Volume 1

Capítulo 14: Pressão por Desempenho (4)

Tum~

Assim que Eun-Ho arrancou o inseto parasita da nuca do zumbi, o zumbi desabou como uma máquina que tinha perdido a fonte de energia.

O inseto-agulha prateado — o Parasita de Agulha — se alojava dentro do hospedeiro e emitia comandos. Por isso, matar o parasita era a forma real de derrubar esses zumbis implacáveis, que não morriam fácil nem fugiam. Assim que o inseto era puxado para fora, os zumbis caíam como marionetes com as cordas cortadas.

— A gente atingiu a meta! — Ji-Eun gritou, toda triunfante.

Eun-Ho levantou a cabeça e conferiu o Status de Desempenho. Diferente de antes, a tabela agora estava cheia de números, alguns bem mais altos que outros.

[Status de Desempenho da Primeira Rodada]

  • Equipe 1: 101/100 pontos
  • Equipe 2: 60/100 pontos
  • Equipe 3: 50/100 pontos
  • Equipe 4: 15/100 pontos
  • Equipe 5: 85/100 pontos

Conforme a pontuação subia, os zumbis no campo diminuíam de forma visível. Agora, a quantidade deles estava mais ou menos no mesmo nível da quantidade de humanos, todos lutando com armas improvisadas.

— Parece que os zumbis estão diminuindo.

— Faltam trinta e oito. Se cada FT se separar e cuidar da sua parte, dá pra terminar isso junto.

A equipe do Eun-Ho já tinha batido a meta. Até a Equipe Cinco, com o morador de rua, tinha conseguido se virar. Inspirados pelo exemplo de Eun-Ho, os outros começaram de forma meio desajeitada, mas eficiente a extrair os insetos também.

Só havia um problema: tempo.

[A primeira rodada termina em três minutos.]

— O que a gente faz?! Tá acabando!

— Só mais um! Dá pra conseguir!

Enquanto o sistema iniciava a contagem, quem temia ser apagado entrou em modo desespero total.

Ai! Anda logo, moço! Aquele ali! Vai!

A Equipe Dois, onde estavam Ye-Ji e o segurança mais velho, estava se segurando bem, provavelmente graças à espada e ao escudo que pegaram na Caixa Misteriosa.

— Se vocês já terminaram, dá pra emprestar o escudo pra gente?

A Equipe Três, com o homem de óculos, só precisava de mais dois zumbis para completar a cota. Ele usou a capa da Caixa Misteriosa para cegar um zumbi que vinha investindo e arrancou o parasita.

— Morre logo…!

Sumiram as pessoas que antes recuavam, horrorizadas com a aparência grotesca dos zumbis. Agora todo mundo estava em modo sobrevivência: socando, esmagando e arrancando insetos com as mãos tremendo.

Alguns chegaram a arrancar membros de zumbis e usar para espancar outros até a “morte”. Dignidade e decência viraram luxo. O que restava era a vontade desesperada de viver.

Ainda assim, no meio do caos, a Equipe Quatro continuava discutindo.

— Que merda! A gente devia ganhar passe por isso! Não é justo! Tinha uma criança com a gente!

— Isso, exatamente! Não é como se fossem quatro pessoas! A gente só tinha três!

Eles apontavam o dedo um para o outro e para a garotinha, que não devia ter mais de cinco ou seis anos. Mesmo numa situação de vida ou morte, continuavam se culpando.

“Não é só culpa da criança.” Eun-Ho pensou.

A Equipe Quatro tinha feito míseros 15 pontos, nem metade do que a equipe acima deles conseguiu. Isso significava que os adultos também não fizeram a parte deles.

Mesmo assim, era difícil culpar totalmente. No centro da discussão, vinha o choro da criança.

— Papai! Uaaaah!

— Y-Yul! Não chora… tá tudo bem, meu amor! Tá tudo bem!

Eun-Ho não conseguiu evitar sentir pena.

“Aquela equipe nunca teve chance!” Eun-Ho pensou.

As mãozinhas da menina mal deviam ter força pra segurar um hashis. Ela tentou lutar contra monstros… e se machucou. O pai ficou sobrecarregado, dividido entre protegê-la e caçar insetos. E os outros dois ou desistiram ou quebraram sob a pressão, travados de medo ou frustração.

— Você acha que eles desistiram? — Ji-Eun perguntou com nervosismo, alternando o olhar entre a garota chorando e o cronômetro diminuindo.

— Acho que não! — Eun-Ho respondeu, apontando para o homem que segurava a criança.

O suor escorria pelo rosto dele, e ele respirava em puxões, mas se recusava a colocar a filha no chão. Ele ziguezagueava pelo caos, desviando dos zumbis enquanto buscava desesperadamente o brilho prateado do parasita.

— A gente vai ver a mamãe? — a menina choramingou.

— Não, Yul. O papai vai garantir que você não desapareça.

Ele era um pai. Não tinha conseguido matar um único zumbi nem inseto, mas continuava de pé, continuava lutando e tentando por causa dela.

[01:00]

Restava só um minuto para o fim da primeira rodada.

De repente, Ji-Eun estendeu a mão e puxou de leve a manga dele. — Eun-Ho, eu… ahn…

A voz dela vacilou com hesitação, mas os pés já tinham se virado na direção do pai e da filha. Ela queria ajudar, claramente.

Só que Eun-Ho respondeu de forma seca: — Você não vai conseguir fazer muita coisa.

Aquela equipe precisava matar quinze zumbis em menos de um minuto. Não era hora de boas intenções. O que eles precisavam era precisão e velocidade. Ji-Eun, por mais esforço que fizesse, não era a pessoa certa para aquilo.

— Eu sei, mesmo assim...

— Vai pra Equipe Três! — Eun-Ho disse, firme. — Eu cuido desse lado.

Os olhos dela se arregalaram. — O quê? Espera. Sério?

— Isso te choca tanto assim? — Eun-Ho perguntou, franzindo as sobrancelhas.

— N-não, claro que não!

Eun-Ho não estava oferecendo ajuda por ser um herói nobre e abnegado. Não era porque uma criança estava em perigo, nem porque a paternidade tinha despertado algo profundo dentro dele. A verdade era bem menos poética.

? — Ji-Eun ficou surpresa e confusa.

— Estamos todos na mesma merda…— Eun-Ho murmurou.

Ele odiava o sistema e o processo de reestruturação. Acima de tudo, odiava a ideia de um bando de desgraçados arrogantes assistindo como se fosse um reality show grotesco; julgando, pontuando e classificando. Só de pensar que vidas estavam sendo manipuladas por alguém atrás de uma tela, o sangue dele fervia.

— Eu vou cobrar isso deles até que implorem pra eu parar — Eun-Ho sussurrou.

Não ia dar o que eles queriam. Se queriam sangue através de competição, ele daria sobrevivência. Não ia colaborar com esse jogo doentio.

— Você acha mesmo que isso vai funcionar?

— Vou fazer funcionar.

Quaisquer recompensas ou vantagens que o sistema oferecesse, Eun-Ho estava pronto para extrair até a última gota. Quem quer que estivesse observando por trás do Olho… ele estava pronto para passar por cima e derrubar tudo o que eles achavam que era intocável.

— Jae-Hyuk, vai pra Equipe Dois! Anda! — Eun-Ho ordenou.

— Estou indo!

Ji-Eun abriu um sorriso aliviado e disparou. Então Eun-Ho sentiu outra pessoa puxando sua manga.

— E-e eu?! — Era o homem de boné, o tagarela que continuava colado nele porque tinha medo de agir sozinho.

— Você? — Eun-Ho olhou de cima a baixo. — Cuida da criança.

? Que criança?

— Aceleração.

— Eeei!

Fwooosh~

O tempo pareceu distorcer ao redor dele quando Eun-Ho entrou em alta rotação, passando entre os zumbis congelados como se estivessem em câmera lenta.

— Um, dois, três, quatro, cinco… — Eun-Ho murmurou.

Ele arrancou com cuidado o Parasita de Agulha de cada zumbi, tomando cuidado para não matar os hospedeiros “por acidente”. Em segundos, as duas mãos ficaram cheias; então ele despejou os insetos se contorcendo numa pilha aos pés do pai.

Ali, no meio do desespero, o homem apertava a filha como se estivesse decorando o rosto dela pela última vez.

Eun-Ho se moveu ainda mais rápido e, quando parou, entregou tudo a tempo. O chão parecia uma entrega bizarra de monstros.

— Paaaai… não chora!

Lágrimas escorriam dos olhos grandes e assustados da garotinha. Ela piscou para Eun-Ho, que tinha surgido do nada como uma tempestade.

— Você é a Yul, né? — Eun-Ho perguntou.

Yul ficou em silêncio.

— Não chora. Vai ficar ali com o homem do boné. E tampa os ouvidos se ele começar a falar. — Eun-Ho acrescentou.

— O-o que você tá tentan... espera, o que é isso tudo?!

O pai da menina começou a protestar, mas parou com a boca aberta. Ele não tinha como não ficar atônito, porque um homem estranho apareceu do nada tentando mandar a filha dele para longe e, além disso, os monstros que ele mal conseguia “matar” em uma hora agora estavam empilhados aos pés dele.

— Funciona melhor com os pés do que com as mãos! — Eun-Ho disse. — Pisa neles.

— Mas isso…!

— Não dá tempo de explicar. Eles só tão inconscientes. Já, já acordam.

O homem olhou para Eun-Ho, depois para a tabela. Então baixou a cabeça. Quando a levantou de novo, não havia medo, só determinação.

Tum! Tum! Tum~

Um por um, ele esmagou os insetos prateados, matando-os… e matando junto a desesperança que tinha paralisado suas pernas.

— Você não vai levar minha filha!

[Faltam dez segundos para o fim da provação.]

A contagem final tinha começado. Todas as equipes tinham batido a meta, exceto a Equipe Quatro.

Enquanto Eun-Ho varria a área procurando os últimos zumbis restantes, algumas estudantes se adiantaram para ajudar o pai e a filha.

— A gente os atrai pra você!

— Espera, eu vou primeiro! Aaaah!

Sem aviso, os olhos do morador de rua salientaram com algo selvagem e perigoso. Ele avançou e agarrou uma das garotas pelo pulso.

— Que porra você acha que tá fazendo?! — ele rosnou.

Aaaai!

Talvez ele não gostasse de ver alguém ajudando outra equipe ou talvez fosse outra coisa. De qualquer forma, o aperto no pulso fino dela fez a menina gritar de dor.

“Devo interferir?” Eun-Ho pensou.

Mas o tempo estava acabando, faltando só cinco segundos. Assim que o Tempo de Recarga terminou, Eun-Ho ativou sua Aceleração pela última vez. Em vez de ajudar a estudante, ele foi entregar o último inseto direto ao pai.

— Obrigado! Obrigado mesmo, senhor! Nunca vou esquecer o que você fez por nós! — o homem gritou se curvando, tomado pela emoção.

Eun-Ho fez um leve aceno e se virou para as estudantes.

— O que você acha que tá fazendo?! — uma delas falou, entrando na frente.

Ela pegou uma lata vazia do chão e arremessou.

Clang~

A lata bateu na mão erguida do homem, dando à amiga uma chance de puxar o braço e recuar cambaleando.

— Merda! — o morador de rua rosnou.

O que quer que tivesse restado na lata, provavelmente um refri açucarado pela metade, respingou em gotas pegajosas na roupa dele.

Ai, não!

— Ei! Corre!

As estudantes dispararam como presa farejando um predador. Ele ficou olhando, abrindo e fechando a mão, como se testasse a própria força.

Tsc… essas pirralhas arrogantes…

Nesse momento, o anúncio cortou a tensão que ele tinha criado.

[A primeira rodada foi concluída. Todos os dados de desempenho foram contabilizados.]

[Os alvos da reestruturação desta rodada são…]

Estivessem correndo, ofegantes ou caídos de exaustão, todos congelaram e olharam para o céu. Um silêncio absoluto dominou, ao ponto que nem respiração parecia existir sob a prece coletiva. — Por favor…

Como se o sistema tivesse ouvido, ele disse:

[Ninguém.]

— Viva!

— A gente tá vivo! A gente conseguiu!

— Obrigado, senhor Eun-Ho! E você também, Secretária Kim!

Gritos de comemoração explodiram pela praça. Começou com o pessoal da Equipe Três, aqueles que Ji-Eun tinha ajudado, e rapidamente se espalhou.

O alívio inundou os sobreviventes. Em meio aos cento e nove cadáveres de zumbis espalhados pela praça, uma sensação nova floresceu: esperança de que talvez… só talvez… eles conseguissem sobreviver à segunda e à terceira rodadas do mesmo jeito.

— Yul! A gente conseguiu! Tá tudo bem!

— Papai! Você se machucou?

O pai quase desabou, com as pernas tremendo de adrenalina e estresse. A filha olhou para ele com os olhos grandes, cheios de preocupação. Então os dois se abraçaram; um abraço silencioso e desesperado, daqueles que fazem o tempo parecer parar.

Jae-Hyuk assistiu à cena e cerrou os punhos, tomado de emoção.

— Você os salvou, Hyungnim!

— A gente fez isso juntos.

— Se não fosse você, eu...

Eun-Ho estava prestes a mandar Jae-Hyuk se acalmar quando sentiu um olhar penetrante. Virou o rosto de leve e cruzou os olhos com o morador de rua.

Ele não estava só olhando. Era um olhar frio e predatório, como um açougueiro prestes a erguer o cutelo.

“Que sujeito assustador!” Eun-Ho pensou.

Como Eun-Ho não desviou o olhar, o homem sorriu com desprezo e se abaixou com naturalidade para pegar um cadáver de zumbi próximo.

Crack~

Ele torceu o pescoço do corpo com um estalo nojento.

Era uma mensagem clara de descontentamento, protesto e fúria: ninguém tinha morrido nesta rodada, e o banho de sangue foi “interrompido”.

Eun-Ho permaneceu em silêncio.

? O que foi isso, Hyungnim? — Jae-Hyuk perguntou, olhando.

— Nada… Só um pressentimento de que a próxima rodada não vai ser fácil.

[A segunda rodada começa.]

[Elimine inimigos e alcance seu objetivo dentro do limite de tempo!]

Com isso, a tabela zerou e a segunda rodada começou.

Tap. Tap. Tap tap tap~

Passos rápidos ecoaram quando uma nova horda de zumbis avançou, muito mais veloz do que na primeira rodada.

Kyeeak!

— Que porra é essa?! Por que os zumbis estão tão rápidos agora?!

Tum~

— Jae-Hyuk! Cobre atrás!


Wham~

O pé do Eun-Ho acertou a lateral de um zumbi, fazendo as vísceras podres derramarem enquanto ele cambaleava. Outro saltou no braço esquerdo dele, como se confundisse com uma coxa de frango. Eun-Ho esmagou a cabeça sem hesitar.

Então um terceiro zumbi correu para as costas desprotegidas da Ji-Eun, e Eun-Ho cortou a perna dele de uma vez.

— Obrigada! — ela disse, ofegante.

Era uma batalha dura, mas pelo menos havia regras, um sistema, um fim claro e uma estratégia. Parecia que todos os outros tinham percebido o mesmo. Cada um encontrou o próprio ritmo dentro do caos.

E, conforme a rodada avançava, eles finalmente se aproximavam do fim.

[Status de Desempenho da Segunda Rodada]

  • Equipe 1: 100/100 pontos
  • Equipe 2: 75/100 pontos
  • Equipe 3: 65/100 pontos
  • Equipe 4: 85/100 pontos
  • Equipe 5: 80/100 pontos

— Desse jeito, todo mundo vai passar!

— É tudo graças a você, rapaz! , espera. O quê…?

No instante em que uma onda de alívio varreu o grupo, um calor estranho subiu pelas costas deles. Não era calor de empolgação nem adrenalina, nem o aquecimento gradual de um dia de verão.

Era um clarão de fogo quente, súbito e absurdo.

— F-fogo?!

Eun-Ho virou a cabeça ao ver o olhar horrorizado da Ji-Eun e captou uma chama que não deveria existir.

Eles estavam numa praça comum, sem combustível nem fonte de calor. Não havia motivo para fogo.

Fwoosh~

Começou no morador de rua.

— I-isso é… pff! pfft…!

Soltando um som entre risada e choro, uma chama crua, vermelho-dourada, contorceu-se pela palma nua da mão dele. Só que ele não tinha isqueiro nem fósforo.

— Isso é uma habilidade?!

Fwoosh~

Com um brilho enlouquecido no olhar e movimentos cheios de energia maníaca, ele entrou numa fúria incendiária. O rosto inteiro se iluminou de euforia.

Seja lá que poder ele tinha acabado de destravar, isso lhe deu um êxtase puro. Ele não parecia buscar vitória nem sobrevivência, mas drogado no próprio poder.

“Isso é ruim. Ele tá completamente fora de si!” Eun-Ho pensou.

As chamas em si eram pequenas e passageiras. Mas viraram letais, alimentadas pela força monstruosa dele.

Ele agarrava zumbis pelo pescoço, um após o outro. Sem sequer precisar esmagar, eles pegavam fogo se contorcendo e berrando enquanto queimavam. Tudo que entrava no alcance dele virava cinza.

— Que porra?! Para de matar!

— O que você está fazendo?!

Os gritos vinham de quem ainda não tinha completado a própria cota. Eles ainda precisavam de alvos, mas o homem estava incinerando tudo que via.

Ele não era surdo nem estrangeiro. Só não estava ouvindo. Tudo o que ele enxergava era o fogo lambendo a própria mão, encarando as chamas como um possesso. E, de fato, ele agia como um possesso.

— Eun-Ho! Você acha que isso é uma Habilidade Única?!

Eun-Ho já tinha dito para Ji-Eun que a Aceleração dele era uma Habilidade Única destravada por análise de dados, perfeitamente adaptada a ele. Assim, se esse homem manifestou o poder não por treino, mas por instinto bruto, desespero e memória muscular, e esse poder era fogo… então era muito mais perigoso que os zumbis.

[Faltam dez segundos para o fim da segunda rodada.]

O alerta do sistema foi como um detonador. O homem olhou primeiro para a tabela, depois para o rosto do Eun-Ho. Sem aviso, ele foi até uma estudante e prendeu a mão no pescoço dela.

— Keugh! P-por que você está fazendo isso comigo?!

— Sua pirralha metida!

As amigas dela gritaram furiosas.

— Que porra você tá fazendo?! Solta ela!

— So-Young!

— Seu desgraçado! O que você acha que está fazendo?!

Crack~

Elas correram para cima dele, mas foram bloqueadas por uma parede de zumbis. Sem conseguir avançar, só puderam gritar. Uma delas sangrava na perna, como se tivesse sido mordida.

— Me solta, seu doente!

— Você me acha uma piada?! Eu te vi rindo de mim antes. Achou que eu não ia perceber?!

Com o som horrível de algo duro se partindo, a garota amoleceu. Então as chamas vieram, espalhando-se do pescoço e dos ombros, rastejando como cobras por cima dela.

Urgh…!

E então ele a arremessou escada abaixo, direto no meio da multidão de zumbis.

Fwoosh~

— Dois coelhos com uma cajadada só! Heh, kekeke!

Ele deu uma risadinha, com os olhos saltando entre o fogo se espalhando e a pontuação subindo.

[Três, dois, um. Tempo esgotado.]

— Meu Deus!

— E-esse desgraçado! Hyungnim, eu não aguento mais isso!

— Que porra…!

Conforme a maldade carregada atravessou a praça, uma onda de choque e fúria se espalhou como incêndio.

— O-o que a gente faz?

Tum~

Uma das estudantes caiu no chão, com os olhos vazios e lágrimas escorrendo. A outra, mancando por causa de uma mordida de zumbi, desceu a escada em pânico.

— Isso é mentira, né? Fala alguma coisa, Kim So-Young! Diz que você tá bem!

A garota gritava, abraçando o que restava do corpo carbonizado da amiga.

“Foi por desempenho? Ou ele só queria matar?” Eun-Ho pensou.

De qualquer forma, ele era perigoso demais. Eun-Ho não podia deixar esse homem ficar ainda mais forte.

— E-Eun-Ho? Por que você está mexendo na sua mochila do nada? — alguém perguntou.

— Todo mundo, junta aqui. A gente precisa se preparar.

— Preparar pra quê?

Bzzzt~

— Pra acabar com aquele desgraçado.

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