Volume 5
Capítulo 4: Começa o Festival Esportivo ①
Duas semanas depois, chegou outubro. Finalmente, o Festival Esportivo vai começar. A escola inteira foi devidamente decorada, o campus inteiro está preparado para as atividades e todas as classes se encaminharam à cerimônia de abertura do evento que ocorrerá no ginásio.
As salas do terceiro ano foram posicionadas na vanguarda, o segundo ano veio em sequência, ao fim do primeiro ano se concentrando lá atrás. A presidente do Conselho Estudantil, Kiboumori Suzune, foi a responsável pela declaração de abertura.
— “a todos os presentes, daremos início ao nosso Festival Esportivo! Serão quatro dias de várias atividades! Uma verdadeira competição amistosa entre classes, sob coordenação dos estudantes do topo do ranking geral! É a apresentação ideal de mostrar a todos a força e eficiência daqueles considerados capacitados de controlar seus resultados e posições! Que todos nós tenhamos disputas amigáveis e o senso de esporte em primeiro lugar!”
Todos saudaram suas palavras. Logo em seguida, surgiu uma mulher inesperada no pódio, portando uma presença instigante e totalmente imprevisível.
— “a todos os alunos, sou a coordenadora Mitsuhara Kobune. Durante praticamente o ano inteiro sou a responsável pelos assuntos gerais cabidos a escola. No entanto, nesse período de quatro dias serei apenas uma expectadora desse evento, torcendo pra que seja algo memorável a todos vocês. Desejo a todos uma boa sorte nas competições e mantenham na mente suas índoles como ‘elites’! Isso é tudo, vão se divertir!”
Essa mulher andou desaparecida das vistas durante todo esse tempo e surgiu literalmente do nada com um discurso improvisado... parece até mesmo um super-herói que domina a popularidade mundial e só com sua influência chama a atenção, sem precisar falar muito.
Após a cerimônia, fomos designados às primeiras atividades do dia que vão ocorrer dentre o campus. Conforme andava, pude ver que armaram barracas em vários pontos, contendo bebedouros e freezers com bebidas aos alunos das respectivas classes. As atividades individuais serão as primeiras durante o período matutino, com uma atividade em grupo antes do almoço.
Sendo mais preciso, há vários spots entre o campus nas áreas que as atividades serão realizadas. Por serem de cunho individual, todas as classes precisam participar. Quando fiz minha inscrição para a corrida de 100m daquele dia, havia recebido a localização por e-mail de onde iria correr.
— Spot B-12... próximo à quadra de tênis... — caminhei tranquilamente ao local, em que me encontrei com Takahashi e outros três integrantes da minha classe. Em cada atividade individual, apenas cinco alunos de cada classe podem participar. — Então o fato de anunciar quem será seu apoio, serão escalados no mesmo spot...
— É como você disse... — comentou Takahashi. — Mas isso não se vale para todas as atividades, já que cada uma acontece em um local diferente. Então depende muito de qual atividade que cada um escolher.
Para aquela atividade individual, tinham mais duas classes de cada grupo. São 30 alunos no total e, apesar de ser um percurso relativamente curto, teremos que realizar uma curva na metade do caminho definido por grades. O evento vai começar exatamente às 8h00m, então todos se alinharam em seus lugares.
— Apesar de ter cinco pessoas de uma mesma classe, é um evento individual — proferiu Takahashi. — Portanto, é cada um por si. Apenas não fique em último lugar, entendeu?
O professor estalou o sinalizador, e a corrida começou.
Os trinta alunos avançaram de uma única vez, mas foi clara a diferença de habilidade física entre todos. Takahashi avançou em uma das primeiras colocações, e forcei minhas pernas para alcançá-lo durante os primeiros 25 metros.
Ao ver a curva se aproximando, tive o vislumbre da corrida de bicicleta com Inuzuka, e resolvi usar o mesmo método, desacelerei aproximadamente aos 45 metros para realizar o contorno sem perder o controle do corpo e derrapar. Alguns alunos me passaram nesse meio tempo, mas logo recuperei minha posição, avançando com ainda mais força nas pernas, completando o restante do percurso em questão de segundos.
Takahashi terminou em segundo, e consegui a quarta posição. Não foi um resultado ruim.
Observando nossos outros colegas, ninguém da classe C ficou em último lugar. Era um bom começo.
— De acordo com a pontuação... — comentou Takahashi. — Eu consegui 7 pontos pelo segundo lugar e você, 3 pontos. Como você é meu apoio, recebeu 1 ponto a mais. Conseguimos um total de 11 pontos.
— Só precisamos continuar nesse ritmo e sem perder entre as cinco posições que ficaremos bem — expressei.
Ainda nesse período, teve o Pega-Bandeira e Cabo de Guerra. Como há um horário estipulado para cada atividade, o recomendado para os alunos é que descansem entre cada tarefa. Como não tinha o que fazer, resolvi ir até os outros spots ver o andamento. Yonagi também havia escolhido a corrida de 100m e foi a primeira colocada, o que fez parecer que os 11 pontos que eu e Takahashi tínhamos colhido não fossem grande coisa.
No primeiro ano, as garotas não eram muito atléticas, então Himegi apenas conseguiu um quarto lugar, sendo o bastante para receber os elogios da turma. Kuroi conseguiu a mesma posição e Teru... bem, não acabou em último lugar, ao menos.
Não encontrei o spot onde Kumiko foi participar, mas consegui identificar que Shiina e Chinatsu disputaram juntas. Chinatsu alcançou o terceiro lugar e Shiina não conseguiu ficar entre os cinco primeiros, mas ela não pareceu desapontada.
Sem dúvidas, é uma disputa acirrada para conseguir as melhores colocações. Nenhuma classe está particularmente se saindo mal nas atividades, o que se torna uma verdadeira incógnita saber qual delas ficará em último lugar até o resultado final sair.
Resolvi parar no spot da classe C para me refrescar. Ali há alguns alunos, como Nana, Ota e Inuzuka.
— E então? Como foram? — perguntou Inuzuka.
— Não fomos ruins, acho que estamos indo bem.
— Quase fiquei em último lugar! — exclamou Nana. — Como que aquelas garotas são tão rápidas assim?
— Se bem que as garotas não são tão rápidas, assim... — murmurou Ota, que levou uma cotovelada de Nana.
— Ainda resta uma hora para o Pega-Bandeira... — disse. — Como isso vai funcionar?
— O Pega-Bandeira é composto de garotos e garotas — explicou Inuzuka. — O objetivo é pegar as bandeiras do time inimigo em seu próprio campo. Ganha quem pegar mais bandeiras, e a colocação dos cinco melhores será dada para quem tiver mais bandeiras em mãos.
Não me inscrevi para essa atividade. Na verdade, dado o acordo, apenas preciso participar de duas atividades individuais e uma em grupo por dia... que alívio.
Não sou uma pessoa atlética, portanto não possuo muita resistência física. A melhor hora do dia em que sei que poderei me dedicar com eficiência nas atividades será no período vespertino. Devido a isso, estou com tempo livre até depois do horário do almoço.
— Bom, vou observar os outros times. Boa sorte pra quem for participar... — dei um aceno rápido a eles e me distanciei. O sol está radiante em um céu sem nuvens, então devo procurar algum lugar com bastante sombra.
Em um spot próximo, visualizei o time de torcida do primeiro ano em que Himegi se encontra. Parece que estão praticando para o evento do cabo de guerra que vai ocorrer dentro de algumas horas.
Será interessante ficar observando todo o decorrer do festival, mas preciso colocar em prática algumas coisas de antemão. Continuei andando a passos silencioso em meio ao campus.
***
Depois que Shiroyama saiu, os integrantes da classe C que vão participar do Pega-Bandeira apareceram. Junto a mim, será Takahashi, Kuwasabe, Ota e Nana.
— Oh, Inuzuka? — Takahashi se aproximou. — Falta muito tempo para começar?
— Não, resta menos de vinte minutos. Onde você estava?
Antes que Takahashi pudesse responder, Nana começou a rir.
— Qual foi a graça?
— Oh, você não sabia, Inuzuka? Ele estava com a Kumiko, da classe D! Eles voltaram a serem melhores amiguinhos!
— Então, era isso o que estava conversando com todo mundo, não é? — retrucou Takahashi, cerrando os olhos.
— Opa...
— Bom, ela é nossa inimiga aqui, certo? Como essa garota se saiu?
— Ficou em terceiro lugar no spot C-14. As coisas vão ficar acirradas, mas ela não parece estar preocupada.
— Não é romântico você estar preocupado com sua amiga que está do lado inimigo? — brincou Nana. — Parece até o conto do Romeu e Julieta!
— Onde que isso é romântico? — retruquei, o que fez Takahashi rir. — E não é hora pra ficar inventando história...
— Vamos, esqueçam isso. Está na hora do jogo!
Às 9h30m, o Pega-Bandeira começou. O jogo consiste em 15x15 pessoas. Estávamos em um dos campos de tênis sem a rede intercessora. Foram desenhados no chão diversas linhas, os percursos das quais teremos que andar. Temos que prosseguir andando um pé sobre o outro, e se pisássemos fora da linha, seríamos desclassificados. Ainda, o jogo tinha a chamada Zona Segura. Quem estivesse dentro deste local, não perderia sua bandeira.
Ao todo, são 30 zonas seguras. Cada um começava o jogo em uma destas zonas e avançava para a próxima, evitando ser pego pelos outros. O jogo iniciou, e tentei avançar o máximo possível ao próximo local. Nana e Ota foram os primeiros a serem pegos pelas outras classes. Kuwasabe conseguiu se esgueirar e obter várias bandeiras, assim como Takahashi. O problema é que nesse jogo ter versatilidade era o essencial, o que não foi o forte de Takahashi, eliminado em sexto lugar.
O surpreendente não foram os eliminados, e sim quem venceu:
— Mentira! Isso não é possível... — exclamou Nana.
— E não é que ele consegue se tentar? — murmurou Ota.
— Desta vez, conseguiu se superar mesmo... — refletiu Takahashi, cruzando os braços.
Em primeiro lugar, está Kuwasabe. Eu fiquei em terceiro lugar por uma diferença de duas bandeiras...
— Mandou bem, Kuwasabe! Até que enfim não pareceu um simples folgado querendo aparecer! — dei um tapa em suas costas que quase o derrubou.
— Mesmo quando ganho alguma coisa, ainda zoam com a minha cara... — choramingou o pobre vencedor.
— Não tivemos acréscimo de pontos de apoio? — perguntou Takahashi ao professor, que negou com a cabeça.
— Era óbvio que por causa da pressa de pegarmos as inscrições, muitos se esqueceram de combinar com seus apoios... — retrucou Nana.
Takahashi pareceu meio desconcertado, mas o ignorei. Reuni todo o pessoal para comemorarmos a nossa vitória.
— Falta o cabo de guerra antes do almoço! É melhor que as meninas não percam!
***
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