O Anjo da Porta ao Lado Me Mima Demais Japonesa

Tradução: DelValle

Revisão: Mon, Kurayami


Vol 11.5 – S.S. Vol 11.5

Short Story 1: Uma Pequena Desculpa De Vez Em Quando

“…Amane-kun, estou muito chateada com você agora.”

   Era uma tarde tranquila de fim de semana. Logo após o almoço, Mahiru declarou isso de repente, e Amane congelou instantaneamente.

   Sua expressão lhe dizia que ela não estava furiosa, mas o pequeno bico em seu rosto deixava perfeitamente claro que ela estava de mau-humor. Sem ideia do que havia feito de errado, Amane sentiu um nó apertado no estômago enquanto repassava freneticamente todas as possíveis ofensas em sua mente.

“Eh…? Eu — eu sinto muito…?”

“Não é bom se desculpar sem nem perguntar o que você fez de errado. Percebo que você está apenas tentando amenizar as coisas para começar.”

“Sinto muito. De verdade, mas honestamente não tenho ideia do que fiz. Se não for muito incômodo, você poderia me dizer exatamente o que eu fiz?”

   Mahiru nunca ficava chateada sem um bom motivo, então Amane tinha certeza de que devia ter feito algo sem perceber. Preparando-se para o constrangimento, ele perguntou com cuidado.

   Mahiru soltou um suspiro baixo. “Os ovos.”

“A-AHH!”

   Ele tinha feito besteira. Uma total besteira.

   Naquela manhã, dizendo a si mesmo que estava faminto, ele se empolgou e preparou uma tigela de arroz com bacon e ovo usando três ovos. Isso deixou apenas dois ovos na caixa.

“Você se esqueceu que decidimos fazer arroz de Tianjin para o jantar hoje? Eu sei o que tem na sua geladeira melhor do que você, Amane-kun, então controlo o que está sendo usado. Os ovos estão sumindo muito rápido. Não é bom usar tantos quando não temos nenhum sobrando. Eu teria apreciado se você pelo menos tivesse me avisado antes — ou mesmo depois. Mas é um problema quando os ingredientes que eu planejei usar simplesmente desaparecem. Ainda bem que percebi isso no almoço.”

[Kura: Amane, o devorador de ovos…]

“Me desculpe...”

   Ela tinha toda a razão. Embora os ovos tivessem ficado mais baratos recentemente, ainda estavam mais caros do que costumavam ser. Eles geralmente estocavam para a semana sempre que entravam em promoção, mas desta vez, Amane cedeu à fome e os comeu quando não havia mais nenhum. A próxima promoção seria só depois de amanhã, e como ele já tinha comido o suficiente para dois dias, não era de se admirar que Mahiru sentisse a necessidade de repreendê-lo. Principalmente considerando que eles dividiam as despesas do supermercado igualmente.

   Se ele estivesse pagando por seu próprio estoque separado, Mahiru provavelmente não teria dito uma palavra, além de talvez repreendê-lo por comer demais.

   Mas, neste caso, a culpa era inteiramente dele.

“Meu Deus... Eu planejo nossas refeições com base no que tem na geladeira, sabia?”

“Me desculpe. Esqueci de verificar quantos tínhamos, e a culpa é minha.”

“E você se arrepende de tê-los comido?”

“Os ovos imploravam para serem comidos.”

“Amane-kun.”

[Moon: Kakkakakka Gênio. | Kura: Olha ele rapaz kakakakaka.]

“Estou brincando, me arrependo.”

“Meu Deus…”

“Vou reabastecer nosso estoque agora mesmo. Vou correndo se precisar.”

“Antes disso, vou revelar sua punição.”

“Sim, senhora.”

“Vamos comprar algumas coisas pesadas hoje, então você vai carregar as sacolas. E antes disso, vamos comprar roupas, então as sacolas vão ficar lotadas.”

   Amane não pôde deixar de se perguntar: Que parte disso conta como punição?

   Seu plano era fazer as compras sozinho, mas Mahiru deixou bem claro que queria ir junto. E pelo que parece, ela planejava parar em algum lugar que não fosse o supermercado primeiro.

“Então não é diferente do que costumamos fazer. Não é só um encontro? Você não está realmente brava, está, Mahiru?”

“Estou hiper mega brava… buf buf!”

“‘Hiper mega brava,’ é?”

“Hiper mega brava.”

[Moon: Ela “definitivamente” está hiper mega brava. | Kura: Em inglês é assim? Parece muito com nosso jeito brasileiro.]

   Mahiru expressou sua raiva com um biquinho adorável, e todos os vestígios de raiva em seu rosto desapareceram. Era óbvio que ela nunca estivera realmente com raiva. Muito provavelmente, ela só fingira repreendê-lo para poder usar isso como desculpa para convidá-lo para um encontro.

“O que posso fazer para merecer seu perdão?”

“...Aquele penteado do outro dia...”

“Você está gostando demais dele, não é?”

   No outro dia, com a ajuda de Chitose e Itsuki, ele tinha ido a um encontro com um penteado diferente do habitual. Mahiru gostou bastante, e desde então, ocasionalmente, fazia esses pequenos pedidos para que ele repetisse o penteado.

“Não quero ouvir isso de alguém que come muitos ovos só porque são bons!”

“Você me pegou... Tudo bem, me dê um minuto, tá bom? Vou arrumar meu cabelo.”

“O mais rápido possível, por favor.” 

“Entendido, milady.”

   Seu plano original era relaxar em casa hoje, mas parecia que isso havia mudado para relaxar lá fora.

   Ciente de que muitas vezes fazia Mahiru se sentir sozinha, Amane sorriu discretamente para si mesmo.

   Eu aceito esses pedidos adoravelmente egoístas dela sempre que a der vontade, pensou ele, saboreando sua doce demonstração de afeto enquanto voltava para o quarto para se arrumar.

 

 

Traduzido por Moonlight Valley

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