Volume 3
Especial Melonbooks: O Tempo de Brincar com Gatos da Komari
CERTO DIA, DURANTE o intervalo do almoço, eu estava vagando sem rumo pelos fundos do prédio antigo da escola. O clima estava quente e agradável naquele dia. Talvez fosse uma boa ideia encontrar um lugar ensolarado para comer.
Enquanto pensava nisso, notei uma garota agachada diante de alguns arbustos. Cabelo preso em um pequeno coque lateral — era Chika Komari. O que ela estava fazendo em um lugar como aquele? Curioso, aproximei-me em silêncio. À frente de Komari, havia um gato tigrado deitado de barriga para cima, exibindo o ventre.
— C-Chega aqui, gatinho… v-vem cá…
Komari estava brincando com o gato usando um pouco de erva-de-gato.
O gato, completamente relaxado, permaneceu de barriga para cima, movendo preguiçosamente as patas para tentar pegar a erva que balançava. Komari manipulava o brinquedo com habilidade, puxando-o para longe bem antes de a pata do gato conseguir alcançá-lo.
…Ela era realmente boa nisso.
Eu tinha subestimado aquilo como apenas uma distração de almoço, mas satisfazer um gato de rua arisco não era tão fácil quanto parecia. O gato, que antes estava lento, agora tinha os olhos brilhando enquanto desferia golpes com as duas patas.
— E-Ehehe… gatinho, ei, o-o que foi?
…Então era assim que a Komari falava com gatos? Não sei se isso era exatamente comum, mas enfim. Komari levantou a erva-de-gato bem alto, e o gato saltou com tudo, acertando-a. Em seguida, soltando um miado satisfeito, ergueu a cauda e saiu andando com ares de realeza.
— Tchauzinho, gatinho…
Komari acenou suavemente com a mão.
— Você é bem boa em brincar com gatos, hein?
— Ueh!?
Komari se levantou de um salto, assustada.
— N-Nukumizu… v-você estava olhando o tempo todo?
— Se eu falasse alguma coisa, o gato poderia ter fugido. Não tinha o que fazer, né?
— E-Então não olha!
Mas eu também queria ver o gato.
— Aquele era um gato de rua, né? Parecia bem acostumado com pessoas.
— A-A pelagem era bem cuidada d-demais para ser de rua. E os olhos t-também estavam bem limpos…
Hmm. Não é à toa que era tão fofinho.
— Então… você acha que eu poderia brincar com ele também?
Komari soltou um bufar curto e me lançou um olhar de superioridade.
— A-Amador. D-Deixe eu te dizer, gatos domésticos são ainda m-mais difíceis de entreter.
— Sério? Achei que gatos de casa fossem mais acostumados com pessoas.
— D-Decifrar como satisfazer um gato que já e-experimentou todo tipo de brincadeira usando só erva-de-gato é impossível para um i-iniciante.
Entendi. Como uma dama mimada. Parece que o mundo das brincadeiras com gatos era mais profundo do que eu imaginava.
— Pensando bem, você chama gatos de "gatinho", né?
— U-Una!? V-Você ouviu isso?
— Sim. Mas faz sentido, né? Falar de um jeito infantil deixa os gatos mais tranquilos. Você faz isso de propósito, certo?
Com certeza isso devia ser conhecimento comum entre veteranos em lidar com gatos. Ainda assim, falar daquele jeito no ensino médio era meio exagerado… Enquanto eu pensava nisso, Komari começou a se remexer ao meu lado, mexendo nervosamente nos dedos.
— V-Você não precisa falar desse jeito infantil. N-Não é obrigatório.
— Hã? Então por que você chamou de "gatinho"?
— P-Porque, sabe… q-quando eu falo com gatos, simplesmente s-sai assim…
A voz de Komari foi sumindo no meio da frase, enquanto seu rosto ficava completamente vermelho diante dos meus olhos.
— Ei, Komari, você está bem?
— É… é… morra!
— Hã!?
Deixando apenas aquelas palavras explosivas para trás, Komari saiu correndo em disparada, me deixando sozinho atrás do prédio antigo da escola. Hããã… que diabos foi isso? Esquece o gato. A Komari é muito mais difícil de entender…
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