por esse buraco circular com um raio de mais de quilômetros no quarteirão, os poucos prédios ainda inteiros estavam aparentemente vazios.
— É realmente um infortúnio ter que estar frente a frente com a filha do criador de uma organização terrorista, entretanto dado as circunstâncias atuais talvez seja uma oportunidade boa para uma nova era. — A capitã entrou na minha frente com um tom de voz imponente de deboche ao estender sua mão para como um cumprimento. — Se não sabes o processo de evacuação e resgate pelas redondezas deste distrito foi resultado dos esforços de meus soldados.
Desci minhas pupilas douradas para a luva metálica dela.
“Uma organização afiliada a Zykron salvando pessoas de classe média? Essa é nova, talvez eles na verdade só tenham se livrado dos corpos enquanto se aproveitaram da varredura no perímetro pra coletar a energia vital que sobrou das vítimas desse desastre.”, ponderei encarando aqueles dedos cobertos por pequeninas escamas de metal.
A capitã logo fez uma face rígida. — Tch! Como esperado. Terroristas são só terroristas, não existe nada como uma devida postura para circunstâncias como essas quando se tratam deles.
Meu olhar ficando afiado como resposta quando a retruquei: — Não é como se eu quisesse entrar de acordo com tal decisão, afinal sou a filha do homem que criou tudo o que vocês mais odeiam, resistência, rebeldia, liberdade de verdade.
Nós nos entreolhamos, Eykrill alternava sua atenção tanto para ela quanto para mim no momento efêmero em que apenas o som dos ventos percorrendo os becos e ruas obstruídas do perímetro eram escutados.
O sol quente totalmente divergente do clima frívolo dos últimos dias em Seraph fazia os amontoados de neve nas calçadas escorrerem em pura água pelos cantos do asfalto.
Essa mulher e este homem diante de mim... uma visão que me enojara fazendo meu estômago embrulhar, como deixei a organização do meu pai se transformar nisso?
“No fim eu realmente era uma inútil desde o início, sou apenas uma pecinha no xadrez desses mesquinhos!”, praguejei internamente.
Passos. Passos. Passos. Passos.
De repente o silêncio tenso do momento foi quebrado pela figura chegando acompanhada dos soldados Zypher.
— Eu realmente não compreendo por que temos que fazer essa merda, o dever de vocês é averiguar o perímetro pois são os supostos subordinados, não nós que testemunhamos a porra da explosão em Leycrid!
O tom de voz agressivo reclamando sem parar me fez no mesmo momento cessar o ódio, Zakio o detentor de tais palavras fez o mesmo ao se aproximar de nós escoltado pelos guardas que pareciam tremer com um pouco de medo.
Eykrill se manifestou com um sorriso frio para os soldados. — Parece que não é só o clima que está quente hoje. A capitã estava conhecendo a brilhante filha do homem que criou tudo o que vocês odeiam, senhores.
Os soldados com elmos de metal prateados olharam uns para os outros confusos, as luzes eletrônicas emanavam das extremidades pontudas de suas armaduras como se eles fossem apenas máquinas sem vida, um óbvio sinal de serem afiliados ao império Zykron.
Zakio foi o primeiro a se manifestar.
— No fim você sabe o que está fazendo, não é Eykrill? Violando códigos de honra como está logo sua cabeça vai ser cortada e não será pelas leis da guilda... — As palavras dele foram contidas pelos soldados conjurando lâminas em suas mãos como prontidão para quaisquer movimentos perigosos de Zakio.
“Espere.”, meus olhos se arregalando.
Por um segundo pensei ter avistado um brilho na cicatriz sob o nariz de Zakio, isso foi realmente aquilo?
Passo!
A capitã Zypher flexionou os joelhos entrando em uma postura defensiva num piscar de olhos com meio passo para trás, as ombreiras espinhentas de sua armadura se levantando.
— Esse é bem esquentadinho de fato, receio que controle tal palavreado diante dos seus novos superiores. — Foi o que ela disse com uma voz firme e um olhar contundente.
Que diabos? Essa situação, eu nunca desejei isso e nunca foi o meu objetivo.
O ambiente pesadamente repleto de intenções violentas ou de egoísmo parecia engolir os meus ideias e crenças a cada segundo. Talvez esse fosse de fato o fim, se esse “fim” realmente estivesse acontecendo na guilda as nossas afiliadas nos outros continentes iriam rapidamente estar cientes disso e mandariam forças para interceptar na situação, porém já se passou uma semana desde o incidente na mansão e não há sinal algum de forças externas interferindo nessa loucura.
“É impossível que Eykrill sozinho tenha desenvolvido tanta influência na guilda em tão pouco tempo, ainda mais com ideais tão distorcidos”, murmurei no fundo de meu coração.
Os meus lábios firmemente selados e minha expressão ficando sombria, eu perdi o total controle de tudo e a ficha só havia caído agora.
Ainda era possível fazer alguma coisa?
— Chega disso. — Minha voz irrompeu entre a discussão. — Primeiro de tudo eu exijo irmos ver Jack! — os olhares de todos caíram sob mim. — De acordo com vocês ele foi o principal causador de tudo isso então por que não vamos diretamente até ele?!
Eu poderia jurar que meus dentes afiados estavam sendo expostos durante minhas palavras tentando quebrar as correntes ilusórias da submissão ilusória que tentavam impor sob nós.
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