O Anjo da Porta ao Lado Me Mima Demais Japonesa

Tradução: DelValle

Revisão: Mon, Kurayami


Vol 11.5 – Volume 11.5

Capítulo 10: Um Presente de Felicidade Transmitido a Ela

“Nossa, que surpresa.”

   Koyuki levou a mão à bochecha, genuinamente impressionada. Ela esperava que Mahiru simplesmente lhe enviasse uma foto por mensagem, mas, para sua surpresa, um álbum de fotos impressas havia chegado.

   Koyuki não havia especificado o formato da foto — e até mencionou que Mahiru não precisava se preocupar em enviar uma — então ela meio que esperava que nada chegasse. No entanto, fiel à sua palavra, Mahiru cumpriu sua promessa.

[Del: Um. Capítulo. Do ponto de vista. Da Koyuki. Já pode falar Absolute Cinema!? | Moon: Oh… Mah… Gaahh… | Kura: Calma Del! Vou pegar meus óculos. . . . . Pronto, vamos seguir.]

   Koyuki não tinha certeza se o design do álbum refletia o gosto pessoal de Mahiru, mas sua capa simples era adornada com alguns adesivos e tiras de washi tape. Era grosso e agradavelmente pesado em suas mãos, sugerindo que continha muito mais fotos do que ela esperava. Poderia se dizer que carregava o peso da vida cotidiana que Mahiru havia construído para si mesma.

   Curiosa para ver que tipo de vida ela estava levando agora, Koyuki abriu o álbum imediatamente. Um sorriso suave surgiu em seus lábios quase instintivamente.

   Na primeira página havia uma foto de Mahiru com um sorriso alegre e inocente que Koyuki nunca tinha visto enquanto ela estava sob seus cuidados.

   Mahiru podia ver Koyuki como uma figura materna, mas sempre fora uma criança reservada em muitos aspectos. Parte disso vinha de sua natureza quieta, mas muito foi moldado pelo ambiente em que cresceu. Naquela época, seus sorrisos eram apenas modestos ou educados.

   E agora, porém, ela podia sorrir livremente, sem nenhuma preocupação para afligi-la.



[Kura: Tão doce… Por isso trabalho com Otonari.]

   Ao lado da foto, com uma caligrafia alegre que claramente não era de Mahiru, havia um bilhete divertido que dizia: “Uma foto espontânea do seu sorriso radiante. Ela está toda derretida porque o Amane está na frente dela.”

   Koyuki não conseguia entender se era uma explicação, um comentário ou uma brincadeira, mas certamente pintava um quadro vívido do momento em que a foto foi tirada.

   Parecia que Mahiru havia pedido ajuda às amigas, já que a página seguinte a mostrava ao lado delas, sorrindo timidamente para a câmera.

   Essas garotas — essas eram as amigas de Mahiru.

   Conhecendo-a, Koyuki tinha certeza de que ela só permitiria que pessoas em quem realmente confiava ficassem perto dela. O que mais a aqueceu o coração foi o simples fato de Mahiru finalmente ter encontrado pessoas em quem podia acreditar. Para alguém que ainda se lembrava da garota solitária e reservada que Mahiru fora um dia, isso por si só já era suficiente para lhe trazer conforto.

     A Mahiru-san sempre foi sensível à maldade das pessoas.

   Sua criação a obrigou a aprender a não confiar facilmente nas pessoas. E, como Koyuki temera, a beleza e o talento de Mahiru passaram a atrair todos os tipos de pessoas — aquelas que falavam mal dela pelas costas e aquelas que buscavam usá-la para seus próprios fins. Tendo enfrentado mais pessoas assim do que a maioria, Mahiru fez a escolha deliberada de manter distância, apresentando uma fachada “perfeita” que não deixava espaço para ninguém se aproximar.

   E, no entanto, lá estava Mahiru — com aquele sorriso radiante e sincero. Só podia significar uma coisa: ela finalmente havia encontrado pessoas em quem podia confiar de todo o coração.

   As páginas do álbum estavam repletas de anotações coloridas, cada uma escrita com uma caligrafia diferente e transbordando os sentimentos de quem as escreveu. Entre elas, no estilo simples e elegante de Mahiru, estavam as palavras: “Estas são minhas amigas.”

   No instante em que Koyuki leu essa frase, um alívio como nenhum outro floresceu em seu peito.

   Ao virar as páginas, cada foto que encontrava capturava Mahiru sorrindo. Em algumas fotos, ela fazia beicinho; em outras, suas bochechas estavam rosadas de vergonha — mas em cada uma delas, suas expressões eram inegavelmente genuínas.

   Quem quer que tivesse tirado aquelas fotos não era amador. O rosto de Mahiru irradiava emoção em cada clique, e sua confiança na pessoa atrás da câmera podia ser vista na delicadeza de seu olhar.

   Então, uma foto em particular chamou a atenção de Koyuki — uma foto de Mahiru e Amane cozinhando juntos.

   Nenhum deles estava olhando para a câmera, mas a foto os capturou cozinhando lado a lado em perfeita harmonia, como se fosse a coisa mais natural do mundo. A cena lembrou Koyuki mais uma vez que Mahiru havia encontrado o parceiro com quem sempre sonhou.

   Só por aquela imagem, Koyuki teve certeza de que esses dois jovens jamais se tornariam dependentes um do outro de uma forma que os diminuísse. Em vez disso, ambos construiriam um lar repleto de bondade e calor, um lugar onde o amor era livremente dado e retribuído na mesma medida.

“Estou tão feliz que ela tenha encontrado amigos tão maravilhosos — e um namorado adorável também.”

   Mesmo depois de deixar seu cargo, Koyuki nunca parou de pensar em Mahiru.

   Quando se separaram, Mahiru já possuía a força e as habilidades para se sustentar sozinha. Não havia mais nada que Koyuki pudesse lhe ensinar. E, no entanto, ela ainda era uma criança — uma criança sem ninguém em quem pudesse confiar completamente. Mesmo sabendo disso, Koyuki não teve escolha a não ser deixá-la enfrentar o mundo por conta própria.

   Mahiru deve ter suportado uma solidão muito mais devastadora do que Koyuki jamais poderia imaginar. E, no entanto — olhe para ela agora. Mahiru encontrou seu sorriso. Ela tinha um namorado que realmente a entendia e a apoiava, e amigos que a aceitavam como ela era.

   O sorriso radiante que ela ostentava agora era um que a própria Koyuki nunca fora capaz de lhe dar. Ver Mahiru capaz de tanto carinho trazia uma alegria que palavras não podiam expressar.

   E, no entanto, esse fato só tornava as ações dos pais de Mahiru ainda mais imperdoáveis. O amor que eles deveriam ter sido os primeiros a lhe dar... Mahiru finalmente, depois de muito tempo, o descobriu através de outras pessoas.

     Aqueles sujeitos... são realmente…

     Como eles se tornaram assim?

   Koyuki não conseguia compreender, nem jamais poderia, a mentalidade de pais capazes de negligenciar a própria filha. Mas ela entendia, pelo menos, as circunstâncias que os levaram a esse caminho. Embora jamais aprovasse, e jamais pudesse aceitar completamente, ela ainda conseguia ver como aquilo havia acontecido.

“Você jamais poderia entender, não é? Os sentimentos que os quatro de nós carregamos. Alguém como você, nascida em uma família amorosa, jamais poderia compreender o que é ter a vida despedaçada.”

“Não espero que você entenda. E se você escolher nos condenar, que assim seja. Não vamos mudar. É tarde demais para isso agora.”

“Não me importo se estou errada. Nós mesmos fomos um erro. Onde nascemos, o que aconteceu depois, tudo.”

“Nós três cometemos erros graves. Como poderíamos sequer esperar trilhar o caminho certo agora?”

[Kura: Pesadas…]

   Aquelas vozes carregadas de veneno e aversão ainda ecoavam em sua mente. Naquele momento, Koyuki não conseguiu dizer mais nada. Ela sabia que qualquer coisa que dissesse soaria vazia para aquela mulher.

[Kura: A mãe da Mahiru é realmente fria.]

   Ela fechou o álbum e expirou lentamente, como se tentasse impedir que aquelas lembranças amargas a engolissem por completo.

     Quando isso vai acabar, eu me pergunto…? A tal vingança dela… a vingança deles? 

[Kura: Vingança hein.]

   Koyuki certa vez perguntou à mãe de Mahiru, Sayo, o porquê ela havia negligenciado a própria filha. Após várias rodadas de perguntas cuidadosas, a mulher finalmente respondeu, revelando o que ela, o que ele, o que todos eles estavam fazendo agora.

   Koyuki sabia que não tinha o direito de julgar as escolhas que eles haviam feito. Mesmo assim, não conseguia deixar de questionar se o que eles estavam buscando realmente valia o preço de abandonar a filha. Para ela, era inconcebível deixar para trás uma menina jovem e frágil por tal motivo.

   Houve um tempo em que ela considerou expô-los publicamente, mas sabia que qualquer tentativa seria sufocada muito antes de vir à tona.

   Mais do que tudo, porém—

     Mas... sim, talvez eles sentissem que não tinham outra escolha.

   Talvez, caso contrário, não conseguissem se manter unidos, despedaçando-se em milhões de pedaços sob o peso de sua própria raiva, ódio, ressentimento e dor.

   Não, pensou Koyuki. Eles já haviam se quebrado há muito tempo.

   Agora, eles estavam apenas tentando reunir aqueles fragmentos dispersos, moldá-los em algo que se assemelhasse ao que um dia foram. Impulsionados pelo fogo incessante de seu ódio, eles continuaram a trilhar aquele caminho carmesim abrasador.

   Com esse pensamento, Koyuki percebeu que não conseguia mais condená-los completamente. Em vez disso, ela simplesmente se sentiu grata por, antes de abandonarem a filha por completo, ao menos terem confiado Mahiru aos seus cuidados.

   Um suspiro fraco e amargo escapou de seus lábios enquanto seus pensamentos voltavam para a garota que havia carregado sozinha o peso de todos os pecados deles.



-DelValle: Boquiaberto. Caramba… final pegou, e, realmente, instigou muitas questões e dúvidas. Muitos sentimentos conflituosos, mas as respostas pelo visto só virão no volume 12, que parece prometer voltar para o tópico da família sanguínea da Mahiru. Força e simbora!

-MoonLakGil: EU OUVI LORE CHEGANDO??? Gente, não tava pronta, nuh uh, nem um pouco pra nada disso… SAEKI! Como você solta uma bomba dessas e ‘tchau até o próximo volume’ ?? Sinceramente, eu tenho minhas teorias, mas me manterei quieta para não estragar a experiência de ninguém hehe. Tirando isso, que cap gostosinho, seloko, bom demais, quase chorei e ainda saí sem respostas 10/10!

-Kurayami: Estou sem palavras para comentar… Mas esse final tem alguns detalhes intrigantes.

 

 

 

Traduzido por Moonlight Valley

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