Volume 1
Capítulo 39: Teste de Aptidão (3)
Bang! Bang! Clang!
O capacete da Ye-Ji atingiu o chão do túnel e rolou ruidosamente pelo asfalto. O alto clangor do metal batendo no pavimento ecoou pelo espaço, atraindo atenção de todas as direções imediatamente.
— Hyungnim! Você está bem… Que diabos?!
— Espera. Senhorita Ye-Ji?! O que está fazendo aqui?!
Jae-Hyuk, que tinha corrido para a frente preocupado, deixou a espada cair de puro choque.
Os olhos da Ji-Eun se arregalaram, e ela rapidamente cobriu a boca com as duas mãos, atônita em silêncio.
— O que está acontecendo? Quem é?!
— Espera, não é um monstro? É uma pessoa?!
O campo de batalha ficou imóvel, os atacantes pararam no meio da investida e os defensores travaram no lugar.
O clangor das armas deu lugar a uma onda de sussurros confusos, varrendo o ar engasgado de poeira como fogo selvagem.
Em seguida, Eun-Ho abaixou a espada devagar.
— Faz tempo! — Eun-Ho disse.
— Eun-Ho. — Ye-Ji tremeu enquanto evitava os olhos dele, visivelmente tremendo.
"Ela está com medo de eu atacar ela? Quero falar que ela está segura e que tudo vai ficar bem e que não há necessidade de ter medo..."
No entanto, ele não conseguiu dizer isso, não quando o motivo de eles estarem ali estava dolorosamente claro.
Vestidos com armadura reluzente, lanças polidas nas mãos, eles não tinham vindo para conversar. Estavam ali para pará-los.
A voz da Ji-Eun estava cheia de preocupação enquanto ela deu um passo à frente. — Ye-Ji, está bem? Nós ficamos muito preocupados, quando você desapareceu do nada...
Sempre uma alma gentil, ela parecia mais preocupada com o bem-estar da Ye-Ji do que com a provação dela.
— Estou bem... — Ye-Ji murmurou baixo.
Seja por causa desta provação, ou por alguma coisa terrível que tinha acontecido enquanto estavam separados, o fogo da personalidade dela tinha diminuído significativamente. Esta era a mesma Ye-Ji que costumava discutir sem parar com aquele boca-suja.
— Espera, falando nisso... Cadê todo mundo? — Eun-Ho perguntou.
Depois de voltar do Instituto de Treinamento, tudo tinha virado de cabeça para baixo. Um terremoto repentino atingiu, e teve conversa de indivíduos em excesso sendo deletados aleatoriamente. Então, eles foram todos espalhados.
Além de Ji-Eun, Jae-Hyuk, Yul e o pai dele, Sol-Ah e Yeo-Jin, Eun-Ho ainda não tinha encontrado o resto.
— Não me diga que os outros estão…
— Eles estão aqui também?! — Jae-Hyuk interrompeu Ji-Eun com urgência.
Ye-Ji não disse uma palavra e só deu um aceno lento e silencioso.
Thump. Thump. Thump.
Então, três figuras saíram correndo de trás do véu vermelho-sangue.
— Que merda!
— Meu Deus! Vocês estão todos aqui!
— Rapaz! Eu sabia que você ainda estava vivo!
Xingamentos, braços se agitando e vozes familiares tomaram conta do túnel.
Um dos homens levantou o capacete casualmente e gritou num tom familiar. — Merda! Por que demoraram tanto! Onde diabos vocês estavam?!
Era o mesmo cara boca-suja que todos reconheciam. O boné e o moletom da “Niki” dele tinham sumido, substituídos por um conjunto de armadura e um capacete que brilhava sob a luz.
De pé ao lado dele estava a faxineira com olhos cheios de preocupação enquanto examinava Ye-Ji tremendo.
— Ai, minha nossa, senhorita! Você deve ter ficado tão assustada! Está bem?
— Estamos a salvo! Finalmente!
O segurança soltou um grito soprado de alívio, com os olhos úmidos de emoção.
"O que diabos está acontecendo aqui?"
Eun-Ho soltou um longo suspiro, atônito com a cena bizarra diante dele.
— O que aconteceu? E o que é essa armadura? — Jae-Hyuk exigiu com urgência, claramente abalado pela reunião inesperada.
— Uh... Bem, isso é... — Um deles começou a explicar, mas os três olharam com nervosismo para as sombras, como se alguém ou alguma coisa estivesse observando.
"Alguém deve estar lá atrás."
Clack!
Em vez de esperar eles se enrolarem numa resposta, Eun-Ho simplesmente arrancou o capacete da mão do cara boca-suja. Ele virou, deu uma inspeção rápida, então ergueu até a cabeça dele.
De repente, tudo além da luz do fogo se acendeu como dia. As cores sumiram, deixando uma visão em escala de cinza, como assistir a uma câmera infravermelha de alta resolução.
— Não consigo ver rostos com clareza, mas mesmo assim... — Eun-Ho disse.
— Né?! Se não fosse aquele fogo, estaríamos fodidos! Teríamos a nossa cabeça cortada sem nem ver quem era o inimigo! — O homem de armadura estremeceu, genuinamente arrepiado só de pensar.
— Ai, meu Deus! — a faxineira disse, compartilhando do desconforto dele.
Enquanto isso, o segurança apontou para o fogo rugindo.
— Você começou esse fogo, não começou?
Eun-Ho assentiu em silêncio.
— Eu sabia! Eu sabia que você conseguia prever, rapaz!
Havia mais de vinte pessoas, cada uma com equipamento de alto nível que nem podia ser encontrado em lojas de nível intermediário. Ye-Ji, mordendo o lábio, evitava contato visual desesperadamente.
— Sim, bem. Obrigado. Mas enfim, vocês são a configuração defensiva? Estavam aqui para impedir a gente de passar daquela parede, certo?
As pessoas permaneceram em silêncio, parecendo chocadas.
— Qual exatamente é a provação de vocês? — Eun-Ho perguntou.
— Uh...
O segurança hesitou, parecendo mais envergonhado do que qualquer coisa, como se ele não soubesse se devia sentir vergonha ou pedir desculpas por estar no time oposto.
Portanto, Eun-Ho virou para Ye-Ji em vez disso.
— Ye-Ji.
— S-sim?
— Se as pessoas passam, vocês perdem alguém para cada pessoa que passa?
Ela se encolheu como se dissesse que ele estava certo.
— O quê?! Hyungnim, do que está falando?
— Espera, então se a gente tiver sucesso nesta provação, eles falham?
— Ai, meu Deus!
Eun-Ho tentou lembrar as mensagens do sistema sobre a provação.
[Uma configuração defensiva foi ativada.]
[Sobreviva ao Caminho das Sombras.]
Se o objetivo do grupo de Eun-Ho era sobreviver ao Caminho das Sombras, então o outro grupo tinha só um objetivo; garantir que eles não sobrevivessem.
Nesse caso, a penalidade era óbvia.
— A mensagem do sistema disse para estabelecer uma configuração defensiva, e que cada inimigo que cruzar a linha vai resultar em uma pessoa sendo deletada de forma aleatória.
Enquanto ela falava, Ye-Ji apontou para trás dela para uma parede semitransparente e fraca, que tremeluzia o suficiente para chamar atenção.
"Então essa é a barreira de que a proposta estava falando?"
Se o grupo do Eun-Ho passasse, o outro grupo morreria. No entanto, se eles segurassem a linha, o grupo dele morreria.
"Se é assim, teremos que ir com o plano B."
O Plano A era uma investida direta atravessando as defesas, do jeito que o sistema tinha dito. No entanto, isso estava fora de cogitação agora.
Ainda bem que eles tinham preparado um plano reserva caso os monstros à frente fossem demais.
— Rapaz! O que fazemos agora? — o segurança perguntou com nervosismo.
O cara boca-suja tentou acrescentar, com o rosto dele firme com determinação sombria. — Merda! É isso que eu… keugh!
Outra figura, também vestida de armadura, avançou e chutou o cara boca-suja com força nas costas. A força o dobrou para a frente como um livro quebrado.
— Que diabos?! — Virando como se estivesse pronto para virar uma mesa, o cara boca-suja congelou no instante em que ele viu quem era. — Hyungnim...
Em vez de explodir em xingamentos como de costume, o cara boca-suja cerrou a mandíbula e de fato deu um passo para trás.
"Hyungnim?" Eun-Ho pensou.
Isso era inesperado de um cara que xingava até dormindo. Isso acabou de ficar estranho.
— Seu pedaço de merda, você não consegue calar essa sua boca maldita nunca?! — o novo cara rosnou.
Apesar de levar um chute nas costas literalmente por nada, o cara boca-suja abaixou a cabeça sem protesto. O mesmo valeu para todo mundo.
Mais alto por pelo menos uma cabeça e construído como uma fortaleza, o novo cara se impunha sobre os outros. Ele tinha uma presença que empurrava as pessoas para trás sem tocar nelas. Além disso, ele balançava casualmente uma arma de aparência brutal.
"Isso é controle por força bruta e medo?" Eun-Ho pensou.
— O que diabos… você acha que você está fazendo? — Eun-Ho perguntou com raiva emitida em cada palavra.
O cara cuspiu no chão e rugiu, alto o suficiente para sacudir o ar. — Se até mesmo um deles passar por nós, a gente morre!
“Inacreditável.”
Os punhos de Eun-Ho se cerraram antes mesmo de ele perceber.
— Foda-se isso! Você acha que vim até aqui só para morrer no seu lugar?!
Um dos homens mais jovens do lado do Eun-Ho de repente disparou para a frente, gritando com toda a força dos pulmões. — Eu não ligo! Não tem como você me impedir!
Ele avançou na barreira tão rápido que Eun-Ho se perguntou qual era a Estatística de Agilidade dele. Ninguém nem teve tempo de reagir.
— Seu filho da puta!
O novo cara chamado de Hyungnim brandiu a arma dele.
Crack!
Ela acertou em cheio a parte de trás da cabeça do homem no exato momento em que ele estava cruzando a barreira, e sangue espirrou como um cano estourado.
Thwack! Thwack! Splat!
— Gaaaah!
O grito de morte dele rasgou o ar, rapidamente abafado pelos gritos dos outros sobreviventes.
— Aaaaah!
— E-ele o matou?!
— Seu psicopata! Que diabos você está fazendo?!
A brutalidade pura disso chocou os sobreviventes do grupo de Namsan, incluindo Eun-Ho. Todo mundo do lado dele olhou para o homem em horror, enquanto os de armadura só viraram a cabeça em silêncio.
Parecia que aquelas pessoas não estavam chocadas, mas com medo. Elas tinham visto cenas como essas mais de uma vez, de modo que não era nada novo.
Como se ele não tivesse acabado de esmagar o crânio de alguém, o homem pegou casualmente a manga da mulher e limpou o sangue do rosto como se fosse ketchup.
— Ratos imundos.
— Hic!
— Se eles tentarem correr, a gente mata eles ou quebra as pernas. Entendido?
Eun-Ho quase vomitou com o jeito calmo e treinado com que ele fez.
— Então ninguém vai ter coragem de correr desse jeito. Estou errado? — o homem perguntou.
— Sim, você está! — Eun-Ho respondeu.
Incapaz de segurar mais, ele deu um passo à frente.
— Quem diabos é você? — o homem perguntou.
Então, Eun-Ho segurou a espada na mão dele, sentindo o peso dela.
— Ei, Guarda. Este cara é seu amigo, certo?
Thump.
— Esse imundo idiota nem sabe o lugar dele. Parece que ele precisa de uma surra, igual o resto da sua turma.
"Não sei o meu lugar, é?" Eun-Ho pensou, cerrando os dentes.
Era hora de ensinar a esse desgraçado exatamente onde ele estava.
— Seis minutos e vinte segundos. — Eun-Ho disse.
— O quê?
— No máximo, dois minutos para achar o caminho. Mais quatro para atravessar o túnel. Isso me deixa com vinte segundos.
— Que porra de matemática é essa?
"Você vai levar uma surra dentro dos vinte segundos que eu tenho."
O cara boca-suja começou a dizer alguma coisa, com preocupação surgindo no rosto dele. Então, ele engoliu de volta.
"Aquele desgraçado tem alguma ideia do quão perigoso esse Hyungnim é...?"
No entanto, quer Eun-Ho entendesse ou não se importasse, ele ergueu a espada com calma.
— Vinte segundos.
Foi só isso que ele disse antes de fazer o próximo movimento.
— Que diabos você está dizendo? Esse desgraçado pirou de… Gaaaaah!
Com um movimento rápido, a lâmina do Eun-Ho cortou de modo limpo a coxa do homem, fatiando a carne exposta onde a armadura dele não cobria.
— Aaaaagh! Quem diabos é você?! Como ele ainda consegue me atacar?! Por que está doendo?!
— Por quê? Não era para estar? — Eun-Ho perguntou.
— M-mas minha defesa está quase no máximo!
O pânico se espalhou pelo rosto do brutamontes e fazia sentido. Todo mundo ali tinha visto como nada conseguia arranhá-lo.
Garras de monstro deixavam só linhas vermelhas superficiais, como se um gato tivesse batido nele por diversão. No começo desta provação, ele até tinha se gabado que não precisava de armadura porque a pele dele já era uma.
— Ah. Isso explica. Achei que a lâmina ficou cega depois de fatiar todos aqueles Bichos-da-farinha mais cedo.
— Que diabos você está falando… Gaaaah!
Sem hesitar, Eun-Ho brandiu de novo de modo frio e deliberado, como um açougueiro abrindo carne congelada.
Splash!
Sangue explodiu da coxa do homem como se alguém tivesse rasgado um balão d’água cheio de tinta vermelha.
A mandíbula do cara boca-suja caiu involuntariamente.
"É tão fácil assim?"
Ele lembrou do que veio antes. Depois da provação da Estação de Seul, durante o caos do terremoto, todos eles fugiram para o Distrito Sogong. Foi lá que conheceram esse brutamontes.
O brutamontes tinha matado um monstro, somente um, e agiu como se isso fizesse dele rei.
“Então ele espancou a gente para caramba naquele dia.”
Começou quando o cara não conseguia parar de encarar ou tocar a saia-lápis da Ye-Ji. O cara boca-suja não se segurou, xingando sem parar.
Então, o homem surtou. Em segundos, a faxineira e o segurança também tinham entrado no caos.
O cara boca-suja lembrou do passado.
— Um guarda e uma faxineira...? Por que diabos esses desgraçados inúteis acham que eles conseguem fazer alguma coisa comigo?
— Ugh! Tá bom! Eu estava errado! Para…!
— Cuida do tom.
— E-eu sinto muito! Por favor! Por favor para!
Ele sempre se gabou de deixar a habilidade de defesa no máximo, agindo como se fosse feito de pedra, e ali estava ele, cambaleando com sangue escorrendo pela perna.
"Sim! Porra!"
O cara boca-suja mal conseguiu segurar a vontade de comemorar em voz alta, tremendo de alegria.
Swoosh!
Eun-Ho se moveu para trás do homem num movimento fluido e cortou de novo, desta vez na panturrilha.
Quando o brutamontes finalmente estalou e avançou, balançando uma clava do tamanho da cabeça de uma criança pequena, a presença calma do Eun-Ho fez todo mundo prender a respiração.
Whoosh! Baaam!
Graças a um desvio rápido, o ataque errou. Em vez de acertar Eun-Ho, o cara bateu a própria cabeça direto na parede do túnel.
Quando a parede cedeu, foi como um peso saindo do peito; um fôlego afiado e aliviante depois de ficar submerso tempo demais.
— Gaaah! Seu ratinho!
Não importava o quão forte ele era ou o quão pesada a arma dele era, isso não importava para Eun-Ho. Contanto que não fosse acertado, ele não tinha nada a temer.
"Ele não tem chance…" o cara boca-suja pensou.
Além disso, parecia que até o brutamontes tinha percebido também. Com um olhar determinado, o brutamontes se firmou para um último golpe desesperado.
— Você está morto, babaca!
O motivo de esse desgraçado conseguir derrubar monstros se resumia a uma coisa, o “finalizador” dele. Era um golpe mortal concedido por algum item raro que tinha conseguido puramente por sorte.
O cara boca-suja pensou na conversa em que teve mais cedo com o brutamontes.
— É feio quando eu balanço isso, mas o que mata de verdade é quando volta. Isso aqui? É amaldiçoado do melhor jeito.
— É-mesmo?
— A se é, otário. Então se você tentar correr, é melhor estar pronto. Vou esmagar seu crânio por trás.
Vmmmm!
A clava encravada na parede do túnel começou a zumbir, como se anunciasse que ela finalmente estava pronta. Então, num instante, ela rasgou o ar, mirando direto nas costas desprotegidas do Eun-Ho.
— Cuidado! Atrás de você…!
Vendo aquela arma brutal voando direto nele, Eun-Ho não hesitou e só sussurrou uma única palavra.
— Aceleração.
Swoosh!
Uma rajada de vento chicoteou pelo túnel. Num piscar de olhos, uma porta de metal de algum jeito apareceu do nada, batendo entre Eun-Ho e a clava vindo.
— Uma porta? — o cara boca-suja murmurou.
O brutamontes que tinha lançado a clava estava agora estirado no chão, com a mão ainda estendida. Eun-Ho tinha enfiado a lâmina longa direto na axila do homem.
— Aaaaargh!
O grito ecoou pelo túnel, sacudindo as paredes. Espumando pela boca, o brutamontes finalmente desmaiou apagado.
— Eu ainda tinha dez segundos… — Eun-Ho murmurou, parecendo um pouco decepcionado.
"Acho que acabou." Eun-Ho pensou.
O tirano, aquele que todo mundo acreditava que não podia ser parado, foi derrotado em apenas 10 segundos.
— Bem. Isso é...
Sem nem dar um segundo olhar para o cara, Eun-Ho começou a andar.
Thump.
Ele se aproximou da porta, a mesma em que a clava ficou presa. Sem uma palavra e sem hesitar, ele estendeu a mão e segurou a clava.
— Armazenar.
Puff!
— Que diabos?!
Ninguém conseguia dizer o que era mais chocante; o modo como Eun-Ho saqueou a arma de forma natural, ou o fato de que claramente não era a primeira vez dele fazendo isso. De qualquer forma, a luta acabou, já que o tal líder deles caiu, e a arma que o tornava perigoso sumiu.
[06:05]
— Acabou…
Os sobreviventes responsáveis por bloquear a parede soltaram um gemido coletivo de desespero. Eles entenderam agora que a provação deles era um fracasso.
Nenhuma armadura podia protegê-los desse homem, e estava claro que ele e o grupo dele cruzariam essa parede.
— A-a gente conseguiu?!
— Então isso quer dizer que tudo que a gente tem que fazer é correr…!
Os sobreviventes de Namsan, percebendo isso, começaram a se aproximar da parede, prontos para disparar atravessando.
No entanto, Eun-Ho deu um passo à frente para bloquear o caminho deles.
— Não tem necessidade disso. Tem um jeito de todos nós sairmos disso vivos.
Enquanto ele ficou perto dos destroços ainda queimando, um feixe de luz caiu nele de lado como um holofote num palco, atraindo todos os olhares no túnel.
— Rapaz! O que você está dizendo?
— Tem um caminho para a Zona Segura que não envolve passar pela parede — Eun-Ho falou.
— O quê?!
A parede ia do chão ao teto, bloqueando o túnel completamente. Não havia como contornar ou, pelo menos, era o que todo mundo acreditava.
— O quê? Isso é algum tipo de enigma?
— Que tipo de besteira é essa?!
No entanto, apesar da descrença, o cara boca-suja acabou perguntando. — T-tem um jeito, né?
Ele achou que, se alguém podia ser confiável, era Eun-Ho; o sujeito que sempre achava brechas nas regras. Portanto, ficou disposto a acreditar nessas palavras.
— Dá para chegar lá sem passar por essa parede — Eun-Ho disse.
— Confio em você, Eun-Ho! — Ji-Eun respondeu.
— Eu também! Toda vez que ouvi ele deu certo.
— Eu também! Você não sabe o quão incrível Hyungnim é! — Jae-Hyuk acrescentou.
Eun-Ho ouviu a onda de confiança de trás dele.
Então, sem virar, ele caminhou com calma em direção à parede do túnel e disse: — Vamos pegar o túnel lateral.
— O quê…?
— Tem uma passagem escondida aqui.
Swish.
Com essas palavras crípticas, Eun-Ho virou e caminhou em direção à parede do túnel.
— Uma passagem escondida? Onde?! Não tem nada aí!
— Sim! Não tem nem uma placa. Que diabos ele está falando?!
Então, Eun-Ho parou na frente de uma parede de concreto rachada e amassada de antes, onde a clava daquele brutamontes tinha batido.
— Invocar.
Sem hesitar, Eun-Ho segurou a mesma clava e começou a quebrar a parede.
Tump!
— O-o que você está fazendo?!
— Não está falando sério que você vai arrebentar isso, está? Sequer sabe o quão grossa essa coisa é?!
Tump! Tump! Tump! Tump! Tump!
Eun-Ho não ligou para o que alguém estava gritando.
Ele bateu a clava de novo e de novo no concreto. A cada impacto, poeira explodia para fora, e lascas de pedra voavam como estilhaços.
— O quê…?! Está oco?!
Atrás do concreto grosso, uma câmara vazia se revelou.
— Tem uma passagem de verdade aí atrás! Que diabos?!
— Isso é um túnel de evacuação de emergência? Por que estava selado?
— Como você sabia que isso estava aqui?
— Quem liga? — Eun-Ho respondeu.
Vozes aflitas se atropelaram, estarrecidas com a existência de um caminho que ninguém esperava.
Ele balançou a clava de forma preguiçosa, então falou: — Vocês vão vir ou não?
"Puta merda! Isso foi foda!" o cara boca-suja pensou.
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