Volume 4
Epílogo
NA MANHÃ seguinte à reconciliação com Yuri. Hinako e eu, deixando o hotel um pouco mais cedo, trocávamos despedidas leves com todos.
— Bem, então, vamos nos retirar.
Inclinei a cabeça na recepção do hotel. A bolsa pendurada no meu ombro quase escorregou. Dentro estavam os livros do curso de verão e os trajes de banho usados na praia. O peso parecia refletir a semana tão proveitosa que tivemos.
— Graças a todos vocês, passei uma semana realmente significativa.
— A festa do pijama e a praia foram tão divertidas! Quero fazer algo assim de novo!
Tennouji-san e Narika também pareciam ter guardado boas lembranças. Compartilhar esses sentimentos me fez sorrir espontaneamente.
— A propósito, para onde a Konohana-san foi?
— Acho que ela esqueceu algo e voltou para o quarto.
Sendo assim, talvez eu acabe saindo antes de Hinako voltar… Ainda havia outros alunos da Academia Kiou hospedados no hotel. Então, assim como na chegada, voltaríamos em carros separados.
Disseram que um carro chegaria em breve se eu esperasse ali. Shizune-san havia me instruído a partir sem esperar Hinako caso o carro chegasse. Afinal, Hinako e eu não poderíamos ir no mesmo carro, e nos encontraríamos depois na propriedade dos Konohana. Era uma ordem razoável.
— Itsuki. Se acontecer algo difícil, você pode falar comigo, tá?
Yuri, que aparentemente largou o trabalho de meio período para vir até aqui, disse com a mão na cintura.
— Yuri, só pra deixar claro…
— Eu sei, eu sei. Não estou mais tentando ser útil pra você, Itsuki. …Mas me deixa pelo menos me meter um pouquinho.
Yuri sorriu com ousadia ao dizer isso.
— Porque eu sou… sua onee-san, afinal!!
Diante daquele sorriso presunçoso, respondi com certo alívio:
— A gente tem a mesma idade, sabia.
A Yuri de agora não estava tentando ser útil para mim. Ou seja, ela só queria agir como uma irmã mais velha. Se for assim, tudo bem. …Embora seja meio complicado. Ao olhar para fora, percebi que um carro preto elegante havia estacionado. Quando nossos olhares se cruzaram pela janela aberta, o motorista fez um leve aceno. Parecia ser o carro providenciado pela família Konohana.
Após uma última reverência para todos, entrei no carro.
— Isso mesmo… vou me meter só um pouquinho.
Assim que a janela se fechou, tive a impressão de ouvir Yuri murmurar algo assim.
*
Hinako, que havia voltado ao quarto para pegar algo esquecido, caminhava pelos arredores do hotel com Shizune. O que ela havia esquecido eram os livros do curso de verão. Talvez nem os usasse novamente, mas pareciam fazer parte das memórias daquela semana, e deixá-los para trás não parecia certo.
Elas seguiam por um caminho sombreado, evitando o sol. No meio do trajeto, Hinako parou de repente.
— Ojou-sama?
Shizune inclinou a cabeça.
— Shizune… posso ficar sozinha por um momento?
— Sozinha, a senhorita diz?
Talvez por ser um pedido incomum, Shizune pareceu levemente surpresa.
— Sim. Só preciso pensar um pouco.
— Entendido. Vou me afastar.
Shizune assentiu respeitosamente e tomou certa distância. Mesmo afastada, manteve os olhos em Hinako. Como esperado, não baixaria a guarda completamente. Ainda assim, o jeito como tentava desviar o olhar demonstrava gentileza, como se dissesse "não se preocupe comigo". Era a forma de Shizune ser atenciosa.
Hinako sentou-se em um banco próximo. Um suspiro escapou involuntariamente de seus lábios.
O curso de verão deveria ter criado boas lembranças. A festa do pijama, a praia — eram experiências extraordinárias que ela nunca teria na academia, e deveria ter se divertido.
Ainda assim, dia após dia, o coração de Hinako ficava mais pesado.
Na festa do pijama…
Ela se lembrou do que Yuri havia dito. Itsuki, sendo gentil, frequentemente priorizava os outros acima de si mesmo, negligenciando suas próprias necessidades. Por isso, segundo Yuri, ele acabava carregando fardos sem perceber.
Quando conversamos à beira-mar à noite…
Depois de brincarem com fogos de artifício, ela se lembrou de ter perguntado algo a Itsuki. Ele queria ver seus antigos amigos? Quando perguntou, Itsuki assentiu.
Quando Itsuki foi atrás da Hirano-san…
Quando perguntou se Hirano-san era importante para ele, Itsuki respondeu imediatamente:
— Sim, ela é importante.
Ela não conseguia esquecer a expressão séria dele naquele momento.
— Konohana-san, o que houve?
Alguém havia se aproximado sem que ela percebesse. Ao se virar, viu uma garota de baixa estatura parada ali.
— Hirano-san… não, não é nada.
— Sério? Você parecia um pouco abatida.
Era uma observação precisa. Uma pequena fissura surgiu na máscara perfeita de jovem refinada. E, por essa fissura, seus verdadeiros sentimentos começaram a escapar.
— O Tomonari-kun parecia feliz em te ver, não parecia?
— Bom, já fazia um tempo desde a última vez que nos encontramos.
— Reencontrar um velho amigo é algo realmente tão feliz assim?
— Eu não penso nisso de forma tão grandiosa, mas… não é assim normalmente?
Normalmente — essa palavra corroía o coração de Hinako.
Quem havia tirado esse "normal" de Itsuki por tanto tempo?
Itsuki vivia cada dia com tanto esforço que negligenciava a si mesmo. Quem havia imposto esse ambiente a ele?
Quem o afastou de seus antigos amigos?
Quem o separou de Hirano-san?
— Será que o que eu estou fazendo é…
Seu peito doía. Se Yuri não estivesse ali agora, talvez as lágrimas já tivessem caído. Ela sentia o sangue fugir de seu rosto. O chão firme parecia desmoronar sob seus pés, e um medo triste a envolvia, como se estivesse sendo puxada para um vazio escuro.
Ela não conseguia entender por que se sentia assim. A natureza desse sentimento estava além de sua compreensão.
— Eu estava um pouco enganada, sabia? — Ao ver o rosto pálido de Hinako, Yuri começou a falar de repente. — Eu achava que todo mundo da Academia Kiou era arrogante. Mas, depois de conversar com você, Tennouji-san e Miyakojima-san, percebi que estava errada. Vocês são todos tão sérios, se esforçando tanto para viver… e, como nós, se apaixonando da forma mais comum.
Yuri continuou, com um sorriso gentil:
— Mesmo assim, para alguém da sua posição, Konohana-san, se apaixonar de forma comum deve ser difícil. Pode não ser um casamento arranjado, mas ter total liberdade no amor é complicado… Tennouji-san comentou algo assim.
Yuri, que olhava para o céu, voltou então seu olhar para Hinako, sentada no banco.
— Por isso, não consigo evitar querer torcer por você. Não estou desistindo, mas… caso contrário, parece injusto.
Desistir do quê?
O que seria injusto?
Hinako não entendia nada.
Nada—
— Konohana-san, eu vou te dizer por que você está tão perturbada — Para Hinako, ignorante e perdida — Yuri declarou: — Konohana-san, você está apaixonada pelo Itsuki.
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