Vol 11.5 – Volume 11.5
Capítulo 2: Os Lados Conhecidos Apenas Um Pelo Outro
Para Mahiru, seu namorado Amane era fácil de entender, mas para todos os outros, esse aparentemente não era o caso.
Certa vez, um garoto lhe disse sem rodeios: “Não entendo o que você vê naquele cara sombrio — você nem consegue dizer o que ele está pensando.” Mahiru, no entanto, quase quis perguntar por que ele chamaria alguém tão transparente quanto Amane de ilegível.
O motivo era simples: Amane nunca havia pensado naquele garoto. Ele provavelmente nem sabia seu nome, então, naturalmente, sua expressão nunca mudava com ele por perto. Se bastou aquele olhar indiferente para o garoto rotular Amane como um cara difícil e taciturno, isso só demonstrava o quão rápido ele era para julgar as pessoas superficialmente.
[Kura: Nunca julgue um livro pela capa.]
Para Mahiru, Amane era fácil de entender. Bem, para ser mais precisa, era mais porque ele era extremamente direto com ela. Ele demonstrava abertamente seus sentimentos por meio de expressões e comportamento.
Quando se conheceram, era difícil não notar seu jeito brusco e seu rosto sempre azedo, mas Mahiru nunca o considerou ilegível. Seu olhar sempre fora gentil e ele a tratava com respeito, sem jamais deixar transparecer o menor traço de malícia. E se ela lhe perguntasse diretamente o que se passava em sua mente, ele sempre lhe dava uma resposta direta, então não era como se fosse difícil de entender.
Agora, ele havia se tornado tão expressivo que Mahiru frequentemente conseguia dizer o que ele estava sentindo sem perguntar. Ele ainda reservava toda a sua gama de emoções para aqueles mais próximos, mas mesmo na vida cotidiana, exibia expressões mais suaves do que no passado. Parecia mais afetuoso agora, até mesmo acessível, livre dos espinhos que antes mantinham os outros à distância.
Tipo, isso transparece em todo o seu rosto.
O que, você pergunta? Que ele ama Mahiru muito, muito mesmo — é isso.
Claro, não era tão óbvio que todos em público pudessem perceber imediatamente. Mas mesmo assim, o olhar de Amane para Mahiru era sempre caloroso e gentil. Só isso já bastava para que outros o considerassem fácil de ler, mas quando os dois estavam sozinhos, sua expressão se tornava muito mais doce do que isso, a um nível que não se comparava ao que demonstrava na frente dos outros.
Quem foi que disse que ele sempre parecia azedo?
O próprio Amane talvez acreditasse, mas era pura bobagem.
*espiada*
Mahiru lançou um olhar furtivo para Amane, que folheava diligentemente um livro de referência sentado à frente dela. Seu rosto não mostrava um único traço do olhar doce que reservava para Mahiru. Em vez disso, seus olhos estavam inteiramente focados no livro à sua frente, sua expressão era serena enquanto movia a lapiseira pela página.
Amane estava felizmente inconsciente de que Mahiru o encarava do outro lado da mesa baixa. Toda a sua concentração estava centralizada na tarefa em questão, e ele não tirava os olhos das frases à sua frente.
Naturalmente, sua expressão não era nem um pouco gentil enquanto ele estudava.
Mahiru riu baixinho ao ver isso. Qualquer um que apenas visse essa expressão poderia chamá-lo de indiferente ou insensível, pensou ela.
Ao notar sua risada abafada e o lápis imóvel, Amane ergueu os olhos dos livros para encontrar o olhar de Mahiru. Curioso, com os olhos arregalados e quase inocente, sua expressão deixou uma impressão calorosa e afetuosa. Não era nada parecida com a impressão fria que ele demonstrava momentos antes.
“Algo errado?” perguntou ele a ela.
“Nada mesmo. Só estou observando você enquanto faço uma pausa.”
“Você está me observando? Uh, você sabia que eu não sou exatamente um colírio para os olhos?”
[Kura: Eu amo seu sarcasmo kkkkk.]
Eles estavam estudando há um bom tempo, então Amane deve ter interpretado as palavras de Mahiru como um sinal para fazer uma pausa. Com uma risadinha, ele guardou a lapiseira de volta no estojo.
Não havia um único traço de “azedo” no sorriso em seu rosto.
“Você é um para os meus olhos doloridos.”
“Certo... E você está se divertindo?”
“Muito.”
“Entendo. Então justo.”
Certamente havia muitos comentários que ele poderia ter feito, mas como Mahiru disse que estava se divertindo, Amane a deixou em paz. Em vez disso, ele a olhou com uma expressão gentil, tão terna e doce que era um rosto que ele não mostrava a ninguém além de Mahiru.
...Se alguém mais o visse fazer essa cara, ficaria chocado.
Era uma expressão que ele não pretendia nem desejava mostrar a ninguém além de Mahiru. Um sorriso tão calmo e passivo que tornava “brusco” um atributo do passado. Tudo, cada pedacinho disto, pertencia somente a Mahiru.
“Você adora me observar, não é? Esta também não é a primeira vez.”
“Eu adoro... Sua expressão é completamente diferente quando você olha para mim do que quando não olha, então eu nunca me canso de observar. Na verdade, só de ver você me olhar já é mais do que suficiente. Eu nunca me cansaria disso.”
“Espera aí, sério? Muda tanto assim?”
[Moon: O capa do batman realmente não notou né? | Kura: No no.]
“Muda muito sim. Se não acredita em mim, pergunte ao Akazawa-san.”
Itsuki sem dúvida teria grande prazer em apontar cada pequena diferença entre o jeito habitual de Amane e a maneira como ele agia perto dela — sorrindo o tempo todo, é claro, até que lhe rendesse uma chave de braço de Amane. Mas se ele ignorasse a provocação e simplesmente desse uma resposta direta, Mahiru conseguia imaginar Amane emburrado de vergonha, ouvindo sem responder.
Quando Amane estava sozinho com Itsuki, ele agia de forma completamente diferente de quando estava com Mahiru. Ele era mais travesso e relaxado, tão tranquilo quanto qualquer outro garoto da sua idade. Mahiru às vezes sentia um pouco de inveja de Itsuki por causa disso, mas isso era outra história.
“...Ele só me provocaria se eu perguntasse.”
“Ele talvez só olhasse para você com um sorriso engraçado, sabe?”
“É isso que me irrita.”
Amane apertou os lábios para fazer uma cara de desgosto, mas não parecia frustrado. Na verdade, estava calmo. Era mais preciso dizer que ele estava emburrado do que genuinamente chateado.
Mahiru se viu bastante apegada à expressão que ele demonstrava perto de Itsuki. Revelava que eram amigos próximos e como Amane o considerava alguém importante. Assistir àquele vínculo a enchia de calor e, reconhecidamente, de uma pontadinha de inveja.
Ele é tão fofo...
Ele deve ter notado o que Mahiru estava pensando enquanto o observava, porque ele fez uma careta — embora não da mesma forma que fez com Itsuki.
Incapaz de se conter, Mahiru soltou uma risadinha.
“...Mahiru, você está rindo de mim?”
“Não, não estou. Mas se você está preocupado em ser provocado, isso não significa que você pelo menos tem um pouco de noção de como fica diferente dependendo de com quem está?”
“...Mahiru, o jeito que você diz isso—”
“Você odeia?”
“Não.”
“Nem um pouco?”
“Não.”
Amane se virou com um olhar adoravelmente emburrado e recuou para o sofá atrás dele. Percebendo que talvez o tivesse provocado demais, Mahiru se levantou e contornou a mesa baixa para se sentar ao lado dele, agarrando-se ao seu braço.
“Desculpe. Eu só ri porque me deixou feliz pensar que você guarda essas expressões especiais só para mim.”
“Você já deveria saber que é especial para mim, Mahiru.”
“Hehe, sim, eu realmente deveria.”
Mesmo sem ouvir isso de seus lábios, Mahiru podia sentir por suas ações e expressões que ela era a pessoa mais importante para ele. É claro que Amane nunca se baseou apenas em suas ações, já que ele também expressava seu amor em palavras, fazendo o máximo para eliminar qualquer motivo de ansiedade de Mahiru. Ainda assim, o fato de ele demonstrar isso de todas as maneiras possíveis lhe dava um tipo diferente de segurança.
Demonstrar como você se sente por meio de seu comportamento ou de gestos não ditos definitivamente importava, mas algumas pessoas cometiam o erro de pensar que isso era suficiente e acabavam negligenciando a importância de expressar seus sentimentos em palavras.
Embora Amane demonstrasse seu afeto com todo o seu ser, ele sempre se preocupava em nunca deixar que isso parecesse forçado ou avassalador. Essa natureza gentil e atenciosa foi precisamente o que fez Mahiru pensar mais uma vez, do fundo do coração: Estou realmente feliz por ter me apaixonado por ele.
Apaixonando-se novamente pela personalidade do seu amado, ela apoiou a cabeça no braço forte e bem treinado dele, ainda renovada pelos sentimentos que sentia pelo namorado, e então o sentiu soltar um suspiro suave e revelar um sorriso irreprimível. Isso arrancou uma risadinha discreta de Mahiru.
Ela não precisava olhar para saber que ele estava sorrindo, mas não conseguiu se conter. Levantando a cabeça, seus olhos encontraram os de Amane, que a fitava com olhos tão suaves quanto sua expressão.
Seu sorriso estava mais terno do que nunca e carregava um carinho tão inconfundível que qualquer um que o visse concordaria. E como se aquele calor tivesse sido transferido para ela, um calor suave floresceu nas bochechas de Mahiru.
...Ele me ama muito, não é?
[Moon: Sim!... Apenas, sim…]
Mahiru sabia que Amane provavelmente não estava transmitindo aquela mensagem de propósito. Mas era por isso que parecia tão sincero.
Era um olhar que ninguém mais jamais veria. Doce e simpático, transbordando de profundo afeto, como se ele a estivesse estimando apenas ao observar ela. Se ela continuasse a suportar o olhar dele daquele jeito, sentia como se todo o seu corpo fosse derreter de dentro para fora, como se cada resquício de sua força fosse sugado.
Ela rapidamente desviou o olhar e, em resposta, o sopro da risada sorridente dele ficou um pouco mais alto enquanto soprava sobre ela.
“Suas bochechas estão vermelhas.”
“Elas estão apenas quentes...”
“Acho que sim. Você definitivamente está queimando.”
Com um braço ainda frouxamente em volta dela, Amane passou os dedos pela bochecha de Mahiru com o outro. Um sutil lampejo de calor dançou sob seus olhos.
O calor que lentamente se infiltrava no corpo de Mahiru devia ser o mesmo calor que agora residia nele.
As pontas dos dedos dele, mais firmes que as dela, deslizaram pela bochecha dela até o queixo. O corpo de Mahiru tremeu com o toque, e seu olhar baixou. Assim que os dedos de Amane tremularam levemente, ela ouviu o som suave e abafado de sua respiração.

“…Você parece estar esperando por algo.”
“E-esperando o quê…?”
“Um beijo, talvez. Ou um abraço?”
“…Você se acostumou demais em dizer coisas assim, Amane-kun.”
“Não seria mais estranho se eu continuasse sendo um covarde tímido para sempre?”
[Moon: SIIM!! Por Favor deixe de ser um covarde… Eu necessito de beijos/abraços espontâneos, sem ficar pedindo. Eu QuErO SuRtAr PoR aMor! | Kura: Calma filha kkkkkk, só se acalme.]
É o que ele diz, mas Mahiru sabia melhor. Amane frequentemente desviava o olhar quando ele a tocava com intenção romântica, e ele era cuidadoso, deliberado e hesitante a cada movimento. Ele ainda era docemente inocente nesses momentos, e este fato era algo que só Mahiru realmente compreendia. Ela suspeitava que ele ficaria de mau humor se ela dissesse isso em voz alta, então guardou esse pensamento para si mesma.
“A propósito… tudo bem se eu te beijasse agora mesmo?” perguntou ele.
“…Me perguntar isso diretamente é o que não está certo.”
Amane piscou para ela, claramente pego de surpresa por sua reação.
Ele sempre priorizava os sentimentos de Mahiru o máximo que podia, então fazia questão de pedir seu consentimento antes de qualquer coisa. Mas, às vezes, ele priorizava tanto Mahiru que a deixava preocupada que ele pudesse estar negligenciando seus próprios desejos.
Poderia ser egoísmo da parte dela, mas havia momentos em que desejava que ele fosse o único a tomar a iniciativa sem pedir permissão. Ela sabia que era contraditório e egocêntrico. Sabia que estava sendo difícil.
Amane ficou atordoado, com os olhos arregalados e quase infantis. Então, seus olhos negros como azeviche se estreitaram e seus lábios se curvaram em um sorriso diferente.
[Kura: Azeviche é uma madeira fossilizada preta e dura, similar ao carvão, usada como gema e para fazer joias, podendo ser polida até parecer vidro.]
Em um instante, aquela inocência juvenil desapareceu completamente, e um doce encanto cobriu suas belas feições.
Seu comportamento mudou tão rapidamente que Mahiru não teve nem um momento para ofegar. Sua voz ficou presa na garganta — e então, tudo o que refletiu em seus olhos foi o tecido de seu rosto.
Ela fechou os olhos com força por reflexo. O que ela sentiu foi a pressão firme, porém macia, da carne contra seus lábios. Não precisou abrir os olhos para saber o que era. Inspirou, e o aroma de seu amado encheu seus pulmões, espalhando-se tão profundamente dentro dela que parecia permear sua cabeça.
O aroma em si era cheio e refrescante, mas, quando inalado, de alguma forma, era doce e formigante.
Normalmente não era assim. Um beijo dele normalmente não a deixava tonta e atordoada. Mas agora, apenas aquele beijo único e leve como uma pena fez seu corpo perder toda a força.
E então, Amane se afastou.
Mesmo que ele certamente tivesse o desejo e os meios para se entregar a ela muito mais profundamente, ele nunca a forçou a fazer nada disso.
Ele a encarou com um calor inconfundível nos olhos. Mas esse calor queimava não com desejo lascivo, mas com razão.
Lentamente, ele perguntou: “Podemos continuar... um pouco mais?”
“...É tão você pedir apenas ‘um pouco’ mais.”
“Se você estiver de acordo com muito mais, eu posso atender, mas, honestamente, acho que nenhum de nós dois conseguiria durar.”
Mesmo sem que ele explicasse, Mahiru entendeu exatamente o que ele queria dizer com “não conseguiriam durar”. Estavam à beira de cruzar uma linha. Se Mahiru atingisse seu limite absoluto, Amane pararia imediatamente. Mas se ela não dissesse nada, se aceitasse o que Amane fizesse sem hesitar... ele provavelmente não pararia até que estivessem bem ali no limite.
E o estranho era que... esse pensamento não a assustava.
Talvez ela estivesse perdendo a cabeça no calor do momento. Porque ter o amor dele exposto daquele jeito... ser desejada, por inteiro, tanto no corpo quanto na alma... não lhe trazia medo.
Amane acariciou o rosto de Mahiru com o olhar, os olhos alimentados por uma emoção agora mais forte.
A leve curva de seus lábios carregava uma qualidade tão sensual que seu coração disparou.
“Ou... você prefere o doce tormento de ficar querendo mais?” Lentamente, a ponta do dedo de Amane traçou uma linha ao longo do pescoço dela.
A sensação que a percorreu foi suficiente para fazer com que Mahiru tremesse por todo o corpo. O formigamento em seu corpo era insuportável demais e a deixava ansiosa por mais. Ela queria responder, mas nenhuma palavra se formava. Não conseguia articular um único som. Tudo o que escapava de seus lábios eram vogais curtas e sussurradas.
Amane deve ter decidido que mesmo aqueles sons fracos e ofegantes eram preciosos demais para deixar escapar — porque, no momento seguinte, Mahiru sentiu o calor dele envolvê-la diretamente. Seus olhos se fecharam enquanto o calor dele a penetrava. Ela não conseguiu fechar os lábios a tempo. Mas mesmo que pudesse... no fundo, não queria. Ela o acolheu com prazer, assim como seu fervor.
Lentamente, mas com firmeza, Amane a atraiu para si e a arrastou para mais fundo em seu mundo, ao mesmo tempo em que acalmava cuidadosamente a timidez que a fazia se encolher e se contorcer. Ele já sabia que ela não estava resistindo e agora esperava para mostrar que estava pronta para aceitá-lo.
Uma voz doce e melosa que ela normalmente nunca emitiria escapou de seus lábios entreabertos. Mas ela não teve tempo para se envergonhar, pois seu corpo foi levado a sentir o calor de Amane enquanto ele se derramava constante e profundamente em seu próprio ser.
Um calor doce, mas formigante, gravou em seu âmago ardente, persistindo até que ela se sentisse corada até as profundezas de seu corpo.
Quando seus lábios se separaram, seu coração batia descontroladamente no peito, sentindo aquela doce e intensa paixão por cada centímetro dela.
“Isso... ainda conta como um pouco mais para mim... mas, o que você acha?”
[Kura: Eu acho que essa história parou de ser para crianças…]
Amane abraçou Mahiru, seu corpo macio e relaxado em seus braços. Os lábios, ainda úmidos com os fluidos de ambos, curvaram-se em um sorriso lânguido quando ele encontrou seus olhos embaçados.
Mahiru sabia muito bem que, para Amane, aquilo realmente contava como só um pouco mais. Mesmo assim... ser manipulada à sua mercê era quase demais para se suportar.
“...Eu acredito... que exista algo chamado... moderação,” ela murmurou.
“Eu pensei que estava me segurando bastante, no entanto.”
É verdade, Amane poderia ter sido mais ganancioso em seus beijos, deixado suas mãos vagarem por algum lugar mais abaixo em seu corpo, ou até mesmo a empurrado para o sofá para ir um pouco mais além. Mas ele não fez isso. Ele simplesmente pressionou os lábios para compartilhar o calor, e nada mais do que isso.
Amane fizera isso para se lembrar dela. Mahiru entendia tudo isso e apreciava sua decisão. Mas mesmo assim... ela desejava que ele também se lembrasse do fato de que ela ainda não estava acostumada com nada disso.
Eles tinham passado pelo mesmo número de experiências, e ainda assim, Amane parecia muito mais sereno e habilidoso em liderar o momento. Provavelmente se resumia à sua percepção em relação a Mahiru — e à sua natural habilidade em lidar com diferentes situações rapidamente.
...É tão injusto como ele faz isso.
Mesmo que Mahiru já estivesse no seu limite, Amane ainda tinha a compostura para lidar com isso. Mesmo sendo ele quem queria continuar, ele ainda considerava todos os sentimentos dela, observando-a atentamente e se controlando.
“...Você não gostou?” perguntou ele.
“Seu pervertido.”
“Um pervertido, é?”
“Você é um pervertido.”
“Acho que agora sou um pervertido...”
[Kura: Você é um pervertido…]
Poderia parecer que Mahiru estava lhe lançando um insulto áspero, mas Amane não pareceu nem um pouco incomodado. Na verdade, ele parecia completamente satisfeito consigo mesmo. Mahiru não conseguia acreditar naquele homem.
“Mahiru... você odeia quando eu sou um pervertido?”
“É tão injusto você dizer isso dessa forma...”
“Mas se você realmente não gostasse, então eu pararia... mas não completamente, porque acho que não conseguiria. Mas eu definitivamente tentaria me conter mais.”
Mesmo sabendo que ela amava cada lado dele que ele mostrava, ele ainda se esforçava para perguntar. Mahiru suspeitava que essa fosse sua maneira de se vingar dela.
Certamente, ele já sabia a resposta. Mesmo assim, ele ainda a olhava com olhos de expectativa, o que era prova de que Amane ainda tinha muita paixão para dar.
“...O que importa é que você seja fiel a si mesmo, Amane-kun. E, hum... não estou dizendo que não gosto quando você age assim. Na verdade, me deixa feliz... Contanto que você só faça isso comigo... então não tenho problemas.”
“Você realmente acha que eu seria assim com outra garota?”
Amane gentilmente guiou a mão relaxada dela até o coração dele e sorriu. Era a sua maneira de dizer silenciosamente: ‘Viu? Você deveria saber a resposta melhor do que ninguém.’
Mesmo sem Amane dizer uma palavra, seu batimento cardíaco falava por si.
Sentindo a batida forte e constante sob a palma da mão, Mahiru tentou acalmar a que pulsava com a mesma força dentro do seu próprio peito. Com a respiração tranquila e as bochechas coradas, ela lentamente olhou para ele.
“Você me ama muito, não é?”
“Claro. Mas é um pouco tarde para perceber isso.”
“...Eu estava apenas levando esse sentimento a sério.”
“Bem, estou feliz que finalmente esteja te atingindo.”
Não havia como Mahiru duvidar de seus sentimentos, não quando Amane usava todo o seu ser para lhe dizer o quanto a amava. Depois de ser inundada repetidas vezes com sua paixão e afeição, Mahiru não tinha motivos para questioná-lo.
Na verdade, às vezes ela sentia como se ele a amasse demais. Amane a respeitava profundamente e, embora fosse reservado para acompanhar seu ritmo, ainda ansiava por mais dela.
“É bom que você finalmente tenha entendido, mas... eu te amo mais do que você jamais poderia imaginar, então aconselho que não me tente de forma imprudente,” acrescentou.
“O que acontece se eu fizer isso?”
“...Quer descobrir agora?”
Tentar, e pronto — Amane se certificaria de que todos os seus sentimentos chegassem até ela, usando todos os meios à sua disposição, exceto quebrar a promessa que haviam feito, até que ela implorasse, em meio às lágrimas, para que ele parasse.
Suas palavras. Seu olhar. O calor do seu corpo. Seus lábios. As pontas dos seus dedos... Mahiru já havia aprendido que o afeto de Amane não era apenas gentil — podia derretê-la até que ela se tornasse uma massinha trêmula e mole nós braços dele. E tendo experimentado isso em primeira mão, ela já conseguia imaginar com muita clareza o que aconteceria se o tentasse novamente.
“...Eu passo, obrigada,” respondeu ela por fim.
“Bem, que pena.”
“Baka.”
Amane disfarçou, mas também pareceu aliviado com a resposta de Mahiru.
Provavelmente porque sabia que, se Mahiru aceitasse, não conseguiria parar antes de cruzarem a linha. Assim que o interruptor de Amane fosse acionado, sua hesitação e sua ânsia se misturariam, e ele poderia se transformar em um lobo em todos os sentidos da palavra.
E se isso acontecesse, Mahiru também não conseguiria resistir. Porque, no fundo... ela adorava vê-lo perder o controle devido à paixão e ao amor que sentia por ela.
Mesmo agora pouco, ele estava se perdendo um tanto no momento. O fervor se refletia em seus olhos negros como obsidiana enquanto se fixavam em Mahiru.
Era um olhar que só ela podia ver. Um olhar destinado apenas a ela, transbordando amor e tingido de desejo.
“Não mostre esse rosto para mais ninguém, okay?” implorou ela.
“Não pretendo. É só para você, Mahiru.”
“Ótimo. Por favor, que continue assim.”
Este olhar pertence somente a mim.
Esse pensamento fez seu peito arder e seu corpo formigar, mas a ideia de Amane notar era constrangedora demais. De alguma forma, ela conseguiu se segurar e, gentilmente, silenciosamente, inclinou-se e pressionou seus lábios nos dele — desta vez, um beijo iniciado por ela.
-DelValle: Ma rapaiz… Quê… capítulo… Hahhhh… Acalorado sabe, as vezes eu me pergunto se eu sou capaz de me acostumar com estas cenas. Mas bem, aproveitarei para contar uma curiosidade: Sabia que o ato de beijar pode ser muito bem considerado um exercício físico? Isto porque a quantidade de músculos faciais usados no beijo são diversos, ultrapassando aquilo que seria uma quantidade mínima Lara um exercício; bem como também a quantidade de BPM, que costuma atingir elevados níveis, também se enquadrando nos requisitos.
-Moonlakgil: AAAAA E no final desse capítulo maravilhoso, que ainda foi na perspectiva da MAHIRU o que é raro, mas já faz o cap ser 100x melhor, ainda teve um beijo no final iniciado por ela… Depois de falar que eu queria surtar por amor, veio meu açúcar do dia e por fim estou satisfeita, exatamente às 23:30!
Aliás, mais uma vez a Delciclopédia nos agraciando com informações novas! Moonlight também é cultura! E última coisa, essa referência que eu coloquei no cap só os antigos vão captar, então será que você percebeu?
-Kurayami: Moço do céu, que cap quente kkkkkkkk. É minha impressão ou o Amane está ficando mais sedutor? Bom, deve ter aprendido com o Del, mas a Moon, está se perdendo por amor em meio às páginas desse cap kkkkk. E que venham mais!!
-Yoru: Kura??
-DelValle: …
Traduzido por Moonlight Valley
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