Sinph Star Brasileira

Autor(a): SoulPeak


Volume I

Capítulo 13: O bom filho

Aparentemente, Trevor e eu tínhamos bebido muito na noite da formatura. Reid, pelo que ficamos sabendo pelo Rei Allastor, já planejava nos abandonar. Já se fazia alguns dias desde que o garoto fora embora. Foi engraçado o Rei em pessoa vir aqui em casa para explicar o que tinha acontecido. Meu pai quase deserdou meu irmão mais velho por tratar Allastor como um amigo próximo.

Em compensação, o Rei anunciou que ofereceria um grande jantar em seu forte. Meu pai instantaneamente se ofereceu para ser o anfitrião do evento. Os Vykes gostavam da atenção, e devíamos isso tudo a meu pai. Depois de quase nove vezes negando, Allastor finalmente cedeu, deixando assim o jantar em nossas mãos: as dos Vykes.

Trevor estava abatido desde que Reid foi embora. Ora, eu mesma estava. "— Mas Reid devia ter seus motivos", eu disse a Trevor.

— Ele acha que seríamos peso morto só porque somos nobres — disse um Trevor meio amargurado, comendo seu almoço.

— Eu acho que ele fez isso por nós.

— Se toca, Valk. Ele nos deixou e não vai voltar; provavelmente vai ser morto por aí.

— Às vezes me esqueço do quão apegados vocês dois são.

— Éramos.

Levou cerca de uma semana para preparar o jantar. Meu pai tinha convidado a maior parte dos nobres de Qudu, incluindo o Rei e sua família. Minha mãe convidara alguns parentes que não poderiam vir, e eu... eu convidei Reid. Provavelmente ele nunca chegará a ler a carta, mas eu sinto falta dele. Uma parte de mim sente ódio por ele.

No dia do jantar, por volta das nove horas da noite, os convidados começaram a chegar. Nossa casa era gigante, então espaço era o menor dos nossos problemas; os convidados eram o pior. Já estava cansada de ter que recusar as danças que me pediam. Aparentemente, minha mão era o prêmio da noite. Só queria sair dali e pensar comigo mesma.

Aproveitando um pequeno intervalo dos convites, saí de casa e fui em direção ao nosso jardim central. Estava calmo, muito calmo. O vento sussurrava e, ao longe, uma coruja espreitava. Era quase pacífico. A luz prateada da lua iluminava uma Flor da Meia-Noite. Cerca de cinco minutos se passaram até que alguém teve a mesma ideia.

— Boa noite.

— Noite — eu disse. Não queria conversar, não naquele ambiente.

— Noite difícil?

Era uma voz suave, que eu não lembrava de ter escutado antes.

— Uhum.

— Imagino. Aqueles nobres são tão chatos; parecem abutres.

— Né? Eu não aguentava mais ser cortejada.

— No seu caso, eu consigo entender, mas no meu? Eu não sou ninguém.

O homem estava muito sério. Ao lado de Valkyrie, ele observava a lua, quase sem piscar.

Longos dois minutos se passaram sem que ninguém falasse nada, até que o homem perguntou:

— Disseram-me que a senhorita conheceu um tal de Reid Star.

Valkyrie congelou. Era muito repentino, mas ela era uma dama da casa Vykes; deveria conseguir lidar com isso.

— Eu o conheci, sim.

— Onde encontro Reid Star? — disse o homem, agora encarando Valkyrie. Seu cabelo grande e branco, refletindo a luz da lua, não parava quieto devido ao vento. Era hipnotizante.

— Reid Star fugiu para se tornar um aventureiro. — A feição de Valkyrie mudava mais e mais ao decorrer da conversa; um gosto meio metálico veio à sua boca.

— Algo me diz que você sabe para onde ele foi.

Quem era esse cara? Se já sabia de tudo, por que perguntava?

— Sinto que o senhor já sabe de toda a história. Vá direto ao ponto, por favor.

— Haha, perdão. É que vocês crianças são muito engraçadas. O elfo dos Evergreen estava ainda mais bravo e um tanto magoado com Reid.

— Trevor?

— Sim, esse era o nome dele.

Então ele conversara com Trevor. Era por isso que sabia das coisas.

— Enfim, eu queria desculpar-me por Reid. Ele tende a ser muito emotivo, e sei que suas ações foram pensadas de última hora, pelo menos a parte que não envolvia vocês.

— Desculpar-se por Reid? Quem é você?

— Ah, perdão, não me apresentei. Depois de tantas apresentações com nobres, a gente não vê mais necessidade. Sou Jin Haruto.

Jin Haruto. Então era assim que uma lenda se parecia. E pensar que ele estava ali, na sua frente, era quase fantasmagórico. Seu cabelo deixava a cena toda bem estranha.

— Geralmente as pessoas quase se ajoelham, mas você é a primeira a me olhar com raiva. O Reid a magoou tanto assim?

— Não, perdão. É que muito me foi dito a seu respeito, senhor Jin. Só estava colocando as coisas no lugar.

— Então, em que direção Reid foi?

— Iríamos para o oeste, mas pelo que Allastor disse, ele enfrentou Reid no portão norte da cidade.

— Hum, Reid enfrentou Allastor. Tenho que perguntar o que Allastor fez com meu men… aprendiz — disse o homem, dando uma risada.

O homem parecia indefeso, mas sempre estava em postura de reação. Pelo visto, o tempo lhe ensinara algumas coisas.

— Enfim, onde está aquele cabeça-oca do Bjorn?

— Você fala de meu pai?

— Ele mesmo. Tenho que dar uma bronca nele.

Meu Deus, o papai não mentia quando dizia que conhecia Jin?

— Eu te levo até ele, provavelmente está sendo bajulado.

A festa estava cheia. Pelo visto, ter Allastor e Jin na mesma festa fazia as pessoas andarem rápido, assim como os boatos. Foram necessárias diversas desculpas e muitos apertos de mão para despistar a multidão. Por mais que Allastor fosse 'O Vermelho' e Rei de Qudu, Jin era uma lenda e a 'Chuva Padecente'. Os trovadores ainda se lembravam de Jin, e não se esperava que parassem de cantar seus feitos. Quando estavam quase chegando à sala de estar onde Bjorn estava, Jin puxou o braço de Valkyrie, fazendo-a parar.

— O que aconteceu?

— Preciso te perguntar algo.

— Tudo bem.

— Você o ama?

— Meu pai? Claro, ele só é meio duro por vezes, mas faz de tudo por nós.

— Eu quis dizer sobre Reid.

— C... como assim o a... amo? Acho que ele era um bom amigo até nos trair. — A velha Valkyrie e seus sentimentos.

— O garoto elfo disse algo parecido. Você ainda quer ser uma aventureira?

— Acho que sim.

— Acha ou tem certeza?

— Tenho certeza!

— Ótimo. Amanhã, às cinco, vamos atrás de Reid. O garoto elfo também vai, na saída norte da cidade.

— Espera, meu pai nunca permitiria. Não tem como ele deixar!

— O Bjorn? Ele faz tudo que lhe peço; só observe.

Bjorn estava rodeado de alguns homens mais velhos e Allastor, bebendo de uma caneca que parecia simples demais. Um dos homens havia trazido um licor caro.

— Bjorn.

O homem parecia uma versão maior de Jin, como se fosse um Allastor mais voltado para a magia. Seus cabelos prateados e cara marcada por batalhas lhe rendiam bem o título de Urso Prateado.

— Jin!

— Jin?

— Jin Haruto?

— Senhor Jin!

— Olá, irmão. É tão bom ver você de novo. Não esperava que viesse — disse Bjorn, desfazendo-se da caneca com bebida. Jin odiava álcool.

Bjorn abraçou Jin, que retribuiu o abraço e deu um tchauzinho para o resto das pessoas que estavam na sala.

— A que devo a visita, irmão?

— Eu queria conversar algo com você. Em particular — disse Jin, dando uma virada de cabeça em direção aos convidados que estavam na sala.

— Claro, senhores, desculpem-me, mas nos falamos depois, não?

Direcionando Jin até sua sala de reuniões pessoais, os dois seguiram. Era realmente estranho ver os dois juntos. Poder-se-ia dizer que eram irmãos de sangue.

Sentando-se na primeira cadeira, Jin ficou esperando que Bjorn se sentasse também.

— Joana! Traga-me um chá cítrico e um café bem forte! — gritou Bjorn.

Ele se sentou na cadeira principal, que poderia facilmente comprar uma mansão em um vilarejo não muito longe da capital.

— Então, o que queria conversar? — disse Bjorn, enquanto se espreguiçava.

— Eu já te contei por que saí de casa, Bjorn?

— Era porque você queria ser independente, não?

— Não.

Alguém bateu na porta.

— Eu saí porque não aguentava mais.

Alguém bateu na porta.

Bjorn não queria atender. Jin raramente falava sobre o passado. Chances como essa eram raras, tão raras que nunca se sabia quando seria a última.

— Eu tinha raiva de nosso pai, raiva do que você estava se tornando, raiva por não ter mais minha mãe; você estava ficando igualzinho a ele.

Silêncio.

Bjorn não sabia disso; Jin nunca havia dito nada. Como assim, igual ao papai? Era um sentimento estranho, ele não sabia descrever.

Alguém bateu na porta.

— Cacete! Entre de uma vez! — gritou Bjorn.

— Perdoe-me, senhor, mas eu trouxe o chá e o café que o senhor pediu — disse Joana em posição defensiva. Bjorn era muito alto e corpulento, e intimidava muitas pessoas com o mínimo esforço.

— Ah, Joana, perdoe-me por elevar a voz. Achei que fosse outra pessoa. Por favor, sirva-nos — disse Bjorn, enquanto acariciava as têmporas com a mão esquerda.

Após servir os dois, tremendo, Joana saiu e fechou a porta, deixando os homens no que parecia uma zona de batalha recém-terminada. Ambos, Jin e Bjorn, beberam suas bebidas calma e silenciosamente.

— Por que nunca me disse nada? Sempre achei que me amasse; ora, foi praticamente você quem me adotou — disse um Bjorn agora aquecido por um café fumegante.

— Eu te amei e ainda te amo, mas, naquela época, você estava virando uma réplica dele. Até suas atitudes. Eu te vi tratar empregadas pior do que tratava prisioneiros de guerra, Bjorn!

— Achei que estava te dando orgulho. O papai sempre nos ensinou daquele jeito.

— Orgulho de ser irmão de um homem que matava por diversão? Você pensava tão pouco de mim?

— Eu…

Um tempo de silêncio se passou. Muito barulho podia-se ouvir do resto da casa, mas daquela sala, nada.

— Me desc...

— Mas você me deu muito orgulho e continua dando. Não é como se eu não te amasse. Quando você saiu de casa, finalmente mudou. Não sei se foi por vontade própria ou não, não me importa, mas você mudou para uma versão melhor. — Jin parou para dar uma golada de seu chá. — Lutou ao meu lado por anos e não reclamou uma única vez. Lutou pelos mais fracos e nem entendia a causa deles; criou seus filhos da melhor maneira que pôde, de uma maneira diferente da que foi criado. Você é, sim, meu irmão, e é, sim, a pessoa que mais me dá orgulho nesta vida. — O homem deu uma pausa para apertar os sapatos. — Se pudesse mudar algo, teria aguentado mais e ficado, por você. Sei o quão difícil foi ficar sem mim lá e que nosso pai o puniu em meu lugar, mas eu simplesmente não podia voltar e ver que o irmão que tanto amei estava seguindo os passos de alguém como ele.

Um homem de quase dois metros e quinze centímetros chorando era uma imagem estranha. Bjorn não se lembrava da última vez que chorara. Era um choro bom, no entanto. Muitas coisas haviam saído de suas costas. Ser reconhecido por alguém que você admira muito, alguém que lhe estendeu as mãos quando ninguém mais lhe olhou nos olhos, era de se chorar.

Muitos minutos tinham se passado. Jin estava terminando seu chá, e Bjorn... bom, Bjorn ainda era o mesmo Bjorn que chorava quando Jin não dormia com ele por medo de ser deixado sozinho de novo.

Limpando a garganta, Bjorn falou pela primeira vez desde que Jin havia começado.

— Eu precisava muito ouvir isso.

— Imaginei que sim. Desculpe-me por não dizer antes.

— Eu não sabia que você odiava o papai dessa maneira. Sabia que não concordava com ele em seus modos de agir, mas não a esse ponto.

— Eu queria me tornar forte para matá-lo, e no final eu nem tive esse prazer. Ele morreu do jeito que viveu: doente e sozinho, um homem desprezível — disse Jin em um tom mórbido. — Ele me tirou de minha mãe quando eu nasci. Eu tinha uma família antes, Bjorn. Quem mais eu tinha?

— Eu e talvez Allastor.

Uma lágrima escorreu pelo olho esquerdo de Jin, e uma risada saiu de sua boca.

— É, talvez Allastor — disse Jin, enquanto ria e chorava ao mesmo tempo.

— Você ainda é humano se consegue chorar — disse Bjorn, dando uma risada alta e batendo na mesa.

— Eu gostaria de acreditar que sim…

— Oi? — disse Bjorn, após limpar os olhos e parar de rir.

— Nada. Eu tinha outra coisa para te pedir. Conhece meu pupilo?

— Ele veio uma vez aqui em casa, mas eu não estava no momento. Meus empregados dizem que Valk ficou mais vermelha que o sangue de um urso da montanha — disse Bjorn, dando uma risada.

— Preciso localizá-lo e pensei em dar algumas aulas a Valk, se não se importar, é claro.

— Não me importo de modo algum, Jin. Isso é uma honra para nossa casa, na verdade. Você nunca ensina nada a ninguém.

— Garanto que a protegerei durante a viagem.

— Que lugar no continente poderia ser mais seguro do que ao seu lado? Só fique de olho em Valk. Ela parece gostar do garoto e não parece ser correspondida, pelo que meus filhos me disseram. Não quero que minha princesa se decepcione tão cedo.

— Isso já é com eles, Bjorn. Tanto eu quanto você sabemos que romance será a última preocupação na vida de guerreiros.

— É, mas não era o mesmo com você, né? Quantas foram naquela época? Teve a elfa, depois a esquentadinha de cabelos loiros, e então aquela camponesa, Annabelle, não? — disse Bjorn, enquanto fumava um charuto.

— Mas quase nenhuma durou muito. Acho que sou um pé-frio no final.

— Você sabe que esse não é o caso. Você não consegue viver uma vida normal porque se culpa até hoje pelo que aconteceu com sua primeira pupila. Ser o mais forte ainda vai te destruir.

— Eu não sou o mais forte há alguns anos. Allastor me ultrapassou.

— Na esgrima. Allastor ainda conta por aí como você era um monstro na época de mago. Eu, por exemplo, nem me comparo com Allastor; uma máquina, é tudo que posso dizer sobre ele.

— Enfim, partiremos amanhã de manhã rumo ao norte. Não sei quanto tempo demorará para voltarmos.

— Certo. Voltemos para a festa. Não é todo dia que meu irmão está em casa, tenho que jogar na cara dos meus filhos ingratos.

Saindo da sala, Valkyrie esperava do lado de fora, encostada em uma parede, fingindo naturalidade. Jin piscou para ela, e foi o suficiente. Ela correu para o seu quarto e começou a arrumar suas coisas. Sairiam muito cedo no dia seguinte.

Bjorn liderava o caminho, com Jin seguindo-o. Cumprimentaram cerca de sete pessoas até chegarem ao núcleo da festa, onde estava um Allastor entusiasmado conversando com alguns vassalos.

— Então, ela disse que nunca mais beberia de novo — disse Allastor, soltando sua característica risada, seguida pelos outros.

— Qual é a piada? — perguntou Jin, enquanto abraçava Allastor.

— Jin! Chegue mais. Eu estava justamente contando a esses senhores aquela história da anã na taverna do Quebrado.

— Aquela que bebeu tanto que teve que vender seu equipamento para pagar a conta? — disse Bjorn, caindo em gargalhadas.

Jin não resistiu e começou a rir com os outros.

— Conte aquela do elfo sem roupa procurando a caverna! — disse Jin, dando uma risada.

— ISSO! Conte, por favor! — gritou Bjorn.

Cerca de quarenta minutos de histórias depois, Bjorn assumiu uma sobriedade inesperada e avisou Jin de algo.

— Cara, não sei se estou bêbado, mas aquela ali não é a esquentadinha? — disse Bjorn, pegando o ombro de Jin.

— É a Elise? Não pode ser. Ela mudou tanto assim? — disse Allastor.

Jin ficou branco; não esperava que Elise chegasse tão rápido assim. Ela devia ter saído na mesma semana que ele. Tinha que evitar Elise por enquanto; parte do plano dependia disso.

— Acho que deu por hoje — Jin agora se retirava devagar. — Vejo vocês depois — disse Jin, abraçando Allastor e Bjorn.

Cerca de cinco minutos de caminhada depois, Jin chegou à pousada onde estava ficando. Era bem modesta; não queria incomodar ninguém, já que sairia no dia seguinte. O dono estava dormindo despreocupadamente, e, como Jin estava com sua chave, nem o acordou. Seu quarto ficava no segundo andar. Subindo as escadas, abriu a porta e trancou ao passar. Jogando-se na cama, Jin nem queria perder tempo; o sono era algo sagrado para este homem. Cerca de dois minutos se passaram, e Jin escutou algo bater na janela.

De primeira, ignorou; ora, no segundo andar só podia ser um pássaro. A batida continuou sem cessar, ficando mais irritante. Decidindo ver o que era, Jin levantou-se para ver Elise ali em pé, diante da janela, acenando para ele. Sabendo que ignorar era uma perda de tempo, abriu.

— Oi, Jin. Por que me ignorou?

— Oi, Elise. Como me encontrou?

— Seus amigos não quiseram me ajudar e me indicaram para onde você fugira; o resto você sabe: sua aura, mesmo retraída, ainda é forte — disse Elise, dando uma risada fraca.

— Sei que você tem muitas perguntas, mas preciso dormir.

— Não é justo…

— O quê?

— Você me chamou e eu vim. Por que não pode me responder?

Soltando um suspiro e sabendo que ia se arrepender, Jin fez um gesto para que ela entrasse.

— Quarto modesto o seu.

— Eu já estou de saída, por isso.

— Não me diga que me chamou para depois ir embora.

— Pensei que você demoraria mais para se decidir se viria. Não pensei que ainda gostasse tanto assim de mim — disse Jin, dando uma risada fraca de provocação.

Elise deu um soco no braço de Jin e o derrubou na cama.

— Eu senti sua falta — disse uma Elise muito diferente do normal.

Fazê-la sentir-se envergonhada era algo que somente Jin conseguia.

— Você vai se arrepender disso.

Elise subiu em cima de Jin.

— Acho que vou arriscar.

— Acho melhor não, Elise. Você claramente não está pensando direito. — Disse Jin, sem mover um músculo.

— Você já tem alguém? — perguntou Elise, que segurava os pulsos de Jin. A força daquela mulher era algo incrível.

— Não, mas tenho que acordar muito cedo amanhã.

— Você não me quer? — Aqueles olhos fariam até o maior dos homens ceder; eram como joias lacrimosas, guardadas a sete chaves pelo melhor artesão.

Jin contraiu o rosto. Era óbvio que a queria; não a teria deixado entrar se fosse o contrário, mas Elise era muito emotiva; não pensar nas consequências era seu forte.

— Vou levar isso como um sim.

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