O Anjo da Porta ao Lado Me Mima Demais Japonesa

Tradução: DelValle

Revisão: Mon, Kurayami


Vol 11.5 – S.S. Vol 11.5

Short Story 4: Um Homem de Palavra

“Olha só, o idiota continua voltando.”

   Já fazia uma semana desde que Mahiru e seus amigos tinham visitado o local de trabalho de Amane pela primeira vez. Desde então, Itsuki assumiu a responsabilidade de aparecer sempre que sabia que Amane estava trabalhando, pensando que, como tinha recebido permissão uma vez, estava liberado dali em diante.

   Amane nunca o proibiu de vir, mas, ao contrário de Mahiru, que teve a consideração de esperar um pouco antes de visitá-lo novamente, Itsuki entrava com um sorriso debochado, como se fosse o dono do lugar. Desnecessário dizer que Amane só conseguiu levar as mãos à cabeça.

   Itsuki tinha seu próprio emprego de meio período, então Amane não sabia dizer se ele tinha vindo para relaxar ou apenas para provocá-lo. De qualquer forma, aquele sorriso característico e alegre estava totalmente à mostra enquanto ele se sentava à mesa.

   Itsuki tinha vindo sozinho hoje, então Amane o levou até um balcão. Mas sempre que Itsuki via Amane trabalhando arduamente, não conseguia conter o sorriso.

   Miyamoto, que estava no mesmo turno que ele, lançava-lhes um olhar cúmplice, quase de pena, como quem diz: “Lá vamos nós de novo,” e até se ofereceu para fazer tarefas extras para que Amane e Itsuki pudessem conversar. Mesmo assim, Amane desejava que seu superior não fosse tão atencioso nesse aspecto. Quanto mais conversava com Itsuki, mais difícil era manter a postura profissional.

“Ei, qual é o problema? Sou um cliente pagante, não sou?”

“Me deixa em paz.”

“Ah, você está corando.”

“Me deixa em paz de novo e por favor.”

[Kura: A amizade desses dois é muito linda kkkk]

   Amane só deixou escapar esse resmungo porque Itsuki era o único no balcão. Percebendo isso, Itsuki não o interrompeu e apenas observou Amane concentrado em fazer o café com uma expressão vazia no rosto.

“...Mesmo assim, você está trabalhando bastante, huh?”

Duh. É isso que se espera de um emprego.”

“Bem, é verdade… Ah, olá, Shiina-san.”

“O quê!?”

   Quando Itsuki chamou Mahiru de repente e olhou para a entrada, Amane seguiu seu olhar por reflexo — mas não havia uma alma viva à vista.

   Ele se virou e encontrou Itsuki sorrindo, os lábios se contraindo de divertimento enquanto dizia: “Brincadeirinha,” sem o menor remorso.

   Amane lançou-lhe um olhar fulminante.

“Ei, não encare seu cliente assim.”

“Espere até amanhã.”

“Vou me jogar nos braços da Shiina-san para pedir piedade.”

“Nem pense em encostar um dedo nela.”

“Ohh, alguém está com ciúmes? Relaxa, cara — era só uma figura de linguagem.”

“Eu sei. Mesmo assim, me irritou.” 

   Aproveitando-se do fato de não haver clientes por perto, Amane murmurou a última parte com uma voz rouca. Itsuki não se deixou abalar e apenas riu.

   Enquanto o distante “Bem-vindo!” de Miyamoto ecoava pelo café, Amane lançou outro olhar penetrante para Itsuki, que ainda não havia parado de rir.

“Mano, seu amor pela Shiina-san não tem limites.”

“Continue falando e eu garanto que você nunca mais dirá uma palavra.”

“Shiina-saaan, o Amane está fazendo bullying comigo!”

“Você não vai me enganar duas vezes.”

[Moon: Imagina ela tá lá agora… | Kura: Imaginei isso…]

   Amane se virou quando Itsuki provocou intencionalmente o nome de sua amada namorada, que nem estava presente. Mas antes que pudesse revirar os olhos, uma voz fria soou por trás de Itsuki. Parecia meio divertida, meio exasperada.

“Sempre que isso acontece, normalmente é o Akazawa-san que começa, não é?” 

[Moon: MANO KAKAKAKAKA NEM FERRANDO (juro que eu não tinha visto isso). | Kura: Virou vidente? kakakakakaka.]

   Aquela era uma voz que Amane jamais confundiria. Ele virou a cabeça bruscamente na direção dela, e lá estava Mahiru, desenrolando o cachecol enquanto caminhava graciosamente na direção deles.

“O qu — hein? Espera, por que você está aqui?” Amane gaguejou.

“…Eu não deveria ter vindo? Eu só pensei… talvez eu dê uma passada hoje.”

“N-não, eu não estou dizendo que você não pode, mas—”

   Amane sabia que Mahiru poderia ir ao café, mas não esperava que ela aparecesse sem dizer uma palavra antes, e sua voz saiu um tom mais agudo do que o pretendido.

“Que cômico,” Itsuki riu.

“Cale-se. A culpa é toda sua.”

   Itsuki devia saber que Mahiru viria ao café hoje. Amane o encarou, mas, como sempre, foi recebido apenas com seu sorriso fácil.

   Agora que Mahiru havia gentilmente intervido para mediar a situação, Amane não conseguiu dizer mais nada. Ele foi buscar um cardápio para ela, sentindo-se um pouco frustrado.

[Moon: Resultado da batalha de hoje… Vitória, do Itsuki. | Kura: Na próxima você pega ele Amane.]

 

 

Traduzido por Moonlight Valley

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