Volume 1
Capítulo 55: Fúria Implacável
Palácio de Aclasia
Sentado no trono, os olhos azuis de Araque apreciavam um quadro em suas mãos, que ilustrava uma mulher com uma coroa dourada sobre seus cabelos castanhos. Seus olhos azuis cintilantes combinavam perfeitamente com seu vestido da mesma cor. Ela sorria genuinamente, enquanto cruzava os braços.
Repentinamente, as portas da sala do trono se abriram em um ligeiro crepitar. O rei, tomado por um susto leve, guardou o quadro atrás do trono e lançou seus olhos frios para aquele homem que entrava.
— Como ousa entrar sem ser anun... Melquiore? Onde você estava? Mandei soldados à sua procura e nada!
— Peço imensas desculpas, meu rei.
Depois que fui ferido gravemente pela capitã do exército inimigo, perdi a consciência e acordei dez dias depois em casa de um soldado.
— Ah, aquela sua derrota inexplicável...
Os traços do rei se reuniram em uma expressão de aborrecimento.
Melquiore baixou seu rosto, ligeiramente constrangido.
— Mas, enfim, o importante é que correu tudo bem e vencemos a guerra.
— É mesmo... — Melquiore deu um pequeno sorriso.
— Algo que me intriga, Melquiore... Por que o tal soldado não informou nada? Ele já deveria saber que o estávamos procurando. Então, por que ele não contatou o palácio?
O rei arregalou os olhos com uma expressão assombrosa, enquanto batia os dedos no braço do trono, aguardando a resposta daquele homem.
— Nem eu sei, senhor, eu fiquei dias inconsciente e só estou acordando agora!
— Quero o nome desse soldado para que seja executado imediatamente.
Melquiore engoliu em seco. Naquele momento, se via como um peixe fora d'água, totalmente colocado contra a parede.
— Cuidarei disso, senhor. Não precisa se preocupar.
— Contanto que me traga a cabeça dele.
— Assim farei. — Melquiore assentiu sem nem hesitar, mas interiormente estava em polvorosa, tentando pensar em como se livraria da situação que havia criado.
Pequenas gotas de suor começaram a percorrer seu rosto, o que despertou a atenção do rei.
— O que se passa?
— Nada, senhor. — Melquiore enxugou com a mão um pouco das gotas de suor. — Soube que mantiveram detida a capitã Helena.
— DEA, diferente de você, fez um trabalho perfeito. Não só capturou aquela imunda, como também capturou dois escravos que se infiltraram na cidade durante os treinamentos.
— Infiltrados?
— É, parece que um soldado de alta patente está envolvido. Mas não se preocupe, hoje mesmo terei o nome do imbecil que traiu o nosso reino ajudando aqueles escravos.
"Droga..."
Melquiore pensou. Desde o começo sabia que isso não tinha como dar certo, agora realmente estava com a corda no pescoço.
— Quem está conduzindo o caso?
"Para que eu possa o eliminar."
Era a única escolha que Melquiore podia pensar naquele momento.
— Maísa. Ela se ofereceu e disse que me traria as informações hoje mesmo.
— Ah... — Mais gotas de suor invadiram sua pele enquanto ele persistia em as limpar. — Entendi.
— Você parece estar cansado. Vá descansar, depois preciso falar consigo sobre a batalha que teve com aquela inunda.
— Com sua licença, meu rei. — Melquiore encurvou a cabeça, enquanto pressionava a mão no peito e depois deu meia volta para o portão que fora aberto. Enquanto isso, o rei o observava com frieza e desconfiança até o último passo, enquanto aquelas portas se fechavam.
Ele suspirou e voltou a pegar no retrato atrás do trono, retornando a contemplar aquela linda mulher, enquanto passava sua mão pela moldura, seus traços se contorcendo a cada deslize.
(...)
Com passos pesados, Melquiore caminhava pelo corredor estreito, enquanto se via mergulhado em uma maré de pensamentos.
Como faria para se livrar de uma morte certa caso o rei descobrisse que ajudou os escravos?
Enquanto segurava sua cabeça, que começou a doer ligeiramente, Melquiore virou o próximo corredor e arregalou os olhos com o que via.
Aquelas duas mulheres caminhando em sua direção.
Uma de madeixas negras e outra branca, um contraste sem igual.
— Ohhh, Melquiore! — Maísa arregalou seus olhos enquanto sorria. — Onde você estava?! Caramba, fiquei muito preocupada!
Maísa apressou seus passos, enquanto Valquires a seguia vagarosamente.
— Estive inconsciente em casa de um soldado.
— É mesmo, é? Fiquei sabendo que perdeu para a capitã de Acácias.
Valquires finalmente chegou até eles, observando aqueles dois com um olhar de tédio.
— Vai começar com suas provocações?
— Você tinha Aurimagia, não tinha? Por que não usou? Teria eliminado ela num piscar de olhos, oh! — Maísa juntou dois dedos, formando um tiquinho.
— Eu sou pacifista, diferente de vocês. Tentei apelar para que ela desistisse da ideia de guerra primeiro enquanto a estudava para me certificar de que ela e nenhum dos seus soldados estivesse guardando Aurimagia como trunfo como eu.
— Tá explicado como você foi derrotado. Escuta aqui... — Maísa se aproximou, pegando na gola dele. — Graças ao seu fracasso, Valquires se machucou feio e quase foi morta, sabia?
— Pare de mentir, Maísa.
Maísa soltou a gola de Melquiore.
— Mas se eu não tivesse te salvado, você estaria a sete palmos da terra, não?
Maísa recebeu um olhar frio e um silêncio como resposta.
— Não foi minha intenção. Eu estava prestes a acabar com tudo, mas uma flecha lançada do alto atrapalhou meu ataque.
— Flecha? De onde ela veio? Foi um mascarado?
— Não deu para saber. Espera, não me diga que...
— Te digo sim. Hum... — Maísa sorriu, colocando os dedos nos lábios. — Aquele mascarado fez um grande estrago, ao que parece. Estou ficando mais interessada nele. Tudo isso pelo seu povo... Hum, que intrigante.
— Você nunca vai entender — Valquires emitiu.
— As suas ações também me intrigam, Valquires. Melquiore, Valdes e toda DEA agem de um jeito que não sei, me deixa excitada.
Maísa se abraçou enquanto corava, suas bochechas ficando tão vermelhas quanto uma cereja.
— Eu acho que sou o único normal.
Ao ouvir isso, Maísa aproximou-se dele, deslizando seu dedo pelo peitoral, enquanto arregalava seus olhos, tão profundos que pareciam querer devorá-lo, enquanto palavras em forma de estacas saiam entre os seus lábios.
— Então por que um capitão ajudaria escravos?
— Do que está falando?
Diante desse cinismo, Maísa começou a rir como uma louca e deu um pequeno rodopio, deixando aqueles dois com um semblante de estranheza.
— Quer saber como cheguei a essa conclusão?
— Como Valdes suspeitava dos soldados de alta patente, decidi investigar todos eles e o tenente Reville foi o que me ofereceu a informação mais conveniente que me levou até o Florento.
Melquiore fez uma cara irritada.
— Calma, ele não contou nada não. Nem ele, nem sua prima, mas o pai, sim, esse me contou tudo em troca da proteção que ofereci à sua família caso o rei viesse a saber dessa tamanha traição.
— E com essa informação, pretende me prejudicar?
— Não precisa ser assim.
— Como assim?
— Decidi fazer uma ação intrigante também. — Maísa achegou-se aos seus ouvidos e sussurrou algumas palavras, que o deixou com os olhos arregalados.
Quando Maísa o deixou, deu um sorriso malicioso.
— Dito isso, o rei está nos esperando. Vamos, Valquires!
Maísa começou a andar enquanto Valquires a seguia por trás. Por um leve instante, eles trocaram olhares severos.
(...)
Os olhos de Sophia contemplavam com espanto aqueles dois homens que possuíam a mesma feição na porta. Vestiam ambos um casaco negro com bordas douradas, enquanto sua calça castanha era segurada por um cachecol azul-escuro. Seus olhos amarelos se encontravam com os verdes de Sophia numa profunda tensão.
— Rainha Sophia...
Marlon foi o único que emitiu enquanto seu irmão mantinha os lábios cerrados.
— Não pensei que vocês viessem me procurar. Como me acharam? Aurimagia?
Os dois olharam um para o outro, enquanto faziam uma expressão desolada.
— Bem, a Clementina... — Um pequeno sussurro acabou escapando da boca do Marlon, no entanto, Sophia estava em um turbilhão de emoções que sequer prestou atenção, apenas emitiu com frieza.
— Entrem.
Ela deixou a porta e começou a andar, enquanto aqueles dois a seguiam por trás.
— Veem o resultado de terem escondido tamanho segredo.
Aqueles dois contemplaram aquela mulher chorando desesperadamente sobre o sofá, enquanto se agarrava a um travesseiro.
— Eu abriguei vocês... — Sophia tremeu os ombros enquanto cerrava os punhos. Hana acabou deixando o sofá, prestando atenção naqueles homens que estavam atrás de Sophia, fazendo uma expressão abatida.
— Rainha, quem são? — questionou, enxugando as lágrimas.
— Dei um trabalho para vocês. Dei comida... Para quê? Para me traírem dessa forma?
Sophia se virou para eles com lágrimas nos olhos.
Hana ficava cada vez mais confusa com aquilo que via.
— Rainha…
Quando o Marlon estava prestes a dizer algo, Garlick colocou sua mão contra o peito.
Marlon mordeu os lábios.
— É tudo culpa minha. Sentimos muito, majestade. O que fizemos certamente não tem perdão.
Garlick inclinou seu rosto. Seu irmão o acompanhou.
— Sinto muito, é?
— Rainha, o que está acontecendo?
— Por que não contam para ela sobre Aurimagia? O poder que roubou inúmeras vidas e deixou Acácias em luto.
Garlick suspirou. Ao lado do irmão, foram sentar no sofá oposta àquela mulher, trocando olhares com ela enquanto Sophia se sentava ao seu lado, pegando sua xícara de chá que já esfriava para acompanhar a fala daqueles gêmeos.
Eles contaram sobre a origem de Aurimagia e reafirmaram as palavras de Sophia, de que os soldados haviam sido derrotados por essa energia a qual eles possuíam em seus corpos, deixando a mulher espantada, porém, ainda descrente.
Era absurdo demais para acreditar.
— Vão me desculpar, mas eu não acredito nessas palavras. Eu acho que estamos tão abalados com as perdas dos nossos familiares que estamos imaginando coisas onde não tem. Eu sei, isso é normal, quando vemos nossas expectativas frustradas, acabamos inventando um motivo a mais, mas... — A mulher se perdeu em suas lágrimas. — Temos que aceitar a triste e dura realidade.
— Possuímos Aurimagia do som, que é capaz de manipular o som — emitiu Marlon.
— Manipular o som?
— Comigo também foi assim, Hana — Sophia tocou no ombro dela. — Não consegue acreditar a menos que houvesse uma prova viva. — Olhou para aqueles dois. — Façam.
— Marlon, quebre a chávena.
Os olhos das duas ficaram fixos no dedo que Marlon apontava para a chávena. Quando ele cerrou as sobrancelhas, a chávena se quebrou em estilhaços, rios daquele líquido deslizaram pela mesa.
— Mas isso não prova nada... — Ela meneou a cabeça negativamente, arregalando os olhos. — Não, me recuso a acreditar nisso.
— Do que estão a espera? Façam outra demonstração. Um terremoto, por exemplo, como o mestre fez.
— Por que quer tanto que eu acredite nisso, rainha? Basta, isso não vai trazer o meu filho de volta.
Ela chorou, cobrindo seu rosto.
— Eu só queria... — Sophia mordeu os lábios e deu um sorriso amargo. — Tem razão. Desculpa.
Hana apenas encurvou sua cabeça em um gesto cabisbaixo.
— Senhora, pode ser tarde demais, mas nós vingaremos seu filho. Eu juro! — Marlon disse, cerrando um dos punhos.
— Se vocês por acaso tinham esse poder... — Ela levantou seu rosto com uma olheira expressiva. — Por que não ajudaram? Por que não fizeram nada? O meu filho não teria morrido, se assim fosse. — Enxugou as lágrimas que insistiam em cair. — Não precisa de vingança, não é isso que Léo iria querer. Chega de guerra e luta, não gastemos nossas energias com isso, por favor, rainha... — finalizou, olhando para ela.
— Tem razão. Mas eles têm Helena em cativo, eu preciso resgatá-la.
— Então, Helena ainda vive?
— Sim.
— Para falar a verdade, rainha... Pode parecer ingratidão, mas eu nunca gostei da relação entre Léo e Helena. A cada momento que eles se encontravam, meu coração ficava apreensivo e o dizia para parar, mas ele recusava-se... — Ela colocou as mãos sobre o rosto, choramingando.
— Se Léo não tivesse conhecido Helena, ele não estaria se envolvido nisso, não é?
— Sinto muito, eu nem sei mais o que estou dizendo... Tá tudo tão confuso na minha mente.
— Você não está errada, Hana. Foi Helena quem arrastou seu filho para isso tudo. Mas fui eu quem arrastou Helena para isso tudo, portanto, culpe a mim.
— Eu... Ah, não... Desculpa. Se importa de me deixar sozinha? Preciso organizar os meus pensamentos.
— Eu não posso. Ficar sozinha num momento desses...
— Vai me fazer bem. Vá.
Quando Hana disse isso, eles escutaram o barulho da porta se abrindo.
— Mãe, voltamos!
A voz delicada ressoara à medida que passos galopantes avançam ao centro da sala. Estava ali, uma criança sorridente, acompanhada de um velho de quimono.
A primeira, ele arregalou os olhos, um espanto consumindo sua expressão ao contemplar aqueles dois jovens. Uma troca de olhares severas levantou uma tensão palpável naquele ambiente já degradado pela tristeza profunda.
— Hã? Quem são esses moços parecidos?
A criança os reparou com olhos curiosos, enquanto caminhava para o pé da sua mãe, que enxugava suas lágrimas e tentava desfazer ao máximo seu semblante melancólico.
— Hã? Como assim, não sabe quem são eles? — Sophia ofereceu um sorriso caloroso ao garoto que via seus cabelos sendo afagados por sua mãe. Como resposta, ele balançou a cabeça negativamente, ansiando por uma aclaração.
— Conhece aquela enorme floresta?
— Sim.
— Pois, esses são os guardiões daquela floresta.
— Uau! Eles cuidam daquilo tudo?
Sophia acenou com a cabeça, dando um sorriso ligeiro.
— Se quiser, a gente pode te levar para uma visita. Quital? — Marlon sugeriu com um sorriso, enquanto levantava seu polegar.
— Agora?!
A criança manifestou grande ânimo para mais uma aventura. No entanto, Sophia teve que estragar sua felicidade com uma resposta que os seus ouvidos não ansiavam ouvir.
— Infelizmente, por agora não.
— Poxa...
Com uma cara cabisbaixa, ele encurvou a cabeça.
— Mas sabe de uma coisa legal?
Ela atraiu a curiosidade daquela criança novamente, um brilho de expectativa presente em seus olhos.
— Vocês farão uma viagem de excursão de novo!
— Sério? Para onde?
— É segredo. Só saberá da boca da sua professora.
— Ah, mas por quê? Eu queria saber agora... — Ele cruzou os braços e fez uma cara ligeiramente emburrada.
— Bem, Sophia... — O mestre chamou a sua atenção, seus olhos sendo direcionados para ele. — Pode ficar mais um pouco. Eu e os gêmeos estaremos lá fora.
— Não, já estou de saída também.
— Ah, certo, se é assim.
Sophia assentiu com a cabeça e voltou seus olhos àquela mulher, olhos bem severos.
— Hana, quero que venha morar no Castelo.
Aquele pronunciamento deixou todo mundo ali espantado, mas aqueles que a conheciam sabiam muito bem que era o esperado de sua pessoa. O miúdo ali é que ficou confuso, alterando seus olhos entre sua mãe e a rainha.
— O quê?
— Não, rainha. Desculpa, mas terei que recusar.
— Não é um pedido, é uma ordem real de cumprimento imediato. Virão alguns servos meus ainda hoje.
— Rainha, não faça isso... Estou bem nessa casa. É aqui onde Léo me deixou, é aqui onde eu quero ficar — Hana dizia isso enquanto seus traços se contraiam em profunda tristeza, suas mãos tremendo constantemente.
— Mamãe...
O rapaz logo percebera que algo estava errado, voltando seus olhos de indagações à rainha.
— O que está acontecendo aqui? Por que temos que morar com a rainha? Por que a mamãe falou do mano Léo com tanta tristeza?
Um suspiro abafado escapara entre os lábios de Sophia. Ela não sabia o que dizer. Seus traços apenas torciam, temendo a reação daquele garoto com a verdade revelada.
O mestre deu uma leve tossida, atraindo a atenção de todos.
— Parece que a missão deles vai demorar bastante. Então, para evitar que vocês fiquem sozinhos e você sabe do jeito que as mulheres são sensíveis e têm muitas saudades, a rainha propôs que vocês venham morar no Castelo.
— Hum, então era só isso... — Ele deu um sorriso tão genuíno, que afundou os que ali estavam numa profunda tristeza. Sophia ficou tão sem chão que decidiu retirar-se com pequenos sussurros.
— Então, até já.
— Até!
O garoto acenou com um sorriso. E depois, olhou para sua mãe, que buscava enxugar suas lágrimas com um lenço.
— Então, mamãe, não chore. Não deixe saudades te dominar. Tenho a certeza de que, quando menos esperamos, o mano Léo já estará aquii com um sorriso e muitas coisas para nós!
Aquelas palavras foram como flechas cravadas ao seu coração e ao de Sophia, que dava seus últimos passos para fora da casa. Aquela mulher deitou no sofá, enquanto seu filho lhe afagava os cabelos, sussurrando palavras de consolo, que a atormentavam ainda mais.
(...)
Fora, Sophia teve que ser segurada, porque forças lhe faltavam para avançar por conta própria.
— Viram... O que vocês fizeram, não é?
Seu corpo tremelicava, calafrios permeavam por ela.
— Sentimos muito. — O pouco que Marlon conseguiu emitir fez Sophia cerrar seus dentes de indignação.
— Eu os acolhi aqui, eu os dei lar, trabalho e comida e, no final, é isso que eu recebo? Eu não preciso de suas palavras de desculpas. Elas não vão trazer de volta nenhuma das vidas perdidas.
— Eu... — Marlon ajoelhou-se enquanto contraia seus traços em diversas emoções negativas, seus braços em constante tremor. — Dedico minha vida para vingar todos os que tombaram. Se eles pereceram por uma causa justa, pela libertação de Mioria, então eu prometo tornar Mioria livre e trazer aos seus pés as cabeças daqueles que degolaram cada vida dos Acacianos.
Garlick também seguiu seu irmão, se prostrando perante a rainha, que era segurada pelo seu mestre.
— Faço das palavras do meu irmão as minhas.
Ouvindo isso, Sophia contorceu seus traços numa tentativa de desfazer aquela expressão triste. Mordeu os lábios amargamente e assumiu um semblante severo, uma vermelhidão nos olhos simbolizando sua ira, enquanto sua voz alterava para um tom mais agudo e tenebroso.
— Espero que estejam preparados para um genocídio, pois eu estarei exterminando toda família Aclasia e seus aliados da face da terra.
Apoie a Novel Mania
Chega de anúncios irritantes, agora a Novel Mania será mantida exclusivamente pelos leitores, ou seja, sem anúncios ou assinaturas pagas. Para continuarmos online e sem interrupções, precisamos do seu apoio! Sua contribuição nos ajuda a manter a qualidade e incentivar a equipe a continuar trazendos mais conteúdos.
Novas traduções
Novels originais
Experiência sem anúncios