Volume 1
Capítulo 7: Ryo e Abel
“Então, vamos nessa?” Perguntou Ryo depois de fazer uma última checagem para garantir que não tinha esquecido nada.
“É, boa ideia.”
Abel tinha naufragado com nada além das roupas do corpo, uma pequena bolsa de moedas, uma armadura leve e uma espada. Ryo, por outro lado, só tinha a túnica e a capa que ganhara do Dullahan, seu fundoshi, sandálias, facas e temperos. Felizmente, como viajariam pela floresta, quanto menos coisas carregassem, melhor. Precisavam se mover com agilidade.
“Vamos arrumar comida pelo caminho. Eu posso providenciar água, sal e o tempero chamado pimenta-do-reino, mas vamos ter que caçar animais e monstros pra carne e coletar frutas e coisas assim enquanto viajamos. Não acho que teremos problemas, considerando a quantidade de formas de vida que habitam essa floresta.”
“Entendi.”
“Quando formos para o norte, eventualmente vamos chegar numa área gigante de pântanos. Conheço bem essa região até lá, já que vou com frequência. Não deve ter monstros perigosos no caminho agora.”
Enquanto falava, uma imagem veio à tona na mente dele: o primeiro encontro com o falcão assassino de um olho só. Eles tinham se encontrado no extremo norte da floresta.
“Ah, é?" disse Abel.
“Então vamos usar os pântanos como nosso primeiro ponto de referência.
Assim que deixaram a barreira, os dois caminharam em silêncio por um tempo. Ryo revivia mentalmente os vinte anos que passara na floresta, enquanto Abel refletia sobre o enigma que era Ryo.
No fim, incapaz de segurar a curiosidade, Abel quebrou o silêncio.
“Ei, Ryo. Tem uma coisa que eu queria te perguntar.”
"Hm? O que foi?”
"Ah... o que eu vou perguntar talvez soe meio rude, então você não precisa responder se não quiser, mas... onde você foi ontem à noite?”
Abel tinha passado o dia inteiro remoendo se deveria ou não perguntar o que o incomodava. Mesmo indeciso, acabou soltando de qualquer jeito...
"Ah, não me importo de dizer. Fui visitar meu mestre. Queria avisar a ele sobre minha viagem.”
"Seu mestre? Então foi ele quem te deu essa túnica e essa capa?”
"Isso mesmo. São presentes de despedida.”
Apesar de a túnica e a capa serem bem-feitas e bonitas, algo nelas parecia estranho para Abel. Como cresceu cercado de bens requintados e de alta qualidade, tinha um olhar treinado para beleza, e esse mesmo olhar dizia que havia algo fora do comum nas roupas de Ryo.
Será que têm algum tipo de efeito mágico?
Ele não tinha certeza.
"Tem algo especial nelas?" perguntou Abel.
Normalmente, esse tipo de pergunta seria tabu, mas como agora faziam parte do mesmo grupo, era essencial saber que armas, equipamentos e habilidades cada um possuía. Essa informação seria vital para trabalharem como equipe quando as coisas apertassem.
E, claro, a razão de Abel perguntar era ainda mais simples — ele só queria entender a sensação estranha que teve ao ver aquelas roupas.
"Hmmm. Acho que não, já que ele não mencionou nada.”
O Dullahan nunca tinha dito uma única palavra a Ryo. Obviamente… considerando a falta de cabeça.
"Entendi. Huh.”
Diante das circunstâncias, Abel não tinha muito o que fazer. Mesmo não estando totalmente convencido de que estava errado, decidiu não insistir.
Durante a conversa, eles chegaram à área pantanosa.
"Vamos ter que pegar um desvio para o oeste para continuar seguindo para o norte" disse Ryo. "Não conheço muito bem a região além disso, então vamos ter que andar com cuidado.”
"Certo" disse Abel.
"Como posso dizer… muitos magos falam de um jeito bem lógico, né? Os que eu conheço lá de casa falam igual você, Ryo.”
"Ah, é mesmo...? Eu nunca conheci outros magos, então não tenho como dizer...
Ryo pensou, meio amargo: Nunca conheci “outros magos”. O Abel é literalmente a primeira pessoa que eu conheci aqui.
Mesmo depois de contornarem os pântanos gigantes e saírem ao norte deles, ainda não tinham encontrado nenhum monstro. Só quando o fim da tarde começou a cair é que finalmente cruzaram com um.
"Um javali inferior, hein?" disse Ryo.
"Como eu disse ontem, eu cuido dele. Fica para trás, Ryo" disse Abel, desembainhando a espada e se preparando.
Ryo fez exatamente o que Abel pediu.
Em sua mente, ele revisitou a cena de sua primeira batalha em Phi.
É mesmo, minha primeira luta foi contra um javali inferior. Eu nem consegui me mexer porque era a primeira vez que eu sentia a intenção assassina de outra criatura. No fim, consegui encurralá-lo com um combo de Ice Bahn + Ice Lance e finalizei enfiando minha lança de bambu... Bons tempos.
Enquanto Ryo se lembrava, a batalha começou com o javali inferior avançando contra Abel.
"Técnica de Combate: Passo Lateral.”
No instante final, quando o javali estava prestes a atingi-lo, Abel desviou movendo o corpo só um pouquinho para o lado. Logo em seguida, contra-atacou.
"Técnica de Combate: Empalamento Total.”
Ele enfiou a espada pelo ouvido esquerdo do javali e atravessou até o cérebro, derrotando o monstro sem dar chance de reação.
Ryo ficou atônito... não pela habilidade impressionante de Abel, mas por algo que estava aprendendo ali pela primeira vez.
Técnica de Combate?! Como assim?! A primeira ele usou pra desviar e a segunda pra perfurar! Eu nem sabia que isso existia em Phi!
"Haha! Pronto, resolvido o jantar, né? Hm? Que foi, Ryo?”
"Ah, bem, foi a primeira vez que vi “Técnicas de Combate” sendo usadas…”
"Ah, verdade. Magos não usam isso, né? A melhor forma de explicar é... técnicas exclusivas para espadachins e outros combatentes que usam armas.”
"Entendi..." disse Ryo, acenando com a cabeça com força.
"Enfim, temos coisas mais importantes agora. Vai escurecer logo, então precisamos montar acampamento. Ah, e o javali inferior vai sangrar naturalmente já que perfurei pelos ouvidos. Deve facilitar na hora de limpar e cozinhar…”
"Concordo totalmente. Eu me lembro de ter passado por uma árvore enorme com um oco. Que tal montarmos acampamento lá? Deve ter espaço suficiente pra acendermos uma fogueira" sugeriu Ryo. Ele finalmente estava pensando no mais importante de tudo. É isso mesmo. Comida.
"Você é bem observador, hein? Então vamos esquartejar esse javali inferior e levar só as partes comestíveis.”
Abel tirou sua faca e se preparou para começar o trabalho ali mesmo.
"Eu vou procurar alguns galhos secos para a fogueira e deixar um fogo pronto pra gente" ofereceu Ryo, o mago da água habilidoso em acender fogueiras.
A carne da coxa do javali inferior estava deliciosa. A combinação de sal e pimenta-do-reino era indiscutivelmente a melhor para grelhar. Embora Ryo estivesse satisfeito, não conseguiu evitar pensar que o jantar teria sido perfeito se tivesse arroz.
Abel, por outro lado, parecia bastante contente com a refeição. Talvez essa fosse a diferença entre alguém acostumado a uma vida tranquila e alguém acostumado à estrada.
Ryo não esperava sentir saudade tão cedo na viagem. Também só agora percebia o quanto arroz era um pilar da sua alimentação. A sensação de perda pesou nele.
Se eu soubesse que ia ser assim, deveria ter dado um jeito de trazer arroz comigo...
Ele nem tinha um plano concreto para isso, mas estava convencido de que conseguiria. Arroz era crucial. Quando voltasse para casa, o cultivaria com todo carinho.
༄
"Certo. Vou cochilar primeiro, Ryo. Duvido que eu durma pesado, mas não hesite em me acordar se acontecer qualquer coisa.”
Abel entrou na cavidade do imenso tronco. Ryo o acordaria quando a lua atingisse o zênite no céu naquela noite.
Já que tenho um tempo livre, vou treinar o controle da minha magia.
Ryo tinha energia mágica de sobra, afinal tudo o que fizera naquele dia foi caminhar. Nenhuma luta também. Ele não sabia quanto da sua reserva mágica recuperaria quando chegasse sua vez de dormir, mas provavelmente seria o suficiente para repor o que gastaria no treino noturno... ou pelo menos era o que ele assumia.
Antes, ele costumava treinar controle mágico criando pagodes gigantes de cinco andares ou Skylines de Tóquio feitas de gelo no quintal. Mas, ultimamente, ele tinha se apegado à ideia de criar a Tokyo Tower o menor possível.
Como acontece com quase tudo, é extremamente difícil diminuir um objeto grande. Miniaturização exige várias tecnologias no processo, sem mencionar que atenção cuidadosa aos detalhes é fundamental desde o design até a conclusão.
E essa atenção aos detalhes é exatamente o que envolve a magia—mais especificamente, seu controle.
Ryo precisava de uma quantidade absurda de energia mágica para construir uma Skytree colossal. Porém, em termos de controle, ele acreditava que podia treinar de maneira muito mais eficiente criando Tokyo Towers minúsculas... Pelo menos era assim que ele se sentia.
Independente do tamanho das criações, ele gostava desse treino, então estava plenamente satisfeito em continuar assim.
Com movimentos lentos e precisos, construiu uma Tokyo Tower usando fios de gelo mais finos que um fio de cabelo. Mão direita, mão esquerda, pé direito, pé esquerdo. Ele usava os quatro membros simultaneamente — usar apenas um por vez já não exigia esforço suficiente de concentração, então não servia mais como exercício. Afinal, não era importante criar treinos que fossem divertidos e desafiadores ao mesmo tempo?
Enquanto Ryo montava a Tokyo Tower nas palmas das mãos e sobre seus dedos dos pés, vários monstros se aproximaram, atraídos por seu cheiro. Abel tinha pedido para ele acordá-lo se monstros aparecessem, mas Ryo decidiu deixá-lo dormir. Eles caminhariam longas distâncias no dia seguinte também, então o melhor seria deixá-lo descansar.
Então, Ryo decidiu resolver tudo sozinho. De qualquer forma, os monstros nem eram tão fortes, o que significava que ele nem precisava se mover do lugar para lidar com eles. Bastava perfurar a cabeça de cada um, do ouvido direito ao esquerdo, com um Water Jet — exatamente como Abel tinha feito mais cedo com o javali inferior usando a espada. Claro, Ryo sabia por experiência própria o quão fácil era perfurar a cabeça de um monstro pelas orelhas. Além disso, era uma forma silenciosa de matar, o que evitava incomodar o sono de Abel. Ele também não precisava se preocupar com o descarte dos cadáveres. Separou apenas um coelho inferior para o café da manhã e deixou o restante para outros monstros devorarem ao longo da madrugada. Após encherem o estômago, certamente não iriam atrás de Ryo e Abel. Esse era simplesmente o comportamento natural da floresta à noite.
Mais tarde, já noite adentro, Abel trocou de lugar com Ryo para vigiar. Quando se sentou perto da fogueira, avistou o cadáver de um coelho inferior. Dava para ver nitidamente por onde o sangue tinha escorrido pela orelha.
Um único golpe com a faca direto na cabeça, hein? Nada mal... Espera. Como assim ele derrubou um coelho inferior de primeira? E com uma faca, ainda por cima? Acho que a habilidade dele nem é a questão aqui... O que não faz sentido é ele ter ido atrás do coelho em primeiro lugar. Ele não deveria ter fugido quando ele se aproximou? Se não fugiu, isso significa que o Ryo é tão furtivo assim? Sério, ele parece mais um combatente nato com faca do que um mago. Mas acho que não dá pra esperar menos de alguém que vive sozinho nessa floresta.
Depois de jogar mais gravetos secos no fogo, Abel pegou o copo e o jarro que Ryo tinha feito de gelo.
E isso também é uma incógnita. Quando diabos ele fez essas coisas? Ele me disse para beber se eu ficasse com sede enquanto ele dormia, mas... fico preocupado com a reserva mágica dele. Antes do jantar, ele ainda jogou água na gente dizendo que tinha que servir como banho improvisado. Isso, mais o copo e o jarro, deve ter consumido bastante magia... Mas parece que ele nem se abalou... Hmmm, não faz sentido.
Ele olhou para Ryo, enrolado no manto enquanto dormia dentro da cavidade da árvore.
É... definitivamente não acho que esse manto seja normal... Tenho quase certeza de que não foi feito por mãos humanas. O que levanta outra questão... que tipo de mestre daria aquilo como presentinho de despedida? “Preciso avisá-lo que ficarei fora por um tempo.” Quando ele disse isso, presumi que estava falando do espírito de alguém que viveu com ele, mas... um espírito com certeza não fez essas roupas. Então, se a pessoa não é humana, o que diabos é? Uma criatura lendária como um dragão? Eu sei que aquilo não foi feito por humanos. Não pode ter sido. O que significa que... um espírito ainda é uma possibilidade... Não. Não, não pode ser. Ou será que...?
Quanto mais pensava, mais perguntas surgiam, sem nunca chegar a uma resposta. Mas tudo bem. Ele não tinha nada melhor para fazer enquanto montava guarda. Era uma boa forma de passar o tempo.
Eventualmente, o céu a leste começou a clarear e Ryo acordou naturalmente nesse momento.
"Bom dia, Abel.”
"É, bom dia.”
Essa noite, nenhum monstro atacou Abel.
༄
Depois de comerem o coelho inferior que Ryo havia caçado durante a noite, os dois partiram rumo ao norte. Naturalmente, não havia estradas na floresta densa. Conseguiam apenas identificar, com dificuldade, algumas trilhas de animais, mas atravessá-las não era tarefa fácil.
Eles caminhavam em fila indiana, com Abel na frente e Ryo atrás. A sugestão havia sido de Abel. Mesmo que monstros surgissem do nada, como espadachim, ele poderia responder rápido e com precisão. Esse era seu argumento.
Ryo não tinha objeções. Ele estava feliz em ficar atrás enquanto criava minúsculas Tokyo Towers nas palmas das mãos enquanto caminhava. Se tudo que precisava fazer era vigiar a retaguarda, ele estava tranquilo. Liderar a dupla significaria ter que se concentrar tanto no que havia à frente quanto atrás, o que o cansaria mais rápido.
Aquele dia, alguns monstros atacaram ocasionalmente, mas todos eram fracos — coelhos inferiores, javalis inferiores e cobras inferiores.
"Ryo, vamos deixar as carcaças por aqui mesmo. Quando estiver perto do meio-dia, decidimos quais levar para o almoço.”
"Beleza.”
Também era possível extrair pedras mágicas próximas ao coração desses monstros. Alquimistas as usavam em seus trabalhos, mas pedras mágicas obtidas de criaturas fracas com “inferior” no nome eram praticamente inúteis — pequenas, baixa qualidade. Por isso, aventureiros nem perdiam tempo colhendo esse tipo de pedra. Ninguém comprava, então coletar era perda total de tempo.
A história era completamente diferente para monstros maiores, cujas pedras mágicas podiam ser vendidas por um ótimo preço. Porém, nenhum desses cruzou o caminho de Ryo e Abel dentro da floresta.
Abel estava totalmente encarregado do combate. Ryo permanecia atrás dele, observando cada movimento. Ontem, pela primeira vez, ele descobriu a existência das Combat Skills. Só essa ideia já o deixava completamente fascinado. Naturalmente, ele não podia usá-las, mas sentia que o Dullahan também nunca tinha usado nenhuma durante os treinos de espada... embora fosse bem possível que seus olhos simplesmente não fossem bons o bastante pra perceber...
Ele tinha notado que, no momento em que Abel ativava uma Combat Skill, parte do corpo dele brilhava em branco. E aí vinham os efeitos das técnicas: Sidestep aumentava o poder ofensivo das pernas quando ele usava pra se esquivar lateralmente, enquanto Total Impalement fortalecia sua pegada e a parte superior do corpo.
Nos vinte anos que Ryo passou cruzando espadas com o Dullahan, nem uma única vez o corpo do mestre brilhara daquele jeito. A única conclusão que conseguia tirar agora era de que o Dullahan nunca tinha usado Combat Skills. Se o professor tinha alcançado aquele nível absurdo de força sem elas, tudo bem. Não via problema nenhum nisso. Ainda assim, não conseguia parar de pensar nas técnicas que tinha visto pela primeira vez.
Além disso, o fato de Abel conseguir virar o jogo em um único movimento só de dizer “Combat Skill: XXXX” era... insanamente estiloso! Basicamente inflava o main character syndrome do Ryo.
Abel, por outro lado, já tinha naturalmente percebido o jeito que o olhar intenso de Ryo praticamente o devorava enquanto lutava.
Ele tá interessado em como espadachins lutam? Abel pensou. Acho que não deveria estar surpreso... técnicas com espada têm algumas sobreposições com combate de faca...
Abel estava acostumado a ser encarado, então não deu grande importância à curiosidade de Ryo. Ele era chamado de prodígio com a espada desde criança. Tinha aprendido magia também, mas nunca soou natural, o que só o fez se apaixonar ainda mais pela espada. Passava todo o seu tempo praticando, desde manhã até a noite. E também tinha aprendido várias Combat Skills.
Como segundo filho do seu pai, não precisava assumir a chefia da família. Aproveitando essa vantagem de nascimento, virou aventureiro assim que atingiu a maioridade—dezoito anos. Oito anos depois, era agora um aventureiro de Rank B bem conhecido.
Perto da hora do almoço, Ryo e Abel chegaram a uma das pequenas clareiras espalhadas pela densa floresta. Foi em uma clareira como aquela que o falcão assassino de um olho só tinha feito um ataque surpresa contra Ryo algum tempo atrás...
Clink.
Abel desembainhou a espada e a balançou para baixo na frente dele, repelindo algo com a lâmina. Algo invisível...
"Um falcão assassino!" Ryo gritou.
Quando Abel olhou para cima, viu um falcão enorme encarando os dois enquanto batia as asas no ar.
"Esse ataque foi magia de ar" Ryo disse, correndo para ficar ao lado de Abel.
"Um falcão assassino, hein? Isso não é bom. Se fosse eu e meu grupo, correríamos pra dentro da floresta e tentaríamos escapar. O que acha?”
"Infelizmente, isso não é uma opção. Tem um javali comum atrás da gente e um monstro que nunca encontrei na floresta logo à frente.”
"Sério? Como eles chegaram tão perto sem a gente notar? Caímos numa armadilha?”
Ryo pensou um pouco, depois balançou a cabeça.
"Não, acho que é só coincidência. Mas é bem provável que essa clareira seja um ponto de caça de falcões assassinos.”
Falcões assassinos obviamente sabiam que podiam aproveitar suas vantagens muito melhor em uma clareira aberta como aquela. Ryo podia confirmar isso baseado em sua própria experiência com o monstro de um olho só.
"Então, o que fazemos agora?" Abel perguntou.
"Por enquanto, vamos ignorar o monstro na floresta em nossa frente. É bem possível que ele não apareça se lutarmos só aqui.”
"Parece um plano. O que significa derrotar o falcão assassino e o javali comum, huh?" Abel disse, suspirando com o perigo de enfrentar os dois ao mesmo tempo.
“Eu cuido do falcão assassino, e você lida com o javali comum, Abel.”
As palavras de Ryo surpreenderam Abel. Mesmo um espadachim como ele morreria se desse mole contra os cortes de ar e investidas de um falcão assassino.
“Espera, mas…”
"Imagino que seja difícil pra um espadachim lidar com um monstro aéreo como um falcão assassino. Defesa, como mago da água, felizmente é minha especialidade. Podemos preparar carne de ave e carne de javali como quisermos pro almoço de hoje" Ryo completou, com um sorriso animado.
Com essa declaração, Ryo encarou o falcão assassino.
"Ugh... tá bom" Abel respondeu.
"Eu volto correndo no segundo em que acabar com o javali comum, então não ouse morrer.”
Então Abel virou-se e correu.
"E mantenha a cabeça fria, Abel, senão vai se machucar.”
Ele ouviu Ryo claramente.
Normalmente, quando Abel e seu grupo enfrentavam um javali comum, o tanque deles, Warren, interrompia a investida do monstro enquanto ele e Lyn, a maga do ar, finalizavam com uma combinação entre sua espada e a magia ofensiva dela.
Mas Warren não estava ali agora, e quanto mais Abel demorasse para derrotar o javali, maiores eram as chances de Ryo ser morto pelo falcão assassino.
"Vou ter que acabar com isso o mais rápido possível.”
Logo depois, Abel avistou o javali comum.
"Impressionante como o Ryo percebeu esse monstro a tanta distância. Não, isso não importa agora. Eu tô morto se não me concentrar.”
Ao ver o humano vindo em sua direção, o javali comum gerou duas pequenas pedras e as disparou contra Abel.
"Nem ferrando que vou ser atingido. Sword Skill: Perfect Shadow.”
A Sword Skill: Perfect Shadow era uma das técnicas mais difíceis para um espadachim dominar. Ela permitia ao usuário desviar de ataques à distância— inclusive mágicos —com o mínimo de movimento possível. Abel usou a técnica enquanto corria, preservando seu impulso e, ao mesmo tempo, desviando da saraivada de pedras.
O javali comum abaixou a cabeça.
Abel sabia o que aquilo significava. Criaturas do tipo javali, quando abaixavam a cabeça, sinalizavam sua intenção de investir. Normalmente, ele esperaria e evitaria a investida no último instante usando Combat Skill: Sidestep. Mas, como precisava de tempo, manteve sua própria corrida direta rumo ao javali.
Seria extremamente difícil acertar o timing.
"Não tenho escolha. Vou abrir mão do Sidestep.”
Enquanto murmurava isso para si mesmo, o javali de repente avançou numa velocidade que um javali inferior jamais alcançaria.
"Sword Skill: Zero Turn.”
Assim que se encontraram, Abel desviou do ataque do inimigo girando a perna direita quarenta e cinco graus. Ele usou o impulso da própria rotação para cravar a espada no lado esquerdo do oponente. A lâmina brilhou ao atravessar a orelha esquerda do javali comum.
"Giii.”
Quando o javali tombou no chão e seus estertores de morte ecoaram pela floresta, Abel caiu de joelhos. Por mais prodígio que fosse com a espada, executar aqueles movimentos em sequência colocava um peso enorme no corpo.
Mas ele não tinha tempo para descansar ali. Ryo estava lutando contra o falcão assassino na clareira.
Abel se forçou a ficar de pé apenas pela determinação. Respirou fundo e, quando conseguiu controlar a respiração, virou-se e disparou de volta em direção a Ryo.
Abel estava muito mais lento depois da luta. Ainda assim, corria o mais rápido que conseguia. Quando finalmente voltou à clareira, viu...
Ryo cortando o pescoço do falcão assassino para drenar o sangue da carcaça.
"Ah, oi, Abel. Bem-vindo de volta.””
“Uh... É... valeu... Você derrotou ele...?””
"Derrotei, sim. Estava prestes a começar a sangria. Sabe aquele monstro que eu disse que estava mais à frente? Ele recuou para mais fundo na floresta.””
Ao ouvir isso, Abel caiu de joelhos.
“Hã? Abel? O que foi? Você tá machucado?" Ryo perguntou, desesperado.
“Não, tô bem. Nem um arranhão " disse Abel. " Só um pouco cansado.”
Ele estava apenas feliz que os dois estavam bem… e decidiu não pensar muito além disso.
༄
"Certo, hoje vamos almoçar frango frito dos bandidos e bochecha de javali assada” disse Abel. Dois pratos de carne.”
“Abel, pimenta-do-reino ajuda na recuperação, então capricha na mão.”
“C-certo.”
Ryo lambeu os lábios, saboreando seu primeiro prato de ave em muito tempo. Em comparação com monstros do tipo coelho ou javali, as chances de encontrar criaturas do tipo ave eram bem menores. Abel tinha muita coisa para dizer, mas aventureiros eram o tipo de gente que priorizava a comida quando ela estava servida—afinal, isso era uma habilidade essencial. Então a primeira coisa que fez foi focar em devorar a refeição.
Por um tempo, apenas o som da mastigação ecoou pela clareira.
Abel estava exausto depois de usar duas Técnicas de Espada em rápida sucessão, mas se sentia muito melhor depois de comerem. Os dois beberam a água que Ryo havia produzido e soltaram um suspiro satisfeito.
"Se já fosse anoitecer, eu ia sugerir acampar bem aqui" disse Abel. "De tão bem que eu tô me sentindo agora.”
Ryo sorriu de leve.
"Não quer encontrar seus amigos o mais rápido possível, Abel?”
“Quero, mas tenho a sensação de que vai levar algumas semanas, já que não sabemos o caminho direito. Então não tem muito motivo pra correr.”
"Hm, você tem razão. Não dá nem pra fazer uma estimativa de quanto tempo a viagem vai levar. Mas ainda temos horas de luz sobrando, então vamos andando mais um pouco" disse Ryo, se levantando.
"Fazer o quê, né?”
Abel se levantou também.
"Você precisa ser mais proativo, Abel. Digo... o objetivo dessa jornada é te levar de volta pros seus amigos…”
Depois, enquanto caminhavam em sua formação habitual — Abel na frente, Ryo atrás — o espadachim chamou por ele.
"Ei! Queria conversar sobre a luta mais cedo…”
Ryo se mantinha coladinho em Abel. A floresta era tão densa que eles poderiam facilmente se perder se se afastassem demais.
"Claro, o que foi?" perguntou Ryo.
"Como você afastou os ataques do falcão assassino? A investida e aquela magia de ar invisível não são brincadeira. Ele se move tão rápido que é impossível reagir só com a visão" explicou Abel, ainda atento ao caminho.
"Usei uma magia de água chamada “Muro de Gelo”. É uma barreira feita de gelo.”
"Uou, existe magia assim?”
"Abel, vira pra cá e olha pra mim.”
Quando Abel se virou, não viu nada especialmente diferente. Ryo estava ali, bem na sua frente, a um passo de distância. Mas... tinha algo estranho…
"Hm? O que é isso?" Abel apertou os olhos para olhar melhor a parede transparente. Tocou nela com as juntas dos dedos.
Toc. Toc.
"É tão clara.”
"Pois é. Difícil de notar, né?" disse Ryo.
Entendi... Então o falcão assassino se matou ao bater nessa parede transparente, né?
Com esse pensamento, Abel continuou:
"Magia de água é incrível, hein? Eu tenho que admitir, não conheço nenhum mago da água, então não sei quase nada sobre esse tipo.”
Ele conhecia vários magos de fogo, ar, terra e luz, mas nunca tivera contato com magos da água ou das trevas. Magia das trevas era extremamente rara, então quase não existiam usuários nas Províncias Centrais. Já magos da água...
"Aquele velho desgraçado disse que magos da água não serviam pra combate, mas é óbvio que você manda bem. Vou dar um sermão nele quando encontrar de novo.”
"Hm? O que foi, Abel?”
"Nada. Só falando sozinho. Esquece.”
Ryo não conseguia parar de pensar no monstro que tinha sentido mais adiante na clareira enquanto lutava com o falcão assassino. Pelo menos ele sabia que era de um tipo que não conhecia. Assim que o combate começou, o monstro sumiu sem dar as caras. Ryo tinha sentido que ele não era muito grande. Agora eles atravessavam a área onde o monstro deveria ter estado, para confirmar. Não havia sinais de danos, como árvores derrubadas. Se fosse grande, com certeza teria deixado rastros numa floresta tão densa.
Natural eu ficar encanado com isso...
Se não tem como fazer nada a respeito, então não pense nisso. Outro ponto forte de Ryo.
༄
"Já tem um tempo que eu tô ouvindo alguma coisa" sussurrou Abel.
Ryo assentiu.
Eles caminharam por mais alguns minutos até que a floresta se abriu, revelando um pântano. Lá, encontraram criaturas que não eram humanas, nem javalis, nem coelhos.
Eram bípedes com rostos de lagarto, medindo cerca de dois metros de altura. Algo como escamas cobria seus corpos. Caudas finas se projetavam de suas costas. Eles empunhavam lanças brancas tão altas quanto eles próprios...
"Lizardfolk... " murmurou Abel, franzindo o cenho. Lizardfolk viviam em grupos, o que significava que provavelmente existia uma vila ou assentamento deles mais adiante no pântano.
"Lizardfolk... Monstros que habitam pântanos em grupos" disse Ryo — quando amadurecem, eles arrancam a própria cauda e usam ela como lança. Eles não conseguem se comunicar com humanos, então atacam à primeira vista. Órgãos humanos são uma das comidas favoritas deles.
Abel encarou Ryo surpreso.
"Você sabe bastante sobre eles, hein? Já lutou com algum?”
"Não, nada disso" respondeu Ryo, balançando a cabeça. Só li a entrada deles num dos livros que eu tinha em casa, o Compêndio de Monstros, Edição para Iniciantes.
"Faz sentido. Lizardfolk não usam magia, mas são bem perigosos no próprio habitat, o pântano. E como vivem em grupos, com certeza tem um monte deles. Vamos dar a volta.”
Ryo, é claro, não tinha objeções. Os dois viraram para o sul — que coincidentemente também era a direção contrária ao vento.
Depois de caminhar por uma boa distância, deixaram os pântanos para trás e viraram novamente para o norte. Eles não tinham a menor ideia de quão grande era aquele pântano, mas os dois concordaram que o melhor era se afastar o máximo possível.
Mas... o plano deles logo desmoronou.
"Abel, parece que os lizardfolk perceberam a gente.”
"Sério?" respondeu Abel. Eles estavam novamente na parte densa da floresta, então os lizardfolk não deveriam ser tão ameaçadores aqui.
"Acha que devemos interceptar eles aqui?”
"Não se preocupe comigo e lute do seu jeito normal, ok?”
"C-Certo. Você também não exagera. Faz o seu melhor com aquela parede de antes.”
Agora que o conhecia melhor, Abel sentia que Ryo conseguia se virar muito bem sozinho.
Ele viveu sozinho nessa floresta, afinal. Certo... só preciso manter os que vierem pela frente ocupados para que não deem a volta!
Enquanto esses pensamentos passavam pela cabeça dele, a vanguarda dos lizardfolk apareceu.
"Não sei quantos inimigos têm no total, então vou guardar minhas Habilidades de Combate por enquanto.”
Abel avançou e derrubou o primeiro lizardfolk com um golpe horizontal que matou a criatura instantaneamente. Depois virou à direita e correu em direção ao segundo, depois ao terceiro, e assim Abel atravessou as fileiras dos lizardfolk sem deixar que cercassem ele. Com movimentos mínimos, cortava cada um deles.
Ele era um espadachim excepcional mesmo sem usar Habilidades de Combate.
Abel é incrível, pensou Ryo. Ele não hesita nem um pouco. E dá pra ver que não é autodidata. Cada movimento é refinado, prova do treinamento que teve desde pequeno...
Ryo estava genuinamente impressionado. Um espadachim de primeira categoria, forjado com esforço próprio, estava ali diante dos seus olhos. Ainda assim, por mais habilidoso que fosse, Abel deixou passar dois lizardfolk, que escaparam por entre suas defesas e avançaram direto para Ryo.
"Eu cuido! " gritou Ryo.
Abel lançou um olhar rápido para ele antes de continuar derrubando os inimigos à sua volta.
"Lança de Gelo 2!”
Duas lanças de gelo dispararam das mãos de Ryo e perfuraram sem erro as testas dos monstros.
"Faz um tempo que não uso essa magia.”
Quando estavam quase terminando com os lizardfolk, algo completamente diferente se aproximou.
"Abel, tem algo grande vindo ajudar eles.”
"O quê? "
Mesmo questionando Ryo, sua mão assassina não parou. Ele continuou focado nos lizardfolk. A coisa grande que se aproximava era…
"Um lizard king! Poxa, justo agora?! Vai dormir na sua colônia!”
Só existia um lizard king em cada assentamento de lizardfolk. Embora fosse uma classe mais alta, não era uma evolução real " era apenas o líder da colônia, como um rei ou chefe humano... com a diferença de que só os maiores e mais habilidosos guerreiros se tornavam lizard kings.
"Quatro lizardfolk e um rei, hein? Isso vai ser meio chato.”
"Abel, você cuida do rei. Eu derrubo o resto com magia.”
"Mas, Ryo, você nem tem cajado…”
"Lança de Gelo 4.”
Assim como antes, as quatro lanças perfuraram perfeitamente a testa de cada lizardfolk restante.
"Você tá brincando" murmurou Abel, chocado.
Eu... acabei de ver ele lançar quatro lanças? Mas tenho certeza que a Lyn me disse que magia de disparo rápido não existe... ou será que existe para magia de água? Tipo, tecnicamente não conta como disparo rápido? Droga, agora fiquei ainda mais confuso.
"Abel, o lizard king tá vindo.”
As palavras de Ryo trouxeram Abel de volta.
"Certo, penso nisso depois. Primeiro, derrubar o lizard king.”
Como o combate era um contra um e não estava acontecendo no pântano, nem mesmo um lizard king era páreo para Abel.
Não dava para ficar ali, com o monte de cadáveres espalhados pelo chão, então eles seguiram para o norte, bebendo água no caminho.
"Água, jorre. Cálice, erga-se" disse Ryo, achando que seria legal recitar o encantamento na frente de Abel.
Abel analisou a criação de Ryo enquanto caminhava e bebia.
"Ei, Ryo.”
"O que foi, Abel?”
"Ontem à noite, quando você encheu o jarro... o encantamento não era “Água, nasça”?”
"Uhhh..." Ryo desviou o olhar sem querer.
"F-Foi? Tem certeza de que não imaginou isso, Abel?”
Com um comportamento tão suspeito, nada que dissesse soaria convincente.
"Bom, tanto faz" disse Abel.
“Mas e aquelas lanças de gelo de antes?”
"Como assim “o que”? É exatamente como o nome diz. São Lanças de Gelo feitas com magia de água.”
"Não, deixa eu explicar melhor. Você lembra das quatro que voaram para os últimos lizardfolk?”
"Sim, elas realmente voaram. É assim que a magia funciona. Então... não tenho muito o que responder.”
Abel pensou em como formular a pergunta, mas decidiu apenas expor o que sabia.
"Um dos meus amigos é mago do ar, e segundo ela, magia funciona assim: um canto, um disparo. Mas você fez quatro Lanças de Gelo voarem agora há pouco. Isso é estranho.”
"Não sei como funciona com magos do ar, mas o que você viu é perfeitamente normal para um Mago da Água" disse Ryo, com confiança absoluta.
“Nenhum problema.”
"Ah. Então é assim mesmo…”
Diante da expressão completamente convicta de Ryo, Abel não conseguiu dizer mais nada.
Eles chegaram a uma pequena clareira depois de trinta minutos de caminhada desde o local do massacre. Pela experiência de Ryo, assassin hawks costumavam aparecer em lugares como aquele... mas, como nenhum apareceu depois de esperarem um pouco, decidiram montar acampamento ali.
"Sobre o jantar... Suponho que lizardfolk não sejam exatamente gostosos?" perguntou Ryo.
"É, a carne deles é extremamente nojenta. Por isso deixei os corpos lá mesmo.”
"Imaginei... Então vou caçar alguma coisa. Você junta lenha e acende o fogo, Abel?”
Abel concordou na hora. Já não restava nenhuma dúvida em sua mente sobre as habilidades mágicas de Ryo—e ele também reconhecia que magos eram muito mais eficientes na caça do que espadachins.
"Beleza. Vai procurar algo pra gente comer" disse Abel, começando a recolher galhos secos enquanto Ryo avançava floresta adentro.
Haaa... Acho que vou ficar só com “Água, jorre” a partir de agora, pensou Ryo distraidamente.
Ele não teve dificuldade em encontrar um coelho normal, que matou com Water Jet. Depois encontrou uma árvore carregada de nêsperas.
"Ooooh, agora temos sobremesa no menu de hoje.”
Ryo voltou ao acampamento carregando o coelho e as nêsperas. Abel também tinha acabado de voltar com um monte de galhos.
"Abel, temos frutas de sobremesa hoje.”
“Ah, é? Hm... nunca vi essas frutas…”
Skol: Ihhhhhhh, tá ficando pior a cada frase…. Minha mente tá a milhão.| Mwoon: Tá ficando muito yag
"Sério? Acho que o pessoal daqui não come isso, hm? Nós chamamos de biwa onde eu morava. Também são conhecidas como “nêsperas”.
"Primeira vez que ouço esse nome. Cheiram doces. Quero provar.”
Abel deixou os galhos no chão e começou a acender o fogo.
"Jarro, erga-se. Cálice, erga-se. Água, jorre.”
Ryo entregou o copo a Abel enquanto ele cuidava da fogueira.
"Você ouviu o encantamento, Abel? “Água, jorre”. Você ouviu, né? É assim que se fala certo.”
"Hã? Nem sei do que estamos falando…”
" O encantamento pra fazer água. “Água, jorre”. Tem uma sonoridade boa, né? Fácil de lembrar?”
"Ahn... claro…”
Ryo havia aprendido a arte de pressionar alguém até conseguir o que queria.
Moon: O que esse cap não teve de zoeira é sacanagem akakakakak. Suco da revisão da madruga. Akiás, leitorada, depois de 2 mes– Digo, um tempinho curto sem tocar na obra, eu percebi que o Nome do nosso mago da água é RYO (rio). E pelo que o Sol™ pesquisou, o kanji do nome dele pode significar "excelente", "bom" (良), "refrescante/sereno" (涼), ou "claro/transparente" (亮), ou seja, o cara é um rio (de água mesmo → hehe) kakakakakaka.
Sol: …… Cara é cada uma q me vem, na verdade o rio era de lava não de água, mas falar pra vocês isso tudo é culpa da sua querida Mon que não quis revisar tá….. Nenhuma do cansado do seu tradutor, imagina. Bom voltamos ( pra felicidade/infelicidade ) do público geral, ah inclusive um salve pro meu mano Carpeado (Moon: Valeu mano!!) que disponibilizou as traduções pra gente ( Tive que arrumar e dar uma revisada mas isso é detalhe ).
Moon: Diz o cara que veio perguntar e nem começado tinha ainda… Somos dois irresponsáveis…. Eu sinto muito. Acho que infelicidade, capaz de odiarem a gente.
Sol: Se eles odiarem eu faço 40 graus, da nada não.
Moon: Lascou-se…
Traduzido por Moonlight Valley
Link para o servidor no Discord
Entre no nosso servidor para receber as novidades da obra o quanto antes e para poder interagir com nossa comunidade.
Apoie a Novel Mania
Chega de anúncios irritantes, agora a Novel Mania será mantida exclusivamente pelos leitores, ou seja, sem anúncios ou assinaturas pagas. Para continuarmos online e sem interrupções, precisamos do seu apoio! Sua contribuição nos ajuda a manter a qualidade e incentivar a equipe a continuar trazendos mais conteúdos.
Novas traduções
Novels originais
Experiência sem anúncios