Volume 7

Capítulo 1: Uma Tarde de Benção

“Suu… suu…”

   Na manhã seguinte à nossa união, abri os olhos e encontrei seu adorável rosto adormecido a poucos centímetros do meu. Aninhada em meu braço, que servia de travesseiro, ela ostentava um leve sorriso de contentamento que a fazia parecer completamente em paz.

“Não é um sonho, né…” murmurei, minha voz quase um sussurro.

   Deitados na cama, nús como no dia em que nascemos, a inegável realidade da intimidade da noite anterior ancorava meus pensamentos.

“Parece que tudo até agora foi uma mentira.” — Disse suavemente — “e estou tão feliz…”

   Delicadamente, coloquei minha mão na bochecha de Charl, meu olhar demorando-se em sua expressão serena. O contraste entre minha vida antes e depois de conhecê-la era gritante — como da água para o vinho. Antes, minha existência parecia vazia, às vezes até dolorosa, sem um propósito claro para me guiar. Mas agora, com ela ao meu lado, um calor preenchia meu coração, crescendo a cada dia. Conhecer Charl transformou meu mundo de maneiras que eu jamais poderia ter imaginado. Embora tivessem se passado apenas quatro meses desde que nos conhecemos, a profundidade do nosso vínculo era extraordinária.

[Almeranto: “Quanto tempo você esperou pra fazer se-xo depois do primeiro beijo?” “Depois do primeiro beijo…? Uns 2 meses.” “Eu sabia! Esse é o intervalo normal das coisas! Tá e quanto tempo para um beijo adulto?” “....Uns quarenta segundos.” “...Segundos?” — Quem sabe, sabe.]

“Ela está dormindo tão profundamente,” observei, com um sorriso nos lábios. Normalmente, Charl se mexia assim que eu acordava, como se pressentisse minha consciência antes do alarme. Mas hoje, não havia sinal de que ela fosse despertar. Considerando que tínhamos ficado acordados até os pássaros começarem seu coro matinal, não era surpresa.

[Almeranto: A noite foi longa, né? | Del: A noite é uma criança… é isso??]

   Uma súbita percepção me atingiu — meu corpo estava pesado, dolorido em lugares que eu não havia notado antes. Levantar parecia uma tarefa assustadora. Eu havia acompanhado seu ritmo durante a noite, mas... a paixão de Charl tinha sido implacável. Mesmo depois de me exaurir com seu desejo insaciável, no momento em que coloquei o anel de noivado em seu dedo, foi como se um novo fogo tivesse se acendido dentro dela. Eu pensava que sua resistência era limitada, mas a noite passada provou o contrário. Ainda assim, sua fofura, a alegria que compartilhamos e o prazer de tudo isso fizeram com que cada dor valesse a pena. Se essa dor fosse o preço, eu o pagaria de bom grado.

   Perdido nesses pensamentos, acariciei suavemente a bochecha de Charl.

   Então—

“Nnh…?” — Seus olhos se abriram lentamente, sonolentos. “A-kun…?” — Ela murmurou, a voz rouca de sono ao me ver.

“Desculpe, eu te acordei…” — Eu disse, sentindo-me culpado. Eu estava perdido em lembranças da noite passada, mas sabendo o quão cansada ela devia estar, queria que ela descansasse mais.

“…………” — Ainda meio adormecida, Charl piscou lentamente, o olhar fixo em meu rosto em silêncio. Eu me perguntei se ficar quieto a faria dormir novamente. Mantendo o olhar fixo nela, permaneci imóvel—

“Ehehe…” — Como uma criança, sua expressão suavizou e ela aninhou o rosto em meu peito com uma risadinha satisfeita.

“C-Charl…?” gaguejei, pego de surpresa por sua repentina proximidade. O carinho dela aqueceu meu coração, mas, com nós dois nus, a forma como nossos corpos se pressionavam era… perigosa. A maciez da pele dela, o calor da garota que eu amava — era impossível não reagir. Percebendo o risco, me afastei um pouco, ainda dentro dos limites da cama.

“…………” — Os olhos sonolentos de Charl se tornaram solitários, como se meu movimento a tivesse entristecido. Lentamente, ela se aproximou, diminuindo a distância que eu havia criado.

“E-Espere—!” — Eu exclamei, estendendo a mão para impedi-la antes que chegasse muito perto, tornando minha retirada inútil.

“—Nnh…!” — Um gemido suave e sedutor escapou de seus lábios. Minha mão, mirando seu ombro, roçou acidentalmente seu peito. Para alguém tão sensível quanto Charl, até mesmo aquele toque fugaz foi suficiente para despertá-la. A névoa em seus olhos se dissipou, substituída por um lampejo de consciência.

“Ah, hum…” — Hesitei, seu olhar arregalado de tão perto me deixando sem jeito. Meu olhar desviou. Mesmo meio adormecido, ela provavelmente havia percebido o que aconteceu, mas abordar o assunto diretamente parecia imprudente. Então, permaneci em silêncio—

“~~~~~~~!” — Com um som inarticulado e angustiado, o rosto de Charl ficou vermelho como um tomate, como se todo o peso do momento — e da noite passada — tivesse voltado com força total.

“Por enquanto… bom dia.” — Arrisquei, na esperança de aliviar a tensão com uma saudação casual.

“Uuh… bom dia…” — Ela respondeu, a voz tremendo de vergonha, tropeçando nas palavras como se tivesse mordido a língua. Sua cabeça parecia ferver de tanto nervosismo.

“Você está bem?” — Perguntei gentilmente.

“E-eu estou bem… É só que eu me lembrei do que aconteceu agora e ontem à noite…” — Suas palavras se atropelaram, denunciando seu nervosismo. Ela claramente não estava bem.

“Você estava meio adormecida, então não tinha jeito.” — Eu a tranquilizei. — “Além disso, eu adoro a Charl grudenta, ela é tão fofa.”

“Ah… obrigada…” — Ela murmurou, mas seu rubor se intensificou, com sua timidez só aumentando. Sua reação adorável me levou a acariciar sua cabeça suavemente.

“Ah~...” — Charl, que adorava carinho, se derreteu instantaneamente, seus olhos se estreitando em conforto. Eu adorava acariciá-la, e ela adorava receber carinho — uma combinação perfeita.

“Se acalmou?” — Perguntei depois de alguns minutos, notando a vermelhidão sumindo de suas bochechas.

“Sim…” — Ela respondeu suavemente, se aproximando para se aconchegar em mim. Nossa pele pressionada firmemente, seu calor me envolvendo. Diferentemente de seus carinhos meio adormecidos, desta vez era intencional, e eu não conseguia me obrigar a afastá-la. Lutei para manter a calma, embora meu coração estivesse acelerado. A felicidade se misturava com o desafio de me conter — que sentimento era esse?

“Estar tão perto… meu coração está tão quentinho, e estou tão feliz…” — Charl murmurou, pressionando sua bochecha e mãos contra meu peito, seus olhos se fechando em êxtase. Suas palavras refletiam meus próprios sentimentos, mas meu coração acelerado — batendo forte o suficiente para ela ouvir — traía minha luta. Minha adorável namorada, nua e indefesa, foi um teste de força de vontade.

“A propósito…” — Charl ergueu o olhar de repente, o rosto perto do meu, como se estivesse se lembrando de algo. — “A-kun, você é tão sádico…”

“Sádico…!?” — Engasguei, atônito com a acusação.

“Quero dizer… você me provocou e gostou tanto de me fazer gemer…” — Sua voz carregava um tom quente enquanto ela enterrava o rosto no meu peitoral, as bochechas e orelhas coradas de vergonha.

[Almeranto: Malditas palavras, né Scott? Tava bebendo água e cuspi acidentalmente na tela. Que pedrada. | Del: Asobi não poupou palavras.]

“Não, eu não queria te provocar…” — Protestei. Como iniciante, eu não tinha a habilidade nem a intenção de provocá-la deliberadamente. Eu estava completamente dominado.

“Mas você não nega que gostou de me fazer gemer, não é…?” — Ela insistiu, ainda escondendo o rosto, percebendo minha hesitação.

“É que…” — Minha voz sumiu, incapaz de negar. Os gemidos de Charl, carregados de prazer, eram irresistivelmente sensuais, me incentivando ainda mais. Ainda assim, eu não a tinha levado além dos seus limites nem explorado pontos sensíveis como as orelhas para prolongar suas reações.

     Eu me contive, não é?

“Desculpe, você estava tão cativante que eu não consegui me controlar...” — Admiti, me desculpando sinceramente, já que havia um fundo de verdade em seu argumento.

“...Não estou chateada... então, por favor, me mime de novo...” — Esfregando o rosto contra meu peito, as palavras de Charl insinuavam seu desejo de reviver a noite passada, seu constrangimento disfarçado de afeto. Seu encanto, somada à nossa proximidade, era avassaladora—

“Ah... está ficando maior...” — Ela comentou, percebendo a reação natural do meu corpo.

“…………” — Seus olhos puros e inocentes encontraram os meus, mas um calor oculto brilhava neles.

“Depois de tudo aquilo, e apenas algumas horas depois... A-kun, você é tão forte...” — Ela disse, sua respiração quente, seu significado claro. Mas, para mim, a libido de Charl superava a minha e muito. Já tínhamos feito tantas rodadas porque ela continuava pedindo mais — embora eu tenha correspondido, então eu não era inocente.

“Desculpe, deveríamos nos vestir?” — Sugeri, me afastando um pouco.

“Oh...” — Um som suave e solitário escapou dela quando me movi. Sem se deixar abalar, ela diminuiu a distância novamente, assim como fazia quando estava meio adormecida. Seu comportamento, acordada ou não, permanecia o mesmo.

“Não é difícil assim...?” — Perguntei, preocupado. — “Vai se acalmar se deixarmos para lá.” — Acrescentei, tentando ser prático.

“…………” — Os olhos de Charl se abaixaram, a decepção cruzando seu rosto. Ela claramente esperava mais, mas com sua festa de aniversário se aproximando, ceder atrapalharia nossos planos. Eu havia aprendido que sua paixão não se saciava facilmente com apenas uma rodada.

   Nesse instante, uma notificação tocou no meu celular. — “Não acredito...” — Murmurei, com uma sensação de afundamento no peito. Pegando o dispositivo ao lado do travesseiro, li a mensagem:

《Pessoal, vou buscar vocês. Akihito-kun e os demais, por favor, voltem para casa quando a festa de aniversário começar. Ao entrarem, por favor, deixem a Charlotte-san passar primeiro. Explicarei a todos que o Akihito-kun levou a Charlotte-san para se preparar para a festa de aniversário.》

   Era da Kanon-san. Outra mensagem, enviada duas horas antes, dizia 《Bom dia.》 O fato de eu não ter marcado como lida provavelmente a alertou de que tínhamos dormido demais. Dormir até meio-dia provavelmente confirmou suas suspeitas sobre nossas atividades.

“De quem é?” — Perguntou Charl, ainda aconchegada na cama.

“Da Kanon-san.” — Respondi, enviando um rápido 《Entendido.》

“Ela disse para voltarmos para casa quando a festa de aniversário começar.”

“Então… ainda podemos levar nosso tempo?” — Os olhos de Charl brilharam de esperança enquanto ela se aconchegava mais perto, com o olhar expectante.

“Dito isso, já é quase meio-dia, então talvez devêssemos comprar alguma coisa.” — Sugeri. Tínhamos planejado voltar para a casa de Kanon-san de manhã, então não tínhamos comprado nada para o almoço. Com a festa às 15h, uma refeição leve nos sustentaria até lá.

“Vamos ao supermercado comprar alguns acompanhamentos mais tarde. Ainda é um pouco cedo, eu acho.” — Disse Charl, com um tom surpreendentemente calmo. Ao contrário do fervor da noite anterior, ela parecia satisfeita em simplesmente demonstrar carinho, talvez desejando proximidade mais do que qualquer outra coisa.

“Então, vamos com calma?” — Sugeri, puxando-a gentilmente para um abraço.

“…♪” — Charl pressionou o rosto contra meu peito, feliz, com sua alegria evidente. Parecia que seu desejo por intimidade havia se transformado em um carinho silencioso quando recusei qualquer coisa mais intensa.

“Não estamos usando nada, você não está com vergonha?” — Provoquei levemente.

“O cobertor está nos cobrindo, então está tudo bem,” — Ela respondeu. Com o cobertor sobre nós, apenas a parte superior do seu corpo estava visível, suas partes íntimas escondidas pela nossa proximidade. Para ela, isso era aceitável. Para mim, o contato direto com sua pele era um teste constante de autocontrole.

“Isso é incrível. Até mesmo só ficar abraçado assim me deixa tímido.” — Admiti.

“Claro, eu também me sinto tímida e envergonhada. Mas, mais do que isso, poder ficar abraçada assim me deixa tão feliz.” — Suas palavras esclareceram seu “bem” anterior — estava dentro de sua tolerância. A felicidade superou seu constrangimento, fazendo-a querer ficar perto. Sentindo seu calor, entendi sua escolha e permanecemos naquele abraço delicioso.



◆ ◆ ◆



“—Vamos às compras?” — Charl perguntou, agora vestida para o passeio. Ela entrelaçou seus dedos aos meus em um aperto apaixonado, seu sorriso radiante iluminando seu rosto. Em sua mão esquerda brilhava o anel de noivado que eu lhe dera, uma visão que aqueceu meu coração. Ela claramente o apreciava.

“Não precisamos comprar no mercado. Comer fora também está ótimo,” sugeri, notando seu andar um pouco desajeitado. Meu próprio corpo doía, e ela provavelmente também estava dolorida ou cansada.

“Quero cozinhar para o A-kun,” — Insistiu ela, apertando nossas mãos entrelaçadas com carinho. Sua devoção transparecia — ela realmente queria cuidar de mim.

“Eu agradeço.” — Eu disse, grata por sua gentileza. Juntas, saímos do quarto.

“—Será que vão me zoar por causa do anel?” — Perguntou Charl enquanto saíamos do apartamento, seu sorriso tímido tingido de animação. Seus olhos brilhantes sugeriam que ela secretamente esperava ser zoada — ou talvez exibir o anel. Conhecendo-a, ela provavelmente estava se contendo para não se gabar, considerando isso inadequado.

“Provavelmente vão te provocar.” — Respondi. — “Mas acho que também vão te parabenizar.” — Com as pessoas gentis que havíamos convidado, os votos de felicidades eram certos.

“Fufu… você tem razão.” — Charl riu baixinho, cobrindo a boca com a mão direita, seu sorriso gentil confirmando sua expectativa. Ela não estava chateada — ela gostou da atenção brincalhona. Conversando assim, fomos ao supermercado.

   Depois de fazer compras e voltar para casa, Charl guardou os ingredientes na geladeira e imediatamente me abraçou pela frente. — “Só um pouquinho para recarregar as energias...” — Ela murmurou.

“Você está mais melosa hoje, né?” — Brinquei, estendendo a mão para acariciar sua cabeça.

“...Você me mimou tanto... Não consigo ficar longe...” — Ela respondeu baixinho. Embora ela sempre tivesse sido carinhosa, seu apego parecia ter aumentado desde que nosso relacionamento se aprofundou. Resumindo, ela ansiava por ainda mais proximidade agora.

“Temos bastante tempo, então você pode ser o mais melosa que quiser,” assegurei a ela.

“Sim, obrigada...♪” — Charl me agradeceu, esfregando o rosto no meu peito, um gesto que me lembrava da Emma-chan. As irmãs compartilhavam essa característica, e a abertura de Charl com seus sentimentos era um sinal positivo.

“É mais confortável sentar, né? Vem cá.” — Eu disse, me acomodando no sofá e abrindo os braços. O rosto dela se iluminou e ela prontamente sentou no meu colo. Ultimamente, o comportamento de Charl às vezes me lembrava o de Emma-chan — seus padrões de afeto eram surpreendentemente semelhantes. Mas como era inegavelmente fofo, eu achava encantador.

“Quando chegarmos em casa, a Emma vai te levar embora…” — Disse Charl, agarrando-se a mim. — “E já que hoje é a minha festa de aniversário, quero ser ainda mais carinhosa agora…”

   Em casa, Charl só podia ser abertamente afetuosa quando Emma-chan estava dormindo. Caso contrário, eu estava frequentemente ocupado com Emma-chan, o que dificultava as coisas para Charl. Embora Sophia-san às vezes cuidasse de Emma-chan, o trabalho ou a preferência de Emma-chan por ficar comigo frequentemente interferiam. Eu tendia a priorizar Emma-chan quando ela estava acordada.

“Mesmo que a Emma-chan esteja acordada, você pode ser carinhosa sem se conter.” — Eu a tranquilizei. Embora Emma-chan viesse em primeiro lugar nessas horas, isso não significava que eu negligenciava Charl. Se ela quisesse proximidade, eu a acolheria, encontrando maneiras de equilibrar o carinho por ela e por Emma-chan.

“Se eu for tão carinhosa com você, A-kun, a Emma provavelmente vai ficar brava…” — Charl lembrou-se de uma vez em que Emma-chan ficou competitiva depois que eu puxei Charl para perto, chamando isso de “injusto”. A preocupação de Charl era válida, mas eu tinha visto Emma-chan se acalmar quando era devidamente mimada.

“A Emma-chan é uma menina bondosa, então tudo ficará bem,” eu disse. Embora Emma-chan pudesse discutir com Charl, sua irmã de verdade, por familiaridade, ela a amava e conseguia se controlar por ela. Provavelmente entenderia.

“A Emma está crescendo aos poucos, não é? Parece um pouco solitário.” — Refletiu Charl, fechando os olhos suavemente. Tendo cuidado de Emma-chan desde bebê, Charl provavelmente se sentia como uma mãe observando sua filha amadurecer.

“Bem, ela ainda é uma criança, então precisamos continuar cuidando dela.” — Eu disse. A inteligência de Emma-chan a fazia parecer crescer rapidamente, mas com apenas cinco anos, ela ainda precisava de orientação. Ela cometeria erros, aprenderia e, eventualmente, se tornaria independente de mim, sua figura fraternal.

“Fufu… isso parece algo que um pai diria.” — Provocou Charl, seu humor melhorando enquanto ela cobria a boca e sorria alegremente.

   Mas suas palavras me fizeram parar para pensar. — “Será que eu… penso mesmo como um velho?”

“N-Não, não é isso…! Por que você pensa assim!?” — Charl se debateu no meu colo, em pânico com a minha interpretação.

“Mas você disse pai…” — Apontei.

“Eu quis dizer como o pai da Emma em termos de posição…! Não em relação à idade mental…!” — Ela esclareceu apressadamente, constrangida. Comecei a me sentir um pouco culpado por provocá-la.

“É, você tem razão… desculpe.” — Eu disse, oferecendo um sorriso irônico.

   Charl segurou minhas bochechas com as duas mãos, seu olhar fixo no meu de perto. — “Acho que é verdade que você tem pensamentos maduros e um comportamento calmo, diferente de um estudante típico.” — Disse ela, como se estivesse explicando para uma criança. — “Mas como eu já disse, isso é bom, e não há necessidade de ver isso de forma negativa.”

   Percebi um toque de irritação em suas palavras — afinal, ela estava acostumada comigo. — “Entendi, vou tentar não me preocupar com isso.” — Respondi.

“Sim~♪.” — Charl exclamou, radiante. Ela deslizou do meu colo e abriu outro sorriso. — “Então, vou preparar o almoço.”

   Mudando para um tom sério, a grudenta Charl pareceu se acalmar. Enquanto eu esperava por sua deliciosa comida, não pude deixar de pensar que talvez eu acabasse sendo dominado por ela no futuro.

   Aliás, depois do almoço, Charl insinuou que queria intimidade, dizendo: “Quando formos para casa, não teremos mais tempo a sós…” — Mas, sabendo que sua paixão insaciável não se satisfaria com uma única rodada, e com a festa de aniversário se aproximando, recusei gentilmente.

 

 

Traduzido por Moonlight Valley

Link para o servidor no Discord

Entre no nosso servidor para receber as novidades da obra o quanto antes e para poder interagir com nossa comunidade.

Apoie a Novel Mania

Chega de anúncios irritantes, agora a Novel Mania será mantida exclusivamente pelos leitores, ou seja, sem anúncios ou assinaturas pagas. Para continuarmos online e sem interrupções, precisamos do seu apoio! Sua contribuição nos ajuda a manter a qualidade e incentivar a equipe a continuar trazendos mais conteúdos.

Novas traduções

Novels originais

Experiência sem anúncios

Doar agora