Possessão Brasileira

Autor(a): Matheus P. Duarte


Volume 1

Capítulo 17: Recomeço

Por debaixo das cobertas da cama, uma pessoa se debatia devagar, ao som de gemidos e uma respiração inconstante.

De súbito, saltou delas Mutsuki, assustada e ofegante. Seus olhos correram de um lado para outro, entre as prateleiras brancas e os pôsteres sobre saúde, até um longo suspiro torná-la mais calma, só para abraçar seu estômago e começar cerrar os dentes.

O som da porta abrindo foi acompanhado de um penoso olhar em sua direção.

Asashio…? — falou com uma voz que demonstrava sua luta contra a dor.

Oi, querida, como você está? — perguntou em tom maternal se ajoelhando ao lado da cama, colocando seus braços sobre seus ombros.

Acho que… Não muito bem…

Uma segunda pessoa entrou no quarto com um copo e algumas pilulas na mão, ainda a tempo de ouvir o fim de suas palavras.

Olá — disse Haruna enquanto se aproximava — Beba isso.

Ela levou os comprimidos seguidos do copo para a boca dela. Quando terminou, Mutsuki fechou o rosto.

Que gosto amargo…

Este é mais forte do que o Matheus lhe deu mais cedo. Ele é bem cauteloso com esse tipo de coisa.

Deixando o copo vazio em uma escrivaninha, pegou um estetoscópio e uma lanterna de uma das gavetas.

Antes de continuar, abriu um sorriso social — Prazer, sou a Haruna. Acho que as outras devem ter falado de mim.

Mutsuki manteve a boca entreaberta com um olhar pensativo que logo deu lugar ao de intriga.

A Yuudachi… Ela disse que gostava muito de você.

Não está falando isso só para me animar, certo? — perguntou mudando um pouco de sorriso social para um levemente mais animado.

Não, é sério — respondeu tentando forçar um risinho.

Pode ficar do lado de fora, Asashio?

Claro. Cuide bem dela.

Então, o fato de ambas ficarem sozinhas no cômodo foi posto em evidência pela batida da porta.

Haruna passou a luz de uma laterna nos olhos de Mutsuki, depois examinou seu ouvido com outro equipamento que estava em um dos bolsos de seu jaleco. Por fim, o famoso estetoscópio passou por algumas partes de seu corpo.

Muito bem… Fora as lesões em seu corpo, incluindo o corte abaixo da clavícula que eu desinfetei quando estava dormindo, o que vai mais demorar a se curar são as suas mãos — A expressão outrora amistosa dela trocou-se com o franzir de seu cenho — Não posso te enganar. Por um tempo… — Sua seriedade deu origem a um olhar entristecido, de súplica — Veja… Só não hesite em pedir ajuda, ok?

Ok… — respondeu a jovem, ainda que visivelmente sem compreender o real significado do que foi dito.

Certo… Tenho que ir agora, mas caso precise de alguma coisa, é só me chamar. A Asashio vai ficar com você.

Haruna já ia saindo porta afora quando uma pergunta a impediu de fazê-lo.

Ah… Posso saber que horas são?

Pega desprevenida, ela demorou um pouco para responder.

Bom… No meu relógio são duas da tarde.

Duas horas!?

A resposta para sua exclamação foi apenas um risinho sem jeito, seguido da continuação do ecoo de seus passos pelos corredores brancos.

// — // —

O lugar era um escritório com chão quadriculado de mármore sobre o qual estavam poltronas de couro negro, e uma escrivaninha de madeira marrom-escuro, cuja qual tinha como acompanhamento um fichário e uma estante com livros diversos.

Lá estava Matheus olhando o trânsito pela janela com uma caneca de café em mãos.

A porta se abriu, fazendo-o levar sua mão a boca para beber, antes de soltá-la sobre o móvel a seu lado.

Bom dia, Haruna.

A mesma caminhou para seu lado com uma prancheta em mãos. Só então respondeu o cumprimento.

Já é de tarde. Você não toma jeito.

Tantas vezes esqueci que acabei desistindo de tentar — respondeu sorrindo para a paisagem, balançando a cabeça.

Conseguiu dormir?

Umas 6 horas. Estava mais cansado do que achava — ele voltou a pegar sua caneca, então continuou — E a Kasumi?

Bom… — começou desviando o olhar para a prancheta — Nós retiramos a bala das costas dela e demos alguns pontos. Vai ter que ficar com o braço imobilizado por um tempo. O restante se resume a hematomas e outras escoriações menos graves, como a na lateral do rosto. Ela já está acordada e vai poder ir pra casa em alguns dias.

Ótimo — falou e bebeu mais um pouco de seu café — Satsuki?

Parece que está bem, mas… Meio diferente. Se comunica o mínimo possível e olha para as coisas de um jeito… Estranho.

Matheus, reflexivo, balançou a cabeça positivamente com o vendo da rua que entrou assoviando um pouco.

Entendo… Vou ficar de olho.

Quanto a Yuudachi…

Ela pausou e começou a olhar para os arredores como se procurasse por alguma coisa. Seu anfitrião não interveio, apenas deixou que tomasse seu tempo.

Não parece ser a mesma pessoa. Quando a conheci, seu estado era muito depressivo, agora está eufórica. Quando a vi esta manhã, ela me abraçou e começou a pedir pra brincar, inclusive falando daquele jeitinho infantil dela, só que… É como se tudo ontem nunca tivesse acontecido.

Ele observou as últimas palavras dela, depois bebeu da xícara mais uma vez, terminando seu conteúdo. Com os olhos voltados para a rua movimentada, ele quebrou o silêncio

Já tomei uma decisão… Vou levá-las pra minha casa.

O que?! — Exclamou Haruna ficou incrédula.

Matheus se voltou para ela, de cenho franzido e os músculos do rosto enrijecidos, algo que não o fez nem mesmo quando nocauteou Yuudachi na noite anterior.

Conheço as paredes dessa clínica melhor do que ninguém. Não é aqui que vão melhorar…

Nós temos uma equipe médica maravilhosa! Podemos…

Eu sei que têm, tanto que trataram delas muito bem. A questão é que estão quebradas. Se fosse Yuudachi ou Satsuki, estaria me debatendo em uma briga infernal entre minha própria vontade e o que é certo a ser feito. Mutsuki até um mês atrás era uma garota normal do ensino médio. Incerteza era sempre o que pairava durante todas as conversas que tivemos. Não sei o que dizer sobre Kasumi. Somos semelhantes de várias formas…

Seu olhar estava distante como se olhasse através de uma porta para um horizonte longínquo.

Você fala… — Haruna desviou seu olhar para o chão de madeira antes de continuar — Antes da guerra?

Sua cabeça balançou de um lado para outro, sem que alterasse seu olhar.

Não, continuo o mesmo antes de depois dela, só acabei ficando menos confuso e aprendi a me cobrar no lugar certo… Continuo sendo exatamente o mesmo lixo de ser humano.

Não fale assim! — Gritou ela com os olhos a beira das lágrimas.

Ele se voltou para ver seu rosto, sorrindo como um condenado no corredor da morte.

São coisas como essa que me trazem esperança, saber que posso lutar por pessoas como você. Saber que ainda há algo belo nesse mundo.

Ele caminhou até ela para lhe segurar os ombros, então passou os dedos nas lágrimas que ameaçavam cair.

Não precisa chegar a tanto, eu deixo você seguir me visitando. Vamos assar bolo e pastéis pra comer com café outro dia, olhando um filme, como nós fazíamos.

Haruna sorriu, deixando apenas uma única lágrima escorrer por desleixo.

Certo, mas eu escolho ele dessa vez.

O sorriso saiu do rosto dele, que desviou o olhar e sussurrou em português.

Puta merda

Significa? — perguntou ela intrigada com a mudança repentina.

Que não tem problema algum… Até logo, minha amiga.

Com esta despedida, seus lábios se encontraram com sua testa, dado com tanto afeto como se fosse de um irmão para irmã.

Feito isso, ele saiu sem olhar para trás.

Quase imediatamente, limpou o bom humor de seu rosto e passou a ser seguindo por outra pessoa ao dobrar por um dos corredores.

Fico chateada pela Haruna.

Bem comum de sua parte, Asashio — falou sem se virar para o som de passos em suas costas.

E da sua também, por mais que seja discreto. Foi por isso que não disse toda verdade a ela?

Sua resposta veio ao som do silêncio e ele apenas.

// — // —

A cerca de 1h de Tóquio, em uma vila muito pouco habitada, com as casas sendo minutos de distância entre uma e outra, um carro preto de vidros escuros seguia pela estrada cercada em sua maioria por campos verdes, raramente algum pedestre.

Matheus observava praticamente estático a paisagem, suas árvores, plantações e animais pelos vidros do assento do carona com o queixo apoiado sobre a mão.

Asashio, que estava ao seu lado dirigindo, desviou seu olhar para o retrovisor, para ver o banco de trás.

Yuudachi suspirava algo baixinho, como se conversasse com alguém, exceto pelo fato que estava focada apenas nos desenhos que fazia usando uma linha vermelha.

Satsuki permanecia quieta, irresponssiva, até mesmo as batidas que vez ou outro recebia no braço vindas dos cotovelos inquietos de sua amiga.

Mutsuki, observava de olhos entreabertos, com as mãos cruzadas a volta do estômago. Por algumas vezes chegou a abrir a boca, mas em todas a fechou.

Assim foi durante todo o trajeto, até uma pergunta quebrar o gelo.

Por que você não dirige?

A postura de Matheus permaneceu inalterada ao responder.

É que não tenho prática alguma.

Não tem?

Ele retirou a mão do queixo e olhou para ela, que permanecia atenta a estrada.

Aprendi o básico, mas nunca tive chance de tirar a carteira. Passei 4 anos em coma.

Mutsuki passou a encarar suas costas com afinco, enquanto as outras permaneceram ignorando suas palavras.

Ele levantou sua prótese e continuou — Foi na Venezuela, sabe?

Então somos colegas de profissão…

É na próxima esquerda.

A beira da estrada, estava uma casa de 2 andares cercada por grades cobertas por folhagens, com um muro feito de pedras. Suas paredes de tijolos a vista envernizados lembravam uma casa britânica, incluindo sua chaminé.

Eles pararam bem a frente do portão, com o dono descendo para abri-lo. Do bolso, tirou um chaveiro em formato de revólver, cujo qual pegou uma chave dourada e comprida que abriu o cadeado que segurava as grossas correntes que a mantinham fechada.

O ringir durou alguns segundos e ao seu fim, respirou, então apontou de maneira convidativa para as demais entrarem.

As paredes da casa eram repletas de folhas bem coloridas com vários tipos de flores.

Ele voltou a fechar a entrada, desta vez sem as correntes, e caminhou até a entrada onde as demais haviam parado o carro.

Uma a uma, elas foram saindo, começando por Yuudachi que saiu correndo pelo gramado como uma criança, soltando algumas gargalhadas.

Sua reação foi observada por Mutsuki com uma leve mordida em seus lábios, fora seu já costumeiro olhar melancólico.

Asashio segurou seus ombros por trás, tomando-a de surpresa.

O ar daqui é tão fresco, né?

Ela olhou para as mãos no seu lado como se tentasse entender o que estava acontecendo, foi quando Matheus passou por ela, indo para o canteiro.

A grama está alta, as flores estão um pouco murchas, mas dá pra ver que a Haruna cuidou bem daqui — disse ele tocando as pétalas de hibisco rosa.

A Haruna vem aqui? — Perguntou sem soltar os ombros da jovem.

Meio que é a casa dela também. Nós moramos juntos por um tempo.

Então, ele caminhou pelo pequeno lance de escadas até a porta de madeira trabalhada com uma pequena janela que enfeitava a parte de cima, de chave em mãos.

Com um clack, um corredor escura veio a tona. Mesmo de dia, o ambiente seguia pouquíssimo iluminado e assim, antes de dar o segundo passo, sua mão foi de encontro ao disjuntor.

O interior era todo de madeira escura, incluindo o piso, com paredes forradas com papel verde e luzes de cor dourada que ficavam na parte de cima delas. Cheiro de mofo pairava no ar quente que tinha uma atmosfera diferente do exterior.

Matheus tossiu algumas vezes, dai caminhou para o lado esquerdo, onde ficava a cozinha ainda sobre a penumbra das lâmpadas.

As outras, inclusive Yuudachi, não hesitaram em segui-lo, observando com curiosidade evidente as dependências.

Por favor, sintam-se em casa e façam a gentiliza de abrir as janelas.

Pouco a pouco, a luz foi adentrando o recinto.

A maior parte dos móveis estava coberta por lençóis brancos. Na cozinha uma mesa simples de madeira quadrada com seis cadeiras de cor marrom envernizado estava em seu centro, um contraste significativo com o fogão, pia e armários de cor branca.

Os outros seguiam empenhados no pedido que havia feito, entretanto, Asashio levou sua mão a um segundo fogão, aquecido a lenha, feito inteiramente de ferro, e passou seus dedos sobre a chapa tisnada e empoeirada, quase de maneira afeiçoada.

Um grito, seguido de uma batida contra o piso a tirou imediatamente de seu olhar pensativo.

Quando correu para ver o que era, na sala de estar, Yuudachi estava coberta por um dos lençóis atrás da entrada e Mutsuki estava caída no chão.

Que susto! — exclamou ela para sua amiga que estava dando risadas.

Ela retirou o pano sobre si e o deixou largado em um canto qualquer antes de sair correndo.

Mutsuki tentou se levantar, mas era incapaz de apoiar as mãos no chão, como resultado, teve de ser ajudada.

Não fique brava — falou enquanto colocava as mãos na cintura de sua amiga — Conhece o jeito brincalhão dela. Deixa que tiro os panos, vou começar pelo sofá pra você ficar bem confortável.

Mas eu consigo ajudar ainda — falou capisbaixa em um tom baixo como de uma confissão.

Não é essa a questão. Isso é pra você ficar boa logo, entendeu? — respondeu tocando-lhe os cabelos como uma garotinha.

Deste modo, seu semblante permaneceu imóvel sobre o sofá tecido no meio da sala, sozinha, enquanto observava sua mentora seguia seus afazeres.

Seu anfitrião, que passava carregando uma caixa, viu seu suspiro.

Vem que o seu quarto.

Ela ficou confusa por um instante, mas ele permaneceu sorrindo discretamente, até continuar seu caminho pelo corredor principal e ser seguido.

No caminho, exatamente no meio da casa, estava uma escadaria também de madeira, mas forrada com tecido avermelhado.

Já no segundo andar havia uma encruzilhada que dava para todos os quatro lados da casa.

O banheiro é a primeira porta seguindo em frente, caso esteja com vontade de lavar a mão.

Ah, bom… Eu vou depois — respondeu um tanto tímida e sem jeito.

Meu quarto é a primeira porta a esquerda, a segunda a direita é uma dispensa onde guardo algumas coisas.

Após a breve apresentação, seguiu para o corredor da esquerda.

Seu quarto fica bem aqui — falou abrindo a fechadura.

O interior estava bem cheio. De fato, possuía uma pequena estante com vários livros coberta por um plástico transparante, junto de dois vasos de girassóis e tulipas, uma escrivaninha com um computador forrada com tecido verde com um modelo do corpo humano em miniatura e um estojo rosa cheio de lápis e materiais de colégio. Até mesmo seu cheiro, embora abafado pelo de mofo, era adocicado.

Dá pra chamar este de o Quarto da Haruna, mas não se preocupe, ela deixou que ficasse aqui.

Tudo bem mesmo?

Claro, pode usar tudo que estiver aqui, incluindo as roupas. Não são coisas que ela iria querer que ficassem guardadas. Do outro lado vão ficar Satsuki e Yuudachi e no meu quarto estará a Asashio… — Ele coçou um pouco a cabeça e soltou um suspiro antes de continuar — O sofá da sala vai ser minha cama por enquanto… Se minha mulher descobrisse que estou dormindo no mesmo quarto que outra…

Mutsuki estava passando a mão em sua nova cama, mas voltou-se para ele quando terminou de falar.

Você é casado?

Dá pra dizer que sim, mas nós passamos muito tempo longe um do outro — ele olhou para o chão um tanto melancólico — Bom, sinta-se em casa, qualquer coisa é só chamar.

Matheus deu as costas e deixou a jovem a vontade em seu novo lar.

// — // —

Era de noite, a primeira que passavam em sua nova moradia.

Mutsuki estava no quarto escuro, sentada olhando para a lua que fazia brilhar as árvores do campo nas proximidades

De repente, algumas batidas na porta a tiraram de suas reflexões.

Ela levantou-se e caminhou quase na ponta dos pés até ela. Quando girou a maçaneta, seu anfitrião estava do outro lado.

Quero que venha comigo — disse com um casaco em mãos.

Ambas as figuras saíram em direção ao matagal ao lado, quase totalmente na escuridão.

A moça caminhava olhando atentamente para os lados, um tanto assutada, com a mão esquerda sobre o peito, segurando o tecido como um manto.

Em meio as árvores, eles encontraram um carro, de luzes apagadas e motor desligado.

Onde vamos? — perguntou dando um passo para trás.

A lugar algum — respondeu com uma entonação desinteressada.

Um homem saiu do veículo, trazendo consigo um segundo algemado e encapuzado. Ele foi posto de joelhos sobre o chão cheio de folhas secas, então o soltaram e tiraram sua venda.

Keishi… — falou ela respirando fundo, de olhos bem abertos.

Mutsuki!

Seu irmão correu para ela que permaneceu enrijecida, praticamente se respirar. Seu braços a envolveram com força, derrubando o casaco no processo.

Que bom que você está bem…

Ela não retribuiu o afeto, mantendo-se perplexa. Só após alguns segundos conseguiu balbuciar algumas palavras.

Mano… Eu… Matei…

Ele se afastou e levou suas mãos para os ombros dela.

Não, eles me mostraram o que aconteceu. Se eu estivesse lá para te proteger, teria feito exatamente a mesma coisa, principalmente depois de ver o que eles são capazes de fazer com um ser humano naquela casa.

Mutsuki começou a derramar lágrimas e a soluçar como uma garotinha pequena. Seus braços o envolveram com o máximo de ternura. Por outro lado suas mãos tremiam compulsivamente e seus gemidos transmitiam dor.

Você está bem? — perguntou vendo o rosto contorcido dela.

Ela apenas acenou positivamente com a cabeça, sem ceder.

Matheus estava atrás de uma árvore, observando a distância, sob a companhia de Asashio.

Fico muito feliz por ela — falou ela em seu típico tom maternal.

Poderia dizer o mesmo — disse retirando o revólver do coldre, colocando seus olhos sobre o brilho do aço azulado — Se isso não tornasse as coisas ainda mais difíceis.

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