Our Satellites Brasileira

Autor(a): Augusto Nunes


Volume 4

Capítulo 3: Começa o Interescolar ①

Segundo Rentaro, a partir daquela segunda-feira começará o interescolar. Ou seja, quem vai participar só teria aquele domingo para treinar e se exercitar até o evento. Mas como também são férias, todos querem aproveitar o tempo livre. Seguindo daquele aquecimento — que foi um verdadeiro inferno pra mim — até o parque, todos aproveitariam o local para se divertirem.

O parque de Yokohama era bem vasto, com trechos internos diversificados e construções culturais, como um museu e até um observatório. Seria interessante poder ir nele, mas se encontrava fechado. Naquele momento, resolvi esquecer da frustração para apreciar a brisa fresca e aconchegante das árvores do parque. Meu cansaço foi tanto que quase adormeci só de observar a paisagem local.

Porém, Rentaro continuava a trotar pelo perímetro do local num ritmo mais lento enquanto Tomoyo e Sakuya o acompanhavam. Makoto, Tatsuhiro, Ayase, Kuroi e Himegi montaram uma rede de vôlei entre duas árvores próximas. O que aquele cara era, afinal? Por acaso seu combustível era Coca Cola pra ter tanta energia?

Não vi Yonagi em lugar nenhum, então me juntei a eles para jogarmos em grupos de três quando consegui me recompor. Apesar do cansaço nas pernas, fiz um bom trabalho com os levantamentos de bola... se aparecesse um Kageyama ou Tsukishima com certeza seríamos um páreo duro!

Minha equipe era com Kuroi e Makoto, muito bom nos saques. Kuroi tinha uma ótima visão de jogo e agia nos momentos certos, então não precisei fazer muita coisa.

Logo, tio Ikishi e tia Mikoto chegaram de van e trouxeram algo para comermos. Montaram um piquenique debaixo de uma sombra de árvore e nos revezamos para irmos comer. Nisso, Rentarou encerrou seu treino matinal e apareceu logo depois.

— Correr por volta de todo esse parque... foi bem refrescante! — expressou, ofegante. — As garotas devem estar quase chegando...

Ao longe, pude observar as silhuetas de Tomoyo e Sakuya, totalmente exaustas. Deve ter sido difícil tentar acompanhá-lo...

— Hum, onde está a Kaede? — perguntou Rentaro.

— Ah, sabe o que é... — Tio Ikishi coçou a nuca. — Parece que o Kiyoshi chegou e ela foi ao seu encontro...

— Oh, entendo. Bem, eles não devem demorar para chegar, então... — concluiu Rentaro, sentando-se na toalha larga estendida no chão com os comes e bebes.

— Hum? Quem é esse Kiyoshi? — questionei.

— Hein, você não sabe? — indagou tio Ikishi. — Achei que a Kae tivesse falado deles para vocês... ele é o irmão mais velho dela.

— Ah! Entendi! — exclamou Himegi. — Ela de fato nos contou um pouco dele, mas não disse nada como o seu nome ou algo assim.

— Na verdade, ela só disse que tinha um irmão mais velho e mais nada... — complementou Kuroi.

— Bom, seria prudente chamá-la para vir comer, ao menos... — comentei. — Vou até ela.

— Eles devem ter combinado de se encontrar em frente ao museu daqui... — explicou tia Mikoto. — Não é longe.

Comecei a andar, mas então Kuroi apareceu ao meu lado.

— Eu vou também! Afinal, pode ser que você se perca.

— Por que você acha que isso iria acontecer? — retruquei.

— Você parece ser o tipo de pessoa que comete esse tipo de coisa — brincou Kuroi. — E então?

— Que medo. Tenho certeza que é só uma desculpa para vir tentar me assustar...

— Como descobriu?

— Porque você está surpresa?!

Desde que tínhamos ido ao cinema, ela vinha me pregando peças e sempre acabo caindo nelas. Infelizmente, me assusto fácil quando minha guarda está baixa...

Nós dois prosseguimos em um dos trechos do parque que daria até o museu. O dia permaneceu quente e o céu não tinha nuvens, mas o frescor das árvores tornou aquele ambiente refrescante. Andava meio preocupado se Kuroi iria realmente querer me assustar, mas ela ficou surpreendentemente em silêncio.

— Ei, Shiroyama.

— O que foi?

— Onde o Teru está? Não o vi em lugar nenhum hoje.

— Ah, dormindo... — disse, indiferente. — Parece que ele foi dormir tarde ou algo assim e perdeu a hora, não sei.

Não tenho muito a dizer dele, mas imagino que será fácil manter as aparências. É o Teru, afinal.

Kuroi ponderou sobre o que disse e começou a rir sozinha.

— Ele parece uma criança!

— Sério? Acha isso mesmo dele?

Acabei rindo junto com ela... há, há, há. Isso não é um bom sinal para o lado dele...

— Claro. Ele não para de falar de coisas de RPG, e tem medo de histórias de terror. É divertido ver as reações dele sempre que o assusto, mas é chato quando não para de falar sobre seus gostos.

Esse cara não tem salvação...

Ainda sob meus devaneios, visualizei a expressão de Kuroi. Apesar de ser uma caloura, sempre manteve a animação quando o assunto é falar sobre terror. Em contrapartida, não reage facilmente à ação dos outros. Essa garota possui uma aura madura de comportamento com boas notas, se for pra resumir.

Não houve outra maneira de pensar sobre isso: Teru não combina com ela. Kuroi não é alguém à procura de algo fantasioso, se parasse para analisar. Gostar de gêneros concisos como terror e suspense significa que a pessoa em questão quer buscar enxergar a verdadeira face do ser humano.

Identificar quem leva e quem é levado a sério. Kuroi era uma boa observadora e, quando não comenta sobre seus filmes e séries favoritos, seus olhos analisam o que está ao seu redor.

— ...por isso, ele deve ter conversado sobre RPG com vocês garotos a noite toda! — continuou Kuroi, rindo.

— Bem, foi por aí...

Não havia realmente nada que pudesse falar de Teru para Kuroi. Era um beco sem saída. Não é como me sentisse mal por ele por provavelmente não der certo, mas também não quis me meter... apesar de achar que esse assunto precisa ser resolvido mais cedo ou mais tarde.

Talvez a melhor opção seria analisar qual o melhor momento de agir para que as consequências sejam menores.

Ah, suspirei cansado. Isso vai dar trabalho...

— Na verdade, vim te perguntar do porquê de ter apostado corrida com o Rentaro... ele pode ser competitivo, às vezes.

— Hum? Você o conhece? — fitei-a chocado. — Mesmo ele sendo amigo de Yonagi?

— Sim, estudei na mesma escola que ele no fundamental. Yonagi é um ano mais velha que eu, e Rentaro é dois anos. Ficamos no mesmo clube e conversamos por muito tempo. Nunca achei que ele era tão próximo de Yonagi...

Não consegui evitar minha surpresa. A expressão — o mundo é um local pequeno — se encaixa perfeitamente aqui. Por isso o súbito interesse de Kuroi naquele cara, passaram-se meses sem contato após a graduação.

— ...e que ele tivesse me esquecido.

Olhei-a de relance, havia uma expressão triste em seu rosto calmo.

Não conversamos muito mais depois disso.

Continuamos a caminhar até visualizarmos um prédio surgindo por entre as copas das árvores. O museu estava perto. Teria que ter certeza de reservar um tempo para ficar sozinho, minha mente transbordava de reflexões e pensamentos por todos os lados...

A entrada para o museu se encontrava aberta. Alguns turistas passavam por ali. Eu e Kuroi nos aproximamos e subimos as escadas até a entrada, olhando os nossos arredores para identificar onde estava Yonagi. Nunca tinha visto o irmão mais velho dela, mas poderia imaginar que fossem parecidos.

— Não os estou vendo em lugar nenhum... — murmurou Kuroi. — Devemos entrar?

— Não sei. Pode até ser uma boa ideia, mas pode gerar algum desencontro... — indaguei. Senti um barulho estranho próximo, e vi Kuroi segurando sua barriga fazendo uma careta envergonhada:

— Há, há. Parece que estou com mais fome do que pensei...

— Por que você veio, então? — questionei, mas dei um toque em seu ombro e disse: — Volte. Eu devo conseguir achar os dois sem muitos problemas.

— Ei, Shiroyama?

O tom dela se retraiu, como um sussurro.

— O que foi?

Ela segurou o meu braço e ficou cabisbaixa, falando baixo:

— Rentaro é alguém legal, não é? Eu gostaria de... poder retribuir essa alegria e gentileza da mesma forma que ele.

— ...

— Não estou acostumada a interagir com as pessoas. Prefiro ficar em minha zona segura, com os meus gostos pessoais. Conversar com pessoas que possam me entender. Por isso, posso estar fadada a ser afastada pelos outros. Gostaria de poder encarar isso com um sorriso, mas o que me importa é que, se tiver alguém ao meu lado posso suportar isso. Por mais irritante que eu possa parecer...

Não tive nada a responder durante alguns segundos, que pareceu uma eternidade. Engoli em seco. Era estranho poder entender aquele sentimento e achar confuso alguém como eu ser aquele a ouvir aquelas palavras.

Mas eu entendi a razão. Foi porque sempre fui alguém imparcial. Minha posição era algo neutro para todos do clube de literatura. Salvei Kuroi e Teru do fim trágico do clube de jornalismo, interagi com Rentaro mais do que qualquer um dali. Kuroi poderia saber que eu tinha ciência de conhecer muito Teru. Como esperado, aquela garota não apenas ficava sendo tagarela sobre seus gostos pessoais.

— ...quero ter pessoas especiais ao meu lado, pois sei que gostam de mim do jeito que sou... — continuou Kuroi, ainda cabisbaixa. — Mas há pessoas que quero me aprofundar nisso de um nível diferente, mas com as minhas próprias forças.

Ela é uma garota forte. Não, ela se tornou alguém forte. Parando para pensar, Kuroi era muito parecida comigo e com Yonagi. E ela ansiava em querer mudar, lutando para conseguir suas conquistas.

— Eu estava certo, se você fosse da mesma idade e estudássemos na mesma classe... pode ser que tivesse me apaixonado por você — expressei, olhando para aquele céu límpido e silencioso. — E, no entanto, estou contente por receber tanta atenção sendo apenas um próximo. Não, acho que não está certo colocar desta forma.

— Sim, você não é mais um próximo... — expressou Kuroi, com um sorriso emotivo. — Você se tornou um amigo, Shiroyama. Não pensei que poderia alguém introvertido ser tão divertido.

— Ei, essa última parte destoou todo o discurso emocionante... — retruquei, e Kuroi riu pela resposta.

Ela soltou o meu braço e se afastou em alguns passos. Não olhou para mim, mas para aquele céu límpido.

— Certo, vou voltar. Parece que você realmente não conseguiu se perder, afinal.

Eu acenei como resposta.

— E, Shiroyama?

— Hum, o que é?

— Guarde este segredo, por favor... — Kuroi virou-se para mim e colocou um dedo sob seu lábio. — Sou apenas uma garota que ama falar demais sobre terror, certo?

— Ele... — tornei a falar, minha boca ficou rouca. — ...ele realmente é alguém legal, mesmo. Por mais que seja doloroso de admitir, mas é um exemplo a se seguir. De qualquer forma, não perca o seu objetivo de vista.

— Só espero não ficar igual a você com esses olhos de zumbi!

Nós dois rimos durante algum tempo, e pouco depois disso Kuroi foi embora. Eu dei um longo suspiro e permaneci imóvel durante alguns instantes. Aquilo foi algo realmente inesperado, meu coração quase tinha batido mais forte... que medo.

O quanto Kuroi viu e percebeu durante aquela viagem? E antes dela ocorrer? O quanto ela notou naqueles três meses de interação? Pode ser que nunca saiba aquelas respostas, mesmo que perguntasse.

Não, eu não perguntaria. Eu não deveria saber.

Pois não era do meu interesse, e não tinha que me importar.

Era o que deveria fazer, pois é assim que eu sou.

Assim como Kuroi tinha o jeito dela, o Teru o dele, e assim por diante.

Fala sério, mesmo sendo um bando de calouros, conseguiram mostrar que podem dar mais trabalho que aqueles no mesmo ano que eu.

Além disso, pode ser que posso ter atrapalhado o andamento de Teru se aproximar dela..., mas isso não pôde ser evitado. Se eu fosse dar uma razão, seria que Kuroi tinha questões mais concretas que ele, o que a fez amadurecer mais rápido. Chegava até a ser assustador.

Mas com isso me recompus. Segui para a entrada do museu. Se Yonagi estivesse aqui por perto, estaria lá dentro. A curiosidade é algo que une todos os introvertidos e intelectuais.

Não precisei nem andar muito, a identifiquei parada olhando para um quadro. Me aproximei casualmente e fiquei do seu lado. Espera, ela estava vendo uma pintura de dois leões brincando, ou brigando? Não importa, só por eles serem felinos os fitava com tanta admiração? Ao me notar ali, ficou um pouco surpresa.

— Veio ver o museu sozinho?

— Não. Vim aqui te chamar para o almoço no parque — disse, indiferente. — Parece que veio se encontrar com o seu irmão, não é?

— Eu... você não precisava ter vindo... — murmurou Yonagi.

De repente, ela ficou nervosa e apreensiva. Será que algo aconteceu?

— Onde está o seu irmão?

— Ele está no banheiro. Aconteceram algumas coisas e...

Yonagi estava falando, mas subitamente parou. Eu a esperei que continuasse, mas não deu este indício.

— ...vá na frente, Shiroyama. Eu o alcançarei depois.

Fiquei surpreso com a resposta, mas não tinha o que se fazer. Apenas disse que a avisaria sobre o almoço, como prometi. Não era o meu papel insistir em nada aqui. Dei um breve aceno com a mão e dei meia-volta para voltar.

Mas então, uma voz ecoou:

— Oh, você deve ser o Shiroyama!

Olhei de volta e um rapaz alto caminhou em minha direção. Ele tinha um porte atlético e um rosto astuto. Ele me alcançou em poucos passos.

Aquele parecia ser Yonagi Kiyoshi, o irmão de Yonagi.

Não, definitivamente é ele.

Esse cara tem cabelos da mesma cor escura de Yonagi, seu rosto há feições que o faz parecer bem mais velho do que aparenta. Porém, seus olhos esticados são semelhantes como de uma raposa. Estranhamente havia um curativo em uma de suas bochechas.

— Sou Kiyoshi, irmão de Kaede... — Ele estendeu sua mão para mim, que a apertei como cumprimento. — Ela me falou muito sobre você.

— De mim?

— Ignore meu irmão, ele apenas está querendo ser inconveniente comigo... — retrucou Yonagi, que passou por nós e se dirigiu para a saída.

— Ora, vamos. Não seja bruta, Kaede! — Kiyoshi a provocou com uma risada irritante. — Eu não disse uma mentira, disse?

Yonagi grunhiu como resposta, o que me deixou desconfortável. Afinal, nós tínhamos combinado que iríamos conversar a sós naquela viagem. Era estranho ter esse tipo de clima por uma pessoa que você não saberia o que pensar a respeito.

Mas, não odiava esse lado de Yonagi. Por outro lado, não fui com a cara de Kiyoshi. Aquele rosto de raposa pode muito bem ser intuitiva de causar uma falsa sensação de acolhimento, que não funcionou comigo. Fiz o melhor pra manter a maior distância possível dele.

Apesar de estar curioso sobre o que ela tenha dito de mim...

— Ah, você estava chamando Kaede de volta, certo? Desculpe por isso... — Kiyoshi continuou falando. — Tivemos alguns imprevistos...

— Imprevistos?

Yonagi andava na frente, então não pude ver seu rosto. Mas seu corpo parecia estar tenso por alguma razão.

Kiyoshi soltou uma risada forçada.

— Bom, pode-se dizer que este “imprevisto” causou isso! — Ele apontou para o próprio rosto, na bandagem.

Ninguém disse mais nada durante o caminho de volta até o piquenique. Kiyoshi foi bem recebido pelos primos e os outros amigos de Yonagi, assim como tio Ikishi e tia Mikoto. O almoço seguiu em andamento, então me servi de imediato por estar morrendo de fome. Os tios, Yonagi, Kiyoshi e Rentaro ficaram mais afastados e pareciam estar discutindo algo sério.

Não preciso ter uma bola de cristal para notar que se alguns dos parentes não vieram e o irmão mais velho dela apareceu machucado não tivessem uma relação.

Após isso, foi decidido que voltaríamos ao ryokan. Rentaro vai descansar do treino matutino e mais tarde voltará a se exercitar, fora isso os outros foram instruídos a permanecerem no local durante todo aquele dia.

— Além disso, temos a responsabilidade de cuidar de vocês... — explicou tio Ikishi. — Se algo acontecer, seus pais não nos perdoarão!

— Mas o que houve de tão grave? — indagou Himegi. No entanto, tia Mikoto apenas lhe devolveu um sorriso caloroso e disse:

— Nada demais, querida. Só vamos pedir pra que fiquem aqui dentro por hoje, tudo bem?

Teve uma mudança nos integrantes de quarto. Tatsuhiro cedeu seu lugar a Kiyoshi e ficou no quarto de seus pais. Que droga, cara..., mas não ia querer ficar no mesmo quarto que tio Ikishi, então...

— Ei, o que foi que eu perdi?! Eu dormi demais! — exclamou Teru para mim. Meus ouvidos já latejavam pela sua gritaria. — Por que todos saíram para fazer um piquenique e agora temos que ficar aqui dentro pelo resto do dia?!

Se estivesse no lugar dele, também ficaria assustado. Mas não é como se soubesse direito da situação, então não havia nada para lhe dizer.

Depois que Rentaro saiu novamente para treinar, nós decidimos fazer algo para nos distrairmos. Felizmente alguém trouxe cartas de uno, tabuleiros de xadrez e coisas assim para passarmos o tempo. Ficar cinco dias em um local diferente do habituado realmente poderia ser entediante se não houvesse nada para fazer.

Todos os garotos exceto Kiyoshi se posicionaram para jogar. No entanto, apenas Himegi, Ayase e Kuroi se juntaram a nós. As outras garotas se trancaram no quarto e não parecia que vão sair dali tão cedo.

— O que será que houve com a família Yonagi para isso estar acontecendo? — perguntou Ayase.

— E eu vou saber? — bufou Makoto, colocando uma carta no monte. — Sempre somos os últimos a saber...

— Estou preocupada com a Yonagin... — murmurou Himegi ao por outra carta.

— Isso está se tornando uma investigação de um assassinato que ocorreu em uma cidade pequena! — exclamou Kuroi, colocando outra carta no monte com emoção.

— Por que tudo tem que ser envolto em assassinato? — retruquei, colocando uma das cartas de minha mão no monte, quase tombando.

— VOCÊ ESQUECEU DE FALAR UNO! — exclamou Teru. — Eu ganhei!

Teru começou a rir galantemente, enquanto todos nós o encarávamos com desdém. Cara, isso não era hora para se concentrar no jogo...

— Ah, cansei... vou ler alguma coisa! — Kuroi jogou suas cartas no chão e se levantou. Subiu as escadas rapidamente e desapareceu no andar de cima.

Todos os outros resolveram fazer o mesmo, e apenas Teru ficou embasbacado no mesmo lugar.

— Hum... eu falei alguma coisa errada?

***

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