Sessão 12

Capítulo 282 — (Edição Especial) Miyuki, o Dia dos Namorados de um ano atrás

 

— Ponto de Vista de Miyuki, Dia dos Namorados de um ano atrás —

   Eu estava com sono porque tinha me esforçado muito fazendo chocolate ontem. Encontrei o Eiji no nosso lugar de costume e caminhamos juntos para a escola.

   Era o nosso primeiro Dia dos Namorados desde que nos tornamos oficialmente namorado e namorada. Eu me sentia envergonhada e não conseguia encontrar as palavras certas.

“Está frio, né?”

   Diante dessa observação comum, Eiji disse: “É, está mesmo”, e sorriu. Estávamos ambos inquietos. Eu percebia que estávamos nervosos, pensando que talvez algo pudesse acontecer hoje. Talvez este chocolate artesanal, carregado de sentimentos verdadeiros, acabasse sendo o catalisador.

   Eu meio que esperava que fosse. Escondendo esse pensamento sem vergonha, tentamos desajeitadamente medir a distância entre nós com corações inocentes.

   Reuni coragem, parei de caminhar e chamei: “Eiji”. Como se estivesse esperando por isso, ele parou e voltou um sorriso gentil para mim. Ver aquele sorriso me envolveu em uma sensação de segurança, como se eu pudesse ficar com ele para sempre.

“Aqui, o chocolate. Hoje é Dia dos Namorados... é do tipo verdadeiro, está bem?”

   Tentando esconder meu constrangimento, estendi o presente lentamente, e Eiji o aceitou com delicadeza. Ele disse: “Obrigado. Vou saborear cada pedaço”.

   Depois disso, despedi-me de Eiji e fui para a sala de aula. No corredor, encontrei minha melhor amiga, Ritsu.

“Eu vi aquilo agora pouco. Você parecia estar muito nervosa.”

   Ser provocada daquela forma só me deixou mais envergonhada.

“Ah, não me provoque.”

“Honestamente, o Aono-kun tem muita sorte. Fisgar alguém tão inalcançável quanto você, Miyuki. Se vocês não fossem amigos de infância, ele não teria a menor chance.”

   Ouvir a habitual avaliação levemente ácida dela sobre o Eiji me deixou desconfortável. Mas Ritsu não tinha má intenção e dizia aquilo pelo meu bem, então eu não conseguia protestar de verdade. Sentindo uma leve autoaversão por concordar tão facilmente com as coisas, disfarcei com um sorriso educado.

“Você não vai dar chocolate para ninguém, Ritsu?”

   Eu sabia que me aprofundar na minha própria situação só me faria sentir pior, então mudei de assunto. Ritsu deu uma risadinha destemida.

   Ritsu não deveria ter um namorado. Talvez ela tivesse encontrado alguém de quem gostasse. Pensando bem, ela disse que estava interessada em um rapaz do clube de futebol.

“Se for na nossa escola, tem que ser alguém do clube de futebol. O Kondo-senpai, aquele que chamam de gênio, também é legal. E adivinha só, o clube de futebol não tem treino hoje, então fui convidada para um karaokê.”

   Talvez fosse como um mini encontro em grupo. O clube de futebol era definitivamente chamativo, mas, de alguma forma, não parecia que eles pertenciam ao mesmo mundo que eu.

“Entendo.”

   Dei uma resposta vaga e, talvez porque estivesse ficando animada, Ritsu perguntou: “Miyuki, você quer vir também?”

   Ela deve ter notado a expressão preocupada em meu rosto.

   Como se compreendesse, Ritsu disse: “Estou brincando, estou brincando. Não faça essa cara. Ainda assim, que pena. Se fosse eu, não perderia a chance de me aproximar do Kondo-senpai”, e riu.

   Eu não o conhecia muito bem, mas este incidente pode ter sido o que me fez ficar fortemente consciente da existência do Kondo-senpai.

   O Dia dos Namorados deveria ser um dia especial, no entanto, um dia desconexo havia começado.

 

 

— Almeranto: A Ritsu acabou com a vida da Miyuki dando esses incentivos pra a Miyuki se aproximar do Kondo. Que “melhor amiga” hein…

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