Our Satellites Brasileira

Autor(a): Augusto Nunes


Volume 5

Capítulo 2: Inesperadamente, o Buraco Negro surge entre as Regras ③

Pelo o que Teru me disse, tinha combinado com alguns amigos de outra escola de que iriam se encontrar naquele fliperama. Todavia, eles se dispersaram no recinto para aproveitarem as diversas máquinas espalhadas por aí, então consegui ter algum tempo conversando com ele sem interromper a ação coletiva.

O entreguei o papel de justificativa de clube que Yonagi havia me entregado, que encarou com desânimo. Era como se estivesse enojado de ter de receber mais uma lição de casa no meio de tantas. Acredite, Teru... entendo bem como se sente!

— O que houve? — decidi perguntar para sanar minha dúvida, mas ele fez um muxoxo para querer me responder. Senti um traço de frustração aparecendo em seu rosto, como se estivesse prestes a explodir caso continuasse a insistir em querer mais informações.

— Essas regras... — Ele sibilou. — São regras demais só pra um evento idiota, não acha?

— Bem, pode se dizer que sim. Ainda estou ponderando sobre todas as alternativas que recebemos.

— Jura? Eu, por outro lado, não entendi nada... — Ele assinou seu nome e me devolveu a folha estressado. — Por que eles precisam nos forçar a querer participar deste evento sem sentido?

— Entendo seu sentimento. Também não participaria, se pudesse.

— Nunca me senti tão cansado em toda a minha vida por causa desses treinos físicos... fiquei literalmente quase dormindo quando cheguei aqui no fliperama! — Ele piscou os olhos várias vezes. — Mas estar aqui voltou a me deixar animado e desperto!

Olhei de soslaio as outras pessoas presentes por ali. Com sua atenção vidrada nas telas, dificilmente não ficariam despertas. Parece que Teru não se incomodava com o fato de estar ao seu lado, julgando pelo jeito que tentava descontrair o ambiente com piadas sem graça.

— Por acaso, veio para cá jogar também?

— Oh, não. Estou aqui porque mais tarde tenho um compromisso, apenas estou passeando para matar o tempo por aqui.

— Entendo... — Ele rapidamente coçou a nuca. — Porque não fica conosco? Tenho certeza de que o tempo vai passar rapidinho que nem vai perceber.

Só espero que não me cause o mesmo efeito que um certo hotel cheio de cassinos e flores de lotus...

— É... pode ser uma boa ideia — disse, fitando as máquinas. Certamente há várias variações de jogos que podem me entreter. Só que nunca fui bom em jogar. Na verdade, o certo aqui seria dizer que nunca tive muito interesse em jogos.

Porém, nesse cenário não vejo motivos para recusar a oferta, já que poderei conversar com Teru mais um pouco, em que uma certa curiosidade me circunda durante há algum bom tempo. Ele me apresentou para seus amigos, que foram até receptivos. Decidimos jogar Street Fighters II para começar. Oras, mesmo um completo amador optaria em escolher Street Fighters II. Quem em plena consciência entraria em um fliperama e não escolheria jogar Street Fighters II primeiro?

O problema é que nunca me lembro dos combos de golpes, então apenas teclava qualquer botão desesperado para ter um pouco de sorte na hora de atacar ou de escapar de algum ataque absurdo. Sou realmente horrível jogando, mas não me interessava necessariamente em ganhar todas as partidas, já que ter a sensação de jogar em um fliperama se revelou uma experiência única, da qual não se tem todos os dias. Quer dizer... exceto se você fosse como o viciado do Teru, que aparentava frequentar aquele lugar toda vez que saía da escola.

— Teru... — tentei retomar a conversa. — Se eu te perguntar uma coisa, promete que não ficará bravo?

— Hum? Porque isso de repente? Estamos aqui nos divertindo, não tem nexo que eu fique com raiva de você.

— Então, porque não está indo ao clube? — indaguei, ainda entretido com a partida sob meus olhos.

— ...

— Pode não parecer, mas... os outros estão sentindo a falta da sua presença lá. Yonagi tentou mais de uma vez se aproximar para conversar com você, mas não conseguiu.

— E... porque logo você pergunta isso?

— Por quê?

— Por qual razão você está perguntando isso? É isso o que quero saber... — Sua voz parecia robótica, apática. — Está preocupado comigo? Ou é só porque a Yonagi te mandou para descobrir?

— Ei, eu o encontrei aqui por acaso, não lembra? — indaguei. — Além disso, estou perguntando por estar realmente preocupado. Achei que estivesse passando por dificuldades por causa das últimas tarefas já que não nos contatou nenhuma única vez durante as férias...

— Eu posso cuidar de mim mesmo, Shiroyama. Não sou uma criança que está sempre precisando de ajuda...

— Nem estou dizendo algo do tipo. E nem é anormal alguém estar em apuros ou com dificuldade em alguma coisa, sabe... — continuei pressionando os botões aleatoriamente, mas perdi novamente para Teru. — Céus... nunca consigo vencer nesse jogo.

Ele bufou e se afastou para jogar em outra máquina. Eu me aproximei na insistência:

— Você não compareceu às sessões de estudo durante o fim das férias, então seria natural pensar se tenha conseguido pontuar bem nas questões...

— Isso é bobagem. Ninguém liga se estou presente ou não. A verdade é que me divirto mais jogando RPG do que lendo livros chatos de biografia! Eu prefiro ler uma Light Novel de aventura do que ler contos de romance!

— Ah, também gosto de ler Light Novel, mas o interesse individual aqui não entra em questão. Não foi você que me pediu ajuda durante a viagem de férias? Acha que não entendo o que possa estar passando?

— Eu...!

— Infelizmente, as coisas aconteceram dessa forma. Porém, você vai ficar se desviando do que está acontecendo nesse momento? Você não se dedicou muito para entrar nessa escola pra deixar tudo de lado?

— ...! — Teru grunhiu, como se tentasse se sufocar para não gritar naquele instante. Ele parou de pressionar os botões e a tela da máquina emitiu um GAME OVER. Seus amigos se aproximaram com expressões perturbadas, mas Teru os dispensou com rápidos acenos. — Você... você me disse que foi rejeitado durante as viagens de férias também, certo?

— Isso mesmo.

— Para mim... nunca conheci ninguém como Kuroi. Quer dizer, nunca conheci uma garota como ela. Alguém especial. Eu não consigo simplesmente agir indiferente, como se nada tivesse acontecido. Não tenho mais vontade de aparecer no clube, pois sei que ela vai estar lá, me evitando. E... e quer saber? Eu sou mesmo um idiota, apenas me inscrevi no clube de jornalismo por causa dela. Ainda por cima, fiz o mesmo com o clube de literatura. Talvez eu apenas deva mudar de clube... 

...

Não soube o que dizer.

Já imaginava que a questão em si era complicada por causa da relação que os dois tinham como colegas de clube, mas... a situação não aparentava ser tão superficial, assim.

No entanto, algo nessas palavras me fez notar que minha sintonia com a de Teru não é a mesma... ou algo assim? Não sei ao certo.

Será por causa disso que ele me encarava com aquele olhar pesaroso? Não há clareza em suas ações, então acho que se sente incompreendido pelo que está sentindo. Só que não posso apenas dar tal suposição como uma resposta. Desde que tive aquela conversa com Kirisaki, não quis procurá-la e muito menos vê-la. Não seria a mesma coisa? Estou perdendo algo aqui que não esteja entendendo?

De qualquer forma, não encontrei nenhuma resposta adequada para dar em relação àquelas palavras. De repente, o ambiente animado a nossa volta se tornou mórbido para mim. Pelo visto, o seu encanto tornou a se dissipar. Devo apenas desconversar e me afastar aos poucos?

— Parece... que a situação não vai poder voltar a ser o que era antes, presumo?

— Acho que sim. — Teru respondeu secamente.

— Então acredito que você tenha a resposta para isso, se é o caso... — completei. — Não acho que qualquer coisa estúpida que eu diga vá melhorar seu humor, e nem pretendo. Seja qual for a decisão que tomar, saiba que terá meu respeito de qualquer jeito.

— Shiroyama...

— Não quis dar uma de colega de clube enxerido — expressei, sorrindo. — Mas realmente espero que esteja tudo bem. Apesar de tudo, todos nós queremos evitar de sermos expulsos, certo?

— Sim... você tem razão...

Com isso, peguei minha mochila e me dirigi à entrada do fliperama. Apenas dei um aceno de despedida para um Teru surpreso. Se ficasse naquele lugar por apenas mais um pouco, tenho certeza de que poderia ter causado discussões por ter decidido não o apoiar mais.

Algo dentro de mim diz fortemente em ver o que pode acontecer caso essas circunstâncias continuem. As decisões tomadas por Teru Yamada são algo que me interessei em observar seu desfecho.

***

Conferi o celular, e resta apenas trinta minutos para o horário marcado. Como não tínhamos estabelecido nenhum ponto de encontro, decidi esperar em frente à estação. O ar gelado em uma noite de outono pode ser algo intenso, mas não naquele momento. Estando naquele fliperama me fez sentir em um local realmente abafado, então aquele vento gelado foi até refrescante para mim, só de pensar se tivesse me exaltado com uma possível discussão com Teru. Fiquei de máscara apenas por precaução para não pegar um resfriado.

Às 19hrs em ponto, visualizei os dois cúmplices se aproximando. Caminhando juntos, agindo normalmente. Na verdade, o fato de estar presente com eles que me taxa como o verdadeiro deslocado.

— Esperou muito? — proferiu Kumiko, com um sorriso gelado.

— Não, acabei de chegar... — menti. — Fiquei entretido com algumas coisas antes de vir para cá, mas não importa.

— Entendo. Vamos? — Ela mudou de direção e tomou a dianteira. Pelo visto, iremos para algum lugar coberto. Conversar em meio a uma noite fria certamente é uma péssima ideia. Eu os acompanhei até uma lanchonete próxima à estação.

Me sentei à frente dos dois na mesa, e fizemos nossos pedidos. Estive silencioso, mas observei que há uma certa atenção de Takahashi para Kumiko. Talvez só estivesse um pouco apreensivo para tentar decifrar o que ela vai me dizer nesse encontro. É um péssimo hábito meu de querer prestar atenção nas entrelinhas das pessoas...

— Então, vamos começar nossa reunião... — brandou Kumiko, com um sorriso irritante. — Takahashi, por favor.

— Certo. Relembrando os detalhes do acordo, os dois usarão competidores para os representarem no Festival Esportivo. Shiroyama, você disse de antemão que um fator da escolha do representante seria que tal pessoa esteja na mesma classe, e por isso me escolheu.

— Isso mesmo.

— Então, está definido que terei que escolher alguém da minha classe — expressou Kumiko. — E, por sorte, nossas classes serão inimigas neste evento. Que inesperado.

— É, você tem razão... — comentei, indiferente. — Se fosse o contrário, teríamos que reaver as condições do acordo. Será que essa foi a primeira ação do seu amigo Himura como novo secretário do Conselho Estudantil?

Kumiko franziu o cenho.

— Do que está falando, Shiroyama? — indagou Takahashi, incomodado. — Já resolveu começar com as implicâncias?

— Não, exatamente. Apenas trouxe à tona algo de fator comum a qualquer um, certo?

— ...maldito. Himura assumiu o cargo vago de secretário agora no início da tarde. O anúncio só será feito amanhã... como soube disso?

Takahashi alternou sua atenção de Kumiko a mim pelo decorrer da conversa, aparentemente tentando acompanhar o ritmo dos acontecimentos.

 — Como soube ou não é irrelevante — dei de ombros. — Ou quer mesmo que acredite nessa seleção de classes foi de forma aleatória aos seus planos? Não pense que estou tão atrás de suas ideias.

Ela grunhiu, mas conteve-se.

— Continue... Takahashi.

— Já repassei a ela que a modalidade escolhida para que os dois representantes se enfrentem será no basquete. — explicou. — Já em relação às atividades individuais, ficou-se decidido que os dois terão que participar de ao menos três atividades por dia e que tenham um dia livre para usá-lo como desejarem. Shiroyama, você definiu que seu dia livre será na terça-feira, certo?

Acenei com a cabeça, e tão logo Kumiko se pronunciou.

— Então, meu dia de folga será na quarta-feira.

— Além disso, tem a questão que foi abordada em relação ao Time de Apoio. Isso foi algo que a escola estipulou e que pode interferir com o acordo... — continuou Takahashi. — Como vocês vão proceder?

Por mais que a tenha provocado agora a pouco, não sei até onde as ideias desse evento esportivo tiveram as ideias aceitas dessa garota. Para tal, devo considerar que a decisão da criação do Time de Apoio foi estipulada pelo bater do martelo de Kiboumori Suzune. Não consigo imaginar a interseção como uma armadilha.

— Acho que é um recurso importante para ser usado... — abordei, convencido. — Nunca se sabe o que poderá acontecer, certo?

— Nunca pensei que fosse concordar com um crápula como você, mas está certo — ressoou Kumiko. — Como apenas um aluno pode substituir o outro, então nós iremos colocar nossos nomes em nossos representantes. Ou seja, Shiroyama será o substituto de Takahashi. Isso quer dizer que qualquer outra pessoa poderá te substituir. Mas, se você tiver um contratempo durante uma atividade em que os dois estejam juntos, Takahashi não poderá te substituir por já estar em campo.

Aquilo serviu como uma medida para que não use Takahashi além do necessário, pois outra condição imposta foi que nós dois participemos das mesmas atividades, exceto no dia livre. Usando isso, estou de mãos atadas em usá-lo mais do que apenas um meio de conseguir uma pontuação mais alta por causa do crédito de apoio. Dito isso, o mesmo ocorre com Kumiko. Ela terá que colocar seu representante para ser seu substituto, e precisa ser um garoto. No entanto, isso a favorece durante as atividades individuais, já que as práticas mistas são menores.

Ela está com a vantagem, e nenhum dos dois questionou tal fato.

Como esperado, Takahashi se mantém ao seu lado. Apesar disso, aceitei os termos. O que está em jogo aqui não é a pontuação do ranking geral, afinal.

— Parece que só resta me dizer qual será seu representante... — enunciei. — Quem jogará contra mim no basquete do 2ºD?

Porém, em vez de me responder de imediato, Kumiko riu. Ela está tão confiante assim de que sua escolha será melhor que Takahashi?

— Minha escolha será Gotou Hajime, do 2ºD.

— ?! — Takahashi resfolegou.

— Gotou? Não o conheço... — disse, indiferente.

— Obviamente. Gotou é um rapaz esforçado no basquete e só pensa nisso. Como nunca deve ter pisado direito no ginásio de educação física, não o veria de qualquer maneira... — debochou Kumiko, dando de ombros.

— Poderia ter escolhido o Juugo em vez do Gotou! — exclamou Takahashi. — Os dois são da sua classe e ele também é um dos melhores jogadores do time!

— Shiroyama o escolheu por ser sua melhor escolha da classe — interveio Kumiko, séria. — Eu o respeito muito, por isso decidi colocar o melhor da minha classe contra você.

Takahashi ficou muito incomodado, parece que esse tal de Gotou é o tipo de pessoa que deve ser evitado...

— Estou certa de que, se um dos lados vencer, o outro não se sentirá rebaixado por isso — continuou Kumiko. — Além disso, já conversei com Gotou, e ele o reconhece como um oponente à altura. Isso pode ser uma boa porta de entrada para você.

— Porta de entrada?

— Como você ainda é um calouro aos nossos olhos, melhor explicar: um dos objetivos do Festival Esportivo é colocar em evidência os melhores jogadores, misturado entre as atividades de menor relevância. Portanto, não importa se estamos enfrentando outras classes, haverá olheiros entre as torcidas durante os jogos.

Certamente, é uma informação nova. Inuzuka foi um aluno transferido como eu, mas já deve estar ciente destes detalhes por já ser considerado um dos melhores esportistas na classe C. Takahashi permaneceu incomodado, mas não quis reclamar mais. O problema aqui é que se ele está preocupado sendo o próprio descontraído, quem mais está correndo perigo sou eu...

Chamar aquela garota de ardilosa já pode ser considerado um elogio meigo. Ela é pior do que as cobras mais perigosas do mundo inteiro.

Suspirei e me levantei, completamente exausto.

— Oh, já vai embora? — caçoou Kumiko. — Resolveu tirar vantagem com seu deboche no início e agora quer sair com o rabo entre as pernas? Agora percebe no que está se metendo?

— Percebi desde o começo que o que não vale a pena é me estressar com você — retruquei. Então, me dirigi para Takahashi. — Parece que agora os preparativos vão começar, certo? Partindo do que ela disse, vocês dois serão as estrelas do show de basquete, que bom.

— Você... — Takahashi balbuciou, irritado. — Tem noção no que isso pode se tornar?

— O que sei é que estou falando com o capitão do time, então está em suas mãos. Contanto que não fiquemos em último na classificação geral, não precisamos nos preocupar com coisas fúteis.

— Não se importa em ser totalmente esmagado?! — questionou Takahashi. — Pois é isso o que vai acontecer!

— Bom, claro que me importo. Mas é só evitar este resultado, e afinal, meu objetivo neste acordo não é meramente vencer.

— Hum, não é?

— E qual é esse objetivo, então? — indagou Kumiko.

— Por que não tenta descobrir, Tesoureira? — A encarei. — Garanto que em algum momento possa entender.

Dito isso, saí da lanchonete sem esperar por uma resposta. Sabendo que ela não viria, apenas insultos.

Caminhei a passos largos até a estação, que com o chegar da noite teve seu fluxo de usuários elevado. Próximo a mim, o local detém de monitores que além de mostrarem o itinerário dos trens, passam os noticiários da TV aberta. Não sou adepto a acompanhar as notícias diárias, confesso. Porém, uma entrevista em questão me prendeu a atenção, da qual me aproximei para escutá-la em bom som.

— “estamos aqui em frente da Clínica Houseki, que encerrou seu período de obras de duração de 1 ano e dois meses. O local, muito prestigiado pelo uso de sua tecnologia e no preparo de crianças deficientes, atua em conjunto do hospital Amagama, próximo da Câmara Municipal de Chiba...” — Em seguida, imagens internas do recinto foram exibidas. — “...o ambiente passou por negociações internas e replanejamentos de uso para comportar mais pacientes. O responsável...”

Subitamente, senti algo dentro de mim que não soube expressar. Um suspiro pesaroso se exalou das narinas, de modo que desejava me dissipar em meio ao vento do mesmo jeito. Muitas coisas vieram à mente, mas tive o devaneio de que algo objetivo tornava a dar sinais de se concretizar. O problema...

— ...é que o tempo pode ser mais curto do que imaginei.

***

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