Vol 11.5 – S.S. Vol 11.5
Short Story 5: Dentro dos Bônus Secretos
Os olhos de Koyuki se arregalaram em choque ao notar um envelope enfiado na última página do álbum de fotos que Mahiru lhe enviara.
Não havia nada de incomum em encontrar uma carta lá dentro. Na verdade, Mahiru havia incluído uma carta própria junto com o álbum. Mas o envelope em suas mãos agora continha uma carta diferente. Na verdade, havia dois envelopes iguais.
Ao virar o envelope simples, ela encontrou uma caligrafia organizada e legível com o nome Amane Fujimiya. Isso era esperado. Já que Amane e Mahiru haviam feito o álbum juntos, não seria estranho que ele enviasse uma carta como um dos criadores. Provavelmente foi colocada no final sem o conhecimento de Mahiru, como uma surpresa. Caso contrário, teria sido colocada ao lado da carta dela.
E quanto à outra?
Koyuki virou o segundo envelope, um charmoso envelope branco adornado com um padrão de flor de mimosa. Escrito com capricho no verso, estava um nome que surgia de vez em quando em suas conversas com Mahiru, e que até aparecia no próprio álbum: Chitose Shirakawa.
Mahiru provavelmente não sabia nada sobre esta também.
Cartas de duas pessoas — uma, o homem que Mahiru amava, e a outra, muito provavelmente, de sua amiga mais próxima.
“Parece que a Mahiru-san está recebendo muito amor.”
Koyuki não podia saber o que as cartas diziam sem as abrir, mas mesmo assim, podia sentir o carinho e a confiança que os dois tinham por Mahiru irradiando delas. Nos dias de hoje, eles se deram ao trabalho de escrever à mão, com cuidado e capricho, só para enviá-las a ela. Um pequeno sorriso surgiu nos lábios de Koyuki ao pensar na surpresa final que haviam reservado para ela.
Seu pedido nascera da preocupação com Mahiru, mas, ao folhear o álbum, percebeu que essa preocupação era totalmente infundada. Mahiru havia encontrado seu lugar — e até mesmo encontrado a pessoa que mais amava.
Koyuki abriu cuidadosamente o envelope e leu a carta dentro. Começava com uma saudação apropriada para a época e era escrita num tom sério, mas transmitia o amor genuíno de Amane por Mahiru, uma consideração atenciosa por Koyuki e palavras destinadas a tranquilizá-la sobre como as coisas estavam indo.
Embora Koyuki nunca o tivesse conhecido pessoalmente, sua sinceridade transparecia tão claramente que ela podia perceber que tipo de homem ele era mesmo com a breve troca de mensagens.
A escolha da Mahiru-san a respeito de seu parceiro, pensou ela novamente, foi sem dúvida a certa.
A segunda carta, em contraste, era muito mais informal. Começava com uma alegre autoapresentação, depois descrevia o quão viva Mahiru vinha sendo, o quão bem ela se dava com Amane e o quão feliz ela passava seus dias.
A caligrafia arredondada, jubilante e espirituosa falava de uma garota alegre e bondosa que realmente se importava com seus amigos, e ela naturalmente sorriu ao lê-la.
Fico tão feliz que a Mahiru-san tenha encontrado tantas pessoas para quem ela possa realmente abrir seu coração.
Mahiru, que antes tinha dificuldade em confiar nos outros, agora estava tirando fotos com os amigos e até fez um álbum com eles. Só isso já mostrava o quanto ela havia passado a confiar nas pessoas ao seu redor. Koyuki podia facilmente sentir o calor e a bondade de Chitose em sua carta.
No fim, tanto Amane quanto Chitose se importavam profundamente com Mahiru. Ambos provavelmente incluíram essas cartas não apenas para aliviar as preocupações da mulher que Mahiru tanto admirava, mas também para demonstrar sua adoração por ela.
“Eu não poderia estar mais feliz,” murmurou ela.
Havia alguém que amava Mahiru e alguém que Mahiru podia amar de todo o coração. Só saber disso já era o suficiente para ela. Quaisquer preocupações que ela tivesse sobre os relacionamentos de Mahiru haviam desaparecido.
Se ela tivesse alguma preocupação restante, seriam os pais de Mahiru — mas isso era algo muito além do que Koyuki tinha o poder de mudar.
Se alguma coisa acontecer... contarei com você, Fujimiya-san.
Koyuki tinha certeza de que ele apoiaria Mahiru por conta própria, sem precisar que lhe dissessem nada, mas tudo o que ela podia fazer de longe era rezar pela paz deles. Idealmente, Mahiru nunca teria que enfrentar nenhum problema — mas, se isso acontecesse, Koyuki só podia confiar que Amane estaria lá por ela.
Espero que nada aconteça... Koyuki desejou.
Ela segurou as cartas e o álbum junto ao peito, confortada pelo pensamento de que Mahiru finalmente havia encontrado a felicidade.
[Moon: Sabem, eu penso que um dia, quando eles estiverem casados e com filhos, eles irão visitar a Koyuki e ela vai ficar tipo “Venham cá meus netinhos, quero mostrar uma coisa pra vocês” e a Mahiru vai ver o álbum, ficar vermelha tentando impedir e o Amane vai rir no fundo, e ela vai olhar e falar “Me ajuda aqui!” “(Amane) Eu não, chamo isso de vingança!” “Môu!” | Kura: Eu espero que seja algo semelhante, seria um ótimo final.]
Traduzido por Moonlight Valley
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