Volume 1

Capitulo 10: Depois daquela noite

— Meu corpo doí… — Murmurou Aisha.

A tempestade havia terminado, é o sol do novo dia iluminava o ambiente. Aisha esperava seu pai do lado de fora da casa, ao seu lado Eric a encarava com um sorriso meio sem jeito.

Sabia que o motivo de sua amiga está assim era sua culpa, mas mesmo assim, fez piada da situação.

— É o que acontece quando se dorme de mal jeito, hehe — dando um riso, o garoto falou.

“Sinto-me culpado, infelizmente não tinha outro jeito, perdão, Aisha…”, pensou.

Para poder ir ao resgate de sua empregada, Isabela, o garoto precisou adormecer as pessoas ao seu redor, era uma forma de evitar perguntas ou de envolvê-las em problemas pessoais antigos dele.

Havia deixado sua irmã, Angel, para cuidar da mulher adormecida, Isabela. Temia que pelo estado em que estava, a mulher não acordaria tão cedo, e ele não podia sempre está ao lado dela, tinha responsabilidades a cumprir, por mais que não gostasse da ideia.

Oliver então apareceu acompanhado de Aramis.

— Agradeço novamente a estadia, essa tempestade realmente me pegou de surpresa— falou Oliver.

— Que isso, somos amigos, não somos? Qualquer coisa para lhe ajudar eu faço — dando tapinhas leves na costa do amigo, Aramis respondeu. — Vocês dois são sempre bem vindos aqui.

Despedindo-se dos dois, Oliver, segurando a mão de Aisha, seguiu caminho de volta a sua casa.

— Acho melhor eu dar uma conferida se não há alguma goteira, essa chuva foi forte… Esquisto que do nada eu ter apagado — ao pensar em voz alta, Aramis falou.

— Estranho né? Hehe — rindo de nervoso, Eric respondeu. — Irei sair então, boa sorte na caça das goteiras pai…

O garoto então subiu até seu quarto, adentrando-o, dirigindo até a sua escrivaninha, tirando de dentro dela o objeto que estava preso a corpo de Isabela. Infelizmente, apenas partes de seu corpo e boca haviam sobrevivido.

Estranhou o fato do objeto se autodestruir ao seu toque, mas também ficou irritado, pois significava que ia ter dificuldade em determinar sua origem.

“Hum… O metal não parece algo que foi forjado de maneira natural”

Ao retirar parte da carapaça do Opilião, examinou seu interior. Ele possuía fiações ligada ao que parecia placas de lítio, localizadas onde seria sua boca, presa as suas presas

Retirado essa parte, de maneira cuidadosa para não o destruir mais, ficou o objeto no caule de uma flor ao seu lado, ela havia sido botada mais cedo em seu quarto por sua mãe. Na mesma hora o vegetal murchou, perdendo toda sua cor vibrante, tal reação o preocupou

“Era algo notável logo de cara, mas não queria que fosse real… Essa coisa suga energia elemental!” ao reagir de maneira seria, Eric murmurou em seus pensamentos.

Ao mesmo tempo que sentia preocupação e um pouco de curiosidade da origem daquele objeto, uma tremenda repulsa ressoou em seu corpo. A habilidade daquele Opilião, quebrava um dos três tabus, criados como leis universais no tecido dos mundos.

O primeiro tabu era a deturpação das leis naturais, com o próprio mundo punido os criminosos.

O segundo tabu era mexer com alma de um ser vivo, a alma era algo privado sendo responsável por tudo do indivíduo, sua identificação, por assim dizer, mexer nela, seria o mesmo que usar um ser vivo de cobaia em experimentos, algo visto como anti ético por muitos

Por último, a deturpação da energia elemental, o combustível dos seres vivos, para os mortais era a garantia de sua racialidade e sobrevivência, a falta dela era o mesmo que a morte. A existência desse objeto, era algo extremamente serio, nem mesmo no ápice da guerra elemental, os envolvidos pensaram em criar algo que infringisse um dos três tabus.

“Como pode existir um ser tão desprezível ao ponto criar tal abominação… E quem poderia ser?” em seus pensamentos, o garoto indagava-se.

 

Perto dali…

 

A floresta foi consumida por um grito de ódio.

— Nãooo!

Sentada de joelhos, uma mulher segurava uma caixa de madeira aberta. Ela possuía cabelos curtos azulados, e vestia-se com um vestido de saia curta de cor escura.

— Não pode estar acontecendo isso, não pode! — Ao mexer a caixa de todas as maneiras, a mulher falava incrédula.

De repente, faíscas saíram sobre seus cabelos, e em um ataque de raiva, ela jogou a caixa sobre uma árvore próxima.

Plaft!

Soou o objeto ao se destruir.

— O que falarei ao comandante agora… — Ao cobrir seu rosto com a mão, a mulher choramingou.

Deitando-se sobre o chão, dando um grande suspiro, começou a fala consigo mesma.

— Parabéns, Malachita, além de perder a carga no confronto com a Dama gélida, fez o favor de perdê-la nessa terra também… Sou uma inútil! — Socou o chão.

Havia prometido ao seu comandante que ia recupera a carga perdida, mas ao encontra o caixote que a guardará, deparou-se com o mesmo vazio repleto de sinais de arrombamento. 

Era um carga muito valiosa para sua mestra, a Imperatriz, líder do império prisma, a maior força militar do tecido dos mundos, isso causava-lhe uma tremenda vergonha.

Se pondo de pé, Malachita suspirou novamente. De repente a mulher fez uma expressão seria, havia notando algo.

— Se a sua ideia e um ataque surpresa, certifique de conter sua energia elemental, sua tola!

Em suas mãos, como em um passe de mágica, brandiu um Chuço, atingido o inimigo com sua lâmina curvada.

— Olha… Mais que curioso — ao ver a aparecia do inimigo, Malachita falou.

O agressor possuía aparência de um animal reptiliano, seus braços curtos e cabeça grande estava rodeada por coisas que lembravam pétalas de uma roseira, sua cauda possuia inúmeros espinhos que normalmente eram vistos no caule da flor.

 

Desde que o viu a princípio, Malachita já sabia que a origem do animal era devido à carga que perderá, isso lhe deu uma certa fagulha de esperança, pois significava que ainda podia cumprir sua missão.

— Vamos fazer um acordo, você parece está vivo recentemente, se entregar o que roubou, deixarei que deleite dessa oportunidade por mais tempo, que tal?

O animal nada respondeu, apenas rosnou revelando uma fileira de dentes com a aparecia semelhante aos espinhos de sua cauda.

Grr!

Ele partiu para cima de Malachita, pulando e mirando suas garras no corpo da mulher, contudo em um pisca de olhos a mulher não estava mais no mesmo lugar, sumindo em clarão de luz. A criatura atingiu o nada, encarando curiosa sobre que tinha acabado de acontecer.

Aproveitando-se desse descuido, a mulher atacou de surpresa por trás com a lâmina de seu chuço.

O braço da criatura voou, e a besta uivou de dor.  Malachita então, o atingiu com um chute em sua face, jogando-o contra o chão.

 Encarando a mulher com a maior fúria que podia transparecer em um olhar, a criatura regenerou seu braço de maneira bem rápida, partindo novamente para cima de Malachita.

“Ele se cura bem rápido… Não importa”, surpresa com a habilidade do inimigo, a mulher pensou.

Atacava de maneira constate, cortando os membros da criatura com seu chuço, contudo, os mesmos eram regenerados de maneira bem rápida. Era irritante, pois diferente da aparência de seu inimigo, Malachita era a única que demonstrava está sofrendo com o desgaste físico.

Ao cortar os pês do animal com um ataque rápido, derrubando-a, Malachita empalou a  cabeça do dinossauro flóreo com a lâmina curvada de sua arma, cobrindo-a com pequenas descargas elétricas, utilizando disso para lhe dar uma alta velocidade e assim cortar a criatura ao meio, banhado o ambiente com um líquido avermelhado gosmento.

— É uma pena que não me escutou… Talvez aproveitado o deleite de está viva por um tempo a mais — falou Malachita.

Ao observar o cadáver do animal, acabou notando algo. De onde seria o seu coração, uma membrana cobria algo que lembrava um pedaço de fruta descascado. 

Malachita sorriu ao ver aquilo, pois era o objeto que perderá, uma Maça Sangria

— É apenas uma fatia, mas o problema que causou… — comentou Malachita

Sabia pela explicação de seu comandante que a maça sangria tinha o poder de dar vida ao inanimado, mas não acreditava que apenas uma fatia já era o suficiente para criar aquele dinossauro flóreo, isso a vez entender o porquê de a Imperatriz desejá-la tanto.

Malachita então tentou pegar o objeto, contudo, pegando-a de surpresa, a membrana pulsou, na mesma hora a criatura cortada ao meio se regenerou, atingindo a face da mulher com sua cauda, jogando-a contra o chão.

 — Tsk… Porque nunca morrem de uma vez!

A criatura tentou atacar Malachita mais uma vez, entretanto, a mulher com um golpe rápido atingiu seu peito com a lâmina curvada. Ao infundi novamente a lamina de seu chuço com eletricidade, empalou a criatura com toda a força que podia exercer naquele momento, atravessando-a de dentro para fora.

Malachita acabou ficando totalmente suja com sangue da criatura, sentindo repulsa de si mesma, na ponta de sua arma estava o coração da criatura, após se certificar que ela não ia se regenera mais uma vez, tirou o pedaço da fruta de dentro da membrana.

A fruta possuia um tom avermelhado bem forte, nem parecia que era algo orgânico, já que tinha características que a fazia parecer ser feita de rubi.

Na mesma hora que ela retirou o objeto, a membrana murchou, sumindo em um pó brilhante junto ao cadáver do dinossauro flóreo. Malachita então sentiu um ardor na sua bochecha, e ao levar a mão até o local percebeu que havia se cortado.

— Ridículo… — Ao observar o sangue em seus dedos, murmurou.

Mesmo estando decepcionada por ser ferir, tinha conseguido cumprir a missão. De repente escutou palmas vindo de cima.

Sentada em uma árvore estava uma bela mulher, ela vestia uma roupa que lembrava um traje social da nobreza medieval, seus cabelos longos possuia um tom esverdeado bem forte.

— Incrível, belas habilidades vo….

Malachita não deixou a mulher terminar de falar, jogou seu chuço contra ela, mas, em um piscar de olhos, tanto sua arma quanto a mulher sumiram de sua visão, e um objeto afiado foi posto contra seu pescoço.

— Sabe, é falta de educação atacar sem avisar… Onde está sua honra, guerreira!? — em um tom ameaçador, Vida falou

Malachita observou o objeto em seu pescoço, era um leque de madeira normalmente usado por nobres, mas não entedia como aquilo havia a dominado.

— Fique calma… Se eu quisesse lhe matar, já teria feito isso uma hora traz quando você adentrou essa floresta — comentou Vida — Estou um pouquinho curiosa sobre ti.

— E que um mortal, ou sei lá o que sejas, quer com uma híbrida como eu? — perguntou Malachita.

— Sabes quão perigoso é o item que tens em mãos? — Com um sorriso malicioso em seu rosto, Vida respondeu.

Malachita segurou a fruta com força, entretanto o objeto foi facilmente tomado deu suas mãos, na mesma hora tentou reagir, mas seu corpo não a obedecia, permanecendo parado.

— Hum, realmente você me intriga… Tens em mãos uma fatia de Maça sangria, mas não sinto uma ganância em você sobre a valiosidade do objeto, porque… — Pensando em voz alta, como uma forma de interrogatório, Vida comentou.

O fato da mulher misteriosa saber o nome da fruta, deixou Malachita tensa, ao mesmo tempo, ela estava confusa do porquê não consegui se mover, era como se todo seu corpo estivesse paralisado de medo, mas a mente da mulher estava calma.

— Me nego a responder! E logo digo que não adianta usar a força, fui treinada a aguentar — comentou Malachita.

Tais palavras saíram em meio ao desespero da mulher. Vida em resposta apenas sorriu maliciosamente.

— Hehe… Força? Seus pensamentos já o traem, pequena — Ao cobrir os olhos de Malachita com suas mãos.

As memórias de vida de Malachita transbordaram como se tivessem em uma TV passando os canais, tanta informação e tão pouco segundos, fez a prisma cair de joelhos.

— O que é você!? — Ao olhar assutada, Malachita exclamou.

— Belas memorias… Hibrida. Agora compreendo, o porquê de sua cobiça pela fatia de maça sangria, não ser uma cobiça oriunda da ganância — Sorrindo, Vida comentou. — Mas chamá-la de imperatriz? Pequena, a ser que desejas receber o respeito e a glória, apenas uma mera marionete, do verdadeiro ser que devia cultuar

Malachita nada respondeu, ainda estava processando sobre o que havia ocorrido. Pelo seu conhecimento, memorias não podiam serem lidas, elas faziam partes das coisas que eram consideradas privadas, era quase um tabu existir algo que as deturpavam.

— Contundo, mesmo não compactuando com os ideias dessa imperatriz… Concordo sobre suas ideias, você me ajudará com híbrida?

Vida abaixou-se aproximando até fica cara a cara com Malachita, arrumando seus cabelos azuis para ter uma visão melhor de seu rosto.

— Eu nunca vou lhe ajudar! — Cuspindo na cara da mulher, Malachita gritou.

Vida reagiu à atitude da garota com um sorriso malicioso ainda maior.

— É quem disse que eu preciso de sua vontade?

Tirando o leque do pescoço de Malachita, ela o ficou no peito dá prisma, empurrando de maneira calma

— Urgh — Gemeu Malachita em dor.

— Ahh, nem machucou, por que choras então? Não era você que dizia ser da orgulhosa raça do prisma, ou seus pensamentos mentiram?  — Zombou.

Malachita nada pode responder, a dor era a única coisa que passava sobre sua mente, sentia como se todo seu corpo queima-se e seus ossos quebrassem, por mais que tentasse reagir para cessar tal tortura, seu corpo não se movia, restando apenas gritar o mais forte que podia.

Vida sorria com toda aquela situação, ficando ainda mais fundo seu leque no peito da mulher, aproximando sua boca dos ouvidos de Malachita, Vida falou calmamente.

— A dor é passageira, pequena, ela é o que nos fortalece, mas cabe a você decidi se ira aceitá-la ou perecer perante ela.

Após o termino de suas palavras, Malachita desmaiou em pé, notando isso, Vida retirou seu leque do peito da mulher, deixando seu corpo desabar ao chão.

A besta encarou a fatia da maça sangria em sua mão, deslizando-a entre seus dedos.

 — Tome, um agrado de minha parte, sinta-se feliz pela minha complacência — ao jogar o objeto sobre o corpo caído da Malachita, Vida falou.

Ela então começou a caminha com mãos para atrais até mata adentro.

— Aguardarei nosso reencontro, pequena, e espero nos dar bem juntos a partir de agora,  fará isso por mim, minha nobre prisma?

Assobiando uma melodia calma, Vida sumiu entre a vegetação, deixando Malachita caída desacordada.

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