O Anjo da Porta ao Lado Me Mima Demais Japonesa

Tradução: DelValle

Revisão: Mon, Kurayami


Vol 11.5 – S.S. Vol 11.5

Short Story 7: Um Fim Prematuro Traz Sentimentos Contraditórios

   Após o noticiário anunciar o fim da estação chuvosa na região de Kanto, Amane e Mahiru trocaram um olhar e deram de ombros.

[Del: Temos que pegar eu sei— | Kura: Pegar? | Moon: Pegá-los eu tentarei…]

“Eles chamam isso de estação chuvosa?” perguntou ele.

“Sério mesmo? Parece que nem aconteceu,” respondeu Mahiru.

   Amane ouviu o apresentador explicar quantos dias a estação tinha sido mais curta em comparação com anos anteriores e deu uma risadinha sem graça.

   Mesmo depois do início oficial da estação, não houve muitos dias de chuva. Talvez tenha havido alguns aguaceiros repentinos, mas nada daquelas garoas longas e constantes que duravam dias. Então, embora não fosse exatamente uma surpresa, Amane não pôde deixar de se sentir um pouco perplexo por já ter acabado.

   Pessoalmente, ele nunca gostou muito da estação chuvosa. Era muito úmida e abafada, o que dificultava a corrida. Mesmo assim, ele também não a detestava. Havia algo estranhamente reconfortante no cheiro da chuva e na mudança de paisagem que ela trazia.

“Choveu menos do que eu esperava,” comentou Mahiru. “Acho que isso não é exatamente uma boa notícia para os agricultores ou para os reservatórios.”

“É… Será que o nível da água na represa vai ficar bom este ano?”

“Eu verifiquei os números mais cedo e, por enquanto, parece estar tudo bem,” respondeu ela.

“Se não estivesse, estaríamos rezando muito por uma chuva torrencial.”

“É, isso afetaria muito a nossa vida.”

   Se Itsuki ou seus outros amigos ouvissem a conversa, provavelmente zombariam delas, dizendo: “Que adolescentes do ensino médio falam dessas coisas?” Mas para Amane e Mahiru, isso não importava. Eles realmente valorizavam essas conversas do dia a dia, mesmo que não fossem doces ou românticas.

   Eram conversas que só duas pessoas que compartilham a vida juntas poderiam ter.

   Amane olhou pela janela e se deparou com um céu tão brilhantemente claro que parecia insistir que a estação chuvosa havia realmente terminado. Se ele abrisse a janela agora, o ar, que já estava quente apesar de julho ter acabado de começar, invadiria e os sufocaria em seu abraço abafado.

[Del: OI!!? Julho??! Sabe, o volume 11 terminou em meados de abril… Isso aqui é meio futuro. Talvez meio do volume 12 ou até volume 13. | Kura: Calma filhote, tome um chá com leite.]

“Para ser honesto, não posso reclamar que a umidade tenha ido embora tão cedo,” disse ele. “Dias chuvosos são bons, mas depois de um tempo, é um saco. A roupa não seca e fazer compras fica irritante.”

   O problema da roupa suja não era pequeno, e embora o fim da estação fosse bem-vindo nesse sentido, também marcava a chegada inevitável do verão. Ele não conseguia decidir se comemorava ou suspirava. Para ele, era meio a meio. Mas quando olhou para Mahiru, ela tinha uma expressão… pensativa, quase preocupada, como se tivesse algo em mente.

“Hum…”

“O que foi?”

“…Bem, é que… a estação chuvosa acabou, não é?”

“Acabou sim.”

[Del: Pera, isso me lembra que se for isso, eles já estão com 1 ano de namoro.]

   Tinha sido tão breve que Amane se perguntou se não teria sido a mais curta até então, e a chuva em si tinha sido escassa. Mesmo assim, curta ou não, a estação chuvosa já havia terminado.

“A previsão não dizia que faria sol por pelo menos uma semana?”

“Sim. A tela só mostrava uma fileira de ícones de sol. O que tem?”

   O jeito como ela falou quase deu a entender que queria que a estação chuvosa durasse mais. E, a julgar pelo olhar melancólico e levemente abatido no rosto de Mahiru, talvez não estivesse muito longe da verdade.

“…Na verdade, comprei umas roupas de chuva bem fofas este ano — um guarda-chuva e galochas com estampas adoráveis. Mas nunca tive a chance de usá-las. Eu esperava usá-las quando fôssemos a um encontro, Amane-kun”, admitiu Mahiru. Então, com um tom de decepção, murmurou: “Me dei ao trabalho de escolher umas tão bonitas…”

   O biquinho que ela fez ao dizer isso era de uma fofura insuportável.

“Então, se eu estiver certo… Você queria me mostrar?”

“…Isso mesmo. Eu… queria que você me visse usando algo bonito e — bem, talvez me elogiasse um pouquinho. N-não que eu estivesse tentando te pressionar nem nada! É só que… as estampas são as minhas favoritas, então eu queria que você as visse.”

   O fato de ela ter contido seus próprios sentimentos ali era uma das qualidades adoráveis ​​de Mahiru.

   O jeito como ela ficou sem jeito e inquieta era tão irresistivelmente cativante que fez Amane sorrir. Se ela tivesse simplesmente pedido a ele que a elogiasse, ele teria ficado mais do que feliz em cobri-la de elogios, mas mesmo em momentos como esse, Mahiru era mais modesta do que ousada.

   Incapaz de se conter, Amane cobriu a boca com a mão para esconder o sorriso que se insinuava em seus lábios, mas Mahiru percebeu mesmo assim e inflou as bochechas.

“Por favor, não ria de mim,” resmungou ela. Até mesmo sua cara emburrada parecia adorável para Amane. Talvez ele estivesse completamente perdido.

Hmph!” Mahiru fez beicinho e imediatamente começou a bater levemente nas coxas dele. Amane estendeu a mão e acariciou suavemente suas bochechas infladas para acalmá-la.

“Que tal você me mostrar na próxima vez que chover? Isso deve funcionar, certo? Ou você pode até experimentá-las agora mesmo. Vou te elogiar muito, muito mesmo.”

“‘M-muito, muito mesmo’ talvez seja um pouco demais...”

“Por quê? Não se preocupe, eu só digo o que realmente penso. Sem bajulação.”

“Esse é exatamente o problema!”

   Amane nunca hesitava em elogiá-la quando era sincero, e se Mahiru quisesse, ele o faria com prazer, quantas vezes ela desejasse. Mas, do ponto de vista dela, aquela honestidade sincera dele parecia ser um pouco demais para ela.

“Então eu não deveria te elogiar de jeito nenhum?”

“…Eu também não gostaria disso. Sei que estou sendo egoísta, mas… faça com moderação, por favor! Só o suficiente!”

   Amane assentiu para Mahiru, e a insistência dela o fez sorrir. 

“Entendi. Vou manter a moderação, então.”

“Você diz isso, mas eu sei que você vai me elogiar muito só para depois dizer que essa era a sua ideia de moderação.”

“Você me conhece muito bem.”

Môu!

   Ultimamente, Mahiru ou tinha ficado mais esperta, ou simplesmente aprendido a ler os hábitos de Amane muito bem — ela sempre conseguia se antecipar a ele com suas respostas. Mesmo assim, isso não o impediria de fazer o que pretendia.

   Enquanto ela começava a dar leves tapas na coxa dele com os punhos, Amane não pôde deixar de achá-la absolutamente adorável. Ele riu baixinho e passou um braço em volta dela para puxá-la para perto.

“Ou você prefere que eu comece a te elogiar agora mesmo?” murmurou perto do ouvido dela.

   No instante em que ele disse isso, Mahiru ficou completamente imóvel e silenciosa. Observando a reação dela, Amane abriu um sorriso travesso tão radiante quanto o céu claro lá fora e pensou seriamente por onde deveria começar seus elogios.

 

 

Traduzido por Moonlight Valley

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