Possessão Brasileira

Autor(a): Matheus P. Duarte


Volume 1

Capítulo 20: Yuudachi

Tudo começou a um ano atrás.

Eu nunca conheci meus pais, e desde que me lembrava, morava em um orfanato em Kure. Aliás foi um dos maiores centros navais do japão, responsável até por construírem o couraçado Yamato.

Acho que foi descobrindo a história de lá que comecei a me interessar pelo militarismo, se bem que na época eu não pensava muito sobre essas coisas. Estava mais preocupada no que seria de mim depois que fosse embora, quando fizesse meus 21 anos.

Já fazia alguns messes que não ia mais para a escola. Tinha conseguido me formar com boas notas, mas não o suficiente pre ter muitas oportunidades e muitos menos pra uma universidade de respeito.

Seguido ia para o porto olhar o mar e ler algum mangá, mas conforme os dias iam passando, fui deixando eles de lado, pois sempre me vinham pensamentos sobre a incerteza do que eu queria pra mim dali em diante.

O sol fazia a água brilhar tão azul quanto o céu. O vento, as vezes gelado, fazia me sentir segura olhando para toda aquela imensidão. O cheiro do mar e o som das gaivotas me davam a sensação de liberdade. No fim, nada disso me tirou minhas duvidas, ainda sim, fazia eu me sentir bem.

De repente, enquanto mergulhava nos meus pensamentos, uma coisa me picou bem atrás do pescoço.

Na hora tomei um susto e cerrei os dentes de dor, passando minha mão nele pra ver se parava de doer.

Quando olhei atrás, não tinha nada se não os armazéns com algumas caixas de madeira de mercadorias aqui e ali.

A questão é que sabia plenamente o que era, aliás, teria me dado conta no exato momento se não tivesse com a cabeça tão cheia.

Peguei minha bolsa e comecei a caminhar para o outro lado, onde tinha uma grua que usavam pra carregar os barcos, longe dos olhos e ouvidos das gaivotas.

Fiquei lá quieta, só esperando.

Não demorou nadinha de nada até ouvir alguns passos atrás de mim, então pulei pra cima da grua bem devagarinho, só pra espiar, dai vi duas sombras correndo, tentando desfaçar que estavam chegando perto.

Fui caminhando sem que me visse, até estarem com as cabecinhas bem embaixo de mim, então pulei em cima deles e dei um grito.

O garotinho caiu de costas de tentou correr usando as mãos pra se empurrar pra trás, enquanto a menina deu um grito estridente, de doer os ouvidos. Foi tão fofo ver ela com medo se abraçando com força no ursinho de pelúcia dela!

Os dois eram do mesmo orfanato que eu. Meus irmãozinhos de certa forma.

Ela se chamava Yui, e tinha um cabelo loiro comprido tão bonito. Combinava muito com o vestidinho rosa que usava.

O moleque era Eisuke, metidinho a valentão, mas não durava um minuto até aparecer alguém mais velho na frente dele ou tomar um susto que nem o que tinha acabado de dar.

Os dois tinham 8 anos cada um, pelo visto voltando do colégio, carregando as mochilinhas nas costas.

É ruim quando é com vocês, né?

Eu falei pra ele não fazer!

Que?! Então por que veio comigo pra começo de conversa?

A cena deles discutindo foi hilária pra mim. Pareciam dois adultos tendo uma briguinha de casal.

Vamos, sem brigas. Sabem que a Botan não ia querer que ficassem de mal.

Eles assentiram, dai passei a mão nos cabelos na Yui para que se acalmasse. Depois ajudei Eisuke a se levantar.

Assim você vai estragar a roupa.

Foi só terminar de falar pra um punhado de doces e algumas moedas caírem pelo buraco da perna até o chão.

Levei a mão na testa e suspirei — Vou ter que costurar o bolso de novo?

Ele só sorriu pra tentar disfarçar a falta de cuidado e consideração que tinha, ao mesmo tempo pegando os doces de volta.

Balancei a cabeça de um lado para o outro pensando o quanto eles não tomavam jeito.

Tá, chega de tagarelar e vão de uma vez pra casa, antes que fique tarde.

Fiquei impressionada com a velocidade com que o mais teimoso deles se mexeu para agarrar a mão da amiguinha.

Vamo, Yui!

Ela ficou vermelha que nem um tomate, tentou até falar alguma coisa, mas saiu praticamente de arrasto.

Fiquei lá olhando os dois partirem fazendo algazarra com um sorriso no rosto.

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Yuudachi estava na banheira, sendo acompanhada atentamente por Mutsuki, que passava uma esponja em seu rosto ainda marcado com fuligem.

Parece ser divertido ser a irmã mais velha.

Na verdade era um saco ouvir aqueles pirralhos se queixando toda hora e fazendo exatamente aquilo que você dizia pra não fazerem.

De contraste com suas palavras, um sorriso nostálgico veio a seus lábios.

A mão continuou indo e vindo até começar a limpar as manchas. Isso sem afetar o olhar longínquo que lançava para a parede a frente.

Lá onde morava, tinha uma freira que tomava conta de nós, a Botan. Me lembro quando era nova, mas o tempo não tinha sido muito gentil com ela… Aliás, acho que não era como se tivéssemos dinheiro pra que cuidasse da saúde e menos ainda da aparência.

Mutsuki baixou o olhar, enquanto torcia o pano sujo, então perguntou.

Ela era como se fosse uma mãe pra você?

Yuudachi vestiu-se de melancolia, ao passo em que desviava o olhar para mais distante da companheira.

Ela era a pessoa mais gentil do mundo…

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Por volta da mesma idade da Yui e do Eisuke, eu tinha uma fixação por pregar peças nos outros.

Primeiro foi coisas como só gritar do nada quando alguém estava de costas ou puxar o cabelo.

Com o tempo fui me aperfeiçoando. Colocar caixa de giz em cima da porta entre aberta pras pintar os coleguinhas de branco, taxinha nas cadeiras, tacar elástico nas costas e depois disfarçar, enfim, eu era boa no que fazia…

É claro que tomava bronca, mas, pra uma criança, isso não era nada além de rotina.

Acontece que uma vez inventei de passar cera no chão da cozinha e um dos garotos pisou nela… Ele deu de cabeça na pia.

No começo, achei hilário o jeito que ele gritou e ficou estirado como um boneco. O coitado já tinha mexido comigo antes e só serviu pra mim ter mais um gostinho ainda.

Isso durou até ver ele sangrando no chão.

Quando vi o vermelho escorrer, minhas pernas tremeram e tranquei a respiração como se estivesse sufocada.

A Botan veio depois de ouvir o barulhão que deu, quase tropeçando na saia do hábito dela.

Ela nem olhou pra mim, foi direto no coitado, agarrou a cabeça dele, tirou um lenço do bolso e começou a enxugar a ferida, chamando-o pelo nome.

A única coisa que conseguiu responder, foi que doía, de um jeito desengonçado, sem nem abrir os olhos direito.

Com alguma dificuldade, ela pôs ele nos braços e o levou pra enfermaria, me deixando lá sozinha.

Tinha certeza que estava furiosa comigo, talvez até iria me bater. O que fiz não tinha como desculpar, e a culpa tomou conta da minha cabeça por um bom tempo depois disso.

Acontece que fiquei bastante tempo chorando no meu quarto, com medo da porta se abrir. Com medo de olhar nos olhos de quem entraria por trás dela.

Perdi meu almoço, meu sono e uma quantidade de tempo que não conseguia dizer. Parecia simplesmente que as horas duraram uma eternidade.

Então, a maçaneta girou…

Me encolhi ainda mais do que já estava em cima da cama. Ela veio bem devagarinho pro meu lado e ficou em silêncio.

Não demorou muito até ansiedade tomar conta de mim e o ar parecia passar entalado por minha garganta.

Chegou uma hora que me senti tão sufocada que não aguentei mais

Eu abracei ela desesperada, tentando enfiar minha cabeça em seu peito, e comecei a pedir desculpa, não uma, não duas, nem três vezes. Minhas lágrimas foram tão intensas que conseguia sentir o calor delas escorrendo por meu rosto até pingarem pelo queixo.

O que mais me surpreendeu veio depois…

A Botan me abraçou com força, até me fez sentir pequena.

Eu sei que sente muito, por isso vim até aqui o mais rápido possível. Porque sabia que a culpa iria te consumir… Não posso dar um castigo maior que isso.

A única preocupação que tinha era em me consolar…

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Mas sabe de uma coisa, Mutsukinha…

Ela jogou agua por cima dos ombros, escorrendo até os pulsos para começar a esfregar as cinzas e partes das pequenas queimaduras e hematomas que já estavam se formando na pele.

Entre o medo, a culpa e as outras coisas que senti, teve uma que passei muito tempo tentando negar, acreditar que era mentira… — Seus lábios se apertaram um contra o outro e sua expressão tornou-se penosa — O prazer…

Apenas o silêncio restou. Mesmo Mutsuki se manteve acuada, mas invés de raiva, nojo ou desprezo, o que prevaleceu foi a pena estampada em sua face.

Culpa pelo que tinha feito, sim, até tinha um pouco, mas o que era maior que isso, era minha culpa por ter achado aquilo hilário… Foi desde então que comecei a ouvir as vozes.

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No começo não parecia que alguém falava comigo. Era como se fossem ideias vindas da minha cabeça.

Eu pensava em como seria engraçado ver aqueles caras que pagão de machão empinando a roda da moto caindo e se arrebentando na rua.

Eu sei, as vezes ideias estúpidas como essa aparecem, por isso tentava tirá-las o mais rápido de lá, acontece que a frequência foi ficando maior, do mesmo jeito que meu fascínio.

Comecei a me interessar cada vez mais por histórias de terror, principalmente as de horror gráfico. Mangás como Berserk me deixavam encantada com a violência, traição e a desgraça que assolava tantas pessoas naquela trama.

Era como se fosse um gosto ácido que tinha, sabe, como quando se toma café sem açúcar, é um pouco desconfortável, mas você pega o costume.

Os anos foram se passando e mantive uma coleção de memórias vítrias de vários tipos de acontecimentos que observei.

As vezes tentava me conter quando achava que passava do ponto, só pra descobrir o quanto isso atiçava cada vez mais minha curiosidade.

Chegou a um ponto onde deu pra sentir se outra coisa além de mim. Algo como uma voz me chamando, implorando, sedenta.

Um dia no colégio, estava responsável pela limpeza da sala de aula e resolvi olhar pela janela, só pra matar um pouco da chatice, foi quando vi os garotos estavam jogando futebol na quadra embaixo.

E se eles ficassem pressos naquela quadra com um assassino? O grito deles de desespero enquanto veem seus amigos sendo retalhados, gritando de agonia sem poderem fazer nada…

Essa ideia me atravessou, até precisei de um tempo pra conseguir intender o que eu própria havia pensando.

Uma vontade de vomitar fez meu estômago se embrulhar, tanto ao ponto de tirar a força nas minhas pernas.

Como pude pensar nisso?!

Foi um prazer dar um empurrãozinho!

Que… Quem?

Ai, ai Não se faz de difícil!

Hahaha.

O riso veio do absurdo que a situação era. Vozes vindas da minha cabeça me pedindo pra fazer coisas horríveis? Que clichê é esse?

Pra minha infelicidade, aquilo foi tomando conta de mim, da minha vontade, do meu ser.

Quanto mais tentava resistir, mais vontade tinha. O proibido, o profano! Quão mortalmente atraída por isso eu poderia me sentir?!

Meu sono começou a ser inexistente. Quando tentava fechar os olhos, as vozes ficavam mais altas.

Foi quando aquela noite chegou…

Achava estar dormindo, depois de tantos noites com insônia.

A sensação de flutuar, livre, desimpedida era como um gole d´água depois de dias sem beber.

O cansaço era tanto que deixei os pensamentos escorrerem por minha cabeça. Aliás, não era como se tivesse forças pra resistir, tão pouco necessidade de me preocupar com o mundo dos sonhos.

Naquele sonho, tinha uma menininha correndo, fugindo de um monstro.

Ela tentou se esconder no quarto, fechando a porta pouco antes de ser alcançada.

O barulho foi alto, chegou a fazer ecoo, e ele ficou lá parado olhando os arredores escuros do corredor, iluminado pela luz pálida da lua na janela.

Uma mulher caminhou por ele usando um vestido amarelo meio surrado, limpando o breu do lugar com uma lanterna, mas não tinham nem sinal de que alguém tivesse estado lá. Foi quando decidiu apagá-la, estendendo o braço para bater à porta, chamando um nome qualquer.

Sem resposta, tentou segurar a maçaneta, entretanto, um amontoado de linhas seguraram seu pulso, cortando-o de modo a escorrer o sangue que o tingiu de vermelho.

Ela tentou se soltar mordendo, os lábios para suportar a dor. Nesse momento, mais fios desceram do teto direito em seu pescoço, erguendo-a.

Os gritos sufocados e o bater de seus pés nas paredes e na porta passaram pelos ouvidos das duas crianças abraçadas dentro do quarto. Num dos baques, a fechadura se quebrou, expondo um pouco daquilo se desenrolando do lado de fora.

Somente um pouco das pernas e do corpo da mulher foram expostos, e ainda apenas por um instante, pois seguiu-se apenas o silêncio após um grande estrondo no piso de madeira.

Uma sombra escorreu pelo canto da porta, então, uma risada maléfica ecoou para dentro do cômodo, tornando o choro das duas crianças ainda mais alto.

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O monstro, era eu…

Yuudachi desabou em lágrimas.

Quando acordei… Estava coberta de sangue, olhando pros corp… deles…

Mutsuki levou a mão a boca e deixou seus olhos se encherem de lágrimas.

Vendo sua amiga inconsolada, ela levou segurou seu ombro e começou a passar a mão em suas costas.

Depois de algum tempo, sua respiração voltou a ficar estável e, de alguma maneira, conseguiu recobrar as forças para seguir falando.

Depois disso a polícia me levou presa e dois dias depois, um homem veio falar comigo na cela onde estava.

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Ele usava uma camisa quadriculada por cima de uma camiseta, coturnos por cima das calças de brim e tinha um cabelo e uma barba meio ruivos.

Bom dia, Yuudachi — falou apoiando as mãos nas grades

Nunca o tinha visto antes e mesmo se tivesse, não estava em condições de lembrar de coisas passadas.

Fiquei sabendo que escuta vozes. É verdade?

Olhei pra ele sem entender se perguntava sério ou se zombava de mim. Foi quando segiu sua fala de um jeito pensativo.

Aqueles fio eram tão afiados quanto navalhas e se emaranhavam tanto que fica difícil imaginar como alguém conseguiu fazê-lo. Precisaram de um corta vergalhão pra poder cortar, e com dificuldade.

Eu matei eles…

E o mais estranho dessa história, você não fugiu e ainda confessou…

A culpa estava me roendo por dentro pior que uma doença. Como poderia não estar? Estas eram as únicas palavras que tinha capacidade de dizer.

Yuudachi Mogami, estou disposto a lhe dar uma chance de limpar sua consciência. Nos próximos dias, será transferida para uma clínica de reabilitação mental, tendo em visto “seu” histórico de surtos e uso de medicações pesadas. Conversaremos melhor depois disso.

Estava cansada demais pra dar qualquer sentido aquilo. Cheguei a pensar como assim? O que está acontecendo? Só me faltava forças para resistir ao que quer que fosse.

Alguns dias depois vieram me levar para um hospício. Me vestiram até com uma camisa de força, mas precisaram me levar em uma maca.

Podia sentir a vida querendo sair de mim. Não existiam motivos pra ela querer ficar em meu corpo.

Quando cheguei lá, me mantiveram atada como se fosse um animal. Complicado querer culpar eles.

Nesse mesmo dia, conheci a Haruna.

Bom dia — disse ela com um sorriso no rosto, carregando um vaso de girassóis, deixando ele ao meu lado.

Vou ser sua doutora daqui em frente.

Ela tentou agarrar minha mão, mas o sentimento de uma pessoa tocar em alguém suja como eu era nauseante demais para simplesmente deixar, então me encolhi para evitá-la

Haruna Chitose. Prazer.

Apenas assenti com a cabeça.

Vamos tirar essas roupas, vai começar a sentir calor com elas.

Haruna tirou as amarras da cama e depois minha camisa de força.

Fiquei tentando imaginar o que estava pensando para se sentir tão segura a meu lado.

Do que você gosta?

Eu…?

Revista de moda, fofocas na internet, séries… Coisas de meninas da sua idade.

Respondi ficando de cabeça baixa. Não tinha vontade de nada.

Vou trazer o rádio, pelo menos vai ficar informada.

O tempo foi passando. Quanto, eu não sei. As horas, dias e minutos pareciam todos a mesma coisa, só sabia quando era dia e noite, mas não me importava.

Haruna sempre ficou ao meu lado.

Sempre que amanhecia, ela vinha me contar uma história, fosse de acontecimentos de 100 anos atrás ou da mais nova novela coreana que assistiu.

Como alguém poderia se importar tanto comigo? Ela com certeza sabia com quem estava lindado, digo, por que eu estaria algemada a minha própria cama se não fosse perigosa? Por quê uma pessoa me tratava tão bem? O que ela tinha a ganhar com isso?

Por quê?

Ela tomou um susto comigo abrindo a boca pela primeira vez em muito tempo.

Como assim?

Por quê se importa com alguém como eu?

Hum… — ela apertou um pouco os lábios com o indicador antes de me dar uma resposta — Você não é a primeira pessoa difícil em minha vida. Na verdade, agora estou me perguntando qual foi a fácil, hahaha!

Sua gargalhada bem-humorada, apesar de parecer estar falando de algo penoso, me fez pensar que mulher louca é essa? Mas outra parte de mim admirava sua resiliência.

Tive muito mais inimigos que amigos nessa vida, e os poucos amigos que tenho conquistei depois de algumas discussões, então por que não tentar fazer mais um?

Você sabe o que eu fiz né? — falei com uma voz de choro e com meus olhos se enchendo de água.

Sei… Mas também sei que se arrepende disso. Todos os dias olho pra você chorando a pior das tristezas, aquela sem lágrimas.

Nesse momento, desabei a chorar como uma garotinha e a Haruna me abraçou pra que tudo escorresse no ombro dela, que nem a Botan fez comigo.

Quando finalmente me acalmei, ela falou uma frase que definiu minha vida a partir daquele momento.

Sabe por quê escolhi girassóis? Porque mesmo nas sombras, eles continuam procurando a luz…

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Aqui, nesta sexta-feira, comemoro a marca de 20 mil visualização nesta obra.

Estou muito honrado em saber que minha história, está fazendo um sucesso tão grande assim, mesmo com todos as muitas dificuldades que tive para torná-la real, e ainda tenho.

Fico feliz que esteja me acompanhando até aqui por esse jornada de desenvolver uma história que tenha um sentido além do entretenimento, e que ela possa ser uma luz na escuridão que assola tanto a literatura amadora em nosso país.

Não a faço por views, por dinheiro ou para saciar minhas vontades narcisistas, apenas para demonstrar o quanto as histórias podem impactar em nossas vidas e nos ajudar a evoluir como pessoas, fazendo-nos refletir sobre o mais diversos assuntos e assim expandir nossos horizontes.

A você, meu muito obrigado!

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